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Milho

03 dez08:54

SC já calcula prejuízos com nova estiagem no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A agricultura de Santa Catarina encerra o ano da mesma forma que iniciou: enfrentando problemas de estiagem. Quatro municípios já decretaram emergência: Irani, Jaborá, Ipira e Herval do Oeste. Em algumas cidades, como Videira, choveu menos de 10% da média histórica.

A hidrelétrica de Machadinho, em Piratuba, suspendeu a geração de energia. A perda no milho já chega a 10%, segundo o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), Enori Barbieri, vice-presidente da Faesc.

Ele destaca que, além da quebra, o milho está quase um mês atrasado, em virtude de problemas no plantio, o que agrava a crise no Estado. O grão está cotado em R$ 35 em Chapecó, o dobro do valor de dois anos atrás.

Barbieri afirma que SC precisa implementar uma política de estímulo ao plantio do milho. Os pedidos do Estado junto ao governo federal também surtiram pouco efeito, já que veio apenas 140 mil toneladas para uma demanda de 1,8 milhão.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Francisco Heiden, estima as perdas do milho entre 8% e 10%. Além disso, ele projeta um quebra de 8% a 12% na produção de leite, parte em virtude da fase de transição das pastagens, mas, principalmente, devido à falta de chuva.

A técnica em meteorologia do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram), Laís Fernandes, diz que há uma previsão de chuva próxima da média histórica.

— Não dá para dizer que vai ser uma estiagem — avalia Laís.

Na estiagem passada, que durou entre novembro de 2011 e junho de 2012, foram afetadas 800 mil pessoas em 152 municípios, com prejuízo de R$ 770 milhões. Muita coisa foi prometida, mas nem tudo foi cumprido.

O secretário de Agricultura, João Rodrigues, destaca que, em dezembro, será licitada a compra de 117 tratores e cem distribuidores de adubo líquido. E os municípios devem entregar a documentação para a perfuração de poços até o final do mês.


O que veio

- R$ 5,3 milhões, R$ 456,8 mil do Fundo Estadual da Defesa Civil e o restante do governo federal para compra de tanques, água mineral, purificadores e motobombas

- R$ 2,7 milhões do governo estadual para auxiliar nos serviços contra a estiagem, principalmente transporte de água.

- R$ 5 milhões do programa Juro Zero investidos na construção de 248 cisternas. Tem mais R$ 5 milhões disponíveis

- R$ 400 para 64 mil famílias beneficiadas pelo bolsa estiagem do governo federal. Ficaram de fora entre 10 mil e 15 mil famílias

- R$ 10 mil por família de crédito do governo federal, com juro de 1% ao ano e bônus de 20% para quem pagar em dia

- R$ 800 milhões do Proagro para o Sul

- Dívidas prorrogadas


O que falta chegar

- R$ 10,9 milhões para aquisição de 117 tratores e 100 distribuidores de adubo líquido para transporta água para os interior dos municípios de um convênio com Ministério da Agricultura e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (R$ 9,7 milhões) e contrapartida do governo do Estado (R$ 1,15 milhão)

- R$ 9,9 milhões do Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Estado da Defesa Civil com R$ R$ 1,1 milhão de contrapartida do governo do Estado para perfuração de 336 poços com bombas d´água e reservatórios de 20 mil litros para 99 municípios

- R$ 60 milhões do Programa Caminhos do Desenvolvimento anunciado pelo governo do Estado (parte de um empréstimo de R$ 611 milhões com o BNDES) para minimizar os efeitos da estiagem.


O que não veio

- Anistia de dívidas

- Seguro que garantisse renda ao agricultor em caso de perdas e não somente cobrisse o financiamento

- Milho suficiente. Veio apenas 10 mil toneladas para uma demanda de 1,8 milhão de toneladas.


DIÁRIO CATARINENSE



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20 nov09:15

Lideranças de SC querem milho

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Lideranças políticas e do agronegócio catarinense estarão em Brasília nesta terça-feira cobrando do governo federal políticas de escoamento de milho. De acordo com a assessoria do deputado federal Valdir Colatto, uma reunião com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, está agendada para às 16 horas.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) e da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ricardo Gouvêa, estará presente na reunião e vai cobrar do governo ações para subsidiar escoamento do milho do Centro Oeste para o Sul.

Gouvêa disse que o preço do cereal vem aumentando continuamente e já chega a custar cerca de R$ 37 a saca de 60 quilos, o dobro da média histórica. Isso acaba comprometendo a saúde financeira das empresas e aumentando o preço ao consumidor. Uma das propostas é um subsídio de R$ 5 por saca, para que as agroindústrias busquem o milho no Centro-Oeste.



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03 out17:54

Governo autoriza compra de milho para abastecer SC

O governo federal decidiu na terça-feira, no final da tarde, editar uma portaria interministerial, envolvendo os ministérios da Fazenda, Planejamento e Agricultura, para garantir o abastecimento de 150 mil toneladas de milho para produtores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e dos estados do Nordeste. A medida ainda não tem data definida para entrar em vigor, mas é vista como insuficiente por lideranças do setor do agronegócio em SC.

A decisão foi tomada em uma reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram do encontro, que durou cerca de uma hora e meia e que terminou no final da tarde, o titular da pasta, Guido Mantega, e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, além de técnicos da União.

Para garantir o abastecimento, o governo federal optou por realizar leilões, nos quais vai estipular o valor do milho, embutindo o custo do transporte. Quem arrematar o lote terá de se comprometer a entregar o grão em locais determinados, onde o pequeno produtor poderá comprar o milho por um valor mais baixo. Com isso, a União tenta subsidiar, indiretamente, o frete e conter a crise que assola as economias catarinense, gaúcha e nordestina.

Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, a intenção é normalizar o abastecimento até dezembro. As 150 mil toneladas do grão deverão sair do Mato Grosso e do Paraná. Segundo a assessoria de imprensa do ministério da Agricultura, a compra do milho será feita por meio de contratos de opção de venda público (COV). Esse tipo de modalidade dá a garantia para produtores de milho de que eles receberão um preço fixo do governo.

Das 150 mil toneladas previstas para serem compradas e distribuídas este ano, 75 mil serão adquiridas no Paraná e as outras 75 mil na Bahia, segundo a assessoria. A operação no Paraná servirá para abastecer Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e a na Bahia, aos estados nordestinos. A estimativa do governo é que sejam gastos R$ 98 milhões no programa.

Lideranças do setor em Santa Catarina não aprovaram o novo anúncio do governo federal. Para o presidente da Câmara da Agroindústria da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mário Lanznaster, a medida é “ineficiente e insuficiente”:

— As agroindústrias estão esperando esse milho para ontem. O que o setor precisa é de subsídio, seja reduzindo alguma tributação, seja o governo custeando R$ 5 para o transporte dos grãos do Brasil central. Medidas de socorro que seriam muito mais rápidas do que este novo anúncio.

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lamentou a nova resolução vinda de Brasília. Para ele, o setor não pode ser contemplado com uma medida de apoio, mas deveria receber uma alternativa de socorro.

— Cada definição do governo tem um prazo de carência. Até estes leilões acontecerem, até toda a burocracia ser resolvida, o processo vai levar mais de 30 dias. E os produtores não vivem apenas uma crise do milho, mas financeira. Estão descapitalizados, sem acesso a linhas de crédito. Essas medidas são insuficientes para resolver o cenário de caos que vivemos em SC — avalia.

O resultado do cenário atual, segundo Barbieri, será o desaparecimento de muitas empresas de pequeno e médio porte que estavam se consolidando no Estado com o mercado favorável para as exportações. A tendência é que mais pessoas sejam demitidas e que o mercado fique mais concentrado. De acordo com Lanznaster, muitas empresas estão reduzindo o número de frangos abatidos.

— Com isso, vai faltar carne de frango no mercado. Consequentemente, os preços vão subir. E depois o governo, que não toma uma atitude para resolver o problema, vai querer nos culpar pelo aumento da inflação — critica o diretor da Fiesc.


DIÁRIO CATARINENSE



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28 set16:54

Governo anuncia medidas para crise do milho

Darci Debona |darci.debona@diario.com.br

O Governo Federal vai auxiliar agroindústrias e produtores em dificuldades em virtude da crise do milho, provocada pela escassez e alto custo do produto no Sul.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou na tarde desta sexta-feira, em Chapecó, que o Conselho de Política Monetária aprovou algumas das propostas discutidas na semana passada, entre lideranças do setor e do Governo.

Uma das medidas aprovadas é o aumento do limite de financiamento de R$ 70 mil para R$ 150 mil por produtor integrado. O juro dessa operação caiu de 15 a 20% em média para 5% ao ano.

Além disso as agroindústrias terão prioridade na devolução do crédito tributário de PIS e Cofins. Com isso terão recurso para capital de giro.

Outra medida que será discutira na próxima semana é a edição de uma Medida Provisória que autorize a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a comprar milho no Paraná e ofertá-lo em Santa Catarina.

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19 set22:30

Indústrias e produtores pedem subsídio para milho

darci.debona@diario.com.br

O governo federal acenou com uma proposta para viabilizar o transporte de milho do Centro-Oeste para Santa Catarina, em audiência realizada com lideranças do setor agroindustrial. 

Representantes da agroindústria catarinense estiveram nesta quarta, em Brasília, negociando alternativas para a falta de milho no mercado catarinense, o que tem elevado o custo da produção no Estado. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento, Marcelo Melo, acordaram com o setor o encaminhamento de um pedido de utilização de créditos de exportação de PIS/Cofins para subsidiar frete para as agroindústrias.

O setor solicitou subsídio de R$ 5 por saca para o frete, o que necessitaria de um aporte de R$ 300 milhões, para o transporte de três milhões de toneladas do Centro-Oeste para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

As agroindústrias também pediram uma linha de crédito para capital de giro. Os produtores querem o aumento do limite de financiamento para compra de milho, de R$ 70 mil para R$ 140 mil. O secretário adjunto da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, e os representantes do setor pediram urgência à solicitação. 

As agroindústrias catarinenses estão reduzindo o abate e demitindo funcionários pelo efeito da crise do milho, que aumentou muito os custos. A ministra Ideli Salvatti deve apresentar a proposta na segunda-feira para o Ministério da Fazenda. Na quinta-feira, as propostas devem passar pela reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, avalia que a reunião foi positiva.

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19 set10:08

Mercoagro inicia em meio à crise do milho

darci.debona@diario.com.br


Sirli Freitas



Num cenário em que já ocorreram cinco mil demissões neste ano e cerca de 10 agroindústrias do Estado estão com dificuldades financeiras, abriu ontem a Mercoagro, Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, que acontece até sexta-feira, em Chapecó. Enquanto o setor foca em máquinas cada vez mais modernas para atender mercados exigentes, como o Japão, falta um produto básico no campo, o milho.

A Aurora Alimentos, que somente em Chapecó tinha 10 silos de 3 mil toneladas cada sempre cheios, ontem tinha apenas uma unidade cheia e a outra pela metade. As carretas que antes enchiam o pátio da agroindústria agora são poucas, com o produto vindo do Mato Grosso do Sul, a preços de R$ 30 a saca, pelo menos 50% acima do valor médio dos últimos três anos.

Como a soja dobrou de preço, os custos de produção saltaram. As agroindústrias que não tinham muito capital de giro acabaram fraquejando. Somente a Coopercentral Aurora recebeu ofertas para incorporar seis frigoríficos de aves e três de suínos. A empresa assumiu a Bondio, que abatia 110 mil aves por dia. A Diplomata e a Globoaves enfrentam atraso no pagamento dos avicultores. E outras unidades menores tiveram até suspensão ou redução de abates. 

O analista de mercado da Epagri, Julio Rodigheri, informa que os baixos estoques mundiais aliados às estiagens na América do Sul e nos EUA, mais o uso do milho na produção do etanol, geraram forte demanda. No Brasil, apesar da seca no Sul, que aumentou o déficit do grão de SC para 2,6 milhões de toneladas, a safra aumentou. Só que, ao mesmo tempo, cresceram as exportações de nove para 14 milhões de toneladas.

Mesmo assim existe milho no Centro-Oeste. O presidente da Aurora e vice-presidente da Fiesc para o Agronegócio, Mário Lanznaster, diz que o milho está em R$ 19 em Sorriso (MT), mas chega a R$ 31 em SC pelo custo no transporte.

Repasse aos consumidores

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, explica que muitas empresas catarinenses já estão sem capital de giro e com dificuldades de conseguir empréstimos diante da alta no preço do milho. Por isso, as agroindústrias estão pedindo um subsídio do governo federal de R$ 5 por saca para bancar o transporte.

Mas a alta não afeta apenas as empresas. Um dos reflexos da falta de milho e aumento dos custos já começa a ser sentido pelos consumidores nos supermercados. De acordo com o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, as agroindústrias já reajustaram 7% no preço do frango e a tendência é de mais alta. 

— Vai subir no mínimo mais outro tanto — afirma. 

Pedido de ajuda ao governo

A Conab informou que já disponibilizou 200 mil sacas de milho para pequenos criadores de SC e RS. Os catarinenses devem receber mais 40 mil toneladas. De acordo com Mario Lanznaster, da Aurora, essa medida é insuficiente pois as agroindústrias precisam urgentemente de 1,5 milhão de toneladas.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio De Lorenzi, diz que o volume não atende a demanda dos produtores, pois os criadores teriam direito a 27 toneladas por mês de milho fornecido pela Conab e muitos recebem só cinco toneladas.

Hoje, o presidente da ACCS e outras lideranças políticas e empresariais de SC estarão em Brasília buscando apoio do governo federal para o transporte de milho.

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22 ago10:26

Ministro da Agricultura diz que não faltará milho para produtores de SC

Adriana Langon e Carolina Bahia

adriana.langon@gruporbs.com.br | carolina.bahia@gruporbs.com.br


Na tentativa de tranquilizar os produtores de aves de Santa Catarina, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou nesta terça-feira, dia 21, que o subsídio ao frete para o transporte do milho do Centro-Oeste para Santa Catarina será votado na próxima terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A garantia foi dada após almoço com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no qual o cardápio incluiu a crise na avicultura. Assim, o governo federal quer reforçar o envio de caminhões transportando o produto, que hoje chega a 80 veículos por semana quando o ideal seria 200. O valor do frete subsidiado poderá chegar a R$ 4,90 a saca.

Mas as medidas previstas pelo ministério não param por aí. Serão escoadas 300 mil toneladas de milho para Santa Catarina e Rio Grande do Sul até dezembro, por meio de leilões, ao preço de R$ 21 a saca para até 27 toneladas por mês por produtor. E mais: estuda uma nova linha de financiamento para criadores descapitalizados, a exemplo dos suinocultores.

>> SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Caso as ações não sejam suficientes para estancar o problema, o ministro reforçou que novas medidas poderão ser adotadas, entre as quais novas liberações do grão.

Convicto de que o ministério está atuando com firmeza no caso, Mendes rebateu as críticas feitas pelo setor de que a pasta teria uma atuação fraca frente ao problema. Confira abaixo trechos da entrevista exclusiva concedida ao Grupo RBS:


Diário Catarinense — Uma das medidas anunciadas pelo Ministério da Agricultura foi o subsídio ao transporte do milho do Centro Oeste para o Estado. Quando este produto começa chegar ao criador catarinense?

Mendes Ribeiro Filho— Eu quero dizer que este milho já está chegando. Talvez não esteja chegando na quantidade e na agilidade que nós pretendemos que chegue, mas todo o pequeno e médio produtor irá receber o milho. Não faltará milho. É preciso normalizar a questão do transporte, que sofreu um baque no que diz respeito a todo o movimento que ocorreu no país.


DC — Qual a quantidade que está sendo destinada aos produtores do Estado?

Mendes — Estamos fazendo chegar a Santa Catarina 100 mil toneladas, como também ao Rio Grande do Sul, e providenciamos mais 200 mil toneladas, além de garantir o preço de R$ 21 a saca, o que atende ao pequeno e ao médio produtor. Junto com a Companhia Nacional de Abastecimento estamos atentos para que as 27 toneladas cheguem ao produtor. Isso vai acontecer gradativamente. Agora, percebemos também que já existe uma curva ascendente no que diz respeito ao preço da carne. Notamos, inclusive, um crescimento do preço da carne acima do aumento do milho. Estamos atentos para que não se crie um processo inflacionário.


DC — Então, não há desabastecimento de milho?

Mendes — Não. Os estoques estão de acordo com aquilo que nós esperávamos que fossem. Não vamos ter problema de milho, de abastecimento no Brasil. E, agora, com a entrada da safra, naturalmente as coisas se normalizam.


DC — Aquele produtor que está desesperado e até pensando em reduzir sua produção, ele pode ficar tranqüilo de que vai receber esse milho do Centro-Oeste?

Mendes — Ele vai receber esse milho do Centro-Oeste. O número de caminhões vem crescendo gradativamente. Está se normalizando. O presidente da Conab (Rubens dos Santos), inclusive, se deslocou para o Centro-Oeste para comandar essa operação. E o governo de Santa Catarina, por meio do secretário da agricultura (João Rodrigues) já está em contato com a Conab de forma permanente para também auxiliar. Assim como auxiliaram os governadores do Nordeste para fazer o milho chegar ao seu destino.


DC — As ações da Agricultura, então, estão focadas no pequeno e no médio produtor?

Mendes — Sim, estamos tendo este cuidado. Existe uma certa especulação e estamos vendo como e de que forma intervir. O ministério está tomando todos os procedimentos para chegarmos a tempo. E vamos fazer isso. É determinação da presidente Dilma. Nós precisamos ter um equilíbrio. Ninguém é contra os grandes ou os médios, quero deixar bem claro. Eu não posso é permitir que o subsídio chegue a quem não precisa. Porque se eu permitir que isso ocorra, esse subsídio não chegará a quem realmente necessita. Nós estamos atentos a isso.


DC — O aumento do preço do frango ao consumidor, como o senhor ponderou é considerado inevitável. O governo federal, em especial o Ministério da Fazenda está atento aos reflexos desta alta e o seu impacto na inflação?

Mendes — Estamos discutindo com o Ministério da Fazenda todas as ações que podemos tomar para estarmos à frente dos problemas.


DC — O senhor esteve reunido justamente hoje (terça-feira) com a Fazenda para tratar esta questão do subsídio ao frete. Quando o senhor terá uma posição mais concreta?

Mendes — Tratamos isso com a Fazenda e já planejamos que isso entre na reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevista para a próxima terça-feira, pois está autorizado pela Fazenda. As ações estão viabilizadas para que possamos atender o produtor.


DC — A crise do setor avícola já chega na indústria com a demissão de funcionários. Essa crise não pode comprometer a balança comercial?

Mendes — Não afetará. Nós temos todas as questões que dizem respeito as exportações acompanhadas diariamente com o Mdic. Não perdemos um passo se quer. E elas tem se mantido como de costume. Tanto no setor da carne quanto no setor de grãos.


DC — O presidente do Cidasc, Eroni Barbieri, chegou a afirmar que a atuação da pasta da Agricultura era fraca na busca uma solução para o milho. Como o senhor considera essa crítica?

Mendes — Criticar é fácil. Construir é difícil. Nós tivemos uma crise nos Estados Unidos muito séria. E nós não tínhamos instrumentos de armazenamento que pudessem ser disponibilizados. Hoje, tenho milho armazenado a céu aberto em Mato Grosso. E nós estamos buscando uma política nacional de abastecimento para que isso não ocorra no ano que vem. Tudo é uma questão. Vivemos uma crise mundial. Vivemos uma situação de difícil equacionamento, mas que estamos enfrentando. Todos os instrumentos de política agrícola estão sendo utilizados, como foram na suinocultura.


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16 ago14:13

Municípios da SDR Dionísio Cerqueira destacam-se no programa Troca-Troca de Sementes de Milho

Os municípios que fazem parte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira já tiveram a liberação de 7.386 sacas de sementes de milho neste ano, por meio do programa Troca-Troca, liberadas pelo Governo de Santa Catarina. A informação é do gerente de Agricultura, Ademilson Stuani.

Segundo ele, o objetivo do Programa é viabilizar a aquisição de sementes a serem utilizadas na formação de lavouras de agricultura de base familiar para agregar valor na produção, entre outros fatores. Stuani explica que cada município tem sua cota e os trabalhos são realizados diretamente nos escritórios da Epagri. O gerente ressalta que São José do Cedro foi o município que teve mais sacas de sementes de milho liberados até o momento, totalizando 2.590.

- Quem necessitar de uma ampliação em suas cotas pode procurar na SDR Dionísio Cerqueira. Até o momento os trabalhos no programa Troca-Troca de sementes de Milho têm sido bem executados e os resultados positivos – disse ele.

Para o pagamento, o produtor/agricultor devolverá quatro sacas de milho, até abril do próximo ano, para cada uma de semente que for retirada. O limite é de cinco sacas de sementes por produtor catarinense.


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18 mai12:53

Alunos de assentamento de Abelardo Luz visitam Museu do Milho de Xanxerê

Na manhã desta sexta-feira, dia 18, os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Semente da Conquista, do Assentamento 25 de Maio, do município de Abelardo Luz, visitaram o Museu do Milho, no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi, em Xanxerê.

A visita, de acordo com a diretora da escola, Lindamira Aparecida de Oliveira, objetiva trazer os alunos para conhecer um pouco da história sobre o início da colonização na região Oeste, pois os alunos que estudam no Assentamento, segundo ela, são filhos de agricultores. “A escola busca esta integração entre a teoria e a prática dentro do Assentamento, para que os alunos possam ter um pouco mais de conhecimento para aplicar em suas propriedades”.

Para a diretora de Ações Culturais, Magda Vicini, a visita ao Museu do Milho, assim como em demais museus, é muito importante, pois faz com que as pessoas se identifiquem culturalmente. – Aqui a gente aprende a não perder a nossa essência, a manter viva a nossa história, dos nossos colonizadores – disse.

Magda salienta ainda que a cultura não é apenas a música erudita, teatro, cinema, mas sim a forma pela qual eu me comunico, como trato as pessoas, respeitando-as.

A diretora de Ações Culturais agradeceu a visita dos mais de 40 alunos da escola Semente da Conquista ao Museu do Milho, bem como parabenizou a iniciativa da diretora e dos professores das disciplinas de História, Filosofia e Artes.


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14 mai07:46

10ª Semana Nacional de Museus no Oeste

Será realizada nesta segunda-feira, dia 14, a abertura da 10ª Semana Nacional de Museus, que acontece de 14 a 20 de maio. A solenidade acontece às 10 horas, no Museu Municipal do Milho, localizado no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi, em Xanxerê.

Como parte de um mundo em movimento acelerado, marcado pela desconstrução das noções tradicionais de tempo e espaço e no qual, identidades locais e globais se relacionam em complementaridade, os museus assumem um papel ainda mais estratégico e desafiador. Museus acessam no presente a memória do passado e, a partir daí, promovem perspectivas de futuro.

Por isso, em 2012, o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) convida os museus brasileiros a comemorarem a 10ª edição da Semana Nacional de Museus com o tema “Museus em um mundo em transformação – novos desafios, novas inspirações”.


Cultura do Milho

De acordo com a Diretora de Ações Culturais, Magda Vicini, o Museu Municipal do Milho apresenta a exposição “Cultura do Milho: passado e perspectivas futuras”, que pretende promover um olhar para o passado, a partir da exposição do acervo do Museu do Milho, que possui algumas tecnologias de cultivo do milho do final do século XIX e XX: plantadeiras (saraquás), colheitadeiras, debulhadeiras e moedeiras de milho, valorizando as práticas do passado e mostrando-as às gerações atuais; bem como promover uma reflexão sobre a importância da cultura do milho na atualidade e as possibilidades culturais e econômicas desta cultura.

Durante a Semana Nacional de Museus, o Museu do Milho ficará aberto das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17 horas, inclusive no sábado e domingo.


Chapecó participa da Semana dos Museus

Dois Museus de Chapecó participam este ano da Semana Nacional dos Museus, que chega a 10ª edição. O Museu de História e Arte de Chapecó e o Museu da Colonização vão ter uma programação diferenciada entre os dias 21 e 25 deste mês. O tema da Semana, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus, é ‘Museus em um mundo de transformação: novos desafios, novas inspirações’.


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