Milho

27 fev10:11

Só 6% dos produtores de SC pediram seguro contra seca

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br

Quase metade de Santa Catarina sofre, de forma recorrente, com o problema das estiagens. Dos 293 municípios do Estado, 132 registram a escassez de chuvas com frequência. O maior prejuízo é registrado na lavoura. Desde dezembro, a quebra na produção de diferentes culturas provocou perdas de R$ 549,6 milhões. O seguro da lavoura, que poderia remediar o problema, cobre uma parte pequena da produção.

Mesmo a estiagem sendo um problema recorrente, poucos agricultores cobrem as possíveis perdas com seguro. O secretário adjunto da Agricultura de SC, Airton Spies, calcula que cerca de 75 mil produtores rurais foram prejudicados pela estiagem que começou a castigar as lavouras de 96 municípios do Estado em novembro.

Na safra 2011-2012, 59,6 mil agricultores tiveram a lavoura segurada pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Deste total, 4.640 solicitaram a cobertura dos prejuízos até o dia 17 deste mês. Pouco mais de 6% do total de produtores atingidos pela estiagem.

Uma das razões para este acesso baixo ao seguro é que o Proagro, capitaneado pelo governo federal e o mais barato do mercado, serve apenas para cobrir a dívida do agricultor que financiou o custeio de plantio da lavoura. Essa modalidade de seguro não garante a produção, e custa 2% do financiamento para os agricultores familiares. Apenas a modalidade Proagro Mais prevê o pagamento de até 65% do lucro estimado pelo agricultor. Mas quem não pede financiamento ou o agricultor que quer ter uma cobertura total não busca o Proagro.

Na safra atual, o Banco do Brasil, que concentra grande parte das operações de crédito rural no país, assinou 76,5 mil contratos de financiamento no Estado. Destes, 59,6 mil aderiram ao Proagro. Outros 1,55 mil produtores aderiram ao seguro agrícola. O número de produtores que procuraram esta cobertura no BB, uma das cinco instituições que oferecem a modalidade, não chega a 1% do total do Estado.

— Este é um número ínfimo e que mostra como o seguro não vai resolver o problema que enfrentamos neste momento. O seguro agrícola é algo novo e que ainda não está popularizado, por desconhecimento e pelo custo — analisa Spies.

Nos moldes atuais, o seguro agrícola só funciona se tiver o estímulo de subvenções do governo. Entre 2006 e 2010, elas representaram 51,7% dos recursos arrecadados para os prêmios dos seguros — como é chamado o custo para fazer a cobertura.

— O crescimento do seguro agrícola no país foi diretamente proporcional à subvenção. O problema é que, nos últimos três anos, os valores orçados para essa subvenção foram inferiores às necessidades dos agricultores — argumenta Luiz Roberto Foz, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Sem a garantia de uma subvenção, reduz a oferta de produtos para cobrir os prejuízos. Fora do Proagro, o custo do seguro acaba ficando caro para o produtor, avalia Carlos Bestetti, gerente de Levantamento e Avaliação de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse custo flutuaria entre 3% e 12% do valor segurado.

Além do subsídio do governo federal, um incentivo para os produtores, segundo Bestetti, são programas estaduais que pagam parte da parcela do custo do agricultor. Mesmo com atraso, SC começa a trilhar este caminho. Será assinado nesta segunda, dia 27, um convênio com o BB para subsidiar em 50% o prêmio devido pelo agricultor que plante milho, soja, trigo e arroz.

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15 fev17:35

Ipumirim decreta situação de emergência

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Subiu para 93 o número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina, devido a estiagem. Segundo a Defesa Civil são mais de 590 mil pessoas afetadas. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil.

Em Ipumirim as perdas na produção de milho passam dos 20%. Segundo levantamento da Epagri, 70% da área plantada foi atingida. – A estimativa inicial era colher 9600 toneladas, devido a estiagem, foram perdidas 1344 toneladas de grãos. Um prejuízo de R$ 672 mil – disse Nédio Luis Patzlaff, representante da Epagri.

Já a produção leiteira teve uma redução de 10%, um prejuízo de R$ 337.500,00. Nédio acredita que as perdas no leite devem continuar, pois a pastagem de verão está comprometida e a pastagem de inverno ainda não pode ser plantada.


93 Municípios em situação de emergência

Os últimos decretos foram de Ipumirim, Iomerê, Jaborá e Piratuba. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia*

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 15de fevereiro de 2012, pela Defesa Civil.

*A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação do município.


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15 fev15:06

Festa Estadual do Milho será mais segura em 2012

A 16ª edição da FEMI – Festa Estadual do Milho, que será realizada de 28 de abril a 06 de maio, será ainda mais segura que a edição anterior. De acordo com o coordenador da comissão de Segurança, Fernando Callfass, além do efetivo das polícias Militar e Civil, nesta edição 33 câmeras de videomonitoramento estarão auxiliando no monitoramento do Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi.

Callfass destaca que este será um incremento de 40% em relação à última edição da FEMI, que contou com 23 câmeras de videomonitoramento. Outro reforço, segundo ele, será o aumento no número de seguranças particulares que irão fiscalizar as entradas do parque, shows, rodeio, além de todo patrimônio dos expositores.

– Isso vai garantir maior tranquilidade a todas as pessoas que visitarão a Festa Estadual do Milho – destacou Callfass.

O pregão para escolha das empresas que pretendem fazer o monitoramento e segurança do Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi no período da FEMI, já foi publicado e está disponível no site da Prefeitura de Xanxerê.


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11 fev09:08

Santa Catarina não terá investimentos em ampliação do setor em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de milho é um dos fatores que está tirando a competitividade de Santa Catarina. Prova disso é que não está previsto nenhum investimento significativo em ampliação da produção de aves em Santa Catarina em 2012, segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila.

Ele destacou que já foram fechados frigoríficos no Estado, como a unidade da Seara em Jaraguá do Sul, e outros podem fechar as portas se não houver uma política de incentivo ao setor. Ávila disse que foi entregue ao governo uma pauta com 23 pontos, que prevê ações em sanidade e infraestrutura. Uma das necessidades apontadas é a ligação ferroviária do Oeste.

O presidente da Aurora, Mário Lanznaster, também defende a implantação urgente de uma ferrovia até às agroindústrias.

–Senão os investimentos irão para outras regiões- explicou. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, entende que devem ser tomadas medidas para evitar que Santa Catarina perca a liderança histórica no setor, que gera milhares de empregos.


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09 fev16:42

Ocesc apoia uso do trigo na ração animal

A proposta de uso do trigo na nutrição animal para amenizar a escassez de milho foi bem recebida pelas classes produtoras. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, considera a medida positiva, mas alerta para a necessidade de um programa de incentivo que estabeleça condições de preço, armazenagem e distribuição.

A previsão de quebra na safra de milho originou a pressão para o uso do trigo na ração animal. Por isso, o Ministério da Agricultura promoverá leilões para a venda do cereal. As expectativas das entidades representativas do agronegócio – especialmente aquelas ligadas à produção de aves e suínos – é de que, numa primeira etapa, pelo menos 500 mil toneladas de trigo sejam incluídas no mecanismo de leilões da Companhia Nacional de Abastecimento.

Zordan observa que a utilização do trigo na alimentação animal é uma alternativa viável em face da escassez de milho e da oferta de trigo no mercado. O Brasil consome mais de 10 milhões de toneladas de trigo, produz a metade e importa 5 milhões de toneladas da Argentina, Canadá e Rússia.

Santa Catarina, por outro lado, importa anualmente cerca de 2 milhões de toneladas de milho. Neste ano de 2012, em face da estiagem que assola as áreas produtoras, a importação pode chegar a 3 milhões de toneladas.

- Está faltando milho e há possibilidade de uso do trigo disponível no Brasil e no mercado internacional, mas é necessário estabelecer políticas para uso do trigo no arraçoamento dos plantéis – expõe o dirigente. Lembra que o cenário de alta dos preços do milho e baixa oferta deve persistir, exigindo alternativas de suprimento do grão.


Possível

O presidente da Ocesc calcula que Santa Catarina necessitará de 600 mil toneladas de trigo se adotar a indicação de substituição parcial do milho. O Estado abate cerca de 700 milhões de aves por ano.

Marcos Zordan informou que as cooperativas fizeram testes para substituição parcial (em 20%) do milho por trigo utilizado na formulação das rações para aves. Habitualmente, o milho representa 65% da composição das rações para aves. Os resultados indicaram uma conversão (transformação da ração em carne) menor, o que significa aumento dos custos totais de produção.

A conclusão, de acordo com os testes, é esta: o uso parcial do trigo na formulação da ração para aves se torna viável se a diferença de preço entre os dois insumos for maior que 10% – ou seja, o milho custar 10% mais caro que o trigo.


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08 fev09:45

A evolução das sementes

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As variedades de sementes transgênicas de milho e soja estão entre as novidades do Campo Demonstrativo Alfa, que está sendo realizado até amanhã na Linha Tomazzelli, em Chapecó. São 25 variedades soja. A sensação é a Intacta RR PRO, de Monsanto, que alia a resistência a herbicidas com o combate às principais lagartas que atacam a soja. Essa variedade possui uma bactéria chamada Bacillus Thuringiensis, que produz um cristal proteico que libera toxinas com propriedades inseticidas. Essa toxina combate as lagartas. A Monsanto tem um experimento no Campo Demonstrativo Alfa, onde é visível a diferença em relação às variedades que não têm essa tecnologia.

De acordo com o responsável técnico de vendas da Monsanto, Everton Wojahn, a liberação comercial dessa tecnologia no Brasil ainda depende da aprovação nos principais importadores de soja, como China e União Européia.

- Esperamos que isso ocorra ainda neste ano – prevê.

A Monsanto já implantou lavouras experimentais com 500 produtores de 10 estados brasileiros, sendo 30 em Santa Catarina. Cada lavoura tem entre dois e três hectares e servirá para comparar produtividade e custos com lavouras convencionais.

Wojahn estima que em média um ataque de lagartas provoca perdas de 30%. Além disso a tecnologia evita custos com a aplicação de agrotóxico e o risco de contaminação do produtor e do meio ambiente.




Técnico da Agroceres Damião de Veras diz que produtividade do milho mais que dobra com uso de novos recursos.




Além da soja transgênica há 50 variedades de milho. Há também variedades transgênicas que combatem pragas como a lagarta do cartucho. A variedade AG 8025 VT PRO, da Agroceres, tem essa tecnologia e alia um potencial produtivo que pode chegar a 240 sacas por hectare, segundo o responsável técnico de vendas Damião De Veras. Isso é mais que o dobro da média de Santa Catarina, que gira em torno de 110 sacas por hectare.

Há também variedades mais resistentes à estiagem, como o AG 8011 PRO.

-Ele tem essa característica no germoplasma pois é um milho mais rústico- explicou. Ele serve tanto para a produção de grãos, quanto para a silagem.

O coordenador do evento , Jacques Schvambach, destacou que os milhos para silagem já representam de 20 a 30% das lavouras da região, principalmente para a produção de leite. A silagem é a garantia de alimento para o gado em épocas de estiagem. O evento também mostra modelos de construção de cisternas e irrigação, desenvolvidos pela Epagri. Schvambach disse que a irrigação é viável, desde que o produtor tenha disponibilidade de água.



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27 jan10:08

SDR Seara busca soluções para milho de baixa qualidade fornecido pela CONAB

O milho disponibilizado pela Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, em Quilombo, é alvo de grandes reclamações por parte de produtores da região de Seara.

Para buscar soluções a estas constantes queixas, o Diretor-Geral da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional de Seara, Ademar Petry e o Gerente de Agricultura, Andrei Tecchio, participaram do 14º Itaipu Rural Show, realizado em Pinhalzinho.

Na oportunidade, houve entrega de uma amostra do milho ao Deputado Federal, engenheiro agrônomo e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Valdir Colatto.

O deputado demonstrou indignação com a qualidade do milho apresentado e se comprometeu em apurar os fatos para buscar soluções cabíveis.


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23 jan14:15

Contagem regressiva para o início da FEMI 2012

Estando a menos de 100 dias para o início da Festa Estadual do Milho, o presidente da 16ª FEMI, Leandro Junior Vigo, visitou o Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi para verificar o andamento das obras de melhoria no local.

O presidente foi conferir de perto os trabalhos de desativação da pista de kart, local onde será montada a arena coberta para receber os shows da FEMI 2012, a grande novidade desta edição da festa. Conforme destaca o presidente, o local terá uma estrutura com capacidade para cerca de 30 mil pessoas. A arena coberta terá 100 metros de comprimento, 90 de largura e 9 metros de altura.

Vigo destacou que a expectativa este ano é de um público aproximado de 300 mil pessoas, bem como um incremento de 20% no número de expositores externos e internos. – Com a mudança do local dos shows, o objetivo é aumentar o espaço físico do parque – salienta.

No local dos shows haverá uma praça de alimentação exclusiva para o público que lá estiver. Serão dez boxes, sendo seis do lado esquerdo e quatro do lado direito. – A arena coberta traz mais segurança para o público, pois mesmo que chova as pessoas sabem que poderão assistir aos shows tranquilamente – disse Vigo. Outra novidade desta edição é a passarela que levará os artistas a interagir com o público.

O parque de diversões, que ficava no espaço onde agora será a arena coberta, será levado para o campo de futebol que fica ao lado. E no local onde antes eram realizados os shows, será utilizado para ampliar a arena do peão de boiadeiro.


Shows da FEMI 2012

As atrações devem ser anunciadas no dia 14 de março, quando haverá o lançamento da Festa Estadual do Milho. O evento será realizado às 21 horas, no Clube Xanxerense.




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19 jan11:06

Produtores tem dificuldades de acessar o Proagro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início da semana 3,2 mil agricultores tinham encaminhado pedido ao banco do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária em Santa Catarina, em função das perdas com a estiagem. Mas bastou o início das avaliações técnicas na lavoura para constatar que muitos produtores que imaginavam receber uma compensação, vão ficar sem o benefício.

-Alguns estão retirando o pedido para não ter que pagar o laudo- explicou o gerente regional da Epagri de Chapecó, Valdir Crestani. Ele orientou que antes de fazer o pedido no banco, o produtor procure um técnico de confiança para fazer uma avaliação se vale a pena encaminhar o Proagro.

Para ter direito ao pedido de Proagro o produtor deve ter quebra de 30%. Mas, segundo o engenheiro agrônomo Ivan Carlos Chiapinotto, esses 30% não é da produtividade e sim da receita prevista.

Por isso o que deve ser levado em conta é o valor de estimativa de produção que o agricultor declarou no banco. Se ele declarou que iria colher 100 sacas numa área e o preço do milho era de R$ 22, a previsão de renda por hectare é de R$ 2,2 mil.

Alisson Baldissera, que trabalha no escritório da Epagri de Chapecó, citou que um produtor teve perda de 50% mas a previsão dele era colher 210 sacas por hectare. Ele fez um financiamento de R$ 7,4 mil e gastou mais R$ 3 mil do bolso para planta cinco hectares. Mas, mesmo com a quebra, as 110 sacas estimadas dariam uma renda bruta de R$ 15 mil, o suficiente para pagar o empréstimo.

- O problema no caso do seguro é que o preço do milho está alto- disse o engenheiro agrônomo Ivan Tormen.



O engenheiro agrônomo Ivan Tormen. esteve na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba.



Ele foi na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba. O produtor estimou uma quebra de 50% na lavoura de milho, para a qual pegou empréstimo de R$ 8 mil. Chegando lá Tormen constatou que o agricultor havia cortado 1,5 hectare da lavoura para as vacas,o que não é permitido. Além disso, nos 3,5 hectares que sobraram ele deveria colher pelo menos 300 sacas, o que daria R$ 8,1 mil, o suficiente para pagar o empréstimo. Mesmo ficando sem renda o agricultor foi orientado a não encaminhar o pedido de Proagro, pois ele seria indeferido e Basso teria que bancar o laudo, que custa R$ 190.

Mesmo ficando sem a safra do milho e perdendo 30% da renda do leite, ele não terá benefício do Proagro. A Federação da Agricultura Familiar da Região Sul já vinha alertando para o problema da falta de renda do agricultor, o que está se confirmando.


O problema

- Santa Catarina tem 130 mil contratos de custeio das lavouras com o Proagro

- Destes 3,2 mil tinham encaminhado pedido e perdas ao banco até segunda-feira

- Podem solicitar pedido ao banco produtores com perdas a partir de 30%

- O Proagro cobre só o valor do financiamento e mais uma cobertura de renda até R$ 3,5 mil.

- Ou seja, quem perder 100% da lavoura vai ter o empréstimo isento e poder receber 3,5 mil ou 65% da renda prevista (o que for de menor valor)

- Só vai receber o Proagro quem colher menos que o valor do empréstimo.

- Quem colheu R$ 2 mil e tem empréstimo de R$ 3 mil vai isentar apenas R$ 1 mil do empréstimo.

- Se o produtor não pedir o laudo e não ganhar o Proagro terá que pagar R$ 190 do laudo.



83 Municípios em situação de emergência

Irani e Peritiba também decretaram Situação de Emergência em SC.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 18 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.



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18 jan14:38

Xanxerê promove projeto “Verão Museu do Milho”

A Diretoria de Ações Culturais realiza a partir da sexta-feira, dia 20, o projeto “Verão Museu do Milho”. O projeto visa promover evento de extensão pedagógica, cultural e de lazer às famílias de Xanxerê, de forma especial às crianças e adolescentes.

De acordo com a diretora de Ações Culturais, Magda Vicini, o projeto será realizado de 20 de janeiro a 19 de fevereiro no Museu Municipal do Milho, localizado no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi.

O Museu estará aberto das 13h30min às 19 horas, de terça a sexta-feira e aos domingos, possibilitando a visitação da comunidade e visitantes que passam por Xanxerê.

Além disso, Magda destaca que o Parque Rovilho Bortoluzzi possui um espaço privilegiado para famílias, jovens e adultos passarem horas de lazer e o Museu do Milho pode oferecer uma opção cultural nesse período de férias dos jovens. – As famílias podem usufruir do espaço do parque da Femi, como o bosque, para realizar, por exemplo, um piquenique – salienta Magda.

Para as crianças de 06 a 14 anos, a diretora de Ações Culturais, ressalta que haverá o Cantinho da Arte, com atividades pedagógicas. – O que elas produzirem poderá ficar exposto no varal da arte, no Museu do Milho, caso queiram deixar lá – finaliza Magda.


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