Milho

18 jan11:33

Pista de kart será desativada em Xanxerê

Tendo como objetivo melhorias no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi, a partir desta quarta-feira a pista de kart Jean Pissinatto, será desativada.

De acordo com o presidente Festa Estadual do Milho – Femi 2012, Leandro Junior Vigo, a desativação se faz necessária em virtude do início dos trabalhos para deixar o parque bem estruturado para a 16ª edição da festa, que será realizada de 28 de abril a 06 de maio.

Vigo destaca ainda que a pista não poderá ser utilizada até o dia 15 de maio, quando os trabalhos já terão sido finalizados no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi.


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17 jan07:07

Agricultor aproveita chuva para plantar safrinha

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Para o agricultor Natalino Bortoli mais dos que as medidas governamentais o que mais lhe ajudou nos últimos dias foi a chuva da semana passada, que foi de 71 milímetros segundo registro da Epagri.

Tanto que ontem ele começou o plantio da safrinha, segunda safra, numa área de seis hectares. Nessa mesma área ele perdeu metade da lavoura de milho. Mas a chuva salvou outra área de quatro hectares, onde o agricultor espera colher 400 sacas. Essa produção, somado ao que espera colher na safrinha, deve garantir alimentação para as 40 vacas, que produzem 450 litros por dia. A produção havia diminuído 20% e ele já vê recuperação após a chuva, pois o pasto voltou a ficar verde. –As vacas já aumentaram dois a três litros por dia- explicou.

Bortoli disse que as medidas governamentais não devem beneficiá-lo. Ele não pegou empréstimo no banco. Mas acredita que os pequenos produtores terão benefício com as medidas.


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13 jan11:33

Carreta tombada interdita trânsito na BR 158 em Cunha Porã

Na manhã desta sexta-feira o motorista de uma carreta, Vila Nova do Sul/RS, carregada de milho tombou no Km 128, da BR 158. A rodovia que liga Cunhã Porã a Iraí no Rio Grande do Sul ficou interditada nesta manhã.

Houve apenas danos materiais. O motorista saiu ileso.

Segundo a PRF até o final da manhã o trânsito ainda não havia sido liberado.


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10 jan10:55

Conab reduz previsão para safra 2011/2012

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu a projeção para a safra de grãos 2011/12 em seu quarto levantamento, divulgado hoje, por causa de fatores climáticos adversos, principalmente no Sul do país, cujas lavouras enfrentam período de estiagem.

Safra de milho poderá crescer 2,9%.

A produção nacional está estimada em 158,45 milhões de t, o que representa queda de 2,8% (4,51 milhões de t) em comparação com a safra anterior 2010/11, que foi de 162,96 milhões de t. Em relação ao levantamento anterior, do mês passado, houve redução de 0,4% (646 mil t).

As culturas de maior representação – milho e soja – somam 83% de toda a safra, com uma produção de 130,962 milhões de toneladas. O milho pode crescer 2,9%, considerando apenas a participação do de primeira safra.

Segundo os técnicos da Conab, o plantio da segunda safra só será definido a partir deste mês. A área de plantio deve totalizar 50,66 milhões de hectares, representando pequena elevação de 1,5% ante a safra anterior (49,92 milhões de hectares).

De acordo com a Conab, o crescimento da área pode ser atribuído principalmente ao milho primeira safra e à soja, com um aumento de 9,1% e 1,9%, respectivamente. Em compensação, o arroz deve ter redução de plantio, para 2,55 milhões de hectares, perdendo 267,3 mil hectares em relação ao período anterior.


AGÊNCIA BRASIL

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08 jan09:50

Governo de SC libera R$ 1,25 milhão para a estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Governo do Estado liberou R$ 1,25 milhão para medidas de combate à emergência nos municípios atingidos pela estiagem. A medida foi anunciada na sexta-feira pelo governador em exercício, Pinho Moreira, que fez reuniões nas secretarias regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste.

De acordo com o governador o dinheiro já foi repassado para as secretarias regionais na área abrangida pela seca. As prefeituras que decretaram emergência poderão fazer convênio com as secretarias para acessarem os recursos. Inicialmente o dinheiro foi dividido entre os 54 municípios que tinham decretado emergência até quinta-feira à noite. A divisão levou em conta o número de propriedades rurais. Chapecó, por exemplo, vai ganhar R$ 71 mil. –Vai nos ajudar no transporte de água com caminhões pipa e na perfuração de poços- informou o secretário da Agricultura de Chapecó, Ricardo Lunardi. O município também deve contratar máquinas para fazer reservatórios e estrutura para armazenar silagem de milho.

Outro município, Planalto Alegre, vai receber apenas R$ 9,3 mil.

–Tudo que vem ajuda- resignou-se o prefeito Edgar Rohrbeck.

Pinho Moreira disse que o valor deve aumentar já que mais municípios devem decretar emergência. –Vai ser crescente- confirmou o governador. Ontem a lista subiu para 65 decretos. O presidente da Epagri, Luiz Hessmann, informou que na terça-feira haverá uma reunião, às 9 horas, no Centro de Pesquisas da Agricultura Familiar em Chapecó com os técnicos que farão os laudos das perdas na lavoura. O documento é necessário para acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).



Agricultor Luiz Carlos Moratelli, de Águas de Chapecó, perdeu 50% da lavoura de melancia.



As perdas nas lavouras são de R$ 166 milhões segundo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. O agricultor Luiz Carlos Moratelli, de Águas de Chapecó, perdeu 40% dos três hectares da lavoura de milho. Além disso perdeu 50% da lavoura de melancia. –Meu prejuízo é de R$ 8 mil- disse.

Valdecir Camatti, de Planalto Alegre, teve 70% de quebra numa lavoura de três hectares de milho e 40% em outra. Ele pretendia vender o milhos mas, como as plantas não tiveram bom desenvolvimento por falta de água, vai fazer silagem para as vacas.


Governo do estado vai pedir recursos federais

O Governo do Estado vai pedir auxílio federal para medidas de combate à estiagem. De acordo com o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, na próxima quarta-feira o governador Raimundo Colombo deve ter uma reunião com o ministro Guido Mantega, em Brasília, para tratar sobre a vinda da BMW para Santa Catarina e também sobre a estiagem.

Uma das medidas esperadas junto ao Governo Federal é renegociação das dívidas e crédito emergencial para as famílias atingidas. O secretário adjunto da agricultura, Airton Spies, disse que o Estado vai ajudar com adubo e sementes caso ocorra chuva que permita novo plantio. Outras medidas do governo catarinense é auxiliar no transporte de água, perfuração de poços artesianos e auxílio a serviços como silagem de milho. Além disso o governo vai estudar uma forma de estimular um programa de reservação de água, principalmente em regiões altas, para que ela possa ser utilizada com a força da gravidade.


65 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.  Dados do relatório das 19h da Defesa Civil, da sexta-feira, 06/01.

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30 dez07:28

Perdas com estiagem já chegam a R$ 400 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A falta de chuva forte nos últimos 40 dias no Oeste está causando prejuízos milionários no Oeste. Somente no milho, a principal cultura atingida, o prejuízo é de cerca de R$ 400 milhões. Segundo o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, a quebra no cereal é de 30 a 40% no Oeste e deve chegar a 25% em todo o estado. Isso representa 950 mil toneladas (15,8 milhões de sacas) a menos na previsão inicial de 3,8 milhões de toneladas.

Em Pinhalzinho o prejuízo é de R$ 5 milhões segundo o prefeito Fabiano da Luz. A perda é de 40% no milho e 10% no leite e 30% no feijão.

Em alguns municípios a perda é ainda maior. Em São Carlos o prefeito Élio Godoy informou que há uma quebra de 60% na lavoura de milho. É o caso do agricultor Célio Boniatti que plantou 16 hectares do cereal. Ele esperava colher 150 sacas por hectare e agora prevê algo em torno de 60 sacas.

– As espigas cresceram mas faltou água na hora da formação do grão- explicou. –O prejuízo deve ficar entre R$ 32,5 mil e R$ 35 mil – calculou.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, disse que suspendeu o recesso da Epagri previsto para janeiro nos municípios do Oeste. Tudo para que os agricultores possam solicitar aos técnicos do Estado que façam os laudos de perdas. Esses laudos são necessários para que os agricultores acessem o seguro.

– A partir de segunda-feira os técnicos estarão no campo- assegurou Rodrigues.

Ele informou que a quebra no milho representa perda na renda dos agricultores e mais custos para produção de suínos, aves e leite. Isso também aumenta o déficit do estado, que é de dois milhões de toneladas. Para o secretário o aumento do custo também pode acabar pesando no preço final ao consumidor.

Rodrigues afirmou que o Estado também está aberto a negociações de dívidas dos produtores com a secretaria, com possibilidade de prorrogar o pagamento de programas como o de troca-troca de sementes.

Além disso as prefeituras estão auxiliando os produtores no transporte de água. O secretário de agricultura de Planalto Alegre, Carlos Panho, informou que diariamente são levadas oito cargas de seis mil litros cada. São 20 famílias que já dependem do município.

Um deles é o agricultor Leonir Fiabani. As fontes secaram e a reserva de um milhão de litros que tinha no açude, se transformou em poucas poças de água em 15 dias.

–Tentei tirar o barro mas não choveu mais- explicou. Agora ele recebe no caminhão pipa o líquido para matar a sede de frangos, suínos e vacas de leite. Mesmo assim a produção de leite já caiu de 840 litros/dia para 460 litros dia. – As vacas já estão perdendo peso- lamentou.

Até o final da tarde de ontem, 25 municípios do Oeste já tinham decretado situação de emergência. E, segundo previsões do Ciram/Epagri, a estiagem deve continuar até o mês de fevereiro.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil

União do Oeste*


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.

*Colaborou Juliano Zanotelli



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19 dez15:21

Museu do Milho será fechado em Xanxerê

A diretora de Ações Culturais, Magda Vicini, comunica que o Museu Municipal do Milho estará fechado a partir desta terça-feira, dia 20, até o dia 02 de janeiro de 2012.

Segundo a diretora, o Museu reabrirá as portas a partir do dia 03 de janeiro de 2012, das 8h30 às 13 horas. Visitas podem ser agendadas em outros horários pelo telefone (49) 3433-9571, com Erenita Isotton.


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22 nov12:06

Soja perde área depois de três anos em alta

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Três culturas perderam espaço para o milho de acordo com a economista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Márcia Janice da Cunha Varaschin. Ela afirmou que houve uma queda de 11,2% na área de feijão, 8% na área de fumo e, 2,2% na área de soja.

Neste caso houve uma interrupção de três anos seguidos em que a oleaginosa avançada sobre áreas e milho.

O vice-presidente da Cooperativa Agroindustrial Alfa, Cládis Furlanetto, acredita que a área de soja pode diminuir em até 15% no Oeste e Planalto Norte, que são áreas de abrangência da cooperativa.

Um dos motivos é que o retorno da lavoura de milho está mais vantajoso no momento. A família Laval, de Chapecó, espera colher pelo menos 180 sacas de milho por hectare, numa área de 30 hectares. Mantendo o preço atual de R$ 24 a saca do cereal, a renda bruta por hectare seria de R$ 4.320. Mesmo tirando 60% para despesa, segundo cálculo do produtor, incluindo colheita e frete, ainda sobraria R$ 1,7 mil. Já na lavoura de soja, colhendo 65 sacas por hectare, ao preço de R$ 41, a renda bruta seria de R$ 2.665. Se sobrar 40%, tirando a despesa, restaria apenas mil reais por hectare, cerca de R$ 700 a menos que na lavoura de milho. Por isso Claudemir Laval e o pai, Orval Laval, se arrependem de não terem plantado mais milho. O plantio dos 58 hectares de soja deve ser concluído nos próximos dias. No Estado, está em cerca de 60%, segundo a economista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Márcia Janice da Cunha Varaschin.

Mesmo coma queda de área a oleaginosa deve ter a sua segunda maior safra da história, perdendo apenas para a produção da safra passada.


Mais milho para aumentar produção de leite

O agricultor Ivo Munarini, de Chapecó, não tinha muito como aumentar a área de milho, que é de 3,5 hectares. Mas decidiu investir mais na lavoura neste ano para colher mais, mesmo sem ampliar a área plantada. –Comprei uma variedade de semente melhor- explicou. Ele vai transformar toda a produção em silagem, para alimentar as vacas durante o inverno.

A expectativa é de produzir 100 toneladas de silagem, 66% a mais do que as 60 toneladas da safra passada.

Com isso ele pretente aumentar a produção de leite, que é de 3,5 mil a 4 mil litros/mês, para 6 mil litros/mês. Ou seja, uma safra melhor de milho vai garantir mais renda para a família.


Dependência continua grande

Mesmo com a previsão de um aumento de 6,3% na produção de milho, de acordo com dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, o déficit catarinense em relação ao consumo continua alto. A produção deve crescer 230 mil toneladas em relação à safra passada mas o estado traz de fora cerca de dois milhões de toneladas por ano, segundo o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina e diretor agropecuário da Aurora Alimentos, Marcos Zordan.

O diretor explica que pode até ocorrer uma redução no preço do milho, mas não muito significativa. Isso aliviaria os custos de produção, que vem castigando o setor agroindustrial.

O aumento do preço do milho, que subiu cera de 50% em relação ao praticado há dois anos, prejudicou os criadores, principalmente de suínos. O preço alto do milho acaba impactando em toda a cadeia produtiva e chega até o consumidor, que paga mais caro pela carne e pelo leite.

Zordan disse que o preço ideal da saca do cereal, tanto para o produtor de grãos quanto para o criador, seria de R$ 20 a R$ 22.

O presidente da Ocesc também teme uma oscilação do preço do petróleo, que pode manter ou até elevar o preço do milho. O motivo é que, aumentando o preço do barril de petróleo, há um estímulo para que os norte-americanos produzam mais etanol à base de grãos.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, não deve ocorrer redução dos preços, pois a Argentina também está com duas usinas de produção de etanol. –O preço vai continuar alto e isso será transferido para o consumidor- prevê.

Outro fator que evita queda de preço é a diminuição dos estoques do Governo Federal. Barbieri disse que no ano anterior muitos produtores venderam milho para o Governo pois o preço compensava. Como o produto está mais caro poucos vão vender para o governo e os estoques devem ficar baixos.

Portanto, mesmo com a previsão de aumento da safra no país, de 57 milhões para 60 milhões de toneladas, o cereal vai continuar fazendo jus ao seu dourado. E, se já descobriram o porco diet, com menos gordura, resta desenvolver um animal ainda mais diet, no consumo de milho. Ou então diminuir o churrasco.


SOJA EM SC

PRODUÇÃO (mil toneladas)

2002/2003: 712

2003/2004: 642

2004/2005: 599

2005/2006: 799

2006/2007: 1.104

2007/2008: 943

2008/2009: 975

2009/2010: 1.374

2010/2011: 1.490

2011/2012: 1.399*


ÁREA PLANTADA (mil hectares)

2002/2003: 257

2003/2004: 314

2004/2005: 355

2005/2006: 332

2006/2007: 377

2007/2008: 372

2008/2009: 385

2009/2010: 440

2010/2011: 457

2011/2012: 447*


PRODUTIVIDADE (quilos por hectare)

2002/2003: 2.770

2003/2004: 1.907

2004/2005: 1.710

2004/2006: 2.406

2006/2007: 2.930

2007/2008: 2.534

2008/2009: 2.530

2009/2010: 3.123

2010/2011: 3.259

2010/2012: 3.128*


Fontes: Cepa/Epagri com dados do IBGE e Conab | *estimativa


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22 nov12:00

Agricultor volta a apostar no milho

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Depois de três safras seguidas com redução de área plantada, em que perdeu 20% do espaço, o milho volta a ter um crescimento no plantio. De acordo com a economista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Márcia Janice da Cunha Varaschin, o cereal deve ter um aumento de 5% na área cultivada. Esse número já deve estar quase consolidado, pois 95% da área já foi plantada.

No Oeste e Planalto Norte o avanço do milho deve ser ainda maior. –Nós vendemos 15% a mais de sementes- calcula o vice-presidente da Cooperativa Agroindustrial Alfa, Cládis Furlanetto. Ele avalia que o movimento representa uma recuperação de parte do espaço que o milho perdeu nos últimos anos.

Para se ter uma idéia, na safra 200/2003 foram cultivados 856 mil hectares do cereal em Santa Catarina, quase 300 mil hectares a mais do que nas últimas três safras.

A redução de área se deu em boa parte pelo baixo preço. Há dois anos a saca de milho chegou a estar em torno de R$ 16 a saca. Atualmente está em torno de R$ 24 a R$ 25.

O agricultor Claudemir Laval repetiu a área do ano passado, de 30 hectares, pois nos outros 58 hectares tinha trigo. Mas, para o ano que vem, pretende plantar pelo menos 45 hectares de milho.

Para compensar, ele investiu pesado, com semente de alta tecnologia e boa adubação. –Gastei R$ 1,5 mil por hectare- calculou. O resultado é uma lavoura mais alta que o agricultor, com uma coloração bem verde e sem nenhum ataque de pragas, em virtude do uso de semente transgênica. Essa semente tem um bacilo que libera uma toxina nas folhas que fatal para as lagartas. –A lavoura está muito bonita- comemora o agricultor, que espera colher entre 180 e 190 sacas por hectares, o dobro do que a média estadual.

O agricultor está otimista com a lavoura e, se não faltar chuva na floração, que deve começar nos próximos dias, vai ter safra cheia.

Laval estima uma lucratividade entre 35 a 40%, mantendo o atual nível de preço. Ele afirmou que nos últimos anos o resultado tem sido bom para os produtores de grãos. –Só não colheu quem não plantou- brincou.

Os bons resultados permitiram manter as máquinas em bom estado e ainda investir. Recentemente ele comprou uma área de terra. Atualmente Laval está ampliando a casa. Se confirmar a boa safra pretende até comprar um terreno na cidade. É o bom momento do campo que faz girar a economia. Afinal, colhendo bem o agricultor compra máquinas novas, troca de carro, constrói ou investe em outras áreas.


Novo recorde de produtividade


Nas últimas duas safras Santa Catarina bateu recorde de produtividade de milho. Em 2009/2010 pela primeira vez a média ficou acima das 100 sacas por hectares, chegando a 105 (6,3 mil quilos). No ano passado, melhorou ainda mais, chegando a 111 sacas (6,6 mil quilos. Para esta safra, a expectativa de crescer um pouco mais, chegando a 112 sacas (6,7 mil quilos), 1,5% a mais do que na safra passada.

Entre os fatores que colaboraram para esses bons números estão o uso de sementes com mais potencial de produção, adubação melhor e a colaboração do clima, que não vem registrando estiagens nos últimos três anos.

Um exemplo de produtor que deve aumentar a produtividade é Darci Coser, da linha Rodeio Bonito, em Xaxim. Ele trabalha com suínos e vacas leiteiras. Por isso tem 18 hectares de pastagem e apenas sete de lavoura. Coser vai plantou os sete hectares de milho, como fez no ano passado. Mas a colheita deve ser 20% superior. –A lavoura está mais bonita- disse Coser, que espera colher entre 140 e 150 sacas por hectare, contra 120 da safra passada.

Isso é resultado da boa chuva e também do investimento maior em adubação. Coser disse que utilizou 100 quilos a mais de adubo por hectare, passando de 150 para 250 quilos. Além disso utilizou 250 quilos de uréia.

Toda a produção deve ser destinada para as 33 vacas, que produzem 25 mil litros de leite por mês.


Milho em SC

PRODUÇÃO (mil toneladas)

2002/2003: 4.311

2003/2004: 3.258

2004/2005: 2.800

2005/2006: 2.886

2006/2007: 3.863

2007/2008: 4.133

2008/2009: 3.265

2009/2010: 3.693

2010/2011: 3.606

2010/2012: 3.836*


ÁREA PLANTADA (mil hectares)

2002/2003: 856

2003/2004: 816

2004/2005: 796

2005/2006: 784

2006/2007: 706

2007/2008: 715

2008/2009: 667

2009/2010: 586

2010/2011: 541

2011/2012: 567*



Fontes: Cepa/Epagri com dados do IBGE e Conab | (*) estimativa




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15 nov12:03

Círculo é encontrado em plantação de milho em Nova Itaberaba

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br*


Uma nova formação foi encontrada na manhã desta terça-feira, dia 15, no interior de Nova Itaberaba. Os agroglifos que até então só apareciam em lavouras de trigo, foram encontrados em uma plantação de milho. Essa é a primeira vez que eles aparecem neste tipo de plantação.

Quem encontrou o círculo foi o agricultor Iuri De Conto, proprietário das terras. Ele conta que não ouviu nenhum barulho durante a noite, já que chovia na região.

– Vi algo estranho quando fui dar uma olhada no milharal nesta manhã – disse.

Ao ver as marcas a primeira reação do agricultor foi de chamar a mãe Dona Ilda. – Fiquei impressionada ao ver um sinal assim pela primeira vez – contou a senhora de 70 anos.

O círculo tem cerca de 20 metros de diâmetro. Por baixo das plantas podem ser vistas pegadas e os pés de milho estão todos quebrados ao meio. Segundo o ufólogo Ivo Hugo Dohl, que analisou o local, o que aconteceu na Linha Garibaldi é bem diferente dos círculos encontrados no começo de novembro em Ipuaçu.

– Essa é a primeira vez que vejo um desenho em uma plantação de milho – disse o ufólogo. Ele disse que existem registros de agroglifos em milharais na Inglaterra. Mas essa formação não passa de brincadeira.

- Na primeira analise não passa de uma fraude. O desenho que foi encontrado é bem diferente. Nos autênticos, os pés são deitados e não há quebra da planta – destacou.


* colaborou Vanessa Hubner


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