Morte

06 mar08:33

Polícia não tem suspeito do caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Após 98 dias de investigação a Polícia Civil de Chapecó não encontrou nenhum suspeito da morte do vereador Marcelino Chiarello e, apesar da maioria dos laudos e pareceres do Instituto Geral de Perícias apontarem para um provável suicídio, o delegado Ronaldo Neckel Moretto não fecha a questão.

Moretto disse que restam ainda algumas dúvidas. Ele relatou que o médico Antonio de Marco, que apontou inicialmente a causa da morte como sendo em virtude de asfixia mecânica e traumatismo crânio encefálico, fez depois um laudo pericial indentificando apenas traumatismo craniano como, tendo como causa da morte a asfixia, por estrangulamento e enforcamento.

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>> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Essa é uma das dúvidas que persiste. –Isso para nós é crucial- afirmou. Outra dúvida é se a mancha no olho foi causada por pancada ou resultado do esforço em caso de enforcamento. A terceira dúvida é se a fratura do nariz era antiga ou recente. Ele aguarda um parecer da junta médica formada pelo Instituto Geral de Perícias que iria analisar os laudos. Essa junta deve concluir o trabalho hoje.

Moretto afirmou que falta só isso para encaminhar o inquérito para o Ministério Público, que vai dar sequência na investigação. Cerca de 10 suspeitos foram investigados e o inquérito já tem mais de 800 laudas. Ele afirmou que há certeza absoluta de que Chiarello foi sozinho da escola até sua casa, onde entrou sozinho, segundo duas testemunhas. Lá encontrou o filho que estava sozinho e mandou ele para a casa da avó. O menino disse que ouviu o pai falar sozinho a palavra polícia mas não que tivesse pedido para chamar a polícia.

Moretto disse que não houve nenhuma ameaça comprovada contra o vereador. Citou que ele ligou às 7h10 para seu assessor, que foi na escola buscar um cheque. Ele recebeu três chamadas enquanto estava na escola, mas não atendeu. As operadoras de telefone não registraram nenhuma chamada no momento. Moretto disse que o aparelho foi encaminhado para o IGP no dia 6 de dezembro e o instituto não periciou a tempo, pois o aparelho tinha configuração que apagava as informações após 30 dias. O diretor do IGP, Rodrigo Tasso, foi procurado ontem para falar sobre o laudo da junta médica e disse que iria se pronunciar hoje.



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29 fev09:10

Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

Inexistência de vestígios na casa, móveis arrumados e falta de lesões no corpo que indicassem gesto de defesa são os principais pontos que levam a Polícia Civil a acreditar que não houve assassinato na morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Essa conclusão ocorreu a partir de um laudo assinado por quatro peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó, os quais indicaram que a causa mais provável da morte foi suicídio. Mas esse indício também ficou reforçado a partir de depoimentos e da apuração dos policiais locais no inquérito durante a investigação.

Mas o que causa divergência no caso é a existência de um outro laudo, assinado pelo médico legista Antonio José de Marco, de Chapecó, que indicou ter havido homicídio. Esse é o laudo da necropsia e foi o primeiro a ser entregue à polícia. O médico examinou o corpo do vereador e concluiu que a morte foi por traumatismo craniano. Ele afirma, ainda, que houve ação de terceiros para provocar a morte.


>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo

>> O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011


O que torna ainda mais intrigante o caso é o fato de haver um parecer anexado ao inquérito que sugere que as características das lesões indicam suicídio. O autor do parecer é o gerente técnico do IML em Florianópolis, o médico legista Zulmar Coutinho, que também é professor de medicina legal da Universidade Federal de SC (UFSC) _ o seu entendimento saiu a partir de análise das fotos feitas do corpo.

Já o laudo dos peritos, que estiveram na casa de Chiarello, onde o corpo foi encontrado, revela que não havia nenhum vestígio de arrombamento ou gota de sangue pela casa. Os peritos chegaram a usar luminol, produto que revela os vestígios ocultos a partir de reação química.

O corpo estava pendurado com a alça do notebook numa grade da janela do quarto de visitas. Havia sangue na grade, onde ele teria se debatido antes de morrer por enforcamento, e no chão.

Os policiais têm outras conclusões também que reforçam o suicídio. Uma delas é de que o filho teria dito que o pai estava trancado sozinho no quarto. A polícia pensa também que, se tivesse havido execução, os autores deixariam evidências como da arma do crime e da própria presença pela moradia _ era de manhã e ninguém viu nada de estranho ou pessoas suspeitas pela região.

Consta no inquérito, ainda, que o vereador afirmou a uma pessoa chamada Rita, em reunião do PT no dia 26 de novembro, que o seu destino seria decidido nos próximos dias. Há outras afirmações de Chiarello a políticos dias antes da morte de que ele renunciaria ao mandato. Colegas da escola e do partido disseram ao DC que Chiarello estava pressionado em casa para abandonar a política.


DIÁRIO CATARINENSE



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22 fev15:32

Morte de Andy Warhol completa 25 anos

Jacqueline Iensen | jacqueline.iensen@diario.com.br

Andy Warhol (1928 — 1987) tinha a extraordinária capacidade de transformar o veneno em antídoto. O artista que soube como interpretar a mídia norte-americana nos anos 1960, usava ícones que representavam o capitalismo mais genuíno para expressar sua obviedade.

Criativo e alternativo, Warhol construiu uma obra a partir da observação atenta do que acontecia à sua volta.

Na “Factory” localizada na 47a rua, em Nova York, que acabou se transformando no reduto dos avessos ao establishment e às convenções, ele retirava elementos para expressar seu talento variado e multiforme. Mas mais do que produto do meio em que vivia, a arte de Warhol refletiu suas frustações e angústias. Em seus relatos, ele fala da infância pobre, dos ataques de nervos anuais que o deixavam na cama em companhia de uma boneca e de infindáveis recortes de revistas.

Definir Warhol é uma tarefa arriscada, mas pode-se dizer com certa dose de lucidez que ele soube como poucos ler o inconsciente coletivo de uma geração. Ao retrabalhar as embalagens de produtos do cotidiano criava novos símbolos. Ninguém conseguiu como ele inovar com repetição. Um estado constante de encantamento primário que se renovava em cada obra: filme, tela, desenho, colagem.

Se era um rebelde? Sim, mas precisava de dinheiro para sustentar sua vida desregrada. Quando um crítico ia visitar o ateliê ele escondia os trabalhos publicitários, as encomendas que financiavam a sua liberdade para criar. A viagem à Itália, em 1956, representou uma grande virada na carreira de Warhol. As obras renascentistas instigaram suas ambições artísticas.

Sempre sobreviveu de ícones e escolheu Marylin Monroe para ser modelo de sua arte. Mais tarde Elvis Presley e Elisabeth Taylor foram reproduzidos em centenas de telas e série de quadros.

Parte da aura mítica do artista foi construída pelo próprio Warhol. Gostava de inventar histórias recheadas de esquisitices que rendiam assunto entre amigos e inimigos. Tinha como objetivo ser um artista, e embora nunca tenha dito, também uma estrela. Sua natureza transformadora fez dele um homem público. Frequentava todas as festas — tinha um sósia para aquelas onde não conseguia estar pessoalmente —, o que lhe rendeu a pecha de onipresente.


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19 fev14:38

Ex-vice prefeito de Iraceminha morre após acidente na BR 282

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal de Maravilha a colisão frontal aconteceu no final da tarde da sexta-feira, dia 17, no Km 618, da BR 282 em Iraceminha.

Se envolveram no acidente um Fox, placas de Iraceminha, conduzido por Carlos Luis Bernardi e um Meriva placas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. No veículo gaúcho estava o motorista Vilmar Pereira, 48 anos, e três passageiros, Ana Rita da Rocha Pereira, 48 anos, Juliana Rocha Pereira, 15 e Natanael Rodrigues Portela, 22.

Os envolvidos na ocorrência foram atendidos e conduzidos pelo Corpo de Bombeiros de Maravilha para o Hospital São José.

Carlos Luis Bernardi de 53 anos não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital. O ex-vice prefeito de Iraceminha era professor da Escola Básica João XXIII em Maravilha. Segundo o comentarista político Moacir Pereira, Bernardi era do PT e já tinha sua pré-candidatura para prefeito aprovada pelo partido. Ele foi enterrado no final da tarde de sábado, no cemitério municipal de Iraceminha.




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27 jan20:47

Família vai pedir acesso aos laudos

A deputada estadual Luciane Carminatti, que foi colega de Marcelino na Câmara de Vereadores de Chapecó antes de ser eleita para o legislativo, disse estar preocupada com a falta de informações e com a volta de teses como a de suicídio.

Ela também estranhou o pedido de sigilo no inquérito que investiga a morte de Marcelino Chiarello.

–Qual o objetivo disso- afirmou.

Ela informou que o advogado da família de Chiarello vai solicitar o acesso aos laudos. Ela considera que as informações sobre a possibilidade de suicídio vão contra o laudo do médico legista e à própria declaração inicial dos delegados. A deputada voltou a cogitar a possibilidade de federalização do caso.

– Se for necessário vamos chamar outros peritos para analisar o caso- declarou.

Até a exumação do cadáver de Marcelino pode ser realizada.


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25 jan15:24

Decreto luto oficial em Xaxim

O prefeito em exercício Adacir Araldi, decretou no início da tarde desta quarta, 25, Luto Oficial em Xaxim em razão do falecimento de Gilda Folle Vicenzi, mãe do prefeito Tinho Vicenzi.

No decreto nº 012/2012, Araldi destaca que Dona Gilda foi uma das desbravadoras do município e uma das pioneiras no comércio e indústria de Xaxim.

Permanecem em funcionamento todos os departamentos e seções da administração municipal. Os funcionários públicos que queiram prestar sua última homenagem à Gilda Folle Vicenzi, mediante liberação do responsável do departamento ou seção, desde que não prejudiquem ou interrompam os serviços para a população.

Gilda Folle Vicenzi deixa marido, cinco filhos, 10 netos e três bisnetos.

O velório acontece na Capela Mortuária de Xaxim. O enterro será às 9h30 da quinta-feira, dia 26, no cemitério Municipal de Xaxim.


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21 jan14:54

Duas mortes em acidente na SC 467

Duas pessoas morreram em um acidente de trânsito por volta das 8h da manhã deste sábado na SC 467 entre os municípios de Bom Jesus e Abelardo Luz.

Foi uma colisão frontal entre uma moto e um carro. Os dois homens que estavam na motocicleta, Lucas Correia Miranda de 20 anos e Gilmar Soares, morreram na hora.

O motorista do carro não se feriu.


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21 jan09:59

Caso Marcelino Chiarello

Natália Viana | natalia.viana@diario.com.br

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, garantiu que pedirá agilidade na conclusão dos laudos técnicos do inquérito que investiga a morte do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello.

Marcelino Chiarello.

O anúncio foi feito durante uma reunião, ontem à tarde, com lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh, que por enquanto descarta a hipótese de solicitar a federalização do caso.

A audiência foi solicitada por Greenhalgh com o argumento de que a morte do vereador completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime.

Segundo o advogado, ele decidiu procurar o secretário após conversar com os delegados responsáveis pelo caso, Ronaldo Moretto e Augusto Brandão, que afirmaram depender dos resultados das perícias técnicas para continuar trabalhando no inquérito.

Greenhalgh explica que são necessários três laudos: o do local da morte, o da quebra do sigilo telefônico e o laudo da autopsia.

— O legista diz que assinou o laudo em 22 de dezembro e estranhamente este ainda não foi incluído no inquérito. O telefone celular do vereador foi entregue à Polícia no dia da morte, mas até agora não veio nada sobre a quebra do sigilo telefônico para saber para quem Marcelino Chiarello ligou e de quem recebeu ligações. E o laudo do local da morte também não apareceu ainda — diz o advogado.

>>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

De acordo com o presidente estadual do PT, José Fritsch, como o secretário afirmou que solicitará ao Instituto Geral de Perícia (IGP) que agilize os laudos e apresente as conclusões em uma semana, os dirigentes do partido aguardarão este prazo.

Ele assinala que a principal reivindicação do PT é que a Polícia Civil considere a gravidade do caso e priorize o inquérito.

— O que nos parece é que foi um crime elaborado e que a Polícia precisa ter o mesmo nível de elaboração para conseguir descobrir o que ocorreu — completa a vereadora de Chapecó, Angela Vitória.

Greenhalgh afirma que saiu satisfeito da reunião e que, por enquanto, descarta a hipótese de pedir a federalização das investigações. Para o criminalista, o secretário César Grubba, sabe que pode contar com o apoio da Polícia Federal se necessário.

O delegado-geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, destacou que a Polícia Civil está trabalhando no inquérito e que acredita que a demora na conclusão dos laudos se deve à complexidade envolvida.

Ele confirmou que será pedido ao IGP a agilização dos laudos e rebateu as críticas sobre a demora nas investigações afirmando que a Polícia Civil “confia” na competência dos dois delegados que estão trabalhando no caso.

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19 jan19:20

Acidente com duas mortes no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas pessoas morreram em um acidente ocorrido por volta das 17h30 de hoje no Km 61 da SC 466, em Seara. Um caminhão Ford Cargo placas de Itapiranga, carregado com leitões, colidiu contra um Fusca placas de Seara.

Do Fusca morreram as passageiras Sueli Betlinski, idade não informada, e Edione Cássia Hartmann, 12 anos. Edione chegou a ser socorrida pelos Bombeiros mas morreu a caminho do hospital. Ficaram feridos o condutor Paulo Hartmann e a caroneira Isilde Hartmann, que estavam no mesmo veículo. Ela foi encaminhada ao Hospital de Seara e ele para o hospital São Francisco, de Concórdia.

O motorista do caminhão, Pedro Frederico Deters, 27 anos, saiu ileso.



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19 jan09:38

Morte de Elis Regina completa 30 anos nesta quinta-feira

Jacqueline Iensen | jacqueline.iensen@diario.com.br

Elis Regina era uma mulher de excessos. Excessivamente talentosa, excessivamente sedutora, excessivamente temperamental. Tão intensa que logo após o anúncio de sua morte, às 12h do dia 19 de janeiro de 1982, em São Paulo, brotou nos muros acinzentados do país a frase Elis vive. Nesta quinta-feira faz 30 anos que a cantora partiu num rabo de foguete em consequência de uma overdose de álcool e cocaína. A inesperada notícia da morte da Pimentinha, aos 36 anos e no auge da carreira, comoveu o país.

>>> Confira a galeria de fotos

Elis era uma mulher de revelações. Até na sua morte. A intérprete de voz aveludada era tida pela crítica como uma cantora da elite, o que se mostrou um equívoco. Quando o carro de bombeiros cruzou a cidade de São Paulo com o corpo da cantora, rumo ao cemitério do Morumbi, milhares de pessoas foram às ruas se despedir da pequena de voz grande. Outras manifestações semelhantes só foram vistas no funeral de Carmen Miranda (1955), Orlando Silva (1978) e Ayrton Senna (1994).

— Elis tinha a voz limpa e com uma espetacular extensão de recursos. Ela tinha um emoção estúpida ao se apresentar— comenta a jornalista Regina Echeverria, que de tantas entrevistas se tornou amiga da cantora e escreveu Furacão Elis, livro que acaba de ter sua quarta edição revista e ampliada lançada pela editora Leya.

Dona de suas verdades, ela não se escondia, dava todo o dia a cara a tapa num período em que o Brasil estava aos pedaços, vitimado por uma ditadura militar.

Elis era cantora e não uma militante. A intérprete de O Bêbado e a Equilibrista, elevado à condição de hino contra a ditadura, não era engajada na luta pela democracia, tanto que foi parar no Cemitério dos Mortos Vivos, espaço criado pelo cartunista Henfil, no Pasquim, para enterrar os alienados e os defensores do imperialismo.

Elis era Elis. Suas interpretações não eram para ser ouvidas, mas degustadas com os ouvidos. Autodenominada camicase não mediu o risco para viver. Nem para morrer


Cronologia

17 de março de 1945 – nasceu no Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre

anos 1950 – começou a cantar no programa Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ary Rego

1959 – assinou contratado com Maurício Sirotsky Sobrinho, fundador da RBS, para ser atração no Programa Maurício Sobrinho, na Rádio Gaúcha

1960 – gravou seu primeiro compacto, pela Continental, aos 15 anos

1961 – gravou o primeiro LP, Viva a Brotolândia

1962 – gravou o segundo LP, Poema

1963 – gravou os discos Elis Regina e Bem do Amor, pela Columbia (CBS)

março de 1964 – mudou-se para o Rio de Janeiro

maio de 1965 – estreou no programa semanal Fino da Bossa, da Record, ao lado de Jair Rodrigues

7 de dezembro de 1967 – casou-se com o compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, no Rio

1970 – nasceu seu primeiro filho, João Marcello

11 de maio de 1972 – ela e Ronaldo pediram o desquite

1974 – lançou Elis & Tom, gravado em Los Angeles em parceria com o maestro Tom Jobim

1975 – nasceu Pedro, seu filho com o músico e arranjador Cesar Camargo Mariano

1975 – lançou Falso Brilhante, considerado seu principal disco

1977 – nasceu Maria Rita, também sua filha com Cesar Camargo Mariano

1981 – separou-se de César Camargo Mariano e iniciou um romance com o advogado Samuel MacDowell

19 de janeiro de 1982 – morreu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, aos 36 anos

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