Morto

14 fev20:56

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona| darci.debona@diario.com.br

A ausência de registros de chamadas telefônicas para o celular do vereador Marcelino Chiarello na manhã em que ele foi encontrado morto é um dos pontos mais intrigantes. De acordo com o advogado Sérgio Martins de Quadros, essa questão deverá ser uma das bases para convencer o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, a solicitar a federalização do caso para o Superior Tribunal de Justiça.



Sergio Martins de Quadros, advogado.



Quadros lembrou que alunos e professores da escola Pedro Maciel, onde Marcelino deu três aulas antes de ir para casa, afirmaram que ele recebeu várias ligações no celular. Só que não foi encontrado nada no aparelho e nem nos dados encaminhados pela operadora.

>> Passados 76 dias da morte do Vereador de Chapecó dúvidas ainda persistem

As ligações também não aparecem na conta de pessoas que fizeram ligações para o vereador, como um jornalista e assessores do Partido dos Trabalhadores. Nem uma mensagem enviada pela mulher de Chiarello apareceu.

O advogado acredita que alguém pode ter mexido no sistema, já que houve uma pane nos celulares da Câmara de Vereadores de Chapecó, entre a sexta-feira anterior ao crime e a segunda-feira em que Chiarello foi encontrado morto.

O Instituto Geral de Perícias seque analisando o aparelho para ver se consegue dados.


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23 jan10:46

Homem é encontrado morto na SC 283 em Seara

RBS TV CONCÓRDIA

Um homem de aproximadamente 40 anos foi encontrado morto na manhã do domingo, dia 22, na margem da SC 283, em Seara.

O corpo foi localizado por populares próximo ao CTG. Pelo avançado estágio de decomposição, a morte teria ocorrido há aproximadamente 10 dias.

De acordo com a Polícia Civil, trata-se de um andarilho. Não há indícios de que ele tenha sofrido qualquer tipo de violência.

O corpo foi encaminhado para o IML de Concórdia para a identificação.


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19 jan17:52

Inquérito do caso Marcelino Chiarello está sob sigilo

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O delegado responsável pelo inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello, Ronaldo Neckel Moretto, disse que não pode passar informações sobre o caso pois na última semana foi decretado sigilo nos autos, pelo Poder Judiciário.


Ronaldo Neckel Moretto, delegado responsável pelo caso, pediu prorrogação para conclusão do inquérito.


Ele pediu a prorrogação para conclusão do inquérito e o novo prazo vence no dia 9 de fevereiro.

Anteriormente ele havia reclamado que a falta do laudo do IGP estaria “amarrando” as investigações.

>> Abaixo assinado para federalizar caso Chiarello

>> Outdoors pedem esclarecimento no caso Chiarello

Sobre a possibilidade de federalização do caso, Moretto disse que é algo previsto na lei. –Não tenho que achar nada, se vier vamos respeitar, não existe melindre- concluiu.


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28 dez07:46

Ato lembra um mês da morte de Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma celebração ecumênica em frente à Catedral Santo Antônio, em Chapecó, marcada para hoje, às 19 horas, vai marcar um mês da morte do vereador Marcelino Chiarello (PT).

Ele foi encontrado em sua casa pendurado na janela numa simulação de suicídio. A Polícia ainda está investigando a morte. O delegado Ronaldo Neckel Moretto disse que vai pedir prorrogação do prazo inicial para conclusão do inquérito, que é de 30 dias.

O ato está sendo organizado pela Diocese de Chapecó e entidades sociais.


>> Mais de 50 pessoas foram ouvidas no caso Chiarello

>> Um vereador que “comprava” muitas brigas

>> Vereador é encontrado morto e polícia trabalha com homicídio

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22 dez19:11

Mais de 50 pessoas foram ouvidas no caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil já ouviu mais de 50 pessoas no inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro, em sua casa, em Chapecó.

De acordo com o delegado Ronaldo Neckel Moretto nesta quinta-feira ele terminou de ouvir as testemunhas que estiveram no local do crime.

– Agora podemos partir para outras coisas – explicou.

Ele confirmou que vai pedir prorrogação para conclusão do inquérito, que completa os 30 dias legais na próxima semana. Como o Fórum estará de recesso, a prorrogação deve ser encaminhada no dia 2 de janeiro.

>> Vigília pede agilidade no caso Chiarello


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22 dez18:45

Polícia ainda procura suspeitos

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil prossegue com as buscas aos dois suspeitos da morte do gerente de infraestrutura da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, Dalmar Libardoni, morto no final da tarde de terça-feira, em seu local de trabalho.

Um dos suspeitos foi identificado como Mário Duarte, um dos proprietários da Construtora MD, que fazia a obra de uma escola fiscalizada pela vítima. Ele e outra pessoa, que ainda não foi identificada, estavam na sala do gerente no momento do crime. Havia expectativa que um deles se apresentasse nesta quinta-feira, o que acabou não ocorrendo. O delegado Claudir Stang disse que está ouvindo testemunhas e buscando informações com efetivo catarinense e também com o apoio da Polícia Civil do Paraná.


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05 dez10:57

Ato público pede justiça no caso do vereador morto

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Um ato público “Por Justiça e Democracia” está marcado às 17 horas desta segunda-feira, 05, na Praça Coronel Bertaso, em Chapecó.

A iniciativa é do Partido dos Trabalhadores e movimentos sociais e sindicais, que buscam o esclarecimento da morte do vereador Marcelino Chiarello (PT), encontrado enforcado em sua casa no final da manhã de segunda-feira, 28 de novembro, que depois a Polícia constatou que se tratava de um suicídio forjado.

- Queremos mostrar nossa indignação – afirmou o presidente municipal do PT e deputado federal, Pedro Uczai.

Foram convidadas lideranças de vários partidos, do Ministério Público, OAB e movimentos sociais. Depois dos pronunciamentos haverá uma caminhada pela Avenida Getúlio Vargas.


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02 dez16:22

Nova perícia na casa do Vereador encontrado morto em Chapecó

Durante a tarde desta sexta-feira, 2, uma nova perícia foi realizada na casa do Vereador Marcelino Chiarello (PT) encontrado morto em Chapecó. Segundo o delegado Augusto Mello Brandão as investigações continuam. O delegado Ronaldo Neckel Moretto está acompanhando os depoimentos. Até o momento, cerca de 15 pessoas, entre conhecidos, colegas e lideranças políticas e empresariais, já foram ouvidas.

A motivação da morte do vereador Marcelino Chiarello pode estar relacionada com sua atuação na vida pública. Esta é a principal tese que a Polícia Civil está trabalhando. Mesmo com o vereador tendo alguns empréstimos bancários e com familiares, não há indícios de que o crime foi nesse sentido. Também não há indícios de crime motivado por sua atuação no Conselho de Segurança do bairro Santo Antônio, nem que seja passional, já que o relacionamento com a família era bom.

Um ato público “Pela Democracia, Contra a Violência” foi marcado para segunda-feira, 5, às 16h30, na Praça Coronel Bertaso em Chapecó.


Desenho na mão

Um detalhe que despertou curiosidade foi o desenho de uma pirâmide  encontrado na palma de uma das mãos do vereador. Questionado sobre isso, o delegado Augusto Melo Brandão confirmou que havia  sim um desenho, feito com caneta. Mas ele não afirmou se isso pode ter relação com o crime.

- Ele pode ter feito durante a aula – disse.


Ministério Público acompanha o caso

Segundo o Promotor Fabiano Baldissarelli, 10 policiais do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações acompanha o caso em apoio ao trabalho realizado pela Polícia Civil, que comanda as investigações.


>> Últimos passos do vereador Marcelino Chiarello

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29 nov22:29

População pede justiça no enterro de vereador

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Aos gritos de “justiça, justiça, justiça” o vereador Marcelino Chiarello (PT) foi enterrado na tarde da terça-feira, 29, no cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. O corpo foi transportado no caminhão do Corpo de Bombeiros. Milhares de pessoas acompanharam o velório, que iniciou na Câmara de Vereadores e depois foi para o salão comunitário do Bairro Santo Antônio. Entre elas estavam lideranças do Partido dos Trabalhadores, como a ministra Ideli Salvatti, o presidente estadual do partido, José Fritsch, o deputado federal Pedro Uczai e os deputados estaduais Dirceu Dresch, Luciane Carminatti e Pedro Baldissera.

A morte de Chiarello comoveu a cidade e o assunto dominava as rodas de conversas, páginas de jornais, programas de rádios, televisão, internet e as mídias sociais. O vereador foi encontrado morto por familiares no final da manhã de segunda-feira, em sua residência, no bairro Santo Antônio. Ele havia saído às 10h15 da escola Pedro Maciel, onde dava aula. A cena inicial parecia de suicídio por enforcamento. Mas logo após a polícia informou que as evidências eram de homicídio. O laudo do Instituto Médico Legal atestou que a morte foi provocada por traumatismo craniano e asfixia mecânica.

Familiares, amigos e correligionários consideram que houve crime político, já que o vereador, que estava em seu segundo mandato, era conhecido na cidade por suas denúncias contra supostos atos de corrupção. Era um crítico das atuais concessionárias de transporte público, da municipalização do ensino, da terceirização da merenda escolar, da administração municipal e do governo do estado. Numa de suas denúncias conseguiu o afastamento do superintendente do bairro Efapi, Dalmir Pelicioli, por suspeita de improbidade administrativa. Chiarello também apoiava movimento sociais dos pescadores, atingidos por barragens, sem terra e professores.

–Ele vinha recebendo ameaçadas por telefone- disse o irmão do vereador. –Foi um crime político e nós vamos querer justiça- disse.

O deputado federal Pedro Uczai informou que o vereador ligou na sexta-feira e, no sábado pela manhã foi até sua casa dizendo que não queria ser mais vereador para proteger sua família, pois vinha sendo ameaçado.

Sua mulher, Dione Chiarello, fez uma declaração emocionada no enterro:

-Tu era um home justo, digno e trabalhador- declarou.

Depois do enterro, ela foi até a Delegacia Regional prestar depoimento.

A Polícia Civil ainda está tomando depoimento. Uczai disse que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que foi deputado federal por São Paulo, vai acompanhar o caso.

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28 nov20:30

Vereador é encontrado morto e polícia trabalha com homicídio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O vereador Marcelino Chiarello (PT), de Chapecó, foi encontrado morto por volta das 11h30 de ontem em sua residência, no bairro Santo Antônio. Seu filho, de 10 anos, e sua mulher, que é professora, chegaram em casa e viram o vereador enforcado numa fita de nylon, amarrada na janela, num quarto de visitas. Mas o que inicialmente parecia suicídio começou a ser tratado como homicídio pela Polícia Civil no início da tarde.

-Temos indícios que indicam não se tratar de suicídio- afirmou o delegado Augusto Melo Brandão.

Devido à repercussão do caso na cidade foi criada uma comissão que, além de Brandão, reúne os delegados Alex Passos, Ronaldo Neckel Moretto, Fabiano Toniazzo e Danilo Fernandes.

O delegado Alex Passos foi o primeiro a levantar a suspeita de que havia sido forjado um cenário de suicídio. Passos viu que a fita estava amarrada muito alto e o vereador não teria como ter amarrado e colocado a fita no próprio pescoço sem o auxílio de um banco, o que não havia no local. Além disso havia muito sangue no quarto, o que é incomum num suicídio. Havia inclusive sinais de sangue nas costas de Chiarello. Depois, na necropsia, foi encontrado um hematoma na parte de trás da cabeça, o que indica que ele levou uma pancada. Além disso o nó da fita tinha uma circunferência de 37,5 centímetros e, o pescoço do vereador tinha 40 centímetros, o que indica que foi amarrado antes de o vereador ser suspenso. O sangue também coagulou no sentido do olho para a orelha, como se estivesse deitado, e não de cima para baixo, como seria num enforcamento.

Marcelino Chiarello era conhecido por sua atuação combativa no legislativo, onde fazia oposição à atual administração. Os delegados afirmaram que estão sendo trabalhadas várias hipóteses para o crime, tanto pessoal quanto política.

– Queremos esclarecer o crime o quanto antes – afirmou o delegado Moretto.

A vereadora Ângela Vitória disse que, no sábado, Chiarello disse que iria pedir escolta policial, mas em tom de brincadeira. O suplente de vereador Euclides Silva disse que recebeu ligações de Chiarello na sexta-feira, no sábado e no domingo, onde ele pedia para assumir o legislativo por uns dias.

– Ele disse que estava com medo pois havia feito várias denúncias – afirmou.

A deputada estadual Luciane Carminatti (PT), que foi colega de Chiarello na Câmara, estava emocionada. –Dói muito- disse.

A Prefeitura decretou luto por três dias. A Escola Pedro Maciel suspendeu as aulas na noite da segunda e nesta terça-feira. O vereador será velado inicialmente na Câmara de Vereadores e depois na Salão Comunitário do Bairro Santo Antônio. O enterro está previsto para às 15 horas, desta terça-feira, no cemitério Jardim do Éden.

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