Motoristas

14 ago09:56

Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Chapecó fazem paralisação

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Quem precisou pegar ônibus do transporte coletivo urbano em Chapecó para ir ao trabalho na manhã desta terça-feira precisou ter paciência. Motoristas e cobradores realizaram uma paralisação, o que geral atraso na saída de alguns horários. Segundo o Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores nas Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Transporte Intermunicipal e Interestadual de Chapecó e Região (Sintracol), a categoria quer um aumento de salário e do vale alimentação, além da redução do intervalo de 4 para 2 horas e melhores condições de trabalho. A paralisação iniciou às 4 horas da manhã e até a metade da manhã alguns horários haviam sido normalizados.

- Estamos em negociação desde o dia 4 de abril quando entregamos a pauta de reivindicações . Até agora participamos de quatro reuniões e não tivemos acordo – disse Rubismar Cruz, presidente do Sitracol.

Cruz disse ainda que o salário dos profissionais é o mais baixo do estado. Os cobradores recebem R$ 630 e os motoristas R$ 1.093.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Oeste Catarinense (Sintroeste), disse que já foi oferecido um aumento salarial nas negociações, mas o sindicato da categoria recusou.

Em Chapecó duas empresas têm a concessão do transporte coletivo. Segundo informações do Sintroeste , uma delas, com 350 funcionários, está com 10% dos funcionários parados, a maioria cobradores. A outra com 100 funcionários disse que apenas cinco profissionais estão parados.


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08 ago16:42

Caminhoneiros ficam divididos após reunião com governo

Uma semana depois de interromper a principal rodovia do País, a Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, caminhoneiros terminaram no meio da tarde desta quarta-feira a primeira reunião de negociação com o governo, mas deixaram o encontro falando línguas diferentes. O representante do Ministério do Trabalho, secretário-executivo Marcelo Perrupato, deixou o encontro evitando perguntas dos jornalistas, sinalizando que nem todos os pleitos dos caminhoneiros serão atendidos, conforme prometeu uma das lideranças sindicais da categoria.

Os motoristas mostraram-se claramente divididos em diferentes grupos, um deles ameaçando os demais e criando confusão com a segurança da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde foi realizada a primeira reunião da mesa de negociação aberta pelo governo. Enquanto aguardavam do lado de fora, autônomos chamavam de “picaretas” os representantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, e da União Nacional dos Caminhoneiros, José Araújo da Silva, o “China”, que participam do diálogo com o governo.

Em discurso para os manifestantes, o presidente do Movimento Brasil União Caminhoneiro, Nelio Botelho, afirmou que a ANTT estaria disposta a “responder todos os nossos problemas” podendo até “revogar” normas. Uma das regras em vigor, bombardeada pelos sindicalistas, permite a concessão de licença para transporte de carga a empresas de outros setores, como fazendas, empreiteiras de construção civil etc. Essas permissões acrescentaram 600 mil trabalhadores ao setor nos últimos dois anos, segundo Botelho. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, ficou acertado que as demandas dos caminhoneiros serão discutidas em quatro grupos de trabalho temáticos. O primeiro discutirá normas e regulamentos, outro a construção de pontos de parada, o terceiro vai debater questões fiscais e tributárias e o quarto, aspectos jurídicos.

“Isso tudo vai ser negociado na semana que vem” respondeu a Pasta, quando indagada sobre as promessas feitas por Botelho. Os caminhoneiros protestam contra a ausência de infraestrutura nas rodovias, o que não permite o cumprimento de uma lei que estabelece paradas obrigatórias de descanso periódicas. Pedem, ainda, o retorno ao modelo anterior, sem licenças para empresas que não sejam de carga, entre outras reivindicações.

A mesa de negociação tem prazo de 30 dias. Além do Ministério dos Transportes, integram o grupo representantes do Ministério do Trabalho, da Polícia Rodoviária Federal, da ANTT, do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).


AGÊNCIA ESTADO

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31 jul16:32

Caminhoneiros impedem passagem de veículos de carga em pelo menos oito trechos de estradas em SC

Apesar da decisão da Justiça Federal no sábado, caminhoneiros seguem com manifestações nesta terça-feira em Santa Catarina. A BR-282 tem bloqueios parciais em Maravilha, Catanduvas, São Miguel do Oeste e Xanxerê. A BR-158 tem interdição parcial em Cunha Porã. Em Dionísio Cerqueira o protesto ocorre na BR-163. Em Chapecó, os manifestantes estão na BR-480. Já em Água Doce o bloqueio ocorre na SC-454.

Os protestos integram movimento nacional dos caminhoneiros. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos locais das manifestações havia lentidão e formação de filas por volta das 8h.

Em Maravilha, no Extremo-Oeste, o protesto na BR-282 começou na manhã de segunda-feira e até as 8h desta terça a situação permanecia a mesma. Enquanto caminhões de carga são parados na altura do km 605, ambulâncias, veículos de passeio e ônibus tinham passagem permitida.

Situação semelhante ocorre em Catanduvas, no Meio-Oeste. A manifestação ocorre no km 406,5 da BR-282. Na mesma rodovia, há acúmulo de veículos de carga nas imediações do trevo de Jaborá. Ainda na BR-282, caminhoneiros também protestam no km 645 em São Miguel do Oeste; e no km 504, em Xanxerê.

Na BR-158, em Cunha Porã, no Extremo-Oeste, o trânsito começou a ser parcialmente bloqueado por caminhoneiros por volta das 10h15min de segunda. Até as 8h10min desta terça-feira o protesto seguia na rodovia, conforme a PRF. Enquanto isso em Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina e divisa com o Paraná, o protesto ocorre no km 121 da BR-163.

Outra rodovia que seguia com bloqueios até por volta das 8h15min desta terça era a BR-480, onde manifestantes interrompiam parcialmente o trânsito no km 123,7, em Chapecó, no Oeste. Na atualização da PRF divulgada por volta das 9h30min, o trecho já havia sido liberado, mas o bloqueio foi retomado depois do meio-dia.

Em Concórdia, manifestantes encerraram o protesto no km 90 da BR-153.

>> Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

>> “Estamos reféns”, reclama caminhoneiro parado há 24h em rodovia no Oeste de SC

>> Reunião em Brasília tenta acabar com impasse entre ANTT e movimento nacional de caminhoneiros

Protestos em rodovias estaduais

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), estradas estaduais também registram protestos de caminhoneiros. Até por volta das 8h20min, a SC-454 seguia com bloqueio parcial em Água Doce, no Meio-Oeste. Já em Abelardo Luz, houve manifestação na SC-467, mas foi encerrada, conforme a PMRv.


Motivo dos protestos

Os caminhoneiros reivindicam a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional doe Transporte Terrestre (ANTT). Elas incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante. A categoria também quer reduções no preço do óleo diesel e aumento da segurança nas estradas. A falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas é outra justificativa para o protesto.

As manifestações em Santa Catarina fazem parte de movimento nacional dos caminhoneiros. A categoria quer revisar a a Lei 12.619/2012, que entrou vigor na sexta-feira, dia 27, e regulamenta a profissão dos motoristas de transporte rodoviário interestadual. De acordo com proposta, depois de quatro horas de trabalho, os motoristas têm direito a 30 minutos de descanso. Eles ainda podem fazer uma hora de intervalo para as refeições e a cada 24h de trabalho devem descansar outras onze horas.

No sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferindo no direito do cidadão de ir e vir.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro alega que algumas normas são impossíveis de cumprir. A ANTT informa que mantém a negociação com a categoria.

DIÁRIO CATARINENSE



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31 jul12:27

"Estamos reféns", reclama caminhoneiro parado há 24h em rodovia no Oeste de SC

A chuva e o frio são os menores dos transtornos enfrentados por caminhoneiros parados em rodovias de Santa Catarina (SC). Em protesto que ocorre em todo país, veículos que transportam carga são impedidos de cruzar por trechos de estradas em razão de impasse entre a categoria e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Em SC, ao menos seis pontos registram manifestação nesta terça-feira. Um deles é na BR-282 em Catanduvas, Oeste do Estado, onde centenas de veículos são impedidos de cruzar desde a manhã de segunda-feira.

Entre os caminhoneiros que se sentem prejudicados pela interdição está Dirlei de Menezes Gonçalves, 40 anos. Ele levava carga de caixas plásticas para a prefeitura de Concórdia, mas foi impedido de cruzar por Catanduvas por volta das 13h de segunda-feira. Desde então está sem suporte algum.

— Nos pararam aqui, mas não nos deram nada. Não temos banheiro, não temos sequer um posto próximo para comprar comida. Estamos reféns. Depois que nos param, não podemos voltar e nem seguir adiante. O descontentamento aqui é grande e é de todos — disse Dirlei.

Na profissão há 15 anos, o caminhoneiro recebeu depoimentos de colegas que também se sentem prejudicados com a paralisação.

— É só o que se fala por aqui. Estão todos reclamando que a greve é do patronal. Quem é caminhoneiro não quer ficar parado — relatou.

Dirlei diz ainda que precisou pedir ajuda para a empresa na qual trabalha, que ficou de deslocar uma pessoa de carro até a região para dar o suporte necessário.

— Mas e os outros, como ficam? Quem não tem gente próxima pra ajudar não está recebendo suporte algum. A situação é complicada — lamentou.

Segundo Dirlei, somente no trecho de Catanduvas são centenas de veículos de carga parados. Em outros pontos de SC, caminhões são parados nas rodovias, mas levados para locais dentro das cidades. Não há uma estimativa total de quantos veículos estão parados no Estado.

No trecho de Catanduvas, na BR-282, integrantes do movimento grevista começaram na manhã desta terça-feira a parar também veículos que transportam carga viva, como de porcos e bois. Vans e caminhonetes também são parados para verificar se há transporte de carga envolvido.

Os manifestantes aguardam reunião em Brasília para definir o rumo da paralisação, que é comandada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). Integrantes da entidade discutem uma solução junto a representantes do Ministério dos Transportes, Casa Civil, presidência da República e ANTT. Uma posição deve sair por volta das 16h.


Em Santa Catarina, os protestos nesta terça-feira ocorrem em seis pontos:

— Maravilha (BR-282)

— Catanduvas (BR-282)

— São Miguel do Oeste (BR-282).

— Cunha Porã (BR-158)

— Dionísio Cerqueira (BR-163)

— Água Doce (SC-454)


Segundo as polícias rodoviárias, não há registro de incidentes nas manifestações em Santa Catarina. Outros pontos de rodovias estaduaus e federais também sofreram interdições, mas foram liberados.

No último sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em SC. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil.

A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferem no direito do cidadão de ir e vir.

Na manhã desta terça-feira, o MUCB informou que não há uma posição da entidade sobre a decisão judicial em SC e nem sobre a possibilidade de multa no caso de descumprimento da determinação.


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31 jul12:10

Reunião em Brasília tenta acabar com impasse entre ANTT e movimento nacional de caminhoneiros

O protesto nacional de caminhoneiros, com bloqueios em rodovias de pelo menos 10 estados, pode ter solução encaminhada nesta terça-feira. Em Brasília, representantes do Ministério dos Transportes, Casa Civil, presidência da República e Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) se reúnem com integrantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). Além do presidente da entidade, Nélio Botelho, devem participar representantes estaduais do movimento. Uma posição sobre o rumo dos protestos deve sair por volta das 16h.

Em Santa Catarina, os protestos nesta terça-feira provocam interdição parcial em pelo menos seis trechos de rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, manifestantes impedem a passagem de veículos de carga em Maravilha (BR-282), Catanduvas (BR-282) e São Miguel do Oeste (BR-282). A BR-158 sofreu interdição parcial em Cunha Porã. Em Dionísio Cerqueira o protesto foi registrado na BR-163.

Outros trechos de rodovias federais também tiveram protestos em SC, mas já foram liberados. São os casos de Chapecó (BR-480), Xanxerê (BR-282) e Concórdia (BR-153).

Já em estradas estaduais, houve manifestação na SC-454 em Água Doce. Já em Abelardo Luz, houve manifestação na SC-467, mas foi encerrada, conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Segundo as polícias rodoviárias, não há registro de incidentes nas manifestações em Santa Catarina. Veículos que transportam cargas são orientados a parar em determinados trechos e seguir para dentro de cidades, onde ficam parados aguardando posição do movimento nacional. Ainda não há uma estimativa de número de caminhões retidos. Segundo a PRF, no entanto, mais de 100 veículos de carga foram parados desde o início da semana somente na BR-282 (trechos de Maravilha, Catanduvas e São Miguel).

No último sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interfere no direito do cidadão de ir e vir.

Na manhã desta terça-feira, o MUCB informou que não há uma posição da entidade sobre a decisão judicial em SC e nem sobre a possibilidade de multa no caso de descumprimento da determinação.


Além de Santa Catarina, protestos de caminhoneiros são registrados em outros nove estados:

— Rio Grande do Sul

— Paraná

— Rio de Janeiro

— Ceará

— Minas Gerais

— Espírito Santo

— Bahia

— Tocantins

— Goiás


Posicionamentos sobre os protestos

Para o procurador Pablo Douglas Almeida de Moraes, que atua no Ministério Público do Trabalho (MPT) no Mato Grosso do Sul, a lei que entrou em vigor beneficia os caminhoneiros.

— É de se estranhar que trabalhadores lutem contra a implementação de um direito que lhes beneficia — disse ele em entrevista à Agência Brasil — O locaute (greve patronal) é uma conduta ilícita, viola a lei — concluiu.

O governo afirma que está atento às paralisações dos caminhoneiros. No entanto, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, disse não há espaço para retroceder à legislação que garante melhores condições de trabalho para a categoria e também mais segurança.

— A lei da jornada de trabalho dos caminhoneiros tem sofrido resistência, mas é inegável que a lei é um avanço — disse Brizola Neto.

Enquanto isso, a NTC&Logística, que reúne empresas e sindicatos patronais do transporte de cargas, emitiu nota posicionando-se contra a greve de caminhoneiros. O presidente da entidade, Flávio Benatti, pede “firmeza no cumprimento da lei” por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


No comunicado, a entidade contesta a representatividade do movimento grevista.

“As manifestações contrárias à legislação têm sido de uma minoria oportunista”, informou a nota. O texto afirma ainda que a paralisação é “lockout”, ou seja, um movimento organizado por empresários e não por empregados.

“Não temos dúvidas de que a ANTT seguirá atuando na defesa da regulamentação e modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil”, concluiu a nota da NTC&Logística.


Motivo dos protestos

Os caminhoneiros reivindicam a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT). Elas incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante.

A categoria também quer reduções no preço do óleo diesel e aumento da segurança nas estradas. A falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas é outra justificativa para o protesto.

As manifestações em SC fazem parte de movimento nacional dos caminhoneiros. A categoria quer revisar a a Lei 12.619/2012, que entrou vigor na sexta-feira, dia 27, e regulamenta a profissão dos motoristas de transporte rodoviário interestadual.

De acordo com proposta, depois de quatro horas de trabalho, os motoristas têm direito a 30 minutos de descanso. Eles ainda podem fazer uma hora de intervalo para as refeições e a cada 24h de trabalho devem descansar outras onze horas.

No sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferindo no direito do cidadão de ir e vir.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro alega que algumas normas são impossíveis de cumprir. A ANTT mantém a negociação.


DIÁRIO CATARINENSE



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31 jul09:43

Caminhoneiros impedem passagem de veículos de carga em SC

[Atualizado 10h26]

Apesar da decisão da Justiça Federal no sábado, caminhoneiros seguem com manifestações nesta terça-feira em Santa Catarina. A BR-282 tem bloqueios parciais em Maravilha, Catanduvas e São Miguel do Oeste. A BR-158 tem interdição parcial em Cunha Porã. Em Dionísio Cerqueira o protesto ocorre na BR-163. Já em Chapecó, os manifestantes interromperam parte da BR-480 durante a manhã desta terça.

Os protestos integram movimento nacional dos caminhoneiros. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos locais das manifestações havia lentidão e formação de filas por volta das 8h.

Em Maravilha, no Extremo-Oeste, o protesto na BR-282 começou na manhã de segunda-feira e até as 8h desta terça a situação permanecia a mesma. Enquanto caminhões de carga são parados na altura do km 605, ambulâncias, veículos de passeio e ônibus tinham passagem permitida.

Situação semelhante ocorre em Catanduvas, no Meio-Oeste. A manifestação ocorre no km 406,5 da BR-282. Na mesma rodovia, há acúmulo de veículos de carga nas imediações do trevo de Jaborá. Ainda na BR-282, caminhoneiros também protestam no km 645 em São Miguel do Oeste.



BR 163 em Dionísio Cerqueira (27/07/12).



Na BR-158, em Cunha Porã, no Extremo-Oeste, o trânsito começou a ser parcialmente bloqueado por caminhoneiros por volta das 10h15min de segunda. Até as 8h10min desta terça-feira o protesto seguia na rodovia, conforme a PRF. Enquanto isso em Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina e divisa com o Paraná, o protesto ocorre no km 121 da BR-163.

Outra rodovia que seguia com bloqueios até por volta das 8h15min desta terça era a BR-480, onde manifestantes interrompem parcialmente o trânsito no km 123,7, em Chapecó, no Oeste. Na atualização da PRF por volta das 9h30min, o trecho já havia sido liberado.

Em dois pontos, segundo a PRF, protestos foram encerrados. No km 505 da BR-282 em Xanxerê; e no km 90 da BR-153 em Concórdia.

Protestos em rodovias estaduais

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), estradas estaduais também registram protestos de caminhoneiros. Até por volta das 8h20min, a SC-454 seguia com bloqueio parcial em Água Doce, no Meio-Oeste. Já em Abelardo Luz, houve manifestação na SC-467, mas foi encerrada, conforme a PMRv.

>> Veja no mapa a região dos protestos


Motivo dos protestos

Os caminhoneiros reivindicam a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional doe Transporte Terrestre (ANTT). Elas incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante. A categoria também quer reduções no preço do óleo diesel e aumento da segurança nas estradas. A falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas é outra justificativa para o protesto.

As manifestações em Santa Catarina fazem parte de movimento nacional dos caminhoneiros. A categoria quer revisar a a Lei 12.619/2012, que entrou vigor na sexta-feira, dia 27, e regulamenta a profissão dos motoristas de transporte rodoviário interestadual. De acordo com proposta, depois de quatro horas de trabalho, os motoristas têm direito a 30 minutos de descanso. Eles ainda podem fazer uma hora de intervalo para as refeições e a cada 24h de trabalho devem descansar outras onze horas.

No sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferindo no direito do cidadão de ir e vir.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro alega que algumas normas são impossíveis de cumprir. A ANTT informa que mantém a negociação com a categoria.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 jul10:50

BR 282 está interditada para caminhões de cargas em Maravilha e São Miguel do Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Desde as 7 horas desta sexta-feira a BR 282 está interditada em Maravilha e São Miguel do Oeste. Apenas caminhões de carga são impedidos de transitar. Automóveis, ambulâncias e cargas vivas estão liberados. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a Manifestação dos Transportadores de Cargas não tem previsão de término. Porém a Justiça Federal expediu interdito proibitório para que a rodovia seja liberada. Ação judicial pode ser cumprida a qualquer momento.

Na quinta-feira a BR 163 também foi trancada em Dionísio Cerqueira.

Segundo o coordenador do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) em Santa Catarina, Odimar Roman, a manifestação não tem prazo para terminar.

- Vamos ficar paralisados até recebermos uma resposta do governo – disse Roman. Ele informou ainda que a paralisação pode continuar no final de semana e com isso poderá faltar mercadorias nos grandes centros.

O coordenador do movimento disse ainda que deve ser realizada nesta tarde uma manifestação no Trevo de entrada de Chapecó, na BR 282. O horário ainda não foi definido.

Em São Miguel do Oeste cerca de 50 motoristas estão paralisados no trevo de entrada da cidade. Em Maravilha a rodovia está trancada no Km 605.

A manifestação iniciou no dia 25 de julho Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. A categoria reivindica oito pontos de reivindicação. Entre elas os motoristas não aceitaram a Lei 12.619, sancionada pela presidente da República Dilma Rousseff, que regulamenta a profissão de motorista do transporte de cargas e de passageiros. A Lei entra em vigor nesta sexta-feira.

Na prática, as regras proíbem os profissionais de dirigir por um período superior a quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. Além disso, a nova lei também obriga os motoristas a ter repouso diário de 11 horas a cada 24 horas e descanso semanal de 30 horas para motoristas empregados.


Fechada também em Catanduvas, no Meio-Oeste

A BR 282 está fechada no Km 406, em Catanduvas. Cerca de 80 manifestantes estão no local. De acordo com a PRF a previsão é que a pista seja liberada até as 12h.


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24 dez14:58

Projeto deve qualificar 80 mil motoristas de todo país

Qualificar em idioma estrangeiro, gestão e empreendedorismo para atender os turistas que virão ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014. Com este objetivo o Sebrae nacional desenvolveu em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), o Projeto Taxista Nota 10. A meta é qualificar cerca de 80 mil motoristas de táxi de todo o país.

O analista técnico do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, explica que o Taxista Nota 10 está dividido em dois subprojetos: curso de línguas estrangeiras (idiomas inglês e espanhol) com duração de 120 horas e vocabulário personalizado, adaptado à linguagem e ao dia a dia do taxista, e gestão de negócios para taxistas, que oferecerá 15 edições do Jornal Taxista Nota 10, com abordagem de temas que envolvem gestão e empreendedorismo.

Após as inscrições, os participantes recebem material didático composto de caderno do aluno, caderno de exercícios, caderno de autoavaliações e CD de áudio. O curso terá duração de um ano e o certificado de conclusão será enviado pelos Correios, após avaliação escrita, agendada e realizada em uma das unidades do Sest ou do Senat.

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, salienta que o projeto também envolve a entrega gratuita de um jornal com informações sobre diversos temas. Em versão impressa e eletrônica, com periodicidade mensal, a publicação terá matérias sobre assuntos como empreendedorismo, administração do tempo, turismo e hospitalidade, gestão financeira, marketing pessoal, legislação, direção defensiva, condução econômica, entre outros.

Para receber o Jornal Taxista Nota 10 em casa, os motoristas deverão entrar em contato com as centrais de atendimento da CNT ou do Sebrae e realizar cadastro no projeto. Junto com cada jornal, será enviado um selo que o participante deverá guardar e, ao final, trocá-los, nas unidades do Sest/Senat, por um adesivo que comprovará sua participação no programa. Essa identificação, que poderá ser afixada no parabrisa do carro, será mais um diferencial para atuação no mercado de trabalho.

Inscrições

As inscrições nos cursos podem ser feitas gratuitamente nas unidades do Sest, Senat e Sebrae em todo o Brasil. Também podem ser feitas por meio das centrais de atendimento do Sebrae (0800 570 0800) e do Sistema CNT (0800 728 2891). Na região oeste, as inscrições também podem ser feitas pelo telefone (49) 3319-6100 (Sest/Senat).



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