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12 abr12:24

Programa Nova Economia@SC será lançado em Chapecó

Com a intenção de aumentar a inovação e dar competitividade à economia e aos setores industriais catarinenses, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável em parceria com o Sebrae/SC, lançará o programa Nova Economia@SC. O lançamento está marcado para as 18 horas desta quinta-feira no Salão Nobre do Lang Palace Hotel em Chapecó.

- Com esse programa, estaremos fortalecendo os setores industriais de Santa Catarina, atuando para aumentar a competitividade das empresas e para ajudá-las a acessar novos mercados – avalia o governador Raimundo Colombo.

Um dos projetos do Programa é o Polos Industriais que fortalecerá MPEs em mais de 40 polos setoriais definidos em Santa Catarina. A previsão é atender ao menos 2.400 empreendimentos. Agentes de Sebrae/SC levarão às empresas técnicas para aumentar a competitividade e orientações para facilitar o acesso a novos mercados pelos empreendedores.

- Através da iniciativa, pretendemos potencializar a competitividade das indústrias no Estado. Será possível oferecer estratégias para melhoria de gestão, consultorias com informações gerenciais e orientações para o desenvolvimento de competências em diagnóstico e solução de problemas empresariais – realça o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli.

O secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, salienta que trata-se do início de uma virada na economia de Santa Catarina, apoiando quem precisa de apoio e semeando o crescimento do estado.

O programa foi lançando em Lages no fim de março e será apresentado em todas as regiões do Estado nos próximos dois meses.

Ao todo, os eventos de lançamento do projeto Nova Economia@SC chegarão a 17 regiões de Santa Catarina. Além de Lages e Chapecó, as apresentações chegarão a Blumenau, São Miguel do Oeste, Criciúma, Itajaí, Concórdia, Joaçaba, Jaraguá do Sul, Mafra, Canoinhas, Tubarão, Caçador, São José, São Bento do Sul, Joinville e Rio do Sul.



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10 fev09:40

Samu tem nova sede em São Miguel do Oeste

O Samu de São Miguel do Oeste iniciou o atendimento na nova sede nesta semana. Na quinta-feira o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, visitou as novas instalações, localizada no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, no Bairro São Gotardo de São Miguel do Oeste.

A obra tem o investimento de mais de R$ 205 mil e foi custeada pelo Hospital Regional, com recursos recebidos mensalmente do Governo do Estado. Com uma área de 265 metros quadrados, a sede conta com cinco dormitórios, sala de estar, de reuniões, administrativa e de equipamentos, cozinha e garagem.

- A estrutura atende a demanda que o Samu exige, além de estar localizado junto ao Hospital Regional, o que facilita a logística do atendimento – enfatizou o secretário Wilson Trevisan.

O Samu funcionava anteriormente numa das alas do Hospital. Agora a instituição vai ocupar o local para disponibilizar mais 14 leitos. A previsão é que até março os novos leitos estejam disponíveis.


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25 jan12:09

Nova creche em Seara

O novo centro de educação infantil atenderá 240 crianças em dois turnos e será construído no Bairro Bela Vista, numa estrutura total de 1.211,92m². Na segunda-feira, dia 23, a Prefeita Laci Grigolo assinou a ordem de serviço para o início das obras, a empresa Itacon Engenharia e Obras Ltda, vencedora da licitação realizada em novembro, tem prazo de nove meses para a conclusão dos serviços. No projeto, estão previstas oito salas pedagógicas, sala de informática, cozinha, refeitório, pátio coberto, secretaria, sanitários para pessoas com necessidades especiais, entre outros ambientes.

- Esse projeto vai suprir 100% da demanda do município, é uma obra muito esperada pelas mães que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho – disse a prefeita.

As crianças terão atendimento especializado e as mães poderão trabalhar tranquilas deixando os filhos num espaço seguro. Com o aumento do número de vagas no CEI Seara Sonho e mais as 240 da nova creche serão criadas somente nesta gestão, mais vagas do que em toda a história do município.

A obra será viabilizada através de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, num investimento total de R$ 1.188,000,00. – Em 2013 as mães já poderão contar com esse novo espaço, no final deste ano iremos abrir as vagas e assim acabar com a lista de espera – ressalta Laci.


Creche Dona Ilse em reformas

Pensando no bem estar e na qualidade do ensino para as crianças que frequentam o centro de educação infantil Dona Ilse, a Administração Municipal de Seara através da Secretaria da Educação iniciou o processo de melhorias e reforma do espaço. O investimento é de R$ 77.795,23 com recursos próprios.

De acordo com a Secretária da Educação Rosana Tocheto Petry, mesmo com as obras os alunos retornam às aulas normalmente no dia 6 de fevereiro. No local estão previstas a construção de uma área externa coberta para atividades em dias de chuva, pintura interna e externa, troca do forro e melhorias na lavanderia.

- Com ambiente adequado, o processo de aprendizagem dos alunos é muito maior e os professores também são beneficiados com estrutura física apropriada para um ensino de qualidade – destaca Rosana.


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12 jan14:56

Chapecó e Dionísio Cerqueira vão ganhar novas escolas

O Estado vai receber, em sete municípios, nove novas escolas de ensino médio _ resultado de um convênio entre Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Estado da Educação. A autorização da licitação para construir as unidades será dada nesta sexta-feira, pelo secretário, Marco Tebaldi.

Os municípios, onde elas serão construídas, são Itajaí, Garopaba, Indaial, Navegantes, Dionísio Cerqueira, Araquari e Chapecó. O valor de cada unidade é de cerca de R$ 6,5 milhões.

Para o dinheiro ser liberado pelo MEC, o projeto das escolas precisou a atender algumas exigências, como garantia de infraestrutura mínima e comprovação de propriedade do terreno, por parte do governo do Estado.

Além disso, elas serão padronizadas, com 5,9 mil metros quadrados e capacidade para atender 520 alunos por turno. Cada uma terá 12 salas de aula, seis laboratórios, um auditório, uma biblioteca, um centro esportivo, um centro de serviços e convivência.


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11 jan08:29

Haitianos buscam vida nova em Santa Catarina

Dois anos após o terremoto que transformou em escombros a capital do país mais pobre das Américas, a saída para muitos haitianos têm sido procurar no Brasil as condições de vida que não existem dentro de suas fronteiras — onde 60% da população está desempregada e 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos.

E Santa Catarina está incluída na rota de oportunidades. Vários haitianos já estão trabalhando no Estado, principalmente na Região Oeste, onde oficialmente vivem 32. Eles foram trazidos por empresas que sofrem com falta de mão de obra e viram nos refugiados uma importante força de trabalho.



Irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil.



Na fronteira brasileira com o Acre, Brasileia é um dos pontos de entrada de cerca de 4 mil haitianos que já chegaram ao Brasil desde janeiro de 2011. Sozinhos ou em famílias, enfrentam um roteiro complexo, com passagens por outros países, até alcançar o Norte brasileiro.

Ali, protocolam um registro de refúgio em um posto da Polícia Federal, onde recebem a autorização provisória para permanecer no Brasil. O Brasil tomou esta decisão por questões humanitárias. A previsão é de que, em 90 dias, estejam com um visto humanitário em mãos, com direito a usar o Sistema Único de Saúde e trabalhar de carteira assinada, como ocorrerá na indústria de massas gaúcha.


>>> Clique para ver o trajeto dos haitianos até o Brasil


Risco de migração em massa

Ao mesmo tempo em que lidera a força de paz no país caribenho desde 2004, o Brasil agora é confrontado com uma realidade que ainda aprendendo a lidar: o risco de uma migração em massa na fronteira. Dos 1,6 mil que já conseguiram regularizar sua estadia, acredita-se que 800 já conseguiram emprego, especialmente na construção civil em São Paulo, Rondônia, Pará e Brasília. O cálculo é do representante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre em Brasileia, Damião Borges.

Há um ano acompanhando os haitianos na cidade, Borges está acostumado a que os caribenhos lhe enumerem as razões da imigração: admiração pelo futebol, simpatia pelos brasileiros que participam da missão de paz das Nações Unidas no Haiti, confiança de que o crescimento econômico e a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas lhes garantirá uma vaga de trabalho. Uma decepção, porém, já foi detectada no sonho brasileiro: os salários são consideravelmente menores do que os R$ 1,5 mil ou R$ 2 mil que esperavam receber.

A partir de terça-feira, a Polícia Federal, em parceria com o governo do Acre e a prefeitura de Brasileia, passou a emitir 40 vistos por dia na cidade, facilitando a contratação de mão de obra haitiana.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou medidas para tentar limitar a entrada dos imigrantes e garantiu que será concedido visto para os 2,4 mil haitianos que ainda não conseguiram regularizar sua situação. Para o governo, também é importante reforçar a fronteira do Brasil com Peru, Equador e Bolívia para evitar a “rota ilícita de imigração” e a atuação de “coiotes” na região.


Força de trabalho no Oeste

Funcionários negros com sotaque espanhol, misturado com algumas palavras de francês, já fazem parte da rotina de algumas empresas de Chapecó, em Santa Catarina. A empresa Fibratec, fábrica de piscina e caixa d’água, foi a primeira a contratar os haitianos, há cerca de seis meses.

Um dos diretores da empresa, Érico Tormen, disse que seu sócio estava fazendo uma obra no Acre, quando viu dezenas de haitianos em Brasiléia. Como eles estavam procurando trabalho, e a empresa tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra, fizeram a proposta para contratá-los.

Na primeira leva, nove haitianos foram contratados. O custo com o transporte foi de R$ 1,5 mil por pessoa, segundo Tormen. A Fibratec chegou a contratar 24 haitianos. Desses, 13 ainda estão na empresa. Alguns desistiram pois não se adaptaram ou não gostaram do emprego e foram buscar outro trabalho.

— Outras empresas também pediram trabalhadores já que há escassez de mão-de-obra na região — disse Tormen.

Cinco haitianos foram para uma empresa de materiais de construção, dois para uma revenda de peças e acessórios de automóveis e dois para um restaurante de Palmitos. Outros ainda estão procurando emprego. Tormen disse que o relacionamento dos haitianos com os demais funcionários é muito bom.

— É ótimo, todo mundo gosta deles — avaliou.

Antes da contratação de estrangeiros, as empresas precisam comunicar a Polícia Federal. No caso dos haitianos, eles devem informar quando houver mudança de endereço. Na delegacia da Polícia Federal de Chapecó a informação é de que os haitianos que fizeram essa comunicação estão legais. Não há informação de clandestinos na cidade. Entre os desafios enfrentados no dia-a-dia pelos haitianos está a língua. A comunicação geralmente é em espanhol. Mas os haitianos já se viram no português.


>>> Confira as fotos dos haitianos em SC


Seis dias de viagem

Os irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil. Eles pegaram avião na República Dominicana e foram até o Equador. Depois foram de ônibus até o Peru e vieram de carro até o Acre, onde chegaram em 24 de abril do ano passado. Desde 11 de julho trabalham em Chapecó. Wendales era pedreiro e Lichelet costureiro.

— Lá não tinha muito trabalho — disse Wendales.

Em Chapecó trabalham na fabricação de piscinas. Provenientes de uma família de 13 irmãos, os Zephirin mandam cerca de R$ 250 a R$ 300 cada um para o Haiti. Eles ganham cerca de R$ 850 por mês. Wendales trabalhou na República Dominicana e até ganhava mais por dia, mas não era sempre que tinha trabalho. Seu objetivo é tentar ganhar um pouco mais no Brasil e assim poder guardar dinheiro.


Estudantes na UFSC

Diferente dos haitianos que vêm ao Estado em busca de trabalho, 29 jovens do Haiti desembarcaram em Florianópolis, em agosto do ano passado, para dar continuidade aos estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As instituições de ensino do país caribenho foram destruídas com o terremoto de 2010. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Estadual de Campinas e a Federal de São Carlos também receberam estudantes haitianos.

Por 18 meses — dos quais seis são para aulas de português e um ano para continuar a faculdade — a UFSC é a responsável por eles. Ainda que com certa dificuldade, mas sem trocar ou errar as palavras, o estudante de economia, Jean Samuel, 27 anos, está gostando da vida em Florianópolis. As primeiras semanas foram difíceis, por causa da saudade de casa. Apesar dos telefonemas para ao Haiti serem semanais, ele ganhou uma nova família aqui, formada pelos 29 colegas haitianos. Jean mora no Bairro Pantanal e considera a UFSC bem organizada.

Para o secretário de Relações Institucionais e Internacionais da universidade, Enio Pedrotti, a experiência é positiva para os dois lados. Os haitianos estão tendo contato com pesquisas feitas na UFSC, conhecendo a cultura e hábitos brasileiros, como a relação com o lixo. Se antes eles eram acostumados a jogar lixo no chão, hoje eles já dão a destinação correta. Em uma das aulas de português, o grupo foi a Jurerê Internacional entrevistar os turistas. Para Pedrotti, também saem ganhando os alunos da UFSC.

— Por enquanto, os haitianos estão fechados no grupo deles, mas depois eles vão ter contato com os outros alunos, nas aulas de graduação. O estudantes daqui também vão aprender muito na convivência.


Colaborou: Rossana Silva, Darci Debona e Julia Antunes Lorenço.


DIÁRIO CATARINENSE

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