Oeste

08 jul17:51

Temperaturas seguem baixas no estado até sexta-feira

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

Se o fim de semana foi de muito frio em Santa Catarina até com registro de neve no Morro da Igreja, ponto mais alto do Estado, a previsão para a semana não é diferente. Até sexta-feira as temperaturas seguem baixas em todas as regiões catarinenses. Na Serra, pode gear ao amanhecer de terça e quinta-feira.

De acordo com previsão meteorológica do Epagri/Ciram, nesta segunda-feira os termômetros podem marcar mínimas de 0ºC na Serra e 8ºC nas demais regiões incluindo a Capital. O ar frio, além manter as temperaturas baixas também deixa o início da semana com sol e tempo firme.

Na terça-feira uma nova frente fria passa pelo Sul do Brasil e provoca chuva com trovoadas no decorrer do dia do Oeste ao Litoral Sul catarinense, e entre a tarde e noite chega ao restante do Estado. As temperaturas aumentam um pouco. Na Grande Florianópolis as máximas atingem 19ºC e a mínima se mantém em 11ºC. Já na Serra, não sobe tanto. A mínima se mantém em 7ºC não passando dos 14Cº no restante do dia.

Na quarta a instabilidade ainda provoca chuva pela manhã do Meio Oeste ao Litoral e uma massa de ar frio e seco que avança pela Argentina diminui a nebulosidade no Oeste. A temperatura volta a cair e na quinta-feira há uma nova chance de geada e temperaturas mínimas de 0ºC na Serra.

A tendência, de acordo com Epagri/Ciram, é que até a última semana de julho as entradas de massas de ar seco e frio possam manter os dias com presença de sol e temperaturas baixas. Até lá, não há previsão de chuva significativa no Estado.


Neve de cinco minutos

Segundo os militares da Aeronáutica que trabalham no alto do Morro da Igreja, a 1.822 metros de altura, na Serra Catarinense, nevou no fim da tarde de sábado por pelo menos cinco minutos na região. Ninguém conseguiu registrar o fenômeno, que segundo o meteorologista Leandro Puchalski, precisa de uma combinação de umidade elevada e temperatura negativa para que os flocos de neve cheguem, caso contrário, chegam derretidos em forma de garoa.


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04 jul08:01

Crise da suinocultura afeta comércio no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na suinocultura já está afetando a economia dos municípios do Alto Uruguai Catarinense, onde á uma das principais atividades. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Xavantina, Dirceu Casarotto, estima em 50% a queda no movimento em relação ao ano passado.

– Até o dinheiro do leite sumiu para tapar os furos do porco- comentou.

Balduíno Tonatto, dono de uma loja de confecções, afirma que o movimento caiu 30% de R$ 11 mil a R$ 12 mil para R$ 7,5 mil. Além disso, tem entre 70 e 80 clientes com dívidas. –Já suspendi as compras- afirmou.

Na loja de material esportivo de Dilceu Seghetto, já são R$ 15 mil em dívida de clientes, praticamente todos relacionados com a suinocultura.

Márcio Foralosso disse que a queda nas vendas caiu 40%.

Na agropecuária onde trabalha Dalvan Spagnol parte da mercadoria está sendo paga em suínos vivos. E na agropecuária de Márcio Foralosso a queda na venda de produtos da suinocultura caiu 40% e as dívidas dos clientes já superam R$ 300 mil.

– Estamos nos atolando junto com eles- constatou Foralosso.

O secretário de Agricultura Leonir Caus estima que mais de 200 produtores desistiram da atividade nos últimos cinco anos, somente no município. Restam pouco mais de 400 dos 650 criadores. –Se a crise continuar vão sobrar só uns 200- afirmou disse o secretário.

Até sua família está fechando uma das duas granjas. Das 300 matrizes devem sobrar apenas 115. O sobrinho Welinton Caus pretendia cursar um Colégio Agrícola e seguir na suinocultura. Agora desistiu e deve ir para a cidade. –Sem renda não dá, vou tentar eletromecânica ou Educação Física- declarou.

Diante dessas perdas os municípios estão decretando situação de emergência. Ontem três municípios do Alto Uruguai Catarinense, Irani, Presidente Castelo Branco e Alto Bela Vista decretaram situação de emergência. Já são 13 no Estado. De acordo com o prefeito de Alto Bela Vista e presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense, Sérgio Luiz Schmitz, as perdas na arrecadação do seu município, que devem refletir nos próximos dois anos, já passa dos R$ 2 milhões. Isso representa dois meses de arrecadação do município. A recomendação é que outras cidades também decretem emergência.

A Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense também convocou os 19 prefeitos para um ato na quinta-feira, às 14 horas, na praça Walmir Botaro Daniel. De acordo com a secretária executiva da Associação, Sandra Franco, alguns prefeitos devem assinar o decreto durante o ato.

O secretário de Administração de São João do Oeste, Wilson Weber, disse que o município vai assinar o decreto. No Meio-Oeste o prefeito de Videira, Wilmar Carelli, também vai decretar situação de emergência hoje.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que até o final de semana já devem somar 50 decretos. O objetivo é pressionar as autoridades para tomar medidas de apoio ao setor. O preço base do suíno está em R$ 1,90 por quilo, contra um custo de R$ 2,57. No dia 12 de julho está previsto um ato e uma reunião com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília.


Ministério anuncia que Argentina vai retomar compras

O ministério da Agricultura do Brasil anunciou no final da manhã de ontem que as exportações de carne suína para o país vizinho está liberada. No início do ano a Argentina tomou medidas de restrição de alguns produtos brasileiros, o que ajudou a agravar a crise da suinocultura. De acordo com o ministro Mendes Ribeiro Filho foram realizados vários encontros com lideranças do governo vizinho para recuperar esse mercado. A expectativa é que sejam exportados um volume similar às 27 mil toneladas vendidas no segundo semestre do ano passado.

A medida é considerada boa pelas lideranças de Santa Catarina mas insuficiente para amenizar a crise do setor. Os suinocultores querem subsídio no transporte de milho do Centro Oeste para Santa Catarina, renegociação das dívidas e um preço mínimo. –Queremos que o governo banque a diferença de 67 centavos entre o custo e valor de mercado- explicou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, informou que o Governo do Estado deve incrementar em 15 a 20 toneladas o consumo de carne suína na merenda escolar, hospitais e presídios.

Além disso foi articulada uma ação com a Associação Brasileiras dos Restaurantes, para incrementar os pratos à base suína, e outra ação com a Associação Catarinense dos Supermercados (Acats), para fazer promoção do produto.

Rodrigues marcou ainda duas reuniões, segunda-feira, às 10 horas, em Concórdia, e na terça-feira, às 10 horas, em Braço do Norte. O objetivo é verificar a demanda dos suinocultores para levar ao ministro Mendes Ribeiro, no dia 12, quando uma comitiva catarinense vai à Brasília.


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03 jul14:37

Chapecó conquistou 2ª etapa Circuito Oeste de Tênis de Mesa

Maravilha sediou no sábado, dia 30, a segunda etapa do Circuito Oeste de Tênis de Mesa 2012. A competição deu largada ao calendário de festividades de aniversário do município, que completa no dia 27 de julho, 54 anos de emancipação.

Pela oitava vez consecutiva, a equipe chapecoense da PMC/Unoesc/Nord Eletric/Aurora conquistou o título de campeã geral da etapa. Das 19 categorias em disputa, em duplas e individual, Chapecó conquistou o primeiro lugar em sete categorias e somando os outros resultados chegou aos 140 pontos na classificação.

- Vencemos todas as etapas que disputamos desde agosto de 2010. Isso prova o bom trabalho que estamos fazendo em todas as categorias – explicou o técnico de Chapecó, Robson Diefenthaeler, referindo-se a equipe que foi competiu com atletas dos 07 aos 45 anos.

A segunda colocação ficou com a equipe da FME/Pinhalzinho com duas medalhas de ouro e 89 pontos. A ATMEX/Descanso/Guaraciaba/São Miguel do Oeste terminou na terceira posição com quatro ouros e 85 pontos. Já Abelardo Luz somou 84,5 pontos e conquistou cinco primeiros lugares, ficando em quarto.

No total, 176 atletas representarão os municípios catarinenses de Abelardo Luz, Chapecó, Descanso, Guaraciaba, Maravilha, Pinhalzinho e São Miguel do Oeste, além dos gaúchos de Palmeiras das Missões. As competições foram válidas pelo ranking regional individual e também em duplas.

A liderança do Circuito Oeste, em sua oitava edição, é da equipe da PMC/Unoesc/Nord Eletric/Aurora, de Chapecó com 264,75 pontos. A ATMEX vem em segundo com 171 pontos. A próxima etapa será realizada em Chapecó, no dia do aniversário do município, 25 de agosto.



Campeões da 2ª etapa

Individual

Pré-mirim masculino – Uesley Isotton – Atmex

Pre-mirim feminino – Larissa Procópio – Abelardo Luz

Mirim masculino – Alessandro Nascimento – Abelardo Luz

Mirim feminino – Gabriela Marin – Abelardo Luz

Infantil masculino – Leonardo Zatt – Maravilha

Infantil feminino – Giuliana Valentini – Chapecó

Juvenil masculino – Jean de Oliveira – Pinhalzinho

Juvenil feminino – Daniela Bonamigo – Atmex

Absoluto A – Durvan Santos – Chapecó

Absoluto B – Elizandro Stormovski – Chapecó


Dupla

Pré-mirim masculino – Ailton Batista/Alisson Piccini – Abelardo Luz

Pre-mirim feminino – Suelen Triches/Stefany Kell – Pinhalzinho

Mirim masculino – Alessandro Nascimento/Lucas Ferronato – Abelardo Luz

Mirim feminino – Sabrina Scapin/Natalia da Silva – Atmex

Infantil masculino – Enrique Pompeo/Lucas Rossi – Chapecó

Infantil feminino – Giuliana Valentini/Aline Dias – Chapecó

Juvenil masculino – Humberto Ceccato/Bruno Savaris – Chapecó

Juvenil feminino – Daniela Bonamigo (Atmex)/Gabriela Marim (Abelardo Luz)

Absoluto A – Durvan Santos/Giancarlo Valentini – Chapecó


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03 jul14:09

Suinocultor transfere criação para o Centro-Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A cada crise Santa Catarina vai perdendo produtores especializados na criação de suínos. Alguns abandonam a atividade e outros vão tentar a sorte em outro lugar, com menos custos. É o caso de Adair Cella, que há cinco anos fechou os chiqueiros em Chapecó, onde tinha 200 fêmeas que produziam quatro mil leitões por ano. Ele e mais seis sócios, sendo cinco do Oeste de Santa Catarina e dois que estavam no Mato Grosso, montaram uma granja de suínos em Tapurah/MT.

Foram investidos R$ 30 milhões na estrutura que abriga 170 funcionários e uma produção de 324 mil suínos por ano. Cella disse que a opção por ir para o Centro Oeste foi em virtude das dificuldades ambientais e custo de produção, já que milho é mais barato no Centro Oeste. Além disso no Mato Gosso o modelo de produção é diferente do que fazia em Chapecó. Aqui ele era responsável pelos insumos e lá a remuneração é por leitão produzido, sendo os insumos e assistência técnica bancados pela agroindústria.

- O suíno tá na mão da indústria- constata.

Ele vê que o antigo modelo de produção familiar, em pequena escala, não sobrevive. Na comunidade de Colônia Cella, onde continua morando com a família, Adair lembra que, em menos de 10 anos, restaram apenas cinco dos mais de 20 criadores de suínos.

– Se eu tivesse ficado produzindo aqui teria fechado igual o chiqueiro- lembrou. Agora a estrutura serve para criar algumas galinhas, guardar lenha e depósito.

>> Crise assombra o Oeste catarinense

O secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina, Ricardo Gouvêa, alerta que as indústrias já estão migrando para o Centro Oeste, onde o custo de produção é mais barato.

– É preciso uma política de abastecimento de grãos em Santa Catarina senão é certo que mais indústrias vão migrar- sentenciou Gouvêa.

Ele lembrou que Santa Catarina é o berço da avicultura e suinocultura, mas que vem perdendo espaço e já perdeu a liderança na produção e exportação do frango.

- O que mantém a liderança na suinocultura é o status sanitário diferenciado- explicou.

Para o vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton, os custos de produção atraem para o Centro-Oeste onde o milho custa R$ 16, contra R$ 25 para Santa Catarina. Por isso ele considera questão de sobrevivência implantar a ferrovia Norte Sul, para trazer milho para Santa Catarina.


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03 jul09:34

Calor se mantém e temperaturas podem chegar a 32ºC em Santa Catarina

Enquanto uma frente fria vinda da Argentina não chega a Santa Catarina, o calor se mantém sobre o Estado. A previsão da Epagri/Ciram indica que a máxima pode chegar a 32ºC no Sul e 31ºC na Grande Florianópolis.

>> Confira mais detalhes no Blog do Puchalski

Ainda nesta terça-feira o sol se mantém firme e com poucas nuvens. A estabilidade é provocada pela presença de uma massa de ar seco sobre o território catarinense. A sensação de calor é ainda acentuada em função dos ventos fracos, que podem chegar a 40 Km/h.

O calor deve continuar pelo menos até a próxima quinta-feira, quando aumenta a presença de nuvens nas cidades que fazem divisa com o RS e mais ao Oeste, de acordo com o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski.

Segundo ele, a frente fria vinda do Sul do Continente deve chegar a Santa Catarina na sexta-feira e há possibilidade de aumentar a nebulosidade e haver chuva em várias partes do Estado.


DIÁRIO CATARINENSE



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03 jul07:56

Crise assombra o Oeste catarinense

Darci Debona   | darci.debona@diario.com.br

Criadores com suínos gordos sem ter para quem vender, criadores chorando por ter que abandonar a atividade que exerciam há décadas, gente com dívidas que não consegue pagar, chiqueiros que estão sendo transformados em estufa, galinheiro ou então depósito e municípios decretando situação de emergência.

Esta é a realidade da suinocultura catarinense, uma das principais atividades econômicas do Estado, que somente em exportações movimentou US$ 452 milhões no ano passado.


Natalino Altenhofen quer vender a propriedade onde criava porcos para saldar suas dívidas.


A situação da família Altenhofen, de Xavantina, é desesperadora. Eles acumulam uma dívida de R$ 200 mil com a criação e agora estão vendendo a terra. No mês passado, Natalino Altenhofen entregou as 80 reprodutoras por um real ao quilo, pois não tinha mais milho para alimentar os animais. Sobraram quatro porcas de descarte e oito vacas de leite, que dão o sustento para a família.

Um filho que ajudava na criação foi trabalhar de empregado em outra propriedade. A filha Rosane, que ainda está em casa, pensa em ir trabalhar de diarista ou numa padaria. E o casal Natalino e Rosália tenta vender a propriedade por um valor que, pelo menos, cubra as dívidas.

— Senão vamos pra debaixo da ponte — afirma Altenhofen, que está com 65 anos e ainda enfrenta problema de saúde em um olho e nos rins.

Nas últimas duas semanas, 10 municípios decretaram situação de emergência: Braço do Norte, Seara, Xavantina, Grão Pará, Arroio Trinta, São Ludgero, Salto Veloso, Lindoia do Sul, Orleans. Nesta segunda-feira, foi a vez de Concórdia decretar emergência. Outros municípios estudam a mesma medida.

Os decretos precisam ser reconhecidos pela Defesa Civil, mas o principal objetivo, segundo o secretário de Agricultura de Concórdia, Márnio Cadore, é dar apoio aos produtores e sensibilizar as autoridades, pois as perdas do setor impactam também na economia destes municípios, com reflexo no comércio e na arrecadação.

— O primeiro impacto é no social, mas depois começa a influenciar na arrecadação — explica o secretário de Agricultura de Seara, Fred Müller.

— Se o governo não der uma mão, a suinocultura está com os dias contados — sentencia o produtor Sigmar Ruppenthal, que está com cerca de 700 leitões e não consegue vendê-los.

Ele entregava os animais com oito quilos e alguns já estão com quase 40 quilos.

— Ninguém quer — lamenta.

Ruppenthal vendeu suínos a R$ 2,50 por quilo há um ano e, recentemente, negociou algumas reprodutoras a R$ 0,94 por quilo. Ele diz que as economias que tinha acumulado se foram, pois a despesa mensal na criação é de R$ 28 mil a R$ 30 mil.

O suinocultor Moacir Mattielo decidiu que vai terminar com a criação. Ele tinha 70 porcas e restam apenas 30, que devem ser vendidas até o final do ano.

— Não tem mais o que fazer — decreta.

Seu filho, que ajudava na criação, foi trabalhar na cidade de Seara. E um dos chiqueiros que Mattielo tinha está sendo desmanchado.

— Vou fazer uma estufa para cultivar tomate — diz.

Para o diretor da Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia, Dirceu Talamini, o aumento na produção nacional e o excesso de suínos no mercado, aliados às restrições da Argentina, fizeram o preço despencar. Por outro lado, os custos de milho e soja aumentaram muito. A Embrapa calcula o custo em R$ 2,57 por quilo, para uma remuneração de R$ 1,90.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, afirma que SC já teve 70 mil suinocultores na década de 1970 e hoje tem cada vez menos. Só neste ano, 240 produtores desistiram. O setor pede ao governo federal a renegociação de dívida e financiamento de R$ 500 por matriz para manter os plantéis. Também querem subsídio de 67 centavos por quilo de suíno vendido, que é a diferença entre o custo e o preço de mercado.

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02 jul12:17

Abraça SC: Morando no Paraíso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Muita gente não sabe mas o Paraíso fica em Santa Catarina. Basta seguir a BR 282 em direção ao Oeste, passar por Joaçaba, Xanxerê, e Chapecó até chegar em São Miguel do Oeste, lá siga as placas que indicam Paraíso. Daí são mais 29 quilômetros, passando por quatro pontes, até chegar num povoado onde não há construções com mais de dois andares, a maioria das casas não tem grade no terreno, calçados ficam nas calçadas e ninguém rouba, é possível colher bergamotas nos quintais e caminhar tranquilamente sem o risco de ser atropelado.

-Se for pensar no lado da tranquilidade aqui é mesmo o paraíso- afirmou o médico Márcio Gonzalhes, que escolheu a cidade para fixar moradia, junto com a esposa. Mesmo com ela trabalhando em Mondaí, a 70 quilômetros, e ele também trabalhando em São Miguel do Oeste, a quase 30 quilômetros, eles optaram por Paraíso.

Gonzalhes considera que a cidade onde mora tem muitas vantagens.

– Aqui não tem roubo e a saúde é uma das melhores, com plantão 24 horas- afirmou, puxando a brasa pro seu assado. Ele afirmou que a convivência com os vizinhos é uma das melhores que já teve. – Eles nos tratam como se fosse da família- explicou.

Além da hospitalidade da população, ele quase não vê violência. Em dois anos como médico, só atendeu dois casos de briga e não lembra de nenhum homicídio.

– É um povo que não é violento e formado por pessoas humildes- avaliou.

A exemplo de 34% dos 4.080 moradores de Paraíso, Gonzalhes veio de outro estado. Ele é natural de Pelotas-RS, estudou em Porto Alegre e há seis anos está trabalhando em Santa Catarina.

Algumas famílias, como a Palu, que veio de Guaraciaba, consideram que ainda falta um “empurrãozinho” para a cidade seja um Paraíso. Há três anos finalmente chegou o asfalto, que vai até no rio Peperi-Guaçu, na fronteira com a Argentina. O país vizinho está asfaltando os 40 quilômetros que farão a ligação da cidade de San Pedro com a BR 282.

- A cidade tende a crescer pois aqui será uma rota entre os dois países- prevê Gonzalhes. Ele só espera que o desenvolvimento traga apenas benefícios e não termine com a tranquilidade que o fez morar e trabalhar em Paraíso.


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30 jun18:03

Polícia do Paraguai investiga morte de catarinense em bar

Francisco Amorim e Lara Ely

Em trabalho conjunto, polícia e Ministério Público paraguaios investigam a segunda morte de um brasileiro no país. Tadeo Fritzzen, 47 anos, natural de Campo Erê (SC), foi assassinado com oito tiros na noite de sexta-feira ao sair de um bar em Santa Rosa Del Monday. A polícia local suspeita que o brasiguaio tenha sido vítima de uma execução, já que nada foi levado pelos agressores.

O assassinato causou comoção na cidade paraguaia. A sobrinha Marisete Fritzzen informou que o tio costumava frequentar o estabelecimento diariamente após o trabalho. Gostava de tomar uma cerveja com o dono. Ao deixar o local para entrar na caminhonete e pegar o rumo de casa, Fritzzen levou os disparos pela frente.

Segundo a jovem, não se sabe ainda se os dois homens que mataram o tio eram brasileiros ou paraguaios. Sabe-se apenas que os sujeitos também estavam tomando cerveja no mesmo bar, na mesa ao lado de Fritzzen.

— Estão todos muito abalados. Crimes deste tipo não são comuns na cidade. É muito ruim saber de uma morte cruel como essa, sem explicação — afirmou a sobrinha.

Filha de Paulo, irmão mais velho da vítima, Marisete descarta questões políticas, afirmando que o tio não se envolvia muito com o tema. Separado há cerca de 10 anos, Fritzzen tinha dois filhos.

Radicado no país vizinho havia quase 40 anos, o catarinense é proveniente de uma família gaúcha. Atualmente ele trabalhava no mercado imobiliário local. De tradição agrícola, os Fritzzen saíram da cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e foram desbravando terras em busca de melhores solos agrícolas. Antes de chegar ao Paraguai, viveram por um tempo em Santa Catarina e passaram também pela cidade de Toledo, no Paraná. De lá, cruzaram a fronteira e estabeleceram junto com outros brasileiros na pacata Santa Cruz, cidade que vive basicamente de agricultura, especialmente do plantio de canola, trigo, soja e milho.

Fritzzen morava na região de Santa Rosa Del Monday desde os 10 anos. Nos últimos tempos, deixou a agricultura de lado para trabalhar como corretor de imóveis.

Localizada na região leste paraguaia, vizinha a Vilas de Curupaity, Tavapi, Santa Rita e Los Cedrales, Santa Rosa Del Monday fica a 68 quilômetros de Ciudad del Este e tem uma população de cerca de 5 mil habitantes, boa parte naturais do Rio Grande do Sul.

Na quinta-feira, outro brasileiro foi morto no país. O ataque praticado supostamente pelo grupo insurgente Exército do Povo Paraguaio (EPP), ocorreu em uma fazenda cerca de 500 quilômetros ao norte de Assunção, segundo informou a polícia.

O corpo de Osni Oliveira foi encontrado baleado em uma área arborizada perto de três tratores que foram queimados. O assassinato foi registrado na propriedade “Terrado” pertencente ao pecuarista brasileiro Pedro Pintos.

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26 jun15:29

Documentário produzido no Oeste é selecionado em Concurso da TV Câmara

O documentário “Celibato no Campo”, produzido na região oeste de Santa Catarina, está entre os 42 selecionados para exibição na TV Câmara. A relação dos filmes foi divulgada pela Comissão Especial de Licitação responsável pelo 2º Concurso de Documentários da TV Câmara. Foram inscritos no concurso mais de 230 documentários de média-metragem. “Celibato no Campo” foi lançado no final de 2010 e tem sido exibido em mostras e circuitos alternativos. A produção do documentário é da Margot Produções, com direção de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt.

O filme trata da migração de filhos de agricultores, especialmente moças que saem para estudar e dificilmente retornam às propriedades rurais, provocando um novo fenômeno social: o celibato masculino no campo. No documentário, agricultores contam suas histórias e falam dos motivos que contribuem para o predomínio de homens e idosos no meio rural. A narrativa do filme é constituída de depoimentos e situações do cotidiano dos agricultores em comunidades localizadas nos municípios de Seara, Formosa do Sul e Saudades.

O fio condutor das histórias é o casamento de dois jovens, um rapaz filho de agricultores e uma moça da cidade que aceita ir morar com o marido na casa dos pais, na comunidade de Barão do Triunfo, interior de Formosa do Sul. A intenção é mostrar que há pessoas dispostas a fazer o caminho inverso, se houver condições para isso. O documentário “Celibato no Campo” foi premiado no edital Prêmio Cinemateca Catarinense/Fundação Catarinense de Cultura de 2008.

A trilha sonora do filme foi originalmente composta pelos músicos Márcio Pazin e Carol Pereyr.


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26 jun10:41

Temperatura permanece baixa e sol fica firme em SC até o fim da semana

A massa de ar frio e seco sobre Santa Catarina deixa o tempo firme e com baixas temperaturas nesta terça-feira. Situação semelhante a registrada na segunda-feira ainda deve se persistir até o fim desta semana, deixando o dia seco e com temperaturas agradáveis.

>> Confira mais detalhes no Blog do Puchalski

Nesta terça, as temperaturas podem chegar a 23ºC na Serra, no Vale do Itajaí e Litoral Norte. Na Grande Florianópolis os termômetros podem chegar a marcar 22ºC. No início da manhã, as temperatura não chegaram a ultrapassar os 14ºC.

Em função desta massa de ar frio e a rápida elevação nas temperaturas ao amanhecer, uma camada de nevoeiro voltou a se formar nas primeiras horas do dia, mas que logo foi se dissipando.

Nesta terça, os ventos sopram de sudeste a nordeste no litoral e de leste a nordeste nas demais regiões, com intensidade fraca a moderada, não passando de 35 Km/h.


DIÁRIO CATARINENSE



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