Olesc

22 ago15:34

Chapecó é campeã da etapa regional da Olesc

Na tarde da terça-feira (21), encerrou a etapa regional da 12ª edição dos Jogos da Juventude Catarinense (Olesc), realizada na cidade de São Carlos, no período de 17 a 21 de agosto, na qual a delegação de Chapecó sagrou-se campeã geral. A vice-campeã foi a equipe do município de Saudades e, em terceiro lugar, a equipe de São José do Cedro.

Chapecó faturou uma medalha de ouro no handebol feminino; três medalhas de prata nas modalidades de futsal masculino e voleibol masculino e feminino, e um bronze no basquetebol masculino, somando 45 pontos.

Foram disputadas as modalidades de futsal, handebol, voleibol nas categorias feminino e masculino e basquetebol masculino. Participaram das competições cerca de mil estudantes, de 13 a 16 anos, de 28 municípios de abrangência das Secretarias de Desenvolvimento Regional de Palmitos, São Miguel do Oeste, Xaxim, Chapecó, Concórdia, Quilombo, Faxinal dos Guedes, Dionísio Cerqueira, Itapiranga, Maravilha e Seara.

A Olesc 2012 é uma promoção do Governo do Estado, com realização da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) e apoio da Secretaria Regional de Palmitos e do município de São Carlos.


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02 nov11:02

Criciúma recebe o troféu geral

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Criciúma recebeu na terça-feira, dia primeiro, o troféu de campeã geral da Olesc, título que já tinha conquistado antecipadamente.

A cidade do sul do estado fez 97 pontos, contra 84 de Joinville, 74 de Blumenau, 66 de Jaraguá do Sul e 62 de Florianópolis. Esta foi a primeira conquista de Criciúma na Olesc.

A competição disputada em Chapecó teve quatro mil atletas, em oito dias de disputa. No último dia Florianópolis venceu o vôlei masculino, Joinville ganhou o basquete Masculino, Caçador ganhou o futsal feminino e Itajaí faturou o handebol masculino.

A próxima edição será escolhida durante o Jogos Abertos, no dia 27 de novembro, em Criciúma. A cidade também está na disputa para sediar a Olesc 2012, junto com Blumenau e São Miguel do Oeste.


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02 nov10:21

Meninas de Caçador conquistam o título do futsal

A final do futsal feminino da Olesc, foi nesta terça-feira, dia primeiro, entre Caçador e Chapecó. Em quadra, dois gigantes da modalidade em Santa Catarina. O primeiro tempo foi de Caçador, que dominou completamente as ações. O resultado de 3 a 0 do primeiro tempo para Caçador com gols de Camila, Júlia e Djenifer não parecia placar de duas equipes completamente iguais tecnicamente.

As meninas de Chapecó, jogando em casa, pareciam que não estavam em uma final de Olesc. Viam as adversárias passear em quadra. Mas veio o segundo tempo e após uma chacoalhada do técnico de Chapecó, Silvio da Rosa, Durante o intervalo, o jogo mudou de figura. Em quadra, com quatro minutos de jogo, a partida já estava empatada em 3 a 3 com gols de Estela, Débora e Jaqueline.

A partir do empate, o jogo foi ataque contra a defesa. Chapecó lutando pela virada, e Caçador se defendendo. Quando tudo parecia que as chapecoenses iam virar, Djenifer fez 4 a 3 para Caçador. A partir do gol, Chapecó partiu pra cima e empatou com Débora: 4 x 4. No ímpeto de desempatar, as chapecoenses receberam contra- ataques que resultaram em três gols, sendo dois de Dejenifer, a destaque do jogo e um de Chaine. Placar final: Caçador 7x 4 em Chapecó e campeão do futsal feminino.

A Olesc é uma realização da Fesporte, com promoção do governo do Estado e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e apoio da prefeitura de Chapecó e das secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs).


Fonte: Fesporte

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01 nov17:03

Atleta chapecoense bate recorde da Olesc

O Clube de Atletismo Chapecó encerrou a Olesc em 6º lugar geral feminino e 13º no masculino, conquistou quatro medalhas: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze.


Ouro

Ianah Pabliet Keller Agnoletto – no lançamento do dardo com 40,39m estabelecendo novo recorde para a prova.


Prata

Beatriz Toscan Birkheur- no lançamento do martelo com 37,34m.

Emily Pistor- 2km marcha atlética tempo: 10.49.50.


Bronze

Filipe Augusto Leuze- 110m c/ barreiras tempo: 16.76.


Ianah Pabliet Keller Agnoletto.


O grande destaque da equipe de Chapecó foi a atleta Ianah, que além de ganhar a prova com mais de 5m de diferença, a segunda lançou 34,98m, bateu o recorde da prova. Ela já foi duas vezes vice-campeã brasileira escolares de 12 a 14 anos, duas vezes vice-campeã brasileira menores de 15 a 17 anos, 7ª colocada no campeonato sul-americano desta categoria e 3ª colocada no brasileiro juvenil de 16 a 19 anos, este ano ela foi campeã dos Joguinhos Abertos.


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01 nov09:24

Criciúma é campeão da Olesc

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O município de Criciúma entrou no seleto grupo dos campeões da Olimpíada Estudantil Catarinense. O título se confirmou na tarde da segunda-feira, dia 31, um dia antes do término da competição disputada em Chapecó, após dois troféus no tênis-de-mesa masculino e feminino, com a paratleta Bruna Alexandre. Como o município ainda disputaria na segunda a final do futsal masculino não poderá mais ser alcançada pelos demais. Com isso a cidade do sul se junta ao seleto grupo que contava com Joinville (seis títulos), Jaraguá do Sul (dois títulos) e Blumenau (um título).



Mesatenista Bruna Alexandre.



Nem as duas derrotas nas semifinais do basquete masculino, por 65 a 62, e do futsal feminino, 5 a 4 para Chapecó, impediram a comemoração.

-Já somos campeões- confirmou o diretor técnico da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma, Márcio Marcos da Silva. Na segunda ele previa encerrar com mais de 90 pontos e, até o final da competição, deve passar dos 100.

O gerente técnico da Fundação de Esportes de Joinville, Carlos Israel, reconheceu a vitória de Criciúma, já que sua equipe deve ficar entre 82 e 86 pontos. Ele afirmou que algumas modalidades como futsal masculino e basquete feminino não chegaram nas finais, como era esperado.

-A disputas estava bem nivelada- disse.

A expectativa é de terminar em segundo. Nesta terça-feira Joinville faz a final do basquete masculino, contra Florianópolis. No futsal feminino, Chapecó enfrenta Caçador. No voleibol masculino quem decide é Florianópolis e Palhoça e, no handebol masculino, Caçador contra Itajaí.

O diretor técnico da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma, Márcio Marcos da Silva, disse que o título é fruto de um trabalho de base nas escolinhas do município, que tem quatro mil atletas de nove a 16 anos. Quem participa de competições da Fesporte ganha bolsa de estudo ou um salário mínimo com percentual de 100% para medalha de ouro, 75% para prata e 50% para bronze. O título dá moral para o município, que vai sediar os Jogos Abertos de Santa Catarina a partir do dia 10.


Festa de encerramento

A chama que foi acessa no dia 25 de outubro será apagada na festa de encerramento da Olesc 2011, nesta terça-feira. No ato, além das apresentações, será realizada a entrega da Bandeira da competição para a Fesporte.

A programação deve iniciar depois da final do voleibol masculino, por volta das 12h30 no Ginásio Ivo Silveira.


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31 out18:31

Futsal Feminino de Chapecó na final da Olesc

A equipe de futsal feminino de Chapecó está trazendo bons resultados para a cidade. Nesta tarde as meninas venceram o time de Criciúma por 5 a 4. Com a vitória elas estão na final da competição.

A final do futsal feminino da 11ª Olimpíada Estudantil Catarinense está marcada para esta terça-feira, dia primeiro. A partida contra Caçador será no Ginásio da ADC, o horário ainda não foi definido.

A Olesc 2011 encerra nesta terça-feira.


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31 out12:04

A paratleta de ouro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma atleta de Criciúma está mostrando na Olimpíada Estudantil Catarinense, em Chapecó, que a força de vontade e o esforço podem superar qualquer limitação. Ela não tem o braço direito, em virtude de um erro médico, que aplicou errado uma medicação quando tinha três meses.

Mesmo assim ela compete de igual para igual com os demais atletas da Olesc, já ganhou uma medalha de ouro em duplas no sábado, está na semifinal por equipe, que será disputada nesta segunda, e era uma das favoritas à medalha individual, que encerraria na noite de domingo.

Em 2010 Bruna Costa já conquistou três medalhas de ouro em mundiais paraolímpicos, duas na República Tcheca e uma na Inglaterra, competindo com atletas de todas as idades, na Classe 10 (que não tem um braço).

-Sou a mais nova- explicou a atleta de 16 anos, que treina desde os nove.

Ela é a quarta no ranking mundial paraolímpico e pretende disputar a Paraolimpíada de Londres em 2012.

Mas seus planos vão além do paradesporto. Ela já integrou a seleção brasileira infantil e agora está na seleção brasileira juvenil.

-Minha meta é disputar a Olimpíada de 2016 – disse.

Ela também integra a equipe de Criciúma nos Jogos Abertos de Santa Catarina. No ano passado, já ganhou medalha de Prata por equipe. Agora, vai disputar medalha também no individual.

Bruna reconhece que tem uma desvantagem por não ter o braço direito, que interfere no equilíbrio e exige mais esforço. Por isso treina diariamente das 13h30 às 17h30 e, três vezes por semana, faz um reforço das 18h30 às 21h30. De acordo com o técnico de Criciúma, Alexandre Ghizi, ela compensa a falta de um braço como ponto de equilíbrio com pernas fortes e uma boa musculatura do abdômem. A prática de outros esportes na infância, como futebol e skate, também ajudaram no desenvolvimento do equilíbrio. -Além disso ela o dom para jogar- explicou Ghizi,


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31 out10:06

Ginasta de Itajaí ganha oito das 12 provas da Olesc

Éverson Ânderson da Costa. Este é o nome da nova sensação da ginástica artística catarinense. Aos 13 anos, ele ganhou oito das 12 provas que disputou em Chapecó,  onde está sendo disputada, até terça-feira, a 11ª Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc). E o primeiro resultado prático desse desempenho foi a conquista, por Itajaí, do título da ginástica artística, no masculino, batendo Blumenau, que foi campeã em 2010. – O meu sonho é entrar para o Cirque Du Soleil – conta, demonstrando toda a sua ambição.

Éverson Ânderson da Costa.

Nas provas de sábado, 29, no individual por aparelhos, Ânderson foi o melhor nas provas de argolas, de solo, nas paralelas e no cavalo. E ficou em segundo na barra e no salto. Neste domingo, 30, foi o melhor, novamente, nas paralelas e no solo, também foi o primeiro na barra e no salto, além de ficar em segundo no cavalo; e em terceiro nas argolas. – Se eu não conseguir entrar no Cirque Du Soleil, aí sim pretendo seguir carreira na ginástica -, anuncia ele, que há sete anos pratica o esporte. – Tanto a família quanto os meus colegam me incentivam para realizar meu sonho – frisa.

Desde 2007, Éverson disputa a Olesc e, além da edição atual, fez muito sucesso em 2008, quando foi campeão por equipe e individual. Em 2009, disputou os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) defendendo o município de Balneário Camboriú, quando chegou à final no cavalo e ficou em 4º por equipe. Também já disputou os Joguinhos Abertos. Neste ano, ganhou três medalhas de bronze por aparelho. Por equipe, ficou em segundo. Neste ano, também, disputou os jogos Regionais de São Paulo pelo município de Jaú. Ficou em 1º no solo; 2º na barra, no salto e na argola; e 3º no cavalo.

Blumenauense brilha entre as meninas

No naipe feminino, quem brilhou muito foi Renata Serpa Marques, de Blumenau. Aos 12 anos, ela foi a maior responsável pelo município ter conquistado o troféu por equipe, pois obteve a maior pontuação juntando as quatro provas programadas para o naipe feminino. No sábado, ela obteve o 1º lugar nas paralelas; o 2º no solo e na trave e o 5º lugar no salto. Nas provas deste domingo, ficou em 2º nas paralelas; e em 3º na trave, no salto e no solo.

“Meu sonho é seguir a carreira de ginasta, defender a Seleção Brasileira e disputar uma Olimpíada”, anuncia, ela que há cinco anos pratica ginástica. Renata precisa treinar entre três e quatro horas por dia, de segunda a sábado, para dar conta de tantas competições. Este é o segundo ano que Renata disputa a Olesc. Na edição passada, foi campeã por equipe. Nos Joguinhos Abertos de Santa Catarina deste ano, Blumenau foi campeã na modalidade e ela ficou em 5º no individual geral. Também foi campeã por equipe no Estadual deste ano. – É tudo o que eu gosto de fazer. Felizmente, tenho todo o incentivo da família para seguir nesta carreira – destaca.


Foram disputadas seis provas no individual e seis por equipe, no masculino, e quatro no individual e quatro por equipe, no feminino. As provas por equipe definiram os primeiros na classificação geral da modalidade. E as provas individuais definiram os ganhadores das medalhas de ouro, prata e bronze. A competição é disputada em 14 modalidades e é destinada a alunos de 13 a 16 anos, matriculados nas redes estadual e municipal de ensino, e também em escolas particulares. A fase estadual da Olesc começou com 83 municípios.

A Olesc é uma realização da Pesporte, com promoção do Governo do Estado e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e apoio da prefeitura de Chapecó e das secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs).


Fonte: Fesporte

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31 out09:46

Xadrez deixa legado de amizade na 11ª Olesc

A competição de xadrez da 11ª Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) encerrou no domingo, 30, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, deixando para trás um legado de amizade e confraternização entre os participantes. Além das disputas nos tabuleiro, foi marcante o espírito de camaradagem entre os participantes. Se na hora dos confrontos, a busca era pela vitória; nos intervalos, a conversa e a descontração rolavam soltas.

Praticamente todos os 231 participantes da competição têm um laço de amizade, já que participam constantemente de eventos da Fesporte e da Federação Catarinense de Xadrez. No intervalo entre os confrontos, eles aproveitavam para se comunicar pelas redes sociais onde formavam uma comunidade dos atletas de xadrez. Normalmente, os contatos são sobre os comentários dos jogos, mas alguns vão muito além disso.


Bruna observa o namorado Bruno durante a partida.


Os são-bentenses Bruno Lucci e Bruna de Oliveira foram bem além de uma simples amizade. Colegas na escola Roberto Grant, onde estudam, e também na escolinha de xadrez, estão apaixonados e há um ano oficializaram o namoro.

Segundo Bruna, no começo eles eram apenas amigos, mas com as constantes viagens e os muitos encontros se tornaram colegas inseparáveis e mantinham sempre “altas conversas” sobre os mais variados assuntos. Isso até o até o dia que surgiu o pedido de Bruno, que, é claro, foi aceito imediatamente.

Nesta edição da Olesc, Bruna ganhou medalha de prata, e Bruno foi o quarto colocado. Os dois gostariam que o resultado até fosse melhor, mas como o ouro não veio eles terão que aumentar a frequência nos treinamentos e, assim, ficarão mais tempo juntos.

Nas disputas gerais, a competição masculina ficou indefinida até o encerramento do confronto do último tabuleiro, quando quatro municípios ainda tinham condições de sair campeão da Olesc. A pontuação final de 38 pontos para Chapecó e Lages e 37 para Fraiburgo refletiu a condição de igualdade das primeiras classificadas. No feminino, a vitória de Concórdia foi bem mais tranquila, com 39 pontos contra 37,5 para São Bento do Sul e 36,5 para Blumenau.

A competição encerrou com denúncias de irregularidade na inscrição do enxadrista de São Bento do Sul, Lucas Oliveira Carlesso. Embora tenha sido realizada a premiação da modalidade, o protesto será analisado pela Comissão Disciplinar da Olesc e poderá trazer desdobramentos que irão influenciar na classificação final da modalidade.


Chapecó

A primeira medalha de ouro da competição foi conquistada no individual do Xadrez masculino. Alesom Zorzi, de Chapecó, foi o vencedor da modalidade de Xadrez Relâmpago. Nesta edição a equipe masculina ficou em segundo lugar e a feminina em 15º. Ao todo foram conquistadas 5 medalhas individuais, um trófeu e medalha por equipe.


Classificação Final

Xadrez Masculino

1º Lages

2º Chapecó

3º Fraiburgo


Xadrez Feminino

1º Concórdia

2º São Bento do Sul

3º Blumenau

15º Chapecó


A Olesc é uma realização da Fesporte, com promoção do governo do Estado e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte com o apoio da prefeitura de Chapecó e das secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs).

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30 out13:28

O lado divertido e improvisado da Olesc

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Não é somente de disputas em quadras, ginásios e piscinas que é feita uma competição como a Olimpíada Estudantil Catarinense, que está sendo disputada desde terça-feira e encerra na próxima terça-feira, dia primeiro, em Chapecó.

Os cerca de quatro mil atletas de 81 delegações ficam espalhados em alojamentos na cidade. Os colchões são improvisados no chão, ou em cima de classes. As salas de aula viram alojamentos onde há uniformes espalhados no chão, toalhas penduradas, sacolas com roupas amontoadas e cobertores que nunca são arrumados. Quando chega alguém estranho a turma corre para deixar menos bagunçado.

A equipe de xadrez feminino de Criciúma dorme cercada por livros de uma sala da escola Irene Stonoga.

–Só faltam os leitores- brinca alguém.

Uma das classes vira mesa onde são divididas as frutas e bolachas que cada um leva. Um atleta provoca o colega que está no telefone com um espanador. Alguns ficam no notebook conversando com amigos. Outros preferem praticar outro esporte, como a equipe de Xadrez de Florianópolis, que fica jogando truco.

–Quem perder tem que cantar no outro dia- brinca Elana Souza, de 16 anos. Sua amiga Laís Vieira, de 14 anos, ainda não tinha feito amizades fora da delegação. Mas Marcus Alves, de 17 anos, estava interessado em alguém da delegação de Criciúma. Além do truco eles pretendem assistir o jogo da Chapecoense contra o Brasiliense, neste domingo na Arena Condá. –Vamos torcer para o Brasiliense- brincaram.

Florianópolis separa as alas masculina e feminina e tem um toque de recolher às 22 horas.

–Esse é o horário de deitar, mas até dormirem vai mais um tempo- explicou o auxiliar técnico da equipe de vôlei masculino, Filipe Possenti.

Tem sempre alguém fazendo uma piada. Ou gritando nos corredores. Afinal, não deve ser fácil alimentar e disciplinar crianças e adolescentes entre nove e 17 anos. Quem consegue isso também deveria ganhar medalha.


Com os pés pra fora

Com apenas 15 anos o ponteiro do time de voleibol de Florianópolis, Matheus Secco, já tem 1,98 metro. Resultado, seus pés ficam para fora no colchão do alojamento do Centro de Educação de Jovens e Adultos de Chapecó.

Ele está pensando em seguir a dica de seu colega Mateus Cell, que tem 2,06 metros, e colocou um segundo colchão atravessado, para não ficar com o “pé frio”.


Oito calças na mala

Para passar apenas sete dias em Chapecó a enxadrista Ana Luísa Sousa Toledo, de Criciúma, levou oito calças.

A atleta de 15 anos pode usar uma roupa diferente todos os dias e ainda sobra peças. Ela levou para Chapecó uma mala grande, uma sacola com os sapatos, uma mochila de comida e uma “necessaire” com o produtos pessoais.

Ir competir sem arrumar o cabelo nem pensar




Dormindo com um sonâmbulo

Os atletas do time de voleibol de Florianópolis já acordaram com Arthur de Lima, 15 anos, dando soco na parede e conversando.

–Sou sonâmbulo- confirma o jogador, que já fica num canto da sala cercado por uma barreira de cadeiras. Ele dorme no chão e, que fica a seu lado, põe o colchão em cima das mesas. Quando não está jogando Arthur gosta de dormir e ficar na internet.

–Aqui é a lan house- brincou, mostrando suas “instalações”.




Xadrez até na hora de folga

Até na hora de folga a equipe de xadrez masculino de Criciúma gosta de praticar o esporte.

–A gente joga 24 horas- brinca Felipe de Carvalho Domingues, 16 anos, que já ganhou uma medalha de bronze.

Leandro Ubialli Cardoso, 13 anos, que ganhou ouro, disse que os locais mais disputados do alojamento são onde há tomadas, para ligar os notebooks. Mas de vez em quando eles dão um tempo no jogo e vão conversar com as colegas da equipe feminina. E o papo não deve ser sobre a melhor abertura no tabuleiro ou o avanço de peões.

No Oeste, com o tempero do Sul

A delegação de Criciúma pode até sentir saudade de casa, mas não da comida. É que que entre os 280 componentes da delegação, oito são de cozinheiras que foram até Chapecó para preparar as refeições. Entre elas está Valdete de Souza, que há cinco anos viaja para as competições.

–Os atletas estão acostumados e já conhecem o tempero- explica.

As modalidades mais famintas são atletismo, ciclismo, basquete e handebol. Mas os outros não ficam muito atrás.

–Todos eles comem muito bem- afirma Valdete, que precisa estar sempre com as panelas cheias e com diversidade no cardápio.





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