Órgãos

06 set17:52

Insônia recorrente pode acarretar complicações nas funções de órgãos vitais

De acordo com o Centro Americano de Pesquisas em Transtornos do Sono, nos Estados Unidos, quase todas as pessoas têm entre uma e duas noites mal dormidas por ano. Quando o problema se torna crônico, o organismo fica sobrecarregado com os efeitos negativos.

Para Mathew Walker, pesquisador da Universidade da Califórnia, após uma noite mal dormida, a amídala cerebral, parte do cérebro que alerta o corpo para ficar preparado para situações de emergência, fica em ação permanente. Isso pode afetar o córtex frontal do cérebro, que é responsável pela nossa lógica racional. Além disso, a piora na capacidade de memória, controle da fala e irritabilidade ficam mais evidentes.

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em pegar no sono, continuar dormindo após pegar no sono ou acordar muito cedo pela madrugada. Pessoas com insônia podem apresentar cansaço e sonolência durante o dia, assim como dificuldade de atenção e concentração na escola e no trabalho. E o problema pode afetar pessoas de todas as idades.

O neurologista Leandro Teles alerta que, dependendo do nível de insônia, é possível ter complicações nas funções de órgãos vitais, hipertensão, alucinações visuais ou auditivas.

— A privação do sono também pode funcionar como gatilho para várias doenças neurodegenerativas — adverte.

Por isso, tratar o problema é fundamental. A primeira medida é tentar criar novos hábitos, como evitar cafeína após as 18h, deitar-se mais cedo, apostar em alguma técnica de relaxamento. Se nada disso funcionar, um médico pode ajudar o paciente a identificar as causas da ansiedade e a encontrar mecanismos eficientes para lidar com o problema, já que medicamentos para dormir não são a melhor solução.


BEM-ESTAR



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30 jul16:24

Usuários do Facebook poderão se declarar doadores de órgãos na rede social

Ministério da Saúde e Facebook anunciaram nesta segunda-feira, em Brasília, uma parceria para incentivar a doação de órgãos no país. O Facebook passará a ter entre suas funcionalidades na Linha do Tempo a opção de o usuário expor seu desejo de doar órgãos. O internauta poderá adicionar a informação de que é doador e compartilhar sua história sobre quando, onde e por que decidiu se tornar um doador de órgãos.

— Esta é mais uma ferramenta que contribuirá para a nossa campanha de incentivo, temos que usar as redes sociais para mobilizar e engajar pessoas que apoiam a causa — destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Conforme o Ministério da Saúde, o Brasil bateu recorde ao registrar 13,6 doadores por milhão de população (PMP) já no primeiro quadrimestre do ano de 2012, meta que era prevista para 2013. O Brasil fechou o ano de 2011 com 2.048 doadores. No primeiro quadrimestre, o país registrou aumento de 29% no número de doadores — 726 doadores —, comparado ao mesmo período do ano passado — 564.

No primeiro quadrimestre de 2012 foram realizados 7.993 transplantes. Um crescimento de 37% comparado ao mesmo período de 2011, quando foram notificados 5.842. Com atuação do Ministério da Saúde na melhoria da infraestrutura, especialmente a capacitação de equipes para o contato com as famílias dos possíveis doadores, incentivo financeiro aos hospitais e na sensibilização da população por meio de campanhas anuais de incentivo à doação de órgãos e tecidos, os brasileiros têm demonstrado que a estratégia é eficiente.

— Atingimos um patamar importante e hoje o Brasil é uma referência. Hoje, 95% das cirurgias são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma totalmente gratuita à população — diz Padilha.

O índice nacional era de 11,4 doadores pmp em 2011 e, em 2010, o índice ficava em 9,9. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 15 doadores por milhão de população em 2015.


AGÊNCIA SAÚDE



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03 mai13:34

Governo quer ampliar número de transplantes de órgãos e medula

O governo quer aumentar o número de transplantes de órgãos e de medula óssea no país. Para isso, duas portarias do Ministério da Saúde com normas de estímulo aos hospitais foram publicadas hoje (3) no Diário Oficial da União.

O setor de transplantes ganha reforço com a criação de incentivos financeiros para hospitais que realizem cirurgias na rede pública de saúde. O valor disponível para o custeio dessa iniciativa pode chegar a R$ 217 milhões este ano.

De acordo com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes – se cumprirem os indicadores definidos pela portaria – poderão receber um incentivo de até 60% em relação ao gasto com os procedimentos de transplantes já pagos pelo Ministério da Saúde.

Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será 50% a mais do que o pago atualmente. As unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante receberão 40% e 30% acima do valor, respectivamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ideia é aumentar o incentivo de acordo com a quantidade e a complexidade dos transplantes. Além do pagamento pelo transplante, o incentivo poderá servir para manter por mais tempo um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), se for o caso.

Os hospitais que fazem transplante de rim terão um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pelo órgão. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido sobe de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.


AGÊNCIA BRASIL



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25 abr11:50

Apreciar obras clássicas pode evitar a rejeição do organismo a tecidos e órgãos transplantados

Ouvir peças e óperas clássicas é um hábito que proporciona momentos de relaxamento. O que muitos amantes da música não imaginam é que o efeito dessas composições ultrapassa o puro prazer. Além de combater problemas como ansiedade e desconforto físico, como já demonstrado em alguns estudos, obras como La Traviata e peças de Mozart podem ajudar a diminuir a rejeição a órgãos transplantados.

Por mais estranha que a ideia pareça, essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada em ratos de laboratório e publicada na mais recente edição do Journal of Cardiothoracic Surgery. Outro efeito do som harmonioso, de acordo com a mesma investigação, realizada no Japão, seria o fortalecimento do sistema imunológico.

Masateru Uchiyama, pesquisador da Universidade de Jutendo e chefe do estudo, diz que a música tem papel importante na cultura humana. Por isso, muitos cientistas estudam seus efeitos psicológicos, com resultados surpreendentes.

— A música pode melhorar o raciocínio lógico, reduzir o estresse, trazer sentimentos de conforto e relaxamento, promover a distração de uma dor e melhorar os resultados da terapia clínica — destaca o cientista.

De acordo com o imunologista Paulo Soares, há um dado consistente: o sistema imunológico é complexo e interage com o ambiente. Devido a isso, é plausível que ele esteja ligado a outras variáveis, além da música, que podem acalmar ou relaxar.

— O artigo especula que a música agiu no sistema dopaminérgico, ligado a vários centros de prazer e bem-estar do corpo. Provavelmente, o mecanismo pelo qual o som diminuiu o ataque ao coração está relacionado a esse sistema.

Para Soares, a grande questão que gira em torno do transplante é modular as células defensoras para que elas entendam que o tecido estranho não é agressor. Sempre que uma pessoa recebe um transplante, o sistema imunológico é acionado. O estudo comprovou que a música clássica pode diminuir a atividade do organismo, atuando como uma espécie de anti-inflamatório.


Musicoterapia

João Negreiro Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), acredita que o artigo abre a possibilidade para a musicoterapia ser um elemento auxiliar na receptividade ao transplante.

— O mais interessante do estudo é que eles conseguiram medir a intervenção. Houve uma influência nas células que são ligadas ao processo de aceitação do órgão, que são chamadas de reguladoras; elas são importantes na prevenção de processos alérgicos e doenças autoimunes — afirma.


Emoções

Nelso Barreto, musicoterapeuta, explica que a música afeta diretamente o cérebro, tanto para o lado positivo, como para o negativo, influenciando as funções cognitivas:

— A música age no sistema límbico, responsável pelas emoções, mas envolve quase todas as regiões. Pode-se exemplificar isso da seguinte forma: ao escutar um som qualquer, ativam-se as estruturas subcorticais; se for um som ou uma música conhecida, ativa-se a memória. Ao se cantar uma canção, o cerebelo que é ativado.


VIDA e SAÚDE

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07 nov13:48

Incentivo para doação de órgãos

O Colégio Trilíngue Inovação de Chapecó realizou na tarde da sexta-feira, dia 4, na Avenida Getúlio Vargas atividade de encerramento do projeto “Procura-se um coração”. O projeto foi desenvolvido na turma de 8ª série da escola desde o mês de agosto e trabalhou com os alunos o tema doação de órgãos e tecidos.

De acordo com a professora Liana Giachini, coordenadora do projeto, os alunos trabalharam em sala de aula o livro “Procura-se um coração”, que conta a história de uma adolescente que precisava de um transplante de coração. Segundo ela, um dos objetivos do projeto era mostrar para os alunos o tema doação de órgãos e mostrar que eles podem ter um papel fundamental e ajudar muitas pessoas.

Os alunos pesquisaram sobre o assunto, participaram de palestras explicativas com os profissionais de saúde do Hospital Regional do Oeste (HRO) e agora fazem esclarecimentos à população, através de conversas, entrega de folders e também através de uma música que os próprios alunos criaram.


Música: Uma luz no fim do túnel


Estou aqui pra lhe fazer

Um pedido solidário

Tantas vidas são perdidas

Muitas famílias aborrecidas


Imagine se fosse com você

Sem ninguém para ajudar

Ficar esperando tanto tempo

Até encontrar


Uma luz no fim do túnel

Para salvar

Seja um doador de órgãos

E evite resultar

Em mais uma perda

Em mais uma tristeza


Autores: Isadora Tasca, Sabrina Franceschi, Arthur Cristino Baldo Cruz, Angela Valentina Sartori.


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02 out12:16

Brasil quer atingir meta de 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de pessoas até 2015

O governo brasileiro pretende alcançar, até 2015, a taxa de 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes. Atualmente, o índice é 11,1 doadores para cada 1 milhão de pessoas, totalizando cerca de 2 mil doações por ano.

Na última terça-feira, Dia Nacional da Doação de Órgãos, foi lançada a campanha:

“Seja um Doador de Órgãos, Seja um Doador de Vidas”

O objetivo, de acordo com o Ministério da Saúde, é conscientizar os brasileiros sobre a importância da doação de órgãos para aumentar o número de transplantes no país.

Para o presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, Ben-Hur Ferraz-Neto, é possível alcançar a meta definida pela pasta, desde que as ações e os investimentos necessários sejam feitos de forma planejada e estruturada.

Uma das iniciativas apoiadas pelo especialista é a capacitação de pessoas que trabalham na captação de órgãos.

— Elas vão conversar com os familiares, vão ser formadoras de opinião dentro de um hospital e do seu próprio bairro. Precisam ser pessoas preparadas para isso, que tenham respostas e passem a informação de forma detalhada e segura — disse.

Outra sugestão é abordar o tema da doação de órgãos nas faculdades de saúde, incluindo o assunto em currículos de medicina, enfermagem e psicologia, por exemplo. Ferraz-Neto destacou ainda a importância de esclarecer a população sobre o que é morte encefálica ou morte cerebral — situação em que os batimentos cardíacos são mantidos via aparelhos apenas para manter o fluxo sanguíneo em órgãos que podem ser doados.

— As pessoas precisam receber essa informação no dia a dia, conhecer o processo e passar a ter confiança antes de estar diante da situação de um parente morto e com o coração batendo. Naquele momento de dor, é sempre mais difícil receber a informação, conseguir processá-la e deixar o medo para trás.

No Brasil, a doação de órgãos precisa ser autorizada pela família do doador — sem a necessidade de um documento assinado pela pessoa que morreu.


Dados da doação:

— Em 2010, 1.896 órgãos foram doados. A projeção para este ano, segundo o ministério, é que o número passe para 2.144 – um aumento de 13%.

— Já estimativa de transplantes para 2011 é 23 mil, contra 21.040 em 2010.

— Do total de transplantes no país, 95% são feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita.

— O número de pessoas aguardando um órgão atualmente chega a 36 mil.

AGÊNCIA BRASIL

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18 set12:09

Exemplo que pode virar símbolo

Darci Debona | darci.deboa@diario.com.br


O olhar bondoso e o sorriso eram marcas registradas do jovem William Bourscheid Wagner, carinhosamente chamado de Vili, que uma das sete vítimas fatais de um acidente no Paraná, em 2005.

Pois o “Vili” pode se tornar símbolo da campanha por doações de órgãos. Ele foi escolhido como um dos três finalistas do concurso que vai escolher o nome do mascote da Associação Brasileira Pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote).

A votação que irá definir o vencedor está sendo feita pela internet, no site da organização não-governamental.

Um tio de Vili, Elton Bourscheid, teve a idéia de homenagear o sobrinho e fez a inscrição. –Tudo bem, se é para ajudar- autorizou a mãe, Claudete Wagner.

Ela e o marido Almir Wagner, ficaram surpresos com a repercussão, pois muitas pessoas ligam ou falam na rua que votaram no Vili.–Estamos felizes pelo fato das pessoas comentarem- explicou Almir.

Para os pais, o que mais importa não é que apelido do filho seja o vencedor do concurso, mas sim trazer para discussão o tema da doação. –É importante falar sobre isso- disse o pai.

Mesmo com a resistência de alguns familiares nem os pais, nem o irmão de Vili tiveram dúvidas em doar os órgãos. Tudo porque William havia comentado numa reunião de família que gostaria de doar seus órgãos caso alguma coisa acontecesse com ele.

A família doou as duas córneas, o fígado, os dois rins, pâncreas e os ossos. Só o coração não foi doado, pois já não tinha mais condições de ser aproveitado.




William



Os pais ainda guardam vários objetos do filho. No quarto há um cartaz com uma peça de Teatro em que ele atuava. Na sala, um quadro pintado por William. As medalhas também estão guardadas, além dos tênis e uniforme do time de handebol. Vili era um atleta de destaque no handebol, tendo sido campeão Sul-Americano Sub 16 no Chile, pelo Colégio Exponencial e integrava a Seleção Catarinense.

A mãe conta que ele sempre foi muito generoso. Uma vez deu seus chinelos para um menino pobre que passou em frente de casa. Antes do acidente, havia dado várias camisas para seus amigos. E disse para a mãe sempre cuidar do pai. Por isso ela acompanhja Almir até nos jogos da Chapecoense.

Os pais de Vili tem contato com um dos receptores dos órgãos de Vili, que mora no Paraná.

-O que nos conforta um pouco é isso, de ver que muita gente está vivendo graças a ele- disse a mãe. Os pais esperam que, no ato de votar pela escolha do nome do mascote, as pessoas reflitam que um dia podem estar na situação de receber um órgão ou então na situação de doador.

-A gente se sente mais aliviado pois cumpriu um desejo dele- concluiu o pai.


O acidente

O acidente que causou a morte de William Bourscheid Wagner, então com 19 anos, foi 18 de maio de 2005, no BR 369, entre Cascavel e Campo Mourão-PR. Sete pessoas morreram e 29 ficaram feridas. Ele estava com a delegação de handebol de Chapecó, que iria competir no Campeonato Brasileiro Júnior, em Maringá-PR. O microônibus da delegação colidiu contra um ônibus de excursão que vinha do Paraguai. William sobreviveu ao impacto mas, quando descia do ônibus, ele e o colega Guilherme Rota foram atropelados por um Vectra placas de São Paulo, e também morreram.


A votação

A escolha dos nomes está sendo feita pelo site Adote. A divulgação do vencedor será no dia 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos. Além de Vili também concorrer os nomes Cadu e Superadote.

O mascote é metade branco, que representa a pureza do doador, e metade verde, que representa a esperança do receptor. A Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos (Adote) é uma organização não-governamental fundada em 20 de novembro de 1998, em Pelotas-RS. Também tem sedes no Rio de Janeiro e Mato Grosso.

A Associação tem como objetivo estimular a doação de órgãos e realiza campanhas constantemente.


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