Paralisadas

20 set15:16

Bancários de dez cidades do Oeste estão em greve

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Bancários de dez cidades do Oeste estão em greve. A paralisação iniciou na terça-feira, dia 17, e não tem prazo para terminar. Os bancários esperam uma contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). No final de agosto os banqueiros apresentaram uma proposta de 6% que foi rejeitada pela categoria.

Segundo o presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, Luiz Junior Gubert, a categoria reivindica 10,25% de aumento e melhores condições de trabalho, saúde e atendimento.

>> Confira alternativas para pagar contas durante a greve dos bancários

Na região do Alto Uruguai Catarinense seis agências estão fechadas. De acordo com o Sindicato de Concórdia, são cerca de 300 bancários que atuam em 25 agências instaladas em 17 municípios da região.

No Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, que compreende 30 municípios e 60 agências, 21 estão paralisadas. Dos 1,3 mil bancários, 95% estão filiados.

Na área de atuação do Sindicato de São Miguel do Oeste quatro agências, das 35 distribuídas em 32 municípios, estão fechadas. São cerca de 450 bancários no extremo-oeste.

Panorama da greve no Oeste

Chapecó

5 agências do Banco do Brasil

6 agências da Caixa Econômica Federal

2 agências do Santander

2 agências do Itaú

1 agência do HSBC


Concórdia

1 agência do Banco do Brasil

1 agência da Caixa Econômica

1 agência do Itaú

1 agência do Santander


Iporã do Oeste

1 agência do Banco do Brasil


Maravilha

1 agência do Banco do Brasil


Pinhalzinho

1 agência do Banco do Brasil

1 agência da Caixa Econômica Federal


Quilombo

1 agência do Banco do Brasil


São Carlos

1 agência do Banco do Brasil


São Miguel do Oeste

1 agência do Banco do Brasil/Besc

1 agência da Caixa Econômica Federal


Seara

1 agência do Banco do Brasil


Xavantina

1 agência do Banco do Brasil


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23 mar10:42

Escolas paralisadas por falta de água

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até aulas estão sendo suspensas em virtude da estiagem, que já atinge 112 municípios em Santa Catarina. Em Dionísio Cerqueira cerca de quatro mil alunos estão sem aula nas redes municipal e estadual.

- É impossível trabalhar com todas essas crianças sem água – disse a diretora da Escola Municipal Castro Alves, Genessi Semioni, que conta com 400 alunos da primeira a quinta séries do Ensino Fundamental. Ela informou que há 15 dias a escola recebia água um dia pela manhã e outro dia à tarde. Só que, a partir da semana passada, a escola começou a ficar um dia com água e outro sem. Com isso não era possível dar descarga no banheiro, preparar a merenda e os estudantes tinham que trazer de casa o que iriam beber. – Até a higiene dos alunos ficou comprometida – explicou.

Luciano Zacarias, que estuda na sétima série da escola estadual Irineu Bornhausen, confirmou que a escola ficou sem água e não havia como fazer a merenda. Vilmar Ribeiro, que estuda na oitava série da escola estadual Theodureto de Farias Souto, disse que está desde sexta-feira sem aula. – Na segunda-feira à tarde fui na escola e me mandara pra casa- lembrou. A água havia terminado às 10 horas da manhã.

Na segunda-feira houve uma reunião com representantes do Estado, da Casan, da Defesa Civil e Bombeiros, quando foi decidido pela paralisação das cinco escolas estaduais e 13 municipais. A gerente de Educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, Nilza Sufredini, disse que a suspensão vai até segunda-feira, quando será feita uma nova avaliação da situação. Durante a reunião foi solicitado para a Casan e Bombeiros caminhões para auxiliar no abastecimento e, assim, retomar as aulas.

A gerência de Educação também está adquirindo uma caixa de água com 10 mil litros para cada escola. Com isso haverá uma capacidade maior de reserva para enfrentar o racionamento. Além disso será feita a aquisição de água mineral para os alunos terem o que beber. Nilza afirmou que se a paralisação ultrapassar uma semana pode começar a comprometer o calendário escolar.

Um caminhão dos Bombeiros, com capacidade de 24 mil litros, chegou ontem na cidade. De acordo com o comandante da corporação, Vilson José Sturm, os pontos de captação são o lago do Peperi-Guaçu na fronteira com a Argentina, o rio Capanema no Paraná e açudes do interior. A Casan também deve contratar mais caminhões para auxiliar no transporte, já que a demanda é de 4,8 milhões de litros por dia e a produção está em apenas 1,8 milhão. O prefeito de Dionísio Cerqueira, Altair Rittes, disse que já foram suspensos os eventos públicos, cancelados novos alvarás para a construção civil, suspensão de lavação nos postos e o município autorizou a Casan a multar quem desperdiçar água.


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