Passos Maia

28 fev12:09

CRAS inicia as atividades em Passos Maia

O Centro de Referência em Assistência Social – CRAS – de Passos Maia realizou a abertura das atividades do Programa Projovem Adolescente. Cerca de 90 jovens, entre 15 e17 anos, cujas famílias recebem o benefício Bolsa Família, estiveram presentes no evento.

A Secretária de Desenvolvimento Social, Vânia Testa Tozzo, ressaltou importância dos adolescentes aproveitarem as oportunidades oferecidas pelo governo municipal através do programa.

- São oportunidades de crescer, expandir seus horizontes e adquirir novos aprendizados para a sua vida profissional e social – completou Vânia.

Durante a apresentação das atividades os adolescentes puderam conhecer a Artesã Emili Antoniolli, a professora de Capoeira Samira Raimundi Oliveira, a professora de Dança Josiani Marsango, as Assistentes Sociais Giovana Votcoski e Lidiane Brustolin e a Psicólga Juliana Marchetti, profissionais que vão trabalhar com o grupo.


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27 out15:02

Motociclista está em casa

Sirli Freitas | sirli.freitas@diario.com.br

Ele saiu do hospital sem falar nada para a imprensa. Mas no aconchego de sua casa, no interior de Passos Maia, José Valdomiro Eufrázio concedeu sua primeira entrevista para o DC E RBS TV.

O motociclista tem poucas lembranças do dia do acidente e dos cinco dias que ficou acidentado nas margens da rodovia, até ser encontrado. Lembra apenas que saiu de casa de moto para levar o atestado de saúde no seu trabalho, num dia frio e chuvoso. Disse que aos poucos as lembranças vão surgindo. Religioso, tanto que carregava um chaveiro com a imagem de Nossa Senhora Aparecida na carteira no dia do acidente. Disse que a primeira coisa que pensou quando acordou no hospital foi em Deus. Na sua casa, a imagem de Nossa Senhora Aparecida tinha sua foto nos braços da santa. Foi em frente a essa imagem que a mãe, Maria, rezou no dia 12 de outubro para encontrar o filho. Coincidência ou não, foi neste dia, dia da santa, que Eufrázio foi encontrado desacordado a cinco metros da rodovia.

Ele ainda tem o sinal no rosto da queimadura do cano de descarga. A moto ficou por cima dele durante os cinco dias. Eufrázio lembra que gostava de tocar violão. E mostra estar um pouco deprimido por ter seu braço direito amputado. – Vamos colocar uma prótese para ele ter uma vida normal- afirma a mãe, Maria Eufrázio. Toda a família está preocupada em dar os remédios e alimentação nos horários recomendados pelos médicos. Ele terá que tomar antibióticos durante 10 dias. Eles programam o celular para despertar nos horários determinados.

–Mãe, já está no horário, você deu os remédios para o Zé?- questiona um dos irmãos, Ronaldo Eufrázio Gonçalves Lins, de 16 anos.

Em seguida a mãe relatou para o pai, que está acamado há quatro meses, tudo o que ela acompanhou enquanto estava no hospital. Enquanto isso, José Valdomiro concedeu a entrevista a seguir.


DC – O que você lembra do dia do acidente?

José Eufrázio - Não lembro muita coisa só lembro que estava chovendo e fazia frio.


DC – Do acidente você não tem lembrança?

José Eufrázio – Não, parece que eu sai com a moto levar um atestado na firma. Daí aconteceu o acidente.


DC – E quando você acordou no hospital o que você lembra?

José Eufrázio – A primeira coisa que lembrei foi de Deus, Nossa Senhora, só conseguia lembrar deles e nada mais.


DC – O que mais você consegue lembrar?

José Eufrázio – Não lembro muita coisa, estou lembrando as poucos o que me aconteceu.


DC – José você é religioso? Acredita na santa Nossa Senhora Aparecida?

José Eufrázio – Eu sempre tive muita fé na nossa Senhora, antes eu era evangélico, mas como aqui não tem igreja evangélica e meus amigos são da católica eu freqüento a igreja católica.

DC – No que você acredita ter te salvado?

José Eufrázio - Eu acredito que foi Jesus e Nossa Senhora, Deus, que protegem a gente.


DC– Você acredita que foi um milagre ter sobrevivido?

José Eufrázio - Nasci de novo, foi um milagre mesmo.


DC – Você está sentindo dor agora?

José Eufrázio – Só um pouco de dor no braço.


DC – Qual a primeira coisa que você quer fazer quando se sentir melhor?

José Eufrázio - Não vejo a hora de ficar bom para ver meus amigos.


DC – Ficamos sabendo você gosta de tocar violão e cantar é verdade?

José Eufrázio – Sim eu cantava e tocava violão, mas agora não posso mais porque não tenho o braço.


DC – Mas cantar você pode. Que música gosta de cantar?

José Eufrázio – Gosto do Zezé de Camargo.


DC – E qual a música?

José Eufrázio – É o amor.


DC – Foi importante a família estar presente no hospital com você?

José Eufrázio - Só faltou o pai no hospital, mas ele não podia ir me ver, ele está muito doente.


DC – E a medalha de Nossa Senhora Aparecida que estava com você na carteira?

José Eufrázio – Faz tempo que tenho ela, comprei a uns 4 ou 5 anos e sempre carreguei comigo.


DC – Ela é tua proteção?

José Eufrázio – Sim.


DC – E como será o futuro?

José Eufrázio - Daqui pra frente só Deus sabe como que vai ser. Não tem como a gente saber. Só ele sabe o que vai fazer




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26 out12:13

“Lembro que estava chovendo e fazia frio” diz motociclista

Sirli Freitas | sirli.freitas@diario.com.br

Ele saiu do hospital sem falar nada para a imprensa. Mas no aconchego de sua casa, no interior de Passos Maia, José Valdomiro Eufrázio concedeu sua primeira entrevista para a repórter fotográfica Sirliane Freitas, do Diário Catarinense, e a repórter Eliana Losekann e o cinegrafista Paulo Dal Bello, da RBS TV Chapecó.

O motociclista tem poucas lembranças do dia do acidente e dos cinco dias que ficou acidentado nas margens da rodovia, até ser encontrado. Lembra apenas que saiu de casa de moto para levar o atestado de saúde no seu trabalho, num dia frio e chuvoso. Disse que aos poucos as lembranças vão surgindo. Religioso, tanto que carregava um chaveiro com a imagem de Nossa Senhora Aparecida na carteira no dia do acidente, disse que a primeira coisa que pensou quando acordou no hospital foi em Deus. Na sua casa, a imagem de Nossa Senhora Aparecida tinha sua foto nos braços da santa. Foi em frente a essa imagem que a mãe, Maria, rezou no dia 12 de outubro para encontrar o filho. Coincidência ou não, foi neste dia, dia da santa, que Eufrázio foi encontrado desacordado a cinco metros da rodovia.

>> Para mãe, motociclista recebeu alta graças a um milagre

Ele ainda tem o sinal no rosto da queimadura do cano de descarga. A moto ficou por cima dele durante os cinco dias. Eufrázio lembra que gostava de tocar violão. E mostra estar um pouco deprimido por ter seu braço direito amputado.

>> Leia mais sobre o resgate e a recuperação do motociclista

Confira a seguir alguns trechos da entrevista. O material completo pode ser conferido na edição desta quinta-feira do Diário Catarinense.


DC – O que você lembra do dia do acidente?

José Eufrázio: Não lembro muita coisa só lembro que estava chovendo e fazia frio.


DC – Do acidente você não tem lembrança?

José Eufrázio: Não, parece que eu sai com a moto de casa para levar um atestado na firma. Daí aconteceu o acidente.


DC – E quando você acordou qual o foi primeiro pensamento?

José Eufrázio: A primeira coisa que lembrei foi de Deus, Nossa Senhora, só conseguia lembrar deles e nada mais.


DC – Você acredita que foi um milagre ter sobrevivido?

José Eufrázio: Eu acredito que foi Jesus e Nossa Senhora, Deus, que protegem a gente.


DC– E como será o futuro?

José Eufrázio: Nasci de novo, daqui pra frente só Deus sabe como que vai ser. Não tem como a gente saber. Só ele sabe o que vai fazer.


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26 out09:52

Para mãe, motociclista recebeu alta graças a um milagre

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A história do motociclista José Valdomiro Eufrázio, de 21 anos, que ficou por cinco dias caído em um barranco às margens da rodovia SC-465, em Passos Maia, saiu da fase hospitalar. Ele recebeu alta médica na tarde da última terça-feira.

Na saída do hospital, José estava acompanhado da mãe Maria Eufrázio, que lembrou das orações que fez pela saúde do filho.

– Eu tenho muita fé em Deus. Foi Ele que fez o milagre porque eu pedi. Eu peço todo dia pelos meus filhos e Ele me socorreu na hora que eu mais precisava – disse.

Leia mais sobre o resgate e a recuperação do motociclista

– É uma felicidade estar indo para casa com ele. E quero agradecer à equipe do hospital, que cuidou muito bem dele – disse a mãe do motociclista.


Assista ao vídeo da saída hospitalar do motociclista


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Ele ficou internado desde o último dia 12 e não apresentou nenhuma sequela aparente, segundo o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro.

José Valdomiro terá que tomar antibióticos por duas semanas por causa do braço amputado. Em 10 dias ele poderá retirar os pontos. E aí poderá seguir a vida, quase como era antes.


DIÁRIO CATARINENSE

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25 out15:58

Motociclista tem alta

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

* Colaboraram Darci Debona e Sirli Freitas

Recebeu alta na tarde desta terça-feira o motociclista José Valdomiro Eufrázio, 21 anos. Ele estava internado no Hospital Regional de Chapecó desde o dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, após ficar cinco dias caído num barranco nas margens da rodovia 465, em Passos Maia. Uma ambulância veio até Chapecó para buscá-lo.

Segundo o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro, o motociclista está neurologicamente recuperado e não apresenta nenhuma sequela aparente, mas não lembra do acidente. Como teve um braço amputado, ele passou por uma avaliação da cicatriz antes de ser liberado.

Na saída do Hospital, José, estava acompanhado da mãe Maria Eufrázio, que fez orações para Nossa Senhora Aparecida e acompanhou toda a recuperação do filho.

- É uma felicidade estar indo para casa com ele bem – disse Maria Eufrázio.


O acidente

José Valdomiro Eufrázio se acidentou na SC 465 em 7 de outubro, por volta das 20h30min, no Km 4,4, quando retornava de Ipumirim para casa após ter deixado na agroindústria onde trabalhava um atestado médico. Familiares procuraram o rapaz e teriam comunicado o desaparecimento à Polícia Civil.

Ele ficou desaparecido quase cinco dias e foi encontrado com vida em 12 de outubro, embaixo de sua moto, por volta das 13h30min, em Passos Maia. Eufrázio foi localizado pela ex-namorada Géssica Aguilheira, 15 anos, que retornava de Ponte Serrada para a cidade de ônibus. Devido à altura do ônibus ela conseguiu observar a moto e o homem. Ela não pediu para o motorista parar, apenas comentou com uma amiga o que tinha visto.

– O ônibus passou rápido e não deu tempo de parar, mas quando eu vi a moto, sabia que era ele – disse a ex namorada.

Quando Géssica chegou em casa contou para a mãe e, com uma amiga, voltaram ao local.

- Se eu não tivesse voltado ele estaria morto – se emociona.

Segundo a ex namorada, José estava sem o capacete e sem um dos tênis, mas mexia a perna. As estudantes pediram ajuda a um morador que passava pela rodovia para comunicar a Polícia.

— A primeira impressão é que ele estava morto — disse o chefe de socorro dos bombeiros de Ponte Serrada, Edson Brites de Oliveira após chegar ao local.

A vítima estava a sete metros da rodovia, em um declive cheio de vegetação e em uma região onde não há moradores por perto. Na carteira do motociclista o bombeiro encontrou uma medalha de Nossa Senhora.

Ele estava com o braço direito quebrado, já em estado de putrefação. Ele foi levado para o hospital de Ponte Serrada, onde recebeu atendimento até melhorar os batimentos cardíacos. Em seguida foi encaminhado para o Hospital Regional do Oeste em estado grave, onde passou por cirurgia.

Eufrázio teve o braço direito amputado e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRO. No domingo, dia 16, despertou e começou a falar. No final da tarde de terça-feira dia 18 de outubro, José deixou a UTI e foi para o quarto, onde começou a fazer fisioterapia e tratamento psicológico.

A recuperação do jovem foi gradativa e na tarde desta terça-feira, dia 25 ele recebeu alta.


Médico acredita que foi um milagre

O médico neurologista Cleiton Piekala, que atendeu José na chegada ao Hospital em Chapecó, acredita que o paciente ficou inconsciente após o acidente.

- Avalio que foi um milagre – disse.

Principalmente pelo braço fraturado, que poderia causar infecção generalizada.

- Às vezes um paciente com braço necrosado não sobrevive 48 horas- calculou.

Alguns fatores contribuíram para que José Valdomiro sobrevivesse. Um deles foi o fator de ser jovem e não ter nenhum problema de coração e diabetes. Outro foi o tempo nublado e a baixa temperatura do período, que evitaram uma degeneração mais rápida do organismo.




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25 out08:58

Motociclista pode ter alta nesta terça-feira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O motociclista José Valdomiro Eufrázio, que ficou cinco dias acidentado em um barranco à beira da SC-465, em Passos Maia, até ser resgatado, pode ter alta nesta terça-feira do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó. Segundo o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro, o motociclista está neurologicamente recuperado.

Eufrázio está consciente e não apresenta nenhuma sequela aparente, mas não lembra do acidente. Como teve um braço amputado, ele ainda depende de uma avaliação da cicatriz para saber se poderá ser liberado.

O acidente

José Valdomiro Eufrázio se acidentou na SC-465 em 7 de outubro, por volta das 20h30min, no quilômetro 4,4, quando retornava para casa após o trabalho, em Ipumirim. Familiares procuraram o rapaz e teriam comunicado o desaparecimento à Polícia Civil.

Ele ficou desaparecido quase cinco dias e foi encontrado com vida em 12 de outubro, embaixo de sua moto, por volta das 13h30min, em Passos Maia. Eufrázio foi localizado após um grupo de crianças que retornava para a cidade de ônibus ver a moto e a vítima.

— A primeira impressão é que ele estava morto — disse o chefe de socorro dos bombeiros de Ponte Serrada, Edson Brites de Oliveira.

A vítima estava a sete metros da rodovia, em um declive cheio de vegetação e em uma região onde não há moradores por perto.

Ele estava com o braço direito quebrado, já em estado de putrefação, uma queimadura no rosto provocada pelo cano de descarga e um corte no supercílio. Ele foi levado para o hospital de Ponte Serrada, onde recebeu atendimento até melhorar os batimentos cardíacos, e em seguida encaminhado para o Hospital Regional do Oeste em estado grave, onde passou por cirurgia.

Eufrázio teve o braço direito amputado e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até 19 de outubro. Na última semana, o jovem fez fisioterapia e tratamento psicológico para se recuperar do trauma.

Segundo o neurocirurgião Castro, Eufrázio se mostrou mais calmo nos últimos dias, conversa com a família e tem se alimentando bem.


DIÁRIO CATARINENSE

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24 out12:54

Motociclista apresenta melhora

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O motociclista que sobreviveu cinco dias acidentado na beira da rodovia, José Valdomiro Eufrázio, 21 anos, apresentou melhora no seu quadro clínico. –Ele já está mais orientado, sabe que está no hospital, e pode ter alta no início da semana – afirmou domingo à tarde o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro. -No entanto ele não lembra do acidente- completou o médico, que considera essa amnésia como algo normal neste caso.

Eufrázio deve passar por uma avaliação da equipe médica vascular nesta segunda-feira para ver se não há riscos de infecção da amputação do braço direito. Isso é uma condição para que ele possa ter alta hospitalar.

De acordo com a mãe, Maria Eufrázio, o quadro do filho é bom, só que ele ainda fala pouco.

Eufrázio está internado no Hospital Regional do Oeste desde o dia 12 de outubro, quando foi encontrado nas margens da rodovia SC 465, em Passos Maia. Ele havia sofrido um acidente de motocicleta no dia 7 de outubro, mas não tinha sido encontrado pois caiu num barranco com pouca visibilidade da pista.

O motociclista ficou em coma até o dia 16 de outubro, quando abriu os olhos e falou pela primeira vez. Na semana passada ele ainda estava confuso e desorientado, segundo os médicos.


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19 out22:25

Motociclista está no quarto

Está no quarto 602 do Hospital Regional do Oeste, no setor de neurocirurgia, o motociclista José Valdomiro Eufrázio, 21 anos, vítima de acidente ocorrida no dia 7 de outubro, na SC 465, em Passos Maia. Ele ficou cinco dias caído num barranco, a cinco metros da rodovia, até ser encontrado, no dia 12 de outubro.

Eufrázio ficou mais quatro dias em coma, até despertar, no domingo, quando começou a falar. No final da tarde de terça-feira ele deixou a UTI, onde ficou uma semana.

-Ele melhora a cada dia- disse o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro.

No entanto o quadro dele ainda não é de tranquilidade.

-Ele está confuso, não sabe onde está e suas frases são desconexas- avaliou o médico.

De acordo com o médico, essa fase de confusão é normal pela situação do motociclista, que ficou cinco dias caído, um braço quebrado e a motocicleta por cima, até ser encontrado.

O médico acredita que o impacto causou lesões microscópicas no cérebro.

-Ele deve ter sofrido um trauma craniano que o impossibilitou de pedir socorro- avaliou o médico.


Maria Eufrázio conversou com o médico Clézio Castro.


Ele acredita que o paciente ficou inconsciente nos cinco dias que estava desaparecido. Eufrázio está recebendo tratamento com antibióticos para tratar a infecção generalizada, causada pela fratura do braço direito, que precisou ser amputado. A amputação, que foi na altura do úmero, também está sendo acompanhada.

Além disso há sinais de comprometimento pulmonar, pelo tempo que ele ficou caído próximo da vegetação, num período de chuvas. Castro estima em 10 dias para que ele possa ter alta do hospital. Castro explicou que na Escala de Glasgow, que vai do número 3, que é o coma mais grave, até o 15, mais leve, o motociclista chegou no grau 6. A partir do grau nove já é considerado fora do coma. Ontem ele estava no grau 13.

Eufrázio começou a fazer fisioterapia na segunda-feira. A previsão é de que ele começasse ontem a ingerir comida por via oral ainda na tarde de quarta. No entanto ele ainda está com catéteres. Ele teve que ser imobilizado pois queria retirar as sondas do nariz.

A mãe, Maria Eufrázio, ficou feliz que o filho foi levado para o quarto, pois agora poderá ficar junto com ele. Ela confirmou que o filho está agitado e confuso.

-Ele não sabe onde está, mas me reconhece e pede pelo pai e pelos irmãos- disse.

Maria disse que não vai sair do lado do filho, até que ele tenha alta.

-Vou ficar com ele custe o tempo que custar- disse.


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19 out15:08

Motociclista sai da UTI

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Depois de uma semana internado na UTI do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, o motociclista José Valdomiro Eufrázio, 21 anos, foi para um quarto da ala de neurocirurgia. Ele foi transferido no final da tarde de terça-feira. De acordo com o neurocirurgião Clézio Alex Onuki Castro, o quadro do motociclista melhora a cada dia. No entanto o quadro dele ainda não é de tranquilidade.

- Ele está confuso, não sabe onde está e suas frases são desconexas – avaliou o médico.

De acordo com o médico, essa fase de confusão é normal pela situação do motociclista, que ficou cinco dias caído à beira da estrada, com um braço quebrado e a motocicleta por cima, até ser encontrado.

O médico acredita que o impacto causou lesões microscópicas.

-Ele deve ter sofrido um trauma craniano que o impossibilitou de pedir socorro- avaliou o médico.

Eufrázio está recebendo tratamento com antibióticos para tratar a infecção generalizada, causada pela fratura do braço direito, que precisou ser amputado. A amputação, que foi na altura do úmero, também está sendo acompanhada. Ele está fazendo fisioterapia e tratamento psicológico para se recuperar do trauma.

Além disso há sinais de comprometimento pulmonar, pelo tempo que ele ficou caído próximo da vegetação, num período de chuvas. Castro estima em 10 dias para que ele possa ter alta do hospital.

Eufrágio saiu do coma no domingo e está consciente. Segundo os médicos, ele já teria conversado com a mãe e deve começar a comer sozinho ainda nesta quarta-feira. Por conta da medicação, ele permanece sonolento e confuso.

A mãe Maria Eufrázio, que  acompanha o filho desde o dia que ele chegou no hospital, disse que José a reconhece e pergunta onde está.

- Vou ficar do lado dele o tempo que for necessário para ele ficar bom – disse emocionada.

O motociclista de Passos Maia teve um braço amputado. O acidente foi na noite do dia 7 de outubro, na SC 465, em Passos Maia.

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19 out10:27

Motociclista saiu da UTI

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

atualizado 14h35

O motociclista José Valdomiro Eufrazio, que sobreviveu cinco dias no mato após um acidente com moto e está internado desde o dia 12 de outubro, saiu da UTI do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, no final da tarde de terça-feira.

De acordo com o neurologista Cleiton Piekala, na manhã desta quarta foi realizada uma avaliação da saúde do paciente, que estava em coma até domingo. Eufrazio está falando desde domingo mas ainda está confuso e sonolento.

-O quadro dele é estável- disse Piekala.

O motociclista de Passos Maia teve um braço amputado. O acidente foi na noite do dia 7 de outubro, na SC 465, em Passos Maia.


Ex-namorada quer reencontrá-lo para dizer que ainda o ama

O motociclista foi encontrado pela ex- namorada, Géssica Aguilheira, 15 anos, quando retornava para Passos Maia. Géssica voltada de uma atividade do Programa Educacional de Resistência as Drogas (Proerd) na cidade de Ponte Serrada. Devido à altura do ônibus ela conseguiu observar a moto e o homem. Géssica não pediu para o motorista parar, apenas comentou com uma amiga o que tinha visto.

– O ônibus passou rápido e não deu tempo de parar, mas quando eu vi a moto, sabia que era ele – disse a ex namorada.

Quando Géssica chegou em casa contou para a mãe e, com uma amiga, voltaram ao local.

- Se eu não tivesse voltado ele estaria morto – se emociona.

Segundo a ex namorada, José estava sem o capacete e sem um dos tênis, mas mexia a perna. As estudantes pediram ajuda a um morador que passava pela rodovia para comunicar a Polícia. O casal morou junto por um ano. E há 5 meses estavam separados.

A estudante espera José  sair da UTI para conversar com ele.

– Meu coração anda angustiado. Eu quero falar com ele para dizer o quanto o amo – disse.


* Colaborou Sirliane Freitas e Juliano Zanotelli

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