Pipa

14 mar14:58

Casan de Seara contratou caminhões para abastecer o município

A Casan de Seara voltou a utilizar caminhões pipa para captar água no rio Uvá de Itá e garantir o abastecimento da cidade. Ainda assim, os moradores vão continuar recebendo água só de 12 em 12 horas.

Como não chove há mais de 20 dias o nível do rio do Caçador diminuiu e o volume de água é insuficiente para atender a demanda. Para amenizar a situação, na manhã desta quarta-feira três carretas iniciaram o trabalho de captar água no Rio. O trajeto rio para reservatório da Casan em Seara é de 18 Km.

- Cada caminhão devem fazer 10 viagens por dia para atender a demanda – disse o Carlos Peressoni, chefe da Agência em Seara.

Mesmo assim, o rodízio no abastecimento vai ser mantido. Por 12 horas é distribuído água para uma região da cidade e 12 horas para a outra. Sistema que não garante o abastecimento de todas as residências. Quando a água chega até a casa de Dona Amália ela armazena o que pode. – Economizo em tudo, até o banho tem que ser rápido – disse a aposentada Amália Sartori.


Poço Profundo

A maior parte dos equipamentos que ficaram presos dentro do poço, após um cano se romper, foram retirados. Mas ainda é preciso retirar o motor da bomba de sucção que está a 400 metros de profundidade.

- Esse é um trabalho delicado e ainda não temos data para ser finalizado – disse Peressoni.


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16 fev07:42

Estiagem se agrava no Oeste Catarinense

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A estiagem que havia dado uma amenizada em meados de janeiro, quando ocorreu uma chuva de 70 milímetros em Chapecó, voltou a se intensificar neste mês, principalmente a partir da semana passada. Sete municípios decretaram emergência nesta semana: Alto Bela Vita, Presidente Castelo Branco, Ipumirim, Iomerê, Jaborá, Piratuba e Concórdia.

Além disso Seara, que já estava em Emergência, decretou Estado de Calamidade Pública, em virtude de que a cidade estava no início da semana com apenas 25% da água necessária para atender o município, que consome dois milhões de litros por dia.

- Está um caos- chegou a declarar o responsável do escritório local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer. Os moradores nem tinham mais previsão de receber água.

A situação foi amenizada com a chegada de dois caminhões dos Bombeiros, a partir de terça-feira, um de São José e um de Chapecó. Um deles tem capacidade para 26 mil litros/dia e outro tem capacidade de 20 mil litros dia. – Eles estão disponíveis o tempo que for necessário- disse o comandante do 6º Batalhão de Bombeiros de Chapecó, Luiz Carlos Balsan.

Os caminhões estão buscando água no rio Uvá, a 16 quilômetros de distância, e a despejam na barragem de captação do Rio Caçador, que foi desassoreada. Cada caminhão faz cerca de 10 viagens por dia.

Além disso a Casan está com quatro caminhos puxando água da Estação de Tratamento de Itá, a 18 quilômetros, que é distribuída em casas nas partes mais altas e nos reservatórios.

- Hoje 70% do nosso abastecimento é feito com caminhão Pipa- disse Cozer. São cerca de 800 mil litros transportados por dia. Com essas medidas o fornecimento de água subiu para um milhão de litros/dia, que é metade do consumo normal. –Ainda não é o suficiente- explicou o representante da Casan.

O presidente da Defesa Civil do município, Fábio Stocco, disse que algumas famílias que estavam há dois ou três dias sem água, começaram a ser atendidas. –Atualmente 100% da área urbana está com dificuldade no abastecimento- afirmou Stocco. No interior a Prefeitura também está fornecendo água para 35 famílias. A Defesa Civil do município vai solicitar ao Estado mais caminhões ou então recursos para contratação de mais veículos.

Além disso a unidade da Seara Alimentos, controlada pelo grupo Marfrig, também iniciou o transporte de água nesta semana, para não paralizar os abates. São seis carretas que transportam mais de dois milhões de litros de água por dia, captadas no rio Uvá.


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10 jan08:52

Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Itapiranga e Tunapólis foram as últimas cidades a assinar o decreto de situação de emergência devido à estiagem. O número de municípios que sofrem com a escassez de chuva no Oeste de Santa Catarina chegou a 67 nesta segunda-feira.

Açude do agricultor Leonir Fiabani, de Planalto Alegre, secou e ele recebe agora água de um caminhão pipa da Prefeitura.

A Epagri/Ciram emitiu um boletim apontando o aumento da nebulosidade na região Oeste e a possibilidade de pancadas de chuva isoladas na terça-feira. No Extremo Oeste as chances de preciptação são muito pequenas, mas há algum risco nas áreas que fazem divisa com o Paraná.

>> Secretaria da Agricultura estima perdas de mais de R$ 400 milhões devido a estiagem

>> Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela estiagem no Sul

As temperaturas continuam altas e o vento será fraco com alguma rajadas mais intensas.



Visualizar Cidades em situação de emergência em um mapa maior

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30 dez16:53

Chapecó é a 26ª cidade a decretar situação de emergência por causa da estiagem no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Chapecó é o 26º município do Oeste catarinense a decretar situação de emergência em virtude da estiagem que já dura cerca de 40 dias na região. O decreto foi assinado na manhã desta sexta-feira, pelo prefeito José Cláudio Caramori, após reunião com a comissão da Defesa Civil no município.


Agricultores do Oeste estão preocupados com a falta de chuva na região.


Segundo Caramori, o problema maior é no interior, onde cerca de 100 famílias estão recebendo água em 15 pontos de distribuição. De acordo com o secretário de Serviços Urbanos, Valmor Scolari, são dois caminhões que transportam 50 mil litros por dia para o interior. A partir desta sexta-feira, um caminhão do Corpo de Bombeiros, com capacidade para 10 mil litros, vai reforçar o abastecimento.

O secretário de Agricultura, Ricardo Lunardi, divulgou um levantamento das perdas nas lavouras que chega a 40% no milho e 30% na soja, hortaliças e no feijão. Há também redução de 40% na produção de leite, 30% na produção de carne bovina, 20% nos citros.

Antes de Chapecó, Formosa do Sul também havia decretado situação de emergência em função da seca no Oeste de Santa Catarina. Dos 25, apenas nove decretos ainda não chegaram na Defesa Civil do Estado.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil

União do Oeste*



*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.

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