Piscicultura

27 mar09:00

Estiagem causa quebra de 30 a 40% na piscicultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o tradicional peixe da Semana Santa está ameaçado pela estiagem que atinge o Oeste de Santa Catarina. De acordo com o extensionista e pesquisador da Epagri de Chapecó que é responsável pela área de piscicultura, Jorge de Matos Casaca, as perdas oscilam entre 30 e 40% em toda a região. As perdas são maiores nas espécies de carpas.

O Oeste é responsável por 25% da produção estadual de 28,3 mil toneladas. As perdas devem somar entre 2,1 mil e 2,8 mil toneladas. De acordo com Casaca, a falta de chuva diminuiu o nível dos açudes e, pela diminuição do espaço, os peixes não se desenvolveram.

Além da perda de volume cerca de 30% dos 10 mil piscicultores do Oeste nem vão retirar os peixes, para não ficar com o reservatório de água vazio. Com isso vai diminuir a oferta de peixe na Semana Santa.

O engenheiro agrônomo responsável pelos dez pontos de feira dos produtores rurais em Chapecó, Samuel Vasques, disse que a oferta está sendo bem menor. Até agora apenas o ponto da esquina das ruas Uruguai com Nereu Ramos está com disponibilidade, nas quartas-feiras, sextas-feiras e sábados pela manhã. A maioria dos produtores, que iniciava as vendas até um mês antes da Páscoa, agora está guardando a produção somente para Semana Santa. Há casos de produtores que até perderam a produção pois os peixes morreram. O piscicultor Euclides Menegatti ainda está conseguindo atender a feira. Ele estima em 30% a quebra na produção. Ele pretendia vender 15 toneladas e vai conseguir apenas 12 toneladas. – Faltou renovação da água e, com pouco oxigênio, os peixes não se alimentaram direito- explicou Menegatti. O prejuízo é estimado em R$ 18 a 20 mil.

Mesmo assim ele não pretende alterar os preços, que variam de R$ 8,50 para as carpas prateada e húngara e R$ 17 para o filé de tilápia.

O extensionista da Epagri, Jorge Casaca, sugere a adoção de políticas públicas para incentivas a construção de reservatórios, que podem ser utilizados para a piscicultura e ao mesmo tempo guardar água para os períodos de estiagem.

Até o final da tarde desta segunda-feira 112 municípios haviam decretado situação de emergência, devido a estiagem.


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09 fev16:09

Kit para produção de peixes é entregue em Formosa do Sul

Nesta semana a secretaria de Agricultura de Formosa do Sul recebeu um kit de pesca do Cidema, órgão regional ligado ao desenvolvimento econômico e ao meio ambiente. Os equipamentos foram solicitados dentro de um projeto de desenvolvimento da piscicultura.

São redes, tarrafas e tanque que serão repassados para a Associação de Piscicultores de Formosa do Sul. Estes equipamentos irão facilitar o trabalho dos piscicultores no momento de retirar a produção de peixes.

Segundo o secretário de Agricultura, Rinaldo Segalin, a Associação de Piscicultores já havia recebido do Ministério da Aqüicultura e Pesca, kits para realização de feiras. Segundo ele, a entidade apresenta uma boa estrutura para auxiliar na produção e comercialização dos peixes.

O município oferece diversos incentivos a piscicultura local. Um deles é o serviço de máquinas para abertura ou limpeza de açudes, e outro, é a o fornecimento por preço de custo de alevinos e ração. A prefeitura, em parceria com a associação, ainda promove feiras e o jantar do peixe, para incentivar o consumo.


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10 out15:09

Peixiskaria

O espaço da piscicultura apresenta uma novidade da 18a edição da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó é Peixiskaria, mostra gastronômica de piscicultura. O ambiente apresenta dez pratos culinários. O objetivo é atrair as pessoas para a degustação do pescado. Dados do IBGE revelam que o brasileiro consume 4 Kg de pescado por ano, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em Santa Catarina são consumidos 2 Kg por pessoa/ano.

A Peixiskaria é organizada pelo Instituto Goio-en. Alguns pratos servidos são pastel de tilápia, camarão a milanesa, risoto de camarão, espetinho de peixe, entre outros. Para o pesquisador e extensionista da Epagri, Jorge de Matos Casaca, a atividade da piscicultura só se desenvolve se tiver demanda, e esse é o objetivo do espaço gastronômico.

- O ministério da Pesca tem intensificado campanhas para incentivar o consumo de pescado. Precisamos criar o hábito de consumir peixes para fomentar a produção – enfatiza Casaca.

Santa Catarina produziu 27 mil toneladas de pescado em 2010. Metade da produção catarinense é de tilápia e o Estado responde por 90% da produção nacional de ostras e mexilhões. Segundo Casasa a dificuldade da atividade é o licenciamento ambiental. Cerca de 99% dos 24 mil piscicultores do estado não possuem licença ambiental para a instalação dos açudes.

A Epagri expõe na feira alguns trabalhos do projeto de Intensificação ecológica da piscicultura (Piscenlit), desenvolvido através dos Governos brasileiro, francês e indonésio. O projeto estuda as diferentes formas para a intensificação ecológica dos sistemas de criação de países, incluindo gestão de serviços ecossistêmicos.

Além do espaço gastronômico quem visita o Pavilhão da Piscicultura poderá encontrar 18 espécies em exposição. São novidades de peixes exóticos e nativos, um lago artificial com passarelas e aquários com peixes de cultivo regional.


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