Polícia Civil

15 dez12:10

Diversidade de atuação de Chiarello amplia investigação

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Passados 18 dias da morte do vereador Marcelino Chiarello a falta de um nome responsável pelo crime ou de uma prisão deixam ansiosa a população de Chapecó e região. O delegado Ronaldo Neckel Moretto disse que a polícia segue o trabalho de investigação e tem algumas hipóteses, que ainda não pode revelar. No entanto ele disse que a investigação é ampla em virtude do perfil combativo e atuante do vereador em várias frentes. Ele era uma espécie de porta-voz de movimentos sociais e sindicais como atingidos por barragem, sem terra, pescadores e professores, entre outros.

O promotor de Justiça Jackson Goldoni informou que o vereador era autor ou auxiliava em várias denúncias e ações. A mais recente resultou no afastamento do superintendente da Efapi, Dalmir Pelicioli, por improbidade administrativa. Mas houve outras pedindo revisão das planilhas de custo do transporte público e também ações na área ambiental. Ele também era um opositor ferrenho da administração municipal de João Rodrigues e de seu sucessor, José Cláudio Caramori, onde também apontava algumas irregularidades. Também era contra a terceirização da merenda escolar.

- As pessoas o procuravam pois sabiam que ele levava adiante as denúncias – afirmou a também vereadora do PT de Chapecó, Ângela Vitória.

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Lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente estadual, José Fritsch, e o presidente municipal, Pedro Uczai, entraram em contato com a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

- Nós colocamos para os delegados que a estrutura federal está à disposição – disse Uczai. No entanto ele reiterou a confiança nos delegados que estão à frente do caso.

Moretto afirmou que, até o momento, não sentiu necessidade de pedir apoio federal. Mas não descartou essa sugestão.

-É lógico que se for necessário algum recurso ou equipamento mais sofisticado nós vamos solicitar- explicou. Em relação à pessoal ele não vê necessidade de reforço. -Nós temos um grupo focado- argumentou.

A Polícia tem 30 dias para concluir o inquérito. Mas este prazo pode ser prorrogado. -Temos que fazer um trabalho bem feito- concluiu.




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09 dez21:44

Morte de Marcelino Chiarello intriga a polícia e a comunidade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Quem matou Marcelino Chiarello? Esta é a pergunta que ecoa por Chapecó desde o dia 28 de novembro, quando o vereador foi encontrado morto em sua casa, numa cena de suposto suicídio. Desde então, surgiram dezenas de teses. Há boatos na cidade de que seria por dívida, droga, amante, adversários políticos, grupos econômicos e sociedades quase secretas.

– A gente recebe de tudo – disse o delegado que conduz as investigações, Ronaldo Moretto.

O delegado disse que não há nada relacionado a crime passional nem a dívidas.

– Ele era um cara bem caxias, que tinha a vida voltada para a política – explicou Moretto.

Há informações de que ele devia cerca de R$ 30 mil em bancos, um pouco para a sogra e amigos. Mas a renda bruta da família era de cerca de R$ 10 mil, entre o salário de vereador e os dois salários de professor, dele e da mulher. Mas, então, o que teria motivado a morte?

– Está tudo em aberto – responde o delegado.

Ele afirma que as investigações evoluem, mas não quer precipitar nada. Para o promotor Fabiano Baldissarelli, que acompanha o caso, o crime será desvendado quando for respondida a pergunta de quem ligou para o vereador enquanto ele estava na escola. Alunos testemunharam que ele ficou muito nervoso e saiu faltando duas aulas, deixando atividades no quadro.

A professora Vanda Casagrande falou com o colega naquela manhã, antes das ligações telefônicas. Ela relatou que Chiarello disse que iria renunciar naquele dia, pois estava recebendo ameaças. Ele não informou que tipo de ameaças, mas ela logo ligou o caso à atuação dele na vida pública.

– Ele não queria abandonar a escola, ele não queria abandonar a família, ele queria deixar de ser vereador – argumentou.

A professora disse que ele até estava preparando mais denúncias e chegou a comentar: ‘Dessa vez eu não escapo’.

Só que o professor tinha mania de brincar e, por isso, às vezes, as pessoas próximas dele não o levavam tão a sério. Lideranças do Partido dos Trabalhadores também afirmam que na pasta do vereador, que foi apreendida pela polícia, havia mais documentos do que foi encontrado. O que os documentos continham e se eles estão ligados ao crime é mais um mistério.

Outro mistério é por que Chiarello não chamou a polícia se estava sendo ameaçado. São muitas questões que alimentam as rodas de conversa e as teses enquanto o crime não é esclarecido.


>> Viúva de vereador recebe escolta da PM


Vizinhança amedrontada após o crime

Na vizinhança da casa onde Marcelino Chiarello morava, o clima é de consternação pela morte do vereador e de medo.

– Eu tenho um pouco de medo – disse Brandina Gromoski.

Ela é vizinha à casa da família e se sentiu exposta por dar entrevistas sobre o caso. Como ainda não sabe quem matou o vereador, não se sente segura. Para acalmar os moradores, a Polícia Militar está fazendo rondas frequentes na rua, como a flagrada ontem pela reportagem.

Na tarde desta sexta-feira, um veículo policial passou pelo local duas vezes em 10 minutos. A casa está fechada desde o dia do crime e a viúva de Marcelino está com escolta policial. Ela foi procurada pela reportagem, mas não quis dar entrevista.

Brandina lembra que estava dentro de casa naquela manhã, mas não viu nada.

– Não vi ele sair nem ele chegar – contou.

Sua filha chegou por volta das 11h30min e a casa ainda estava fechada. Minutos depois, chegaram a mulher, o filho e a sogra.

– A gente ficou chocada – disse a vizinha dos fundos, Romilda Boita.

Ela estava em casa, mas só ouviu barulho do choro quando chegaram os familiares. Outra vizinha, Zilda do Rosário, disse que a última vez que viu o vereador foi no domingo à noite, quando ele estava na sacada.

Nem a vizinha da frente, Celi Alves do Santos, viu alguma coisa.

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09 dez15:11

Dupla é presa em Faxinal dos Guedes

Dois homens foram presos na quinta-feira acusados de tentativa de assalto a uma lotérica na cidade de Faxinal dos Guedes. Eles foram presos após perseguição policial. A Operação coordenada pela Polícia Civil contou com o apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Xanxerê e da Polícia Militar de Xanxerê.

O roubo não foi consumado, pois a proprietária percebeu o assalto, acionou o alarme e a polícia foi avisada. O homem que anunciou o assalto, percebendo o alarme, fugiu, sem levar nada, com auxílio do comparsa, que estava aguardando-o no lado de fora em uma motocicleta.

Logo que a Polícia Civil foi informada, iniciou perseguição aos autores. A Polícia Civil se deslocou para rodovia BR 282, sentido Xanxerê, rota de fuga informada pelas vítimas. Durante o caminho, testemunhas informavam a direção dos suspeitos, até que os policiais civis avistaram a dupla, em alta velocidade, na localidade Linha São Roque. Durante a fuga a arma foi jogada no mato.

Em determinado momento, os policiais civis perderam os criminosos de vista, mas, retornaram à encruzilhada onde eles poderiam ter tomado outro rumo e encontraram Policiais Militares do Grupo Tático de Xanxerê. Próximo a este local, encontraram a motocicleta utilizada na tentativa de roubo caída e dois capacetes ao lado. Os suspeitos haviam fugido, embrenhando-se pelo matagal.

Numa busca conjunta entre PM e Policiais Civis, os criminosos foram capturados. A polícia apreendeu ainda o revólver calibre 38, usado no crime, com a numeração suprimida, e a motocicleta usada na fuga.

Após os procedimentos policiais, os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Xanxerê.


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09 dez09:38

Homem feito refém durante assalto foi encontrado próximo a Paial

O homem feito refém durante o assalto a uma empresa na tarde da quinta-feira em Chapecó já está em casa. Ele foi encontrado durante a noite de ontem na Linha Palmeira, interior de Chapecó, próximo a cidade de Paial. – Ele fez contato com a família dizendo que estava bem e familiares o buscaram na cidade – informou o Delegado Auguto Melo Brandão.

Segundo o Sargento da Polícia Militar, Mario da Rocha, o homem fugiu dos assaltantes durante uma parada. – Ele relatou a PM que aproveitou o momento e fugiu em direção ao rio – disse.

O homem informou ainda para a Polícia que o cofre e o veículo foram abandonados, e até o momento  não foram localizados. As Policiais Civil e Militar seguem as buscas.

O assalto foi no começo da tarde da quinta-feira a uma empresa de pisos de Chapecó. Dois homens entraram no estabelecimento fazendo funcionários e clientes como reféns.

Este não é o primeiro caso de assalto a empresas no período de pagamento de funcionários. O delegado Augusto recomenda que os empresários evitem guardar quantias maiores na empresa e sugere que os pagamentos sejam realizados de outra maneira, evitando assim possíveis assaltos.


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08 dez21:39

Viúva de vereador recebe escolta da PM

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A viúva e o filho do vereador Marcelino Chiarello (PT), encontrado morto no dia 28 de novembro, em sua casa, em Chapecó, estão recebendo escolta da Polícia Militar. Desde o crime eles deixaram a casa, no bairro Santo Antônio.

Eles temem pela própria segurança. A viúva nem quer dar entrevista. Enquanto isso a Polícia Civil segue ouvindo depoimentos. Na quinta-feira um dos ouvidos foi o vereador Euclides da Silva, um dos suplentes do PT na Câmara. Euclides disse que Marcelino chegou a ligar para ele nos dias que antecederam o crime, dizendo que iria renunciar. No entanto ele não levou Chiarello muito a sério, pois ele era brincalhão. Caso Chiarello renunciasse Euclides até era um dos cotados para assumir a vaga, numa espécie de rodízio. No entanto, com a morte do vereador, quem assumiu foi o primeiro suplente, Lizeu Mazzioni.


>> MP já tem roteiro do vereador encontrado morto em Chapecó


Também foram ouvidas outras pessoas ligadas ao vereador. Há rumores de que as informações sobre as ligações recebidas por Chiarello antes de sua morte, teriam sido apagadas e as informações repassadas pela operadora estariam incompletas. O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduz as investigações, disse que o celular está sendo periciado. Ele também aguarda a conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias para esclarecer alguns pontos do crime. Ele não divulga informações para não atrapalhar as investigações.

O coordenador do IGP em Chapecó, Jean Osnildo dos Santos, informou que os exames foram realizados minuciosamente junto ao IML. A cena do crime também foi periciada e depois foram realizados complementos conforme as investigações evoluíam. Algumas amostras do corpo do vereador foram encaminhadas para o Instituto de Análises Forenses de Florianópolis, para análises toxicológica e patológicas. Esse exame pode apontar se o vereador foi envenenado antes do suposto enformamento.

A tese de suicídio já foi descartada completamente.


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08 dez14:39

Mais de 3 mil Cds e DVDs piratas apreendidos em Xaxim

A Polícia Civil de Xaxim, com apoio da Divisão de Investigação Criminal de Xanxerê, deflagrou, na tarde da quarta-feira a Operação denominada “Choque de Ordem” para coibir a venda indiscriminada de CDs e DVDs piratas em Xaxim.

Na operação, foram apreendidos cerca de 3500 CDs e DVDs com indícios de falsificação. Foram conduzidas à Delegacia três pessoas: Daniela Zanella Abido, 36 anos , Aparecido Ferreira de Souza, 50 anos , e João Maria Casemiro, 41 anos , que vão responder por violação de direito autoral.

Todos os conduzidos pagaram o valor de um salário mínimo como fiança e responderão o processo em liberdade, conforme a lei permite.


Fonte: Polícia Civil SC


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06 dez23:32

MP já tem roteiro do vereador encontrado morto em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Ministério Público já levantou o trajeto do vereador Marcelino Chiarello (PT) entre a Escola Pedro Maciel e sua residência, onde foi encontrado morto na segunda-feira, dia 28 de novembro. De acordo com o promotor Fabiano Baldissarelli, que está acompanhando o caso, como não havia câmeras da Polícia Militar no trajeto foram solicitadas imagens particulares de residências e empresas, que ajudaram a definir o roteiro.

– Sabemos o horário que ele saiu e o horário que chegou em casa – revelou o promotor.

Ele só não quis adiantar se o vereador foi direto para casa, para não prejudicar as investigações. O Ministério Público está apoiando o levantamento de informações com 10 policiais civis e militares do Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO). Os 10 promotores da Comarca de Chapecó estão à disposição da Polícia Civil para fornecer informações, por determinação do Procurador Geral de Justiça Lio Marcos Marin.

O GAECO também recolheu imagens das possíveis rotas de fuga.

-Identificando o veículo provavelmente conseguiremos descobrir por onde ele fugiu- explicou o promotor.

A tese de suicídio já foi completamente descartada, após as análises do Instituto Geral de Perícias. A primeira perícia foi realizada pela unidade de Chapecó e houve uma segunda perícia feita por profissionais de Florianópolis.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto mantém sigilo sobre as investigações mas está otimista.

–Estamos evoluindo- explicou. No entanto ele não quer apressar os resultados, mesmo com a pressão da comunidade para solucionar o caso o quanto antes.

–Vamos levar o tempo que for necessário- disse.


>> Ato pede justiça no caso Chiarello


Suplente assume vaga na Câmara de Vereadores

Lizeu Mazzioni, suplente de Marcelino na Câmara de Vereadores, assumiu a vaga.

Mazzioni disse estar muito triste por assumir o posto nessa situação. O presidente da Câmara de Vereadores, Itamar Agnoletto, disse que a cidade vive um “estado de sítio” após a morte do colega.

Ele vai solicitar inclusive proteção policial aos vereadores. A vereadora Ângela Vitória (PT) já havia revelado que muitas pessoas mudaram seus hábitos após o crime, pela sensação de insegurança.

Outros vereadores também manifestaram sensação de medo. A morte do vereador também acirrou manifestações entre lideranças do PT, que é de oposição, e do PSD, que é da atual administração. A oposição alega que o crime tem cunho político pelas denúncias que Chiarello fazia. A situação afirma que o PT está se antecipando em apontar possíveis culpados. O certo é que o caso, mesmo sendo uma tragédia para a cidade, acabou antecipando o debate eleitoral.

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03 dez22:47

Crimes passionais dominam homicídios em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

O crescimento do número de homicídios em Chapecó é confirmado pelos dados registrados pelas Polícias Civil e Militar. A Polícia Militar registrou 16 homicídios em 2010 e 40 em 2011. Já na Polícia Civil o número pulou de 33 para 50.

Os crimes passionais dominam os registros na Polícia Militar. Dos 40 homicídios, nove são por desentendimento. Outros nove por rixa, acerto de contas, vias de fato ou desavença. E quatro foram por questões amorosas ou ciúmes. Mortes ligadas ao tráfico de drogas foram seis. Cinco foram por assalto e latrocínio.

Para o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Chapecó, tenente coronel Benevenuto Chaves Neto, um dos motivos de tantos homicídios é a questão cultural na cidade, de lavar a honra com sangue.

–Infelizmente o pessoal resolve algumas questões na faca ou no tiro- explicou. Isso potencializado pelo uso de bebidas alcoólicas.

O comandante chamou a atenção para uma ocorrência registrada há 10 dias, no bairro Maria Goretti, onde uma família fez festa o dia inteiro e, quando o dono da casa foi dormir e reclamou do som alto, foi degolado pelos cunhados e um adolescente, a golpes de facão.




Casa no Bairro Maria Goretti onde homem foi degolado.


A reportagem foi na casa na sexta-feira e foi informada por vizinhos que a viúva e o filho não moram mais lá.

Outra questão problemática apontada pelo comandante é o baixo efetivo de policiais na cidade. Atualmente Chapecó tem 219 policiais militares para 183 mil habitantes. O tenente-coronel Chaves disse que houve uma reposição de 53 policiais no meio do ano e outros 83 estão em formação para a região. Mas é necessário ampliar ainda mais o efetivo, para dar conta do crescimento da cidade.

Com isso a polícia poderia combater principalmente os homicídios ligados ao tráfico.

O coordenador da Central de Polícia de Chapecó, delegado Fabiano Toniazzo, disse que houve vários homicídios ligados ao tráfico, principalmente no Bairro São Pedro e arredores.

–Somente numa semana foram três homicídios nessa região – explicou.

Ele também considera que os crimes passionais têm grande peso.

–Estão deixando de conversar para sair na bala- avaliou.

A delegada regional Tatiana Klein Samuel disse que já vinha observando o aumento do número de homicídios na cidade e, por isso, solicitou mais um delegado para a Divisão de Investigação Criminal de Chapecó, onde foi criada em novembro a Divisão de Homicídios.

–Com isso teremos um trabalho mais especializado nessa área- explicou. Atualmente esta divisão coordena as investigações do assassinato do vereador Marcelino Chiarello.

O aumento da violência na cidade está assustando os moradores, já que Chapecó sempre foi considerada uma cidade tranqüila. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Gilberto Badalotti, esse aumento da violência é visível. Ele lembrou que os assaltos à estabelecimentos comerciais, que eram raros, agora estão freqüentes.

–A cidade está crescendo e atrai pessoas boas e pessoas ruins- disse Badalotti.


*Colaborou Juliano Zanotelli



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03 dez13:29

PT vai entrar com ação contra o Estado por vazamento de fotos de vereador

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O diretório municipal do PT de Chapecó vai entregar na segunda-feira, 5, no Ministério Público, uma representação contra o Estado de Santa Catarina pelo vazamento de fotos do vereador Marcelino Chiarello (PT), encontrado morto na segunda-feira, 28 de novembro. As fotos mostram o vereador enforcado no quarto de visitas de sua casa e também no chão, com várias manchas de sangue no rosto.

A ação foi anunciada hoje pela manhã em entrevista coletiva com o presidente municipal do PT e deputado federal, Pedro Uczai, a vereadora Ângela Vitória e os deputados estaduais Luciane Carminatti e Dirceu Dresch.

-O Estado deveria preservar o direito de imagem do Marcelino- disse Pedro Uczai. As fotos estão circulando pela internet desde quarta-feira. Uczai disse que a imagens partiram de algum órgão de segurança, pois ninguém do partido ou familiares fez fotos do local. A vereador Ângela Vitória descartou que as imagens sejam do Instituto Geral de Perícias, já que os ângulos são diferentes.

O delegado da Divisão de Investigação Criminal de Chapecó, Ronaldo Neckel Moretto, disse que nunca viu vazamento do IGP e que seus policiais não fizeram fotos do local.

O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Benevenuto Chaves Neto, já determinou a apreensão de dois computadores, um pendrive e uma máquina digital da corporação para análise.

Foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar o vazamento das fotos.


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02 dez22:47

Polícia faz nova perícia na casa de vereador

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil fez na sexta-feira, 2, uma nova perícia na casa do vereador Marcelino Chiarello (PT), encontrado morto na segunda-feira, em Chapecó. De acordo com o delegado Augusto Melo Brandão, foi encontrado um sinal de uma mão na parede, que não havia sido visto na perícia anterior. O objetivo era tentar conseguir uma impressão digital, o que não foi possível. Ninguém está morando na casa após o homicídio. A viúva tem acesso ao local mas foi solicitado que ela preservasse o quarto de visitas, onde o vereador foi encontrado.

O computador de Chiarello na Câmara de Vereadores foi apreendido para análise, assim como objetos, pastas e documentos encontrados na residência dele. O morte do vereador também foi tratado num encontro regional do Ministério Público em Chapecó, que contou com a presença do Procurador de Justiça do Estado, Lio Marcos Marin.Em determinado momento os deputados estaduais petistas Dirceu Dresch e Luciane Carminatti participaram do encontro. O Ministério Público deu encaminhamento a várias denúncias do vereador.


Fotos vazaram na rede

A Polícia também está investigando o vazamento de fotos do vereador tiradas logo após sua morte. A Polícia Militar, por exemplo, já lacrou computadores para verificar se o vazamento partiu da corporação. Mas pode também ter partido de funcionários de outros órgãos ou até de populares que estiveram na casa antes da chegada dos policiais.


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