Prateleiras

27 jul11:58

Medicamentos que não exigem receita médica voltam às prateleiras

A partir desta sexta-feira, 2,3 mil produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, voltam a ser expostos nas prateleiras das farmácias e drogarias brasileiras. A medida foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou a Resolução nº 44 de 2009, sobre a proibição da venda desses medicamentos fora do balcão.

A Anvisa realizou consultas públicas e estudos para medir o impacto da medida junto ao consumidor final, e concluiu que a resolução não atingiu o objetivo de reduzir o número de intoxicações por esses medicamentos no país. O levantamento apontou também uma maior concentração de mercado, o que prejudica o direito de escolha do consumidor no momento da compra desses produtos. Nos últimos meses, 11 Estados tentaram reverter a decisão da Anvisa por liminares judiciais.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a antiga decisão não beneficiava a população. No entendimento do ministro, o direito que o consumidor tem de escolher qual o medicamento gostaria de comprar estava reduzido.

— Estavam reduzidas as opções de escolha do medicamento mais barato ou de sua preferência — afirma Padilha.


Novas regras

A partir de agora, as farmácias deverão expor na área destinada aos medicamentos cartazes com a orientação: “Medicamentos podem causar efeitos indesejados”; “Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico”. Também devem expor, no mesmo local, os remédios de mesmo princípio ativo, para facilitar a identificação dos produtos pelo usuário. A portaria estabelece ainda que os medicamentos isentos de prescrição médica devem ficar isolados da área destinada aos produtos correlatos, como cosméticos e dietéticos.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as informações obtidas pela agência mostraram que a retirada dos medicamentos de venda livre das gôndolas fez com que o consumidor ficasse alijado de qualquer possibilidade de escolha.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses medicamentos são os que tiveram aprovação das autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem prescrição ou receita médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens.

Esses medicamentos normalmente são indicados para dores de cabeça, acidez estomacal, azia, febre, tosse, prisão de ventre, aftas, dores de garganta, assaduras, hemorroidas e congestão nasal. Os medicamentos isentos de prescrição médica correspondem a 30% do volume de vendas nas farmácias.

AGÊNCIA SAÚDE

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16 mai09:36

Barreira comercial para importados da Argentina reflete em aumento nos preços nas prateleiras do Brasil

Felipe Pereira | felipe.pereira@diario.com.br

O Brasil levantou barreiras para seis produtos importados da Argentina e o reflexo vai aparecer nas padaria e supermercados. Integrantes da lista, vinhos e queijos subirão de preço bem na boca do inverno. A medida também dificulta a entrada de farinha de trigo, por isso massas e pães ficarão mais caros.

Mas é óbvio que o governo brasileiro não trabalha para prejudicar a população. A medida é uma reação à política Argentina de restringir a entrada de carne suína, têxteis, móveis, calçados e máquinas agrícolas. A resposta de Brasília foi acabar com a licença automática da batata, maçã, uva, farinha de trigo e vinho.

Desde 8 de maio, é preciso autorização prévia para conseguir o documento que contém informações sobre a mercadoria para controle das autoridades e sem o qual não é liberada a entrada no país. O processo pode demorar até 60 dias.

A longo prazo a queda de braço pode ser boa para a indústria, mas num primeiro momento os consumidores pagarão mais por alguns produtos. Matéria-prima de massas e pães, a farinha de trigo argentina responde por 89,8% das importações brasileiras.

Seguindo a velha regra econômica, a queda na oferta levará a aumento nos preços resume Mauricio Machado, presidente do Sindicato das Panificadoras. Mas o impacto pode demorar um mês, tempo para usar o estoque.


Reação brasileira que levou ao aumento dos preços no supermercado é iniciativa do setor agrícola

O presidente da rede de Supermercados Giassi, Zefiro Giassi, conta que vinhos, queijos e uva passas têm presença nas gôndolas e devem sofrer aumento de preço pelo mesmo motivo. Ele diz que o tamanho do reajuste é difícil de ser estabelecido no primeiro momento. No caso da batata, existe substituição nacional, mas a mercadoria importada tem melhor qualidade e preço.

A reação brasileira que levou a este cenário é uma iniciativa do setor agrícola, bastante prejudicado pelas barreiras argentinas. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lembra que antes das restrições argentinas eram embarcadas três mil toneladas por mês.

Hoje, nada é vendido ao país vizinho, afirma Mário Lanznaster, presidente da Aurora. Ele ressalta ainda que o dólar está num bom patamar para exportar. O setor têxtil é outro que enfrenta dificuldade por causa da postura Argentina e vê o comércio estagnado aponta Ulrich Kuhn, presidente do sindicato do setor na região de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A queda no comércio de SC com a Argentina pode ser sentida na aduana de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste do Estado. O número de caminhões para o exterior caiu de 2.126 para 1.765 no primeiro quadrimestre de 2012 na comparação com o ano passado relata o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Bortoze. Ele diz que o número só não é menor porque houve aumento nas viagens para o Chile que respondem por 80% dos veículos.


DIÁRIO CATARINENSE



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