Preço

10 jun17:17

Levantamento mostra aumento no preço da gasolina na região Oeste

Dados coletados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no período de 27 de maio a 2 de junho, servem de base para análise sobre os preços da gasolina comum, organizada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó. Através do Projeto de Acompanhamento de Preços Regionais, foram analisados os preços praticados em 384 postos de combustíveis, de 22 municípios catarinenses.

Uma das informações do levantamento é de que os preços chegam a variar R$ 0,41 entre as regiões, com o mínimo encontrado num posto em Itajaí (R$ 2,472) e o máximo em Mafra (R$ 3,000). Na região Oeste, Chapecó apresentou o preço médio de R$ 2,773, São Miguel do Oeste R$ 2,886 e Xanxerê de R$ 2,823.

Quanto às variações percentuais do preço de venda, a maior alta foi registrada em Brusque, com 1,82% em média por litro. Já a maior queda foi no município de Itajaí, com 8,55%. Com relação aos municípios do Oeste, Chapecó registrou alta de 0,11%, São Miguel do Oeste pequena queda de 0,24% e Xanxerê teve aumento de 1%. Quanto aos maiores desvios, Chapecó apresentou variação de R$ 0,082 entre o maior e o menor preço, em São Miguel do Oeste foi de R$ 0,051 e em Xanxerê de R$ 0,043 por litro.

Outra indicação é de que no mês de maio os preços da gasolina comum nos municípios da Região Oeste novamente foram superiores ao preço praticado em Florianópolis. Chapecó teve custo maior em 5,28%, São Miguel do Oeste em 9,57% e Xanxerê em 1,8%.

Os municípios que apresentaram indícios de cartel no mercado da gasolina comum, em maio, foram Blumenau, com 0,0089 de coeficiente de variação do preço de revenda ao consumidor, e Jaraguá do Sul, com 0,0057, ambos com número de postos pesquisados relativamente grande. O coeficiente de variação é a medida sugerida pela ANP para avaliar a possibilidade de cartéis. Nesse sentido, quando esse indicador é inferior a 0,010, durante um período de 24 meses, o mercado está organizado em conluio.


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04 jun09:03

Crise leva suinocultores a desistirem da atividade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O baixo preço do suíno aliado ao alto custo de produção está levando produtores de Santa Catarina a abandonar a atividade que exerciam há décadas. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) estima que 240 suinocultores desistiram da atividade neste ano.



Lino Mayer já reduziu a criação pela metade e pretende parar de criar suínos até setembro.



Um dos produtores que está abandonando a atividade é Lino Mayer, morador da linha Santa Fé Baixa, em Itapiranga. –Está bem difícil, a maioria dos produtores está no vermelho- declarou. Mayer lembra que o preço por quilo caiu de R$ 2,40 no ano passado para os atuais R$ 1,90, o que não cobre os custos de produção. De acordo com cálculos da ACCS hoje o custo de um suíno é de R$ 2,65 por quilo.

Mayer já reduziu o plantel de fêmeas de 160 para 80 e, até. Ele é dono das matrizes e, até agosto ou setembro, pretende terminar com a criação. Com a venda dos suínos ele vai comprar mais vacas e dobrar a produção de leite.

Ele disse que pretende parar antes de perder capital, como já aconteceu com outros produtores. Mayer disse que nos últimos anos só conseguiu manter o capital que tinha, sem nenhuma sobra. –Tenho o mesmo capital que tinha há 20 anos- comentou.

Além da crise outro fator que o fez desistir é a necessidade de reforma e ampliação do chiqueiro. A agroindústria da qual é integrado solicitou que ele dobrasse a produção, o que geraria um investimento de R$ 300 mil. Mayer acha que não vale a pena o investimento.

No entanto é com dor no coração que ele vê as baias vazias. –Sempre gostei, trabalho com isso há 30, 40 anos- lembrou. No entanto ele considera que não dá para pagar para trabalhar.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que nos últimos anos as crises vem sendo frequentes e com poucos meses bons, o que acabou descapitalizando os produtores. No início deste ano houve uma retração no consumo, restrições na venda para a Argentina e aumento do custo de produção que agravaram a situação. Outro problema citado pelo presidente da ACCS foi ou aumento de produção de outros estados, que tomaram espaço da suinocultura catarinense. Tudo isso gerou um excedente de carne suína no mercado que derrubou o preço.

-O produtor não tem mais perspectiva- afirmou, citando que 25% a 30% dos 800 suinocultores independentes desistiram ou estão desistindo da atividade.

>> Governo anuncia isenção do ICMS Interestadual na venda de leitões até 30 quilos

Os suinocultores fizeram um protesto na Feira Agropecuária de Braço do Norte (Feagro), na sexta-feira, onde colocaram cruzes no lugar onde deveriam ser expostos os suínos.

Lorenzi afirmou que mercados como China, Japão e Estados Unidos ainda não efetivaram as compras, o que deixa os produtores apreensivos. Ele sugere que o Governo do Estado auxilie com medidas para que Santa Catarina não perca o esforço de conseguir status sanitário de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Senão pode ser que quando os mercados se abrirem muitos produtores já não poderão usufruir do benefício. Na sexta-feira passada o Governo do Estado anunciou uma medida que foi a isenção de ICMS interestadual para leitões até 30 quilos. Lorenzi disse que é uma medida que ajuda a tirar o excesso de produção no estado mas não resolve a crise.


Perspectiva é de melhora

A crise na suinocultura é cíclica e atinge mais os produtores independentes na visão do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa. Ele afirmou que o momento é de retração de consumo no mercado interno que afeta todos os setores. E até citou que o Governo Federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados dos carros, quando também poderia estender esse benefício para a indústria de alimentação.

Ele lembrou que Santa Catarina está habilitado para vender para os Estados Unidos e falta apenas uma documentação de requisitos técnicos ser aprovada. A partir disso ele também acredita que podem começar as vendas para o Japão. Outro mercado que estaria próximo é o da Coréia do Sul. Além disso a Argentina prometeu retomar as compras.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, também está otimista. Mas não para os produtores independentes. Ele considera que esse setor arca com custos muito altos que a indústria acaba diluindo na agregação de valor.

Barbieri também espera o início das vendas para o Japão até o final do ano. –Infelizmente muitos produtores vão abandonar mas há boa perspectiva para quem continuar, dentro do sistema de integração-concluiu.


Preço do suíno por quilo vivo

2011:

Janeiro: R$ 2,40

Fevereiro: R$ 2,21

Março: R$ 2,16

Abril: R$ 2,20

Maio: R$ 2,09

Junho: R$ 1,83

Julho: R$ 1,96

Agosto: R$ 2,06

Setembro: R$ 2,04

Outubro: R$ 2,10

Novembro: R$ 2,18

Dezembro: R$ 2,30


2012

Janeiro: R$ 2,28

Fevereiro: R$ 2,20

Março: R$ 2,08

Abril: R$ 1,91

Maio: R$ 1,90

Custo de Produção: R$ 2,65 por quilo

Fonte: ACCS


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02 abr16:31

Preço da gasolina sobe em Chapecó

O preço da gasolina registrou alta de 0,11% em Chapecó no mês de março. A variação é apontada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, através do Projeto de Acompanhamento de Preços Regionais. O boletim que acompanha a evolução dos preços da gasolina comum no mercado de combustíveis em municípios de Santa Catarina passou a ser divulgado pela Unochapecó em fevereiro. Objetiva conscientizar o consumidor para que esteja atento às diferenças de custo que pode encontrar.

A pesquisa, que envolve 22 municípios e 385 postos de combustíveis, mostra que com a variação positiva da gasolina comum em março, Chapecó apresentou preço médio de revenda maior que o da capital, de R$ 2,770, enquanto em Florianópolis foi de R$ 2,769. Já o município catarinense que apresentou maior preço médio de revenda foi São Miguel do Oeste, cobrando R$ 2,878 por litro, e o menor preço médio foi registrado no município de Biguaçu, com R$ 2,597. Dos municípios pesquisados, somente sete apresentaram alta.

Conforme o coordenador da pesquisa, professor Guilherme de Oliveira, em março os municípios que apresentaram indícios de cartel no mercado da gasolina comum catarinense foram Jaraguá do Sul, com o coeficiente de variação de 0,00611, e Itajaí, com 0,00831, ambos com número de postos pesquisados relativamente grande.

A pesquisa é inédita em Santa Catarina, pois nenhum outro instituto ou universidade a realizam. O levantamento engloba os municípios de Araranguá, Balneário Camboriu, Biguaçu, Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Mafra, Palhoça, São José, São Miguel do Oeste, Tubarão, Videira e Xanxerê.

A pesquisa apresenta dados quanto ao número de postos pesquisados, preço médio de revenda da gasolina comum por litro, preço mínimo, preço máximo e desvio padrão médio entre os postos de combustíveis dos municípios catarinenses envolvidos no levantamento.


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11 fev08:00

Estiagem deve provocar aumento de 8% na carne de frango

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estiagem que desde novembro atinge o Oeste de Santa Catarina deve provocar um acréscimo de 8% no preço da carne de frango. O cálculo é do presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. –Fizemos uma estimativa de aumento de custos e chegamos a esse valor- disse o diretor.

O motivo é o aumento do déficit de milho no Estado. Normalmente Santa Catarina já importa cerca de dois milhões de toneladas do cereal. Neste ano deve aumentar em pelo menos 500 mil esse déficit. O produto terá que vir de outras regiões e até de outros países, como o Paraguai.

– Esse custo de transporte será repassado para o produto final – afirmou Ávila.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, a falta de milho é agravada pela seca no Rio Grande do Sul, que também terá que buscar a matéria-prima em outras regiões do país. Com isso o patamar da saca de 60 quilos, que deveria estar entre R$ 22 a R$ 24, está em torno de R$ 30.

-Esse custo é incompatível com a atividade- disse Barbieri.

Ele informou que o Governo Federal acenou com a possibilidade de disponibilizar milho com preços mais acessíveis ao produtor. Mas espera que isso se confirme. Para o presidente da Cidasc, os governos do Estado de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul precisam desenvolver programas de incentivo à produção de milho para não perderem competitividade de suas agroindústrias.

-Aqui nós podemos substituir áreas de soja por milho- disse Barbieri. Atualmente Santa Catarina tem um programa denominado Troca-Troca, em que o agricultor pega sementes e calcário e paga no ano seguinte, convertendo a dívidas em sacas do produto. Só que isso já não tem sido suficiente para estimular o produtor.

Na avaliação do presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, o preço da carne de frango já recuperou os patamares de final de ano, quando aumenta o consumo para o período de festas. Ele concorda que o aumento no preço do milho está pressionando os custos das agroindústrias.

– O milho está muito caro- disse. O presidente da Aurora disse que já houve um aumento do frango vivo e deve ocorrer um acréscimo também ao consumidor, mas não muito elevado.

Ele acredita que, com a entrada da safrinha (segunda safra) dos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em julho ou julho, o frango voltará a um preço normal. Num supermercado de Chapecó, cortes de frango em bandeja oscilam de R$ 6 a R$ 11. O consumidor Jair Girardi disse que gosta dos cortes de peito e coxa. E já prevê que vai gastar mais para manter o consumo. –Vai sobrar pra nós também- afirmou, sobre os efeitos da estiagem.


DADOS DA AVICULTURA

- Santa Catarina disputa com o Paraná a liderança na produção de aves

-O Estado é o maior exportador de aves com faturamento superior a US$ 1 bilhão

- O abate anual é de 700 milhões de aves

-Cerca de 30% da produção é exportada

-São 13 mil avicultores catarinenses, sendo 10 mil integrados às agroindústrias

-A cadeia avícola gera 40 mil empregos diretos e 80 mil indiretos em SC.




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