Produtores

16 fev16:29

Ovinocultores de São Carlos e Águas de Chapecó são beneficiados

Produtores do Núcleo de Criadores de Ovinos de São Carlos e Águas de Chapecó foram beneficiados pelo Projeto Tempo de Empreender, que é desenvolvido pelo Instituto Camargo Corrêa (ICC), Construtora Camargo Corrêa e BNDES, juntamente com a Cootrafar, que administra os valores, as prefeituras dos dois municípios, além da Epagri e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A assinatura do contrato foi no dia 10 de fevereiro.

Reprodutor da Raça Texel adquirido através do Projeto.

Nesta primeira etapa do projeto foram adquiridos 102 animais para reprodução pelos 18 produtores do núcleo. – Foram investidos cerca de R$ 55 mil na aquisição destes animais. E de acordo com as normas do projeto já pré-estabelecidas, o núcleo devolverá para a Cooperativa somente 60% do valor financiado – explicou o engenheiro agrônomo de São Carlos, Jean Pierre Pilger.

Para ele, os animais, que já foram entregues nas propriedades, vão contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos produtores através do incentivo, e principalmente através da geração de renda para as famílias.

Luiz Giongo, presidente do núcleo, destaca que esta forma de aporte financeiro foi um grande diferencial do projeto, e que os animais adquiridos através dele, trouxeram mais qualidade genética, contribuindo significativamente para a formação dos novos plantéis.

Para o gestor do Tempo de Empreender e consultor do ICC, Nilson Kilp, os objetivos propostos para a atividade serão atingidos com os produtores que aderiram ao programa. – Com certeza chegaremos ao objetivo proposto para a atividade, que busca acima de tudo a melhoria da qualidade de vida dos produtores, melhoria dos plantéis existentes e a redução da idade de abate dos cordeiros disse. Nilson destacou ainda, que o projeto trabalha também as atividades de apicultura e bovinocultura de leite.


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14 fev09:28

Campo ligado na internet

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Graças a um curso de Excel ofertado na internet pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o tecnólogo em alimentos José Ademir Borges pôde abandonar a calculadora na sua produção de sal temperado. Agora ele faz todos os cálculos de ingredientes e custos de produção no netbook que carrega consigo.

-Antes levava meia hora para fazer um cálculo de custos, agora levo menos de 10 minutos- comemorou. Ele descobriu o curso na internet, no final do ano passado. E concluiu em 30 dias. –O curso é 10, é muito bem explicado- aprovou.

Como em sua propriedade ainda não tem internet, ele fez o curso na sua casa que possui na zona urbana de Chapecó. Mas até metade deste ano pretende instalar internet por celular na propriedade de 54 mil metros quadrados que possui no distrito de Marechal Bormann, no interior de Chapecó. Lá ele passa os finais de semana e montou um barracão para a produção de sal temperado, que iniciou há quatro meses. Ele já tem cinco tipos de sal para churrasco e tempero completo para grelhados. E vai lançar mais sete tipos de tempero e até farofa. A produção que é de duas toneladas por mês, pode chegar a 15 toneladas.

O superintendente do Senar em Santa Catarina, Gilmar Zanluchi, disse que o Ensino à Distância tem crescido devido ao aumento de disponibilidade de sinal de internet no interior. Ele mesmo instalou sinal de rádio na sua propriedade, no interior de Seara, que serve para pesquisa, ver a previsão do tempo e na educação dos filhos.

Zanluchi disse que os produtores precisam ser incluídos na educação à distância para melhorar a administração da propriedade. –Eles podem armazenar dados, calcular custos e ver preços de insumos- explicou.

Por isso o Senar e a Federação da Agricultur do Estado de Santa Catarina estão trabalhando com a secretaria da Agricultura do Estado a expansão do sinal de internet no campo. –A espansão da internet tem que ser como foi a da eletricidade e telefone- comparou. Os produtores interessados devem acessar o site.


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21 jan14:25

Consumo cai, mas preço do leite continua bom para criador em SC

O Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite) projetou em 64 centavos o valor de referência para pagamento aos produtores rurais pelo litro de leite-padrão produzido em Santa Catarina, mas, na prática, o mercado continua pagando bem mais. O preço pago aos criadores na compra de leite cru pelas indústrias continua na faixa de R$ 0,86 por litro e mantém a escalada de recuperação iniciada em 2011.

Reunido nesta semana em Campos Novos, o Conseleite projetou em R$ 0,7454 o leite acima do padrão, em R$ 0,5893 o leite abaixo do padrão e em R$ 0,6482 o leite padrão. Essas projeções são inferiores em 1 centavo ao mês de dezembro e serão confirmadas ou reajustadas na próxima reunião mensal do Conseleite, ocasião em que serão anunciados os números definitivos de janeiro e a projeção dos valores para fevereiro.

O vice-presidente do Conseleite e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), Nelton Rogério de Souza, explicou que os números definidos pelo conselho refletem uma situação mercadológica: o consumo cai em janeiro e fevereiro em razão das férias escolares e da paralisação do serviço de merenda escolar. O mercado se retrai em razão do calor e do alto consumo de outras bebidas.

O diretor de agropecuária da Coopercentral Aurora e presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antonio Zordan, confirma que as condições do mercado recomendariam uma redução nos preços. Os laticínios, porém, estão pagando valores acima dos preços de referência para manter a cadeia produtiva organizada e a produtividade elevada da pecuária leiteira.

Desde o início da entressafra, em abril do ano passado, os produtores melhoraram o nível de remuneração. Em alguns momentos o preço esteve em 1 real o litro. A entressafra acabou e os preços continuaram em alta. Os bons produtores – aqueles que têm qualidade e volume elevado – estão recebendo bons preços.

- Essa escalada de recuperação de preços devolveu a lucratividade à atividade leiteira na hora certa, porque os custos de produção em 2011 cresceram, especialmente os preços do milho e da soja, principais insumos da ração animal – explica Nelton.

Quadro

O leite é uma riqueza econômica e nutricional em Santa Catarina. Sexto produtor nacional, o Estado gera 1,9 bilhão de litros/ano. Praticamente todos os 190 mil estabelecimentos agropecuários produzem leite que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 60% da produção com cerca de 50 mil estabelecimentos rurais.


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04 jan14:28

Produtores tem até abril de 2012 para averbarem reserva legal

Os produtores rurais catarinenses tem até o dia 11 de abril de 2012 para averbarem as áreas de reserva legal em suas propriedades rurais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, quem não cumprir com o prazo poderá ser penalizado.

A lei prevê penalidades administrativas para infrações causadas ao meio ambiente. O dirigente salienta que as exigências do decreto impedem a liberação de crédito aos produtores, situação que provocava redução da área plantada e da produção, com visíveis impactos sobre os preços dos alimentos, aumento da inflação e desabastecimento.

- A atual conjuntura mundial prevê aumento do consumo de alimentos. O nosso produtor precisa de incentivos para produzir mais e com qualidade, mas não de retalhamentos. São eles os responsáveis por transformar o Brasil em uma potência econômica mundial, especialmente no setor agropecuário – avalia Pedrozo.

Esta é a quarta vez que a data para o registro, prevista no artigo 152 do Decreto 6514, de 22 de julho de 2008, sofre alterações. A prorrogação acontece no momento em que o texto do novo Código Florestal está em fase final de discussão. A proposta foi aprovada por quatro comissões e no plenário do Senado. Agora, retornou à Câmara dos Deputados para a última análise, antes de seguir para sanção presidencial.

O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, explica que, com o Código Florestal aprovado, o decreto perderá o efeito, pois uma das exigências do novo Código é a averbação em cartório das áreas de reserva legal das propriedades rurais, que deixará de ser obrigatória. Mesmo assim, o novo decreto possibilitará aos produtores rurais mais quatro meses de prazo para averbarem a reserva legal nas propriedades.





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30 set17:01

Leite, qualidade e renda

A produção leiteira voltou a ser considerada uma das atividades rurais de mais rentabilidade para os produtores.O resultado operacional da atividade leiteira é positivo desde maio de 2010, segundo os custos de produção levantados pelo Conselho Paritário Produtor/Indústria de Santa Catarina, o Conseleite.

Em reunião o Conseleite/SC estabeleceu o preço de referência para o leite padrão, no mês de agosto/11, em R$ 0,721 o litro e projetou o preço de referência para setembro/11 em R$ 0,7256 o litro. Os valores se referem ao leite posto na propriedade e com o INSS incluso. O preço final de agosto/11 foi 6,6% superior ao preço final de julho/11 (R$ 0,6771). Para setembro/11, a projeção apresenta um aumento de 0,5% em relação ao preço final de agosto/11.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Conseleite, Nelton Rogério de Souza, aponta que em 2011 a remuneração do produtor de leite foi expressiva: os preços recebidos pelos produtores, posto na indústria, nos meses de fevereiro, maio e agosto, foram maiores que os custos de produção, respectivamente, 5%, 13% e 15%.

Situação inédita

Desde 2008 quando os custos começaram a ser calculados, destacando-se pela margem de lucro do produtor e pelo tempo que a margem se mantém elevada, essa situação é inédita.

O preço médio recebido pela maioria dos produtores catarinenses, no mês de agosto/2011 foi de R$ 0,79 por litro de leite posto na plataforma da indústria, segundo o levantamento sistemático de preços efetuado pelo Epagri-Cepa. Este é o maior preço recebido pelos produtores nos últimos anos. Apesar disso, o preço médio em Santa Catarina situa-se abaixo do preço médio nacional.

Levantamento do Cepea revela que, por três meses consecutivos (junho, julho e agosto), o preço pago ao produtor catarinense ficou abaixo do preço médio nacional. Esta situação se deve, principalmente, ao baixo nível da oferta no Sudeste e no Centro-Oeste brasileiro e a guerra fiscal entre os Estados.

De acordo com Nelton de Souza, não há consenso no mercado quanto ao prognóstico de preços para o próximo pagamento. A maioria dos agentes econômicos vislumbra uma queda no preço do leite, que está sendo entregue neste mês, entre dois e quatro centavos por litro de leite.

Outras avaliações convergem para a estabilidade dos preços, com o argumento de que a demanda continua aquecida e os preços praticados no atacado e no varejo estão dando sustentação ao preço do leite em nível de produtor.

Produção catarinense

Os dados levantados pelo Epagri-Cepa indicam que a produção catarinense, nos meses de maio, junho, julho e agosto de 2011, cresceu, em média, em torno de 10% ao mês. Para setembro/11, no entanto, o crescimento pode chegar a 15% em relação a agosto/11. Este cenário, em grande parte, pode ser estendido para o Rio Grande do Sul e para o Paraná.

A base produtiva do leite, em Santa Catarina, é formada por 60 mil estabelecimentos rurais que geram 1 bilhão 900 milhões de litros de leite ao ano. Essa matéria-prima é 90% processada por 23 indústrias de laticínios. Santa Catarina ocupa a sexta posição nacional, mas caminha rapidamente para 5a posição. A produção está concentrada em 64% no Oeste, onde a maioria dos produtores é vinculada às Cooperativas. As pequenas propriedades (com menos de 50 hectares) respondem por 82% do leite.


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