Protesto

27 jul11:22

Lotéricas de Santa Catarina podem receber somente apostas de jogos neste sábado

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

Neste sábado, as casas lotéricas de SC vão se recusar a realizar outras operações além de apostas em jogos. O protesto, que deve se repetir na semana seguinte, é uma forma de mostrar a indignação das empresas do setor com as constantes quedas na comunicação com a Caixa Econômica Federal. Em Chapecó o atendimento será normal.

A suspensão inclui a movimentação de contas da Caixa Econômica, o saque de benefícios sociais e pagamento de contas bancárias.

Há uma mobilização em todo o país e o sindicato dos empresários lotéricos de Santa Catarina divulgou um comunicado em apoio ao movimento nacional, além de orientar os sindicalizados a não cobrar contas de espécie alguma, nem fazer saques.

No anúncio, o Sindicato dos Empresários Lotéricos de Santa Catarina (Sindel/SC) explica que o movimento ocorre como forma de protestar pelos problemas de estrutura de comunicação, além da falta de segurança e a baixa rentabilidade do negócio lotérico.

DIÁRIO CATARINENSE



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02 jul17:33

BR 282 foi fechada nesta segunda em Xanxerê

A BR 282 foi fechada por uma hora em Xanxerê na manhã desta segunda-feira. O protesto foi realizado por entidades, autoridades, servidores públicos, comunidades em geral e parentes de pessoas que perderam a vida na rodovia. O principal objetivo da manifestação foi solicitar a retomada das obras de duplicação no trecho de travessia urbana da cidade.

O prefeito Bruno Linhares Bortoluzzi também participou da mobilização. Ele disse que a administração municipal está em contato com a empresa responsável pelas obras que estão paradas há oito meses.

- Estamos fazendo também pressão junto ao DNIT, Governo Federal e Ministro dos Transportes para que as obras sejam concluídas – disse o prefeito.

No dia 22 de junho também foi realizado um ato na rodovia.


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22 jun20:02

Ato pede mais segurança na BR 282

DARCI DEBONA*

Sirli Freitas/ Agencia RBS

 A foto de Adriana Rodrigues de Oliveira, de 17 anos, estava estampada em vários cartazes no ato público realizado ontem nas margens da BR 282, em Xanxerê. Ela foi uma das três vítimas de dois acidentes ocorridos no domingo, no trecho que da BR 282 que está sendo duplicado. O problema é que as obras estão paradas há oito meses e a sinalização é precária.

Adriana tinha 17 anos e, no domingo pela manhã, acordou às 6h30 de domingo para ir trabalhar. Ela morava no bairro Vista Alegre, um dos cinco bairros que são separados do centro de Xanxerê pela BR 282. Por volta das sete horas de domingo ela foi atravessar a rodovia para ir trabalhar na padaria onde conseguiu seu primeiro emprego, quando foi atingida por uma Santana Quantun placas de Gaspar.

Adriana trabalhava na padaria há oito meses. Era a mais velha de três irmãos. –Eu quero justiça, é uma covardia o que fizeram com ela- disse a mãe, Roseli Rodrigues. –Muita gente está perdendo a vida aqui e ninguém está fazendo nada- completou a irmã.

Além dos familiares, participaram do ato de ontem alunos, professores e funcionários da escola Iracy Tonello, onde Adriana cursava o primeiro ano do Ensino Médio. Eles cobraram melhorias na sinalização e obras de segurança, como a instalação de uma rotatória.

-A comunidade quer mais segurança- disse a diretora da escola, Daiana Dall Bello.

No local há apenas uma passarela. Outras duas passarelas estão sendo construídas, mas não ficaram prontas devido à paralisação da obra.

A dificuldade dos moradores em atravessar a rodovia é visível. Os carros passam em alta velocidade e as pessoas ainda tem que pular uma mureta no meio da pista. Autoridades de Xanxerê já cobaram a conclusão da obra, onde já foram investidos R$ 41 milhões. O Departamento de Infra-estrutura do Transporte (DNIT), garante que estão disponíveis mais R$ 20 milhões para concluir os trabalhos.

O superintendente do DNIT em Santa Catarina, João Santos, informou que empresa responsável pela obra, que é de Curitiba, tem até o dia 12 de julho para reiniciar os trabalhos. Ele afirmou que nas próximas duas semanas o DNIT vai providenciar melhorias na sinalização nos 14 quilômetros da obra.

*Colaborou Sirli Freitas

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16 jun08:29

Protesto de estudantes da UFFS contra Medicina no RS

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O anúncio da criação de um curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em Passo Fundo continua gerando polêmica em Chapecó. Ontem cerca de 200 estudantes da UFFS realizaram uma manifestação questionando a decisão. Munidos de cartazes eles se concentraram a partir das 8 horas na Praça Coronel Bertaso e depois partiram em caminhada pela Avenida Getúlio Vargas até a reitoria, na esquina com a rua Benjamin Constant.

Lá entregaram uma pauta de reivindicações. O presidente do Diretório Central dos Estudantes, Diogo Hartmann, argumentou que a proposta a não foi discutida com a comunidade, não passou pelo Conselho Universitário e houve a criação de um curso numa cidade que nem campus da UFFS tem, em detrimento dos outros já existentes, como Chapecó.

As estudantes de Enfermagem Cláudia Peliser, Cídia Tomazelli e Rafaela Bedin coloaram narizes de palhaço e reclamaram que enquanto é anunciado o curso em Passo Fundo, os estudantes em Chapecó precisam utilizar laboratórios alugados por falta de infraestrutura. –Se a Medicina viesse para cá viriam mais investimentos que beneficiaria os alunos e a população- afirmou Cláudia.

Os alunos questionaram o fato de que o curso foi para a cidade de onde veio o reitor.

Várias entidades de Chapecó manifestaram sua decepção com a decisão, pois quando ficaram sabendo da possibilidade do curso de Medicina ser criado não houve tempo hábil para mobilização.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Maurício Zolet, disse que uma comissão de entidades está tentando uma agenda com o Ministério da Educação e não desistiram de lutar pelo curso em Santa Catarina.

Chapecó tem um curso privado de Medicina, na Unochapecó, mas o curso federal mais próximo é em Santa Maria-RS, a 415 quilômetros. Em Santa Catarina só existe Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina.

O reitor Jaime Giollo disse que o fato de ter trabalhado na Universidade de Passo Fundo não teve interferência no processo. Ele afirmou que o processo de expansão da Medicina foi muito rápido. No início do ano foi acenada essa possibilidade e ele havia encaminhado proposta para o Ministério da Educação no dia 17 de maio, com opção entre Chapecó e Passo Fundo. Ele informou que a decisão do Ministério da Educação foi por critérios técnicos. Passo Fundo teria três hospitais e mais de mil leitos. Chapecó teria menos de 500 leitos, mesmo somando o Hospital Regional do Oeste, o Hospital Materno Infantil e o Hospital Unimed.

Ontem a reitoria divulgou uma nota de esclarecimento no site da instituição. Um dos tópicos tem coloca que a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação. A nota aponta ainda que podem ser criadas mais vagas além das 40 anunciadas para Passo Fundo, mas que para solicitar as vagas os municípios devem se preparar com a estrutura adequada.


FRASES

“Foi uma decisão do Ministério onde pesou a questão técnica, de melhor infraestrutura em Passo Fundo, e o lado da articulação política”.

Jaime Giollo, reitor da UFFS


“Chapecó tem condições de receber o curso e necessita de um curso gratuito para que a população possa contar com um número maior de profissionais nos postos de saúde e hospitais da região”.

Maurício Zolet, presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó


“A população perde muito pois com o curso de Medicina aqui teríamos mais profissionais e mais saúde pública”.

Cláudia Pelisser, aluna do terceiro ano de Enfermagem da UFFS


“A criação do curso em Passo Fundo não passou pelo Conselho Universitário e beneficiou uma cidade que não tem nem campus”.

Diogo Hartmann, presidente do Diretório Acadêmico da UFFS



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15 jun10:12

Estudantes da UFFS fazem protesto em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de 200 estudantes da Universidade Federal da Fronteira Sul realizaram um protesto na manhã desta  sexta-feira em Chapecó. Eles se concentraram a partir das 8 horas na Praça Coronel Bertaso e depois partiram em caminhada pela Avenida Getúlio Vargas até a reitoria, na esquina com a rua Benjamin Constant.

Lá entregaram uma pauta de reivindicações. Um dos motivos do ato é o questionamento sobre a criação de um curso de Medicina em Passo Fundo, em detrimento de Chapecó. O presidente do Diretório Central dos Estudantes, Diogo Hartmann, argumentou que a proposta não foi discutida com a comunidade, não passou pelo Conselho Universitário e houve a criação de um curso numa cidade que nem campus da UFFS tem, em detrimento dos outros já existentes, como Chapecó.

No gabinete da reitoria a informação é que o reitor Jaime Giollo teria esperado as propostas na noite da quinta-feira, pois hoje estaria viajando. Na semana passada, quando anunciou a criação do curso em Passo Fundo, o reitor afirmou que havia encaminhado proposta para o Ministério da Educação no dia 17 de maio, com propostas para Chapecó e Passo Fundo. Ele informou que a decisão do Ministério da Educação foi por critérios técnicos.

Nesta sexta a reitoria divulgou uma nota de esclarecimento no site da instituição. Um dos tópicos tem a seguinte redação: “de acordo com o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação. De acordo com o próprio plano, apresentado no dia 05/06, foram contempladas cidades-pólo de cada região, que atenderam, obrigatoriamente, às demandas estruturais necessárias”.

A nota aponta ainda que podem ser criadas mais vagas além das 40 anunciadas para Passo Fundo, mas que para solicitar as vagas os municípios devem se preparar com a estrutura adequada.


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