PT

02 ago19:18

Uczai faz caminhada pelos bairros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O candidato a prefeito pelo PT em Chapecó, Pedro Uczai, realizou hoje uma caminhada pelo bairro Esplanada, acompanhado da candidata a vice, Elza Fortes (PDT, e candidatos a vereador. Este já foi o décimo bairro visitado, segundo a assessoria de imprensa.

Carregando uma garrafa de água na mão Uczai entrou no pátio de casas para cumprimentar os moradores e até numa construção. A caminhada durou cerca de 1h30. Agora à noite ele faz uma reunião com os moradores. Há duas semanas ele está cumprindo um roteiro de caminhada e reuniões pelos bairros para ter o contato com a população e retirar demandas para o plano de Governo.

-Aqui no bairro sentimos a falta de um posto de Saúde- disse Uczai. No próximo sábado a coligação inaugura o comitê central na rua Aquiles Tomazelli, com adesivagem de carros.

O jingle de campanha ainda não está finalizado. A coligação “Aliança pela Vida” é composta pelo PT, PDT,PC do B, PTC, PTN, PRTB, PHS, PV e PPL .

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10 jul16:19

PSD e PMDB se unem contra quarto mandato seguido do PT em Concórdia

O atual prefeito João Girardi (PT) e o radialista Cesar Luiz Pichetti (PSD) devem polarizar a eleição de Concórdia. Os dois nomes foram confirmados pelas convenções partidárias e já tiveram os pedidos de registro divulgados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além deles, participa da disputa Paulo Afonso Piovezan, pelo PSOL.

João Girardi vai tentar manter a hegemonia petista na cidade, governada pelo partido desde a eleição do hoje deputado estadual Neodi Saretta (PT), em 2000. O PT repete a chapa vencedora da última eleição, com o atual vice-prefeito Neuri Santhier (PT). Completam a aliança PRB, PP, PDT, PSC, PR, PPS e PC do B.

Para encerrar a sequência de mandatos petistas, PSD e PMDB se uniram em torno de Cesar Luiz. Os peemedebistas chegaram a lançar os nomes do deputado estadual Moacir Sopelsa e do ex-secretário regional de Concórdia, Idair Piccinin, mas acabaram fechando com os pessedistas. É a primeira vez que o partido não tem cabeça-de-chapa na cidade. O vereador Closmar Zagonel (PMDB) será candidato a vice-prefeito na aliança, que conta também com PTB, DEM, PSB, PV e PSDB.

Paulo Afonso Piovezan será candidato pelo PSOL em chapa pura, com Vitalino Luiz Ramos de vice. Em 2008, ainda pelo DEM, Piovezan foi candidato a vereador e teve 75 votos. Ele também concorreu ao Senado em 2010 e alcançou 0,35% dos votos.

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03 jul18:52

Coligação “O Povo de Novo” registra candidatura em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Na tarde desta terça-feira os candidatos à prefeitura de Chapecó, José Caramori (PSD) e Luciano Buligon (PMDB), da Coligação “O Povo de Novo”, registraram a candidatura e o Plano de Governo no Cartório Eleitoral de Chapecó. Presidentes dos 16 partidos (PSD, PMDB, PSDC, PR, PMN, PSDB, PRB, PPS, PTB, PP, PSC, PRP, DEM, PSB, PT do B e PSL), que apóiam os candidatos estiveram presentes.

Também foram registradas quatro coligações com total de 131 candidatos a vereador. Deste total, 40 são mulheres.

Os candidatos da Coligação “Aliança Pela Vida”, Pedro Uczai (PT) e Elza Fortes (PDT), apoiados por nove partidos(PT, PTC, PTN, PRTB, PHS, PV, PPL , PC do B e PDT) devem fazer o registro da candidatura na quinta-feira, dia 5 de julho. Serão registradas também duas chapas de vereadores com 75 candidatos.


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29 jun20:37

Pedro Uczai terá apoio de nove partidos em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O deputado federal Pedro Uczai (PT) foi confirmado na noite desta sexta-feira como candidato a prefeito de Chapecó, em convenção realizada no ginásio comunitário do bairro Bela Vista. Ele terá o apoio de nove partidos, entre eles o PC do B, que abdicou de lançar candidatura própria, com César Valduga, para coligar com o PT nas proporcionais. A convenção do PC do B será neste sábado mas, segundo o ex-vereador Paulinho da Silva, será apenas para confirmar a coligação.

Inicialmente o PT queria concorrer com chapa pura na proporcional. A candidata a vice de Uczai será Elza Fortes, do PDT. Os demais partidos da coligação são PTC, PTN, PRTB, PHS, PV, PPL e PDT. Destes, haverá uma segunda coligação à proporcional, com PDT, PV, PTC e PPL. O nome da coligação será “Aliança Pela Vida”.

-Estou muito feliz porque unimos a oposição- disse Uczai. Ele afirmou que a proposta é desenvolver um projeto alternativo para cidade, com planejamento e prioridade às pessoas.

-Queremos que a cidade cresça mas que as pessoas vivam bem nela- afirmou. Sua coligação vai propor políticas públicas que garantam qualidade de vida e sustentabilidade para a população.

Uczai já foi prefeito em 2003 e 2004, quando assumiu o cargo após o titular, José Fritsch, ser nomeado como ministro da Aquicultura e Pesca.

Com isso a eleição em Chapecó terá apenas dois candidatos. Uczai pela oposição e José Cláudio Caramori (PSD), que vai à reeleição, com o apoio de 16 partidos. O vice de Caramori é Luciano Buligon, do PMDB.


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29 jun17:15

PC do B vai coligar com o PT em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O PC do B de  vai coligar com o PT nas eleições municipais de Chapecó. O acordo foi confirmado hoje. Os dois partidos estarão juntos nas proporcionais, o que era pretendido pelo PC do B.

Já o candidato a vice de Pedro Uczai deverá sair dos outros partidos aliados, que são o PTC, PTN, PRTB, PHS, PV, PPL e PDT. A coligação deve ser confirmada em convenção, hoje à noite, às 19h30, no ginásio do bairro Bela Vista.


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05 jun21:10

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A novela da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida há seis meses, terá mais um capítulo dos próximos dias. Peritos da Polícia Federal deverão ir a Chapecó para fazer a exumação do corpo. A data ainda não foi definida pois ainda depende de logística. O delegado federal Oscar Biffi confirmou o pedido de exumação mas não quis comentar sobre o caso.

Marcelino Chiarello está enterrado no Cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. O juiz da Primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, autorizou a exumação no dia 30 de maio.

O juiz também não quis falar sobre a decisão mas no despacho coloca que o motivo é a solicitação da Polícia Federal para esclarecer algumas divergências dos laudos, como a fratura no nariz no vereador.

Ele decidiu pelo encaminhado para a Polícia Federal as vestes do vereador e alça utilizada no enforcamento. Também determinou que o Instituto Geral de Perícias guarde as amostras coletadas e as disponibilize à Polícia Federal, quando for necessário.

Um dos três promotores que está atuando no caso, Benhur Poti Betiolo, disse que a iniciativa de solicitar a exumação é da Polícia Federal. –Nós fizemos alguns questionamentos para que a Polícia Federal responda- explicou o promotor. Esses questionamentos tem como objetivo tentar esclarecer a morte do vereador, já que os laudos emitidos pelo IGP são contraditórios.

A presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, a deputada estadual Luciane Carminatti, que foi colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, disse que apóia a iniciativa da Polícia Federal.

-Nós apoiamos todas as investigações necessárias para esclarecer o caso- declarou. Ela disse que confia no trabalho da Polícia Federal e que espera que a morte de seu colega seja esclarecida o quanto antes.

A sogra de Marcelino Chiarello, Deolinda Guarnieri, disse que isso é uma decisão da Polícia Federal e da Justiça e não tem como interferir. Para ela, não será a exumação do cadáver que vai mudar a convicção da família de que Chiarello foi morto pelas denúncias que fazia. –Podem vir 50 juntas médicas que ninguém nos convence de suicídio- afirmou.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduziu as investigações da Polícia Civil, disse que não vai emitir opinião em respeito ao trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.


ENTENDA O CASO

No dia 28 de novembro próximo das 11h30, o vereador Marcelino Chiarello foi encontrado pelo mulher e o filho enforcado na janela do quarto de visitas, em sua casa. Ele havia saído da escola por volta das 10 horas, ido para casa e mandado o filho na casa da sogra.

No início a cena parecia de suicídio. Mas delegados da Polícia Civil avaliaram que o suicídio era forjado pois o sangue havia escorrido na horizontal, havia sinais de lesão na cabeça e no olho do vereador, não havia banco para ele se apoiar e o nó da fita utilizada era fixo e menor que a circunferência do pescoço. Cinco delegados participaram de uma entrevista coletiva explicando que era homicídio.

Depois dois delegados foram designados para o caso: Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Mello Brandão.

O primeiro laudo do médico legista que fez a necropsia, Antonio de Marco, apontou como causa da more traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. No entanto a perícia realizada no local do crime não encontrou indícios da presença de uma terceira pessoa. O diretor de IGP, Rodrigo Tasso, solicitou um outro parecer, do médico legista Zulmar Coutinho, que apontou para suicídio. Uma junta médica também avaliou o material e apontou para suicídio. A Polícia Civil ouviu mais de 50 pessoas durante 105 dias e não chegou a nenhuma autoria.

O inquérito foi concluído sem apontar a causa da morte, pois o Ministério Público daria sequência ao trabalho. O Partido dos Trabalhadores pediu a federalização do caso, que ainda não foi aceita. O Ministério Público solicitou auxílio da Polícia Federal para esclarecer a morte e não tem prazo para concluir os trabalhos.



*Colaborou Juliano Zanotelli


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15 mai08:56

PT lança Uczai como pré-candidato

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Partido dos Trabalhadores anunciou ontem que o deputado federal Pedro Uczai é o nome escolhido como pré-candidato para concorrer a prefeito como oposição à atual administração municipal.

Uczai chegou a ser prefeito em 2003 e 2004 quando José Fritsch deixou o cargo para ser Ministro da Pesca do Governo Lula. Mas não chegou a concorrer em 2004 e 2008, quando Cláudio Vignatti e José Fritsch foram derrotados por João Rodrigues.

Cláudio Vignatti e a deputada estadual Luciane Carminatti eram outros dois nomes cotados. No entanto houve um entendimento das lideranças do partido de que Uczai era o melhor nome no momento para fazer o enfrentamento à atual administração. Tanto que já havia outdoors com a imagem de Uczai, do ex-presidente Lula e da Presidente Dilma na cidade.

Uczai disse que se sente preparado por já ter exercido o executivo e pelo mandato como deputado federal, onde recebeu 115 mil votos. –Estou pronto para liderar um projeto pensando Chapecó com 300 mil habitantes- disse Uczai.

Ele disse que agora vai discutir o vice com partidos da base aliada do Governo Dilma, como o PC do B e o PDT.

Vignatti vai coordenar a campanha e Luciane vai coordenadr o programa de governo.


Pré-candidatos à Prefeitura de Chapecó

Outro pré-candidato já anunciado é César Valduga, do PC do B. Valduga já foi vereador de 2005 a 2009. Na eleição passada foi o quinto mais votado para a Câmara mas o PC do B não atingiu o coeficiente eleitoral para conquistar uma cadeira.

Valduga disse que há conversa com o PT e uma ala do PMDB e está aberto ao diálogo e à possibilidade de coligação para uma frente de oposição.

O candidato natural da situação é o atual prefeito, José Cláudio Caramori (PSD), que assumiu o cargo quando João Rodrigues se elegeu deputado federal e acabou assumindo a Secretria de Agricultura do Estado. Caramori vai para a convenção como pré-candidato natural. Ele pretende manter a base aliada do atual governo, que conta com 15 partidos: PSD, PMDB, PR, PSDB, PTC, PSDC, PTB, PP, PRB, PV, PSB, DEM, PSC, PPS, PRP.


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01 mar09:18

Laudos diferentes sobre caso Chiarello geram desconforto

DarciDebona | darci.debona@diario.com.br

As contradições sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello estão deixando as autoridades policiais e o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina em situação constrangedora. A confirmação de um laudo elaborado pelo Instituto Geral de Perícias indicando suicídio, colocou mais lenha na fogueira. Tudo porque esse laudo entrou em contradição com o primeiro laudo elaborado pelo médico legista de Chapecó, Antonio de Marco, apontava para homicídio. Com isso há dois laudos, cada um com conclusão diferente.

Marcelino Chiarello foi encontrado enforcado no quarto de visitas de sua casa no dia 28 de novembro.  Logo no início da tarde o delegado Alex Passos, ligado ao Partido da República, base da atual administração do município, afirmou que a cena era forjada que os indícios eram de homicídio. Uma coletiva com cinco delegados, entre eles Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Brandão, reiterou a tese de homicídio.

Depois de três meses as investigações não apontaram suspeitos do possível crime, a perícia não encontrou provas da presença de terceiros no local do crime e a tese de suicídio tomou força.

Isso gerou reações fortes de lideranças do Partido dos Trabalhadores. –É uma fraude- vociferou indignado o deputado federal Pedro Uczai, presidente do partido e um dos possíveis nomes para concorrer a prefeito na cidade. Uczai afirmou que o laudo do suicídio não explica de forma satisfatória o motivo das lesões no nariz, no olho e na cabeça de Chiarello. Também não explica por que o sangue parece ter corrido na horizontal, entre o nariz e a orelha do vereador, quando deveria escorrer na vertical se ele estivesse “pendurado” na hora da morte. –Esse laudo desafia a lei da gravidade- disse Uczai. –Estão brincando com a inteligência do povo- completou a professora Vanda Casagrande, que era amiga e colega de Marcelino na Escola Pedro Maciel.

>> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

A vereador Angela Vitória (PT) disse que perdeu a confiança na polícia e disse que o celular de Chiarello não foi periciado a tempo, pois 30 dias depois as informações do aparelho se apagam. As lideranças do PT solicitaram que o Ministério Público continue as investigações e vão tentar federalizar o caso.

O presidente do diretório municipal do PSD, João Rodrigues, disse que aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar. Ele afirmou que poderá mover ações contra o Partido dos Trabalhadores que tentou relacionar a morte do vereador a denúncias, algumas delas relacionadas à atual administração municipal, que é do PSD. Como pano de fundo da morte do vereador também corre a disputa política na cidade, onde o resultado de sua morte pode ser utilizada combustível na campanha eleitoral.

Uczai nega uso político do caso. O delegado Ronaldo Neckel Moretto disse que nem vai comentar sobre insinuações de que a Polícia não priorizou o caso. -Vou falar na coletiva- disse sobre a entrevista que deve ser marcada para os próximos dias.

O diretor do Instituto Geral de Perícias, Rodrigo Tasso, reconhece que o órgão ficou numa situação difícil, pois há dois laudos com conclusões diferentes. Ele argumenta que algumas situações podem levar a conclusões tanto de suicídio, quando de homicídio. Mas acredita que algum dos peritos se excedeu nas conclusões. Ele afirmou que há um relatório sobre as ligações do celular mas não tinha informações detalhadas.

Uma junta médica composta de três pessoas recebeu ontem o inquérito e deve emitir um parecer até o dia 6 de março, sobre as incompatibilidades entre os laudos.  Mesmo assim o desgaste é inevitável.


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16 fev16:46

PT quer Ministério Público investigando caso Chiarello em Chapecó

Um grupo de parlamentares do PT na Assembleia Legislativa formalizou o pedido ao Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, para que o Ministério Público Estadual participe das investigações sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó. A deputada Luciane Carminatti fez uma explanação sobre o desdobramento das investigações desde a ocorrência crime, em 28 de novembro do ano passado, até o atual estágio, salientando as incongruências do inquérito policial. Segundo ela, desde o momento em que foi decretado “sigilo nas investigações”, tem circulado muitas informações contraditórias, inclusive de autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

- As informações contidas no laudo elaborado por peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apresentam vários pontos de inconsistência e indicam que o vereador teria cometido suicídio, contrariando todas as evidências e afirmações iniciais dos próprios delegados – contesta Luciane.

>> Caso Chiarello: laudos tem conclusões diferentes

>> Ausência de ligações no celular será argumento para federalização

Os deputados Neodi Saretta e Ana Paula enfatizaram a expectativa de lideranças políticas e da população da região Oeste pelo esclarecimento da morte do vereador, que se destacava na Câmara Municipal de Chapecó por fazer denúncias de mau uso do dinheiro público.

Segundo nota do PT:

“O Procurador-Geral informou que, desde o dia da morte do vereador, promotores de Chapecó acompanham o caso. Com base nisso, Marin concordou que há vários indícios sobre a forma como o vereador foi morto e possíveis envolvidos no assassinato que merecem investigação mais aprofundada. Marin enfatizou que o MPSC tem interesse em participar das investigações e contribuir de forma efetiva na apuração dos fatos, somando esforços com a Polícia Civil e também com a Polícia Federal se o caso for federalizado, conforme reivindicam as lideranças políticas. O Procurador-Geral assumiu o compromisso de manifestar-se por escrito ao Procurador Geral da República, reforçando a disposição do MPSC em contribuir nas investigações e também reafirma a necessidade de que este caso não seja arquivado”.


BLOG DO MOACIR PEREIRA

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15 fev07:15

Caso Chiarello: laudos tem conclusões diferentes

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil de Chapecó pediu nova prorrogação para conclusão do inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello. A Polícia Civil ainda aguarda informações complementares pois os laudos até o momento foram inconclusivos. O laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico. Já outro laudo elaborado por peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis, indica suicídio.

De acordo com o advogado da família do vereador, Sérgio Martins de Quadros, o segundo laudo aponta nesse sentido pois não foram encontradas evidências de luta corporal e outros elementos que indicassem o homicídio. A tese é que o vereador teria se apoiado na cama para se enforcar.

-Esse laudo foi arranjado- acusou, atribuindo a influência de interesses políticos. –Da forma que está o inquérito será arquivado- avaliou.

Martins de Quadros disse que o primeiro laudo tem evidências de descartam o suicídio, como o sangue que escorreu na horizontal.

- Ele teria que ter se enforcado no chão e depois se pendurado- argumentou.

Ele acredita que o vereador foi morto, amarrado no chão e depois pendurado, pois havia dois sulcos no pescoço do vereador, a fita era menor que a circunferência do pescoço e o nó era firme.

– O nó foi feito por profissionais e o crime tem técnicas militares- avaliou o advogado.

Ele cogita que especialistas atuaram na morte de Chiarello. Ele afirmou que o vereador não tinha motivo para cometer suicídio e, na sexta-feira anterior ao crime, ocorrido numa segunda-feira, tinha conversado com Chiarello sobre novas denúncias de uso da máquina pública em favor pessoal, suspeita de fraude nas planilhas de transporte coletivo e o encaminhamento de um pedido de impeachmeant contra o vereador Dalmir Pelicioli (PSD), alvo de denúncias de improbidade administrativa que resultaram no seu afastamento do cargo de superintende da Prefeitura no bairro Efapi.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, também contesta a tese de suicídio.

–O que vale é o primeiro laudo o resto é manipulação- declarou. Fritsch disse que há indícios de homicídio como lesão na cabeça e no nariz e sangue nas costas do vereador.

Fritsch reclamou do segredo de justiça no inquérito. –É uma vergonha, não pode ter segredo de justiça num caso deses- afirmou. O PT deve pedir que um promotor de justiça acompanhe o caso.


>> Ausência de ligações no celular  será argumento para federalização


Diretor do IML diz que laudo é técnico e IGP é isento de política

O Diretor do Instituto Geral de Perícias José Maurício da Costa Ortiga rebateu que o advogado da família de Chiarello está sendo pago para contestar as informações. –Ele diz o que quer mas a verdade é uma só- declarou. Ele destacou que a elaboração do laudo leva em conta os fatos, pois foram realizados exames de DNA, e todo o trabalho foi técnico. –O IGP é isento de política- afirmou. Ele não vê problema que o primeiro laudo apontou indícios de homicídio e a avaliação de outros peritos tenha sido por suicídio.

- Já pensou se todo mundo torcesse pro Flamengo- comparou.

O diretor do IML só aguarda a liberação do segredo de justiça para fornecer as informações. O delegado que preside o inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, já solicitou a quebra do sigilo para a justiça.

Ortiga não disse abertamente que o laudo aponta para suicídio mas chegou a declarar “que todo mundo já sabe” e que o delegado Geral Aldo Pinheiro D’Ávila já teria dado declarações nesse sentido.

Ávila negou que tenha confirmado que o laudo do IGP tenha concluído pelo suicídio.

– Não disse que foi homicídio nem suicídio pois não vi esse segundo laudo- afirmou.

O delegado geral afirmou que isso será apontado pelos delegados responsáveis pelo caso. –Os laudos mais a investigação é que vão definir- explicou. Ele também rebateu as críticas do PT e do advogado da família afirmando que o inquérito policial é neutro.


Linha do tempo

25 de novembro: Marcelino liga para o suplente Euclides Silva dizendo que vai renunciar ao mandato.


26 de novembro: Marcelino vai na casa do deputado federal Pedro Uczai, diz que vai renunciar e afirma que está sendo ameaçado.


27 de novembro: Marcelino passa o final da tarde e o início da noite na área da casa, com a mulher e o filho.


28 de novembro: Vereador dá apenas três aulas na escola Pedro Maciel, vai para casa e é encontrado morto no final da manhã. Tese inicial é de suicídio mas polícia afirma que é homicídio.


29 de novembro: Vereador é enterrado no cemitério Jardim do Éden, centenas de pessoas prestam homenagem.


30 de novembro: advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh vai a Chapecó para acompanhar o caso. Vereador Dalmir Pelicioli (PSD), afastado da superintendência da Efapi por denúncias que teriam Chiarello como um dos autores, dá coletiva dizendo que não tem nada a ver com o crime. Alunos da Escola Pedro Maciel colam cartazes em homenagem ao professor.


1 de dezembro: Greenhalgh tem encontro com autoridades de Segurança Pública em Florianópolis. Polícia diz que crime está ligado á vida pública do vereador.


2 de dezembro: Perícia complementar é realizada na casa do vereador


3 de dezembro: Diretório do PT dá coletiva onde anuncia ação contra o Estado por vazamento de fotos do vereador. PM apreende computadores que teriam vazado as fotos.


5 de dezembro: Ato público por Justiça e Cidadania reúne entre duas e três mil pessoas.


6 de dezembro: MP anuncia que já tem roteiro do vereador entre a escola e sua casa.


19 de dezembro: Entidades fazem vigília em frente à Delegacia Regional de Polícia pedindo agilidade no caso.


28 de dezembro: Celebração em frente à Catedral Santo Antônio lembra um mês da morte do vereador.


3 a 13 de janeiro: Vigília no Salão Paroquial da Comunidade Santo Antônio, com celebrações todas as noites.


9 de janeiro: Polícia Civil pede prorrogação para conclusão do inquérito.


19 de janeiro: Delegado Ronaldo Neckel Moretto afirma que não pode passar informações pois o inquérito está sob segredo de justiça.


20 de janeiro: Lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh realizam audiência com o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão César Grubba pedindo empenho no caso e conclusão dos laudos.


27 de janeiro: Diário Catarinense tem acesso ao laudo do médico legista Antonio De Marco onde as causas da morte são apontadas como traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. Delegado de Chapecó, José Augusto Brandão, informa que polícia vai pedir nova avaliação do exame cadavérico pois considera o laudo inconclusivo.


3 de fevereiro: Caminhada na Avenida Getúlio Vargas e ato ecumênico na Praça Coronel Bertaso pede esclarecimento do caso Chiarello.


9 de fevereiro: Polícia Civil solicita nova prorrogação do inquérito.


10 de fevereiro: Deputados Pedro Uczai , Luciane Carminatti e Dirceu Dresch realizam audiência com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, para solicitar a federalização das investigações do caso Chiarello.



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