PT

14 fev20:56

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona| darci.debona@diario.com.br

A ausência de registros de chamadas telefônicas para o celular do vereador Marcelino Chiarello na manhã em que ele foi encontrado morto é um dos pontos mais intrigantes. De acordo com o advogado Sérgio Martins de Quadros, essa questão deverá ser uma das bases para convencer o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, a solicitar a federalização do caso para o Superior Tribunal de Justiça.



Sergio Martins de Quadros, advogado.



Quadros lembrou que alunos e professores da escola Pedro Maciel, onde Marcelino deu três aulas antes de ir para casa, afirmaram que ele recebeu várias ligações no celular. Só que não foi encontrado nada no aparelho e nem nos dados encaminhados pela operadora.

>> Passados 76 dias da morte do Vereador de Chapecó dúvidas ainda persistem

As ligações também não aparecem na conta de pessoas que fizeram ligações para o vereador, como um jornalista e assessores do Partido dos Trabalhadores. Nem uma mensagem enviada pela mulher de Chiarello apareceu.

O advogado acredita que alguém pode ter mexido no sistema, já que houve uma pane nos celulares da Câmara de Vereadores de Chapecó, entre a sexta-feira anterior ao crime e a segunda-feira em que Chiarello foi encontrado morto.

O Instituto Geral de Perícias seque analisando o aparelho para ver se consegue dados.


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10 fev20:18

Caso Marcelino Chiarello poderá ser federalizado

Depois de 75 dias sem respostas sobre a morte do vereador de Chapecó, Marcelino Chiarello, o deputado federal e presidente do PT, Pedro Uczai, acompanhado dos deputados estaduais Dirceu Dresch e Luciane Carminatti, se reuniu com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel. A reunião foi nesta sexta-feira em Brasília. O assunto tratado na reunião foi a federalização do caso.

No encontro Uczai relatou ao Procurador a situação em que o caso se encontra, destacando a preocupação com a demora nas investigações e a forma com que a apuração vem sendo conduzida. Uczai questionou a atuação da Secretaria Estadual de Segurança, que para ele não tem dado a devida importância diante do assassinato de um vereador.

>> Encerra prazo do inquérito do Caso Chiarello

>> Polícia Civil de Chapecó prossegue inquérito para apurar causa da morte de Marcelino Chiarello

Gurgel solicitou um relatório completo sobre o caso, para após análise, formular o pedido de federalização ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que para ele, conforme relato dos deputados, o deslocamento de competência é necessário.

- Saímos muito animados do encontro – disse Pedro. Ele acredita que o procurador vai propor a federalização do caso e inserir a Policia Federal na investigação. – Aí sim vamos ter a verdade sobre o assassinato de Marcelino -, afirma Uczai.


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08 fev08:57

PT quer garantir quarto mandato consecutivo na prefeitura de Concórdia

Praticamente isolado na oposição ao governo estadual, o PT tem em Concórdia um oásis. Candidato à reeleição, o prefeito João Girardi (PT) tentará garantir ao partido o quarto mandato consecutivo – proeza inédita para os petistas das maiores cidades do Estado.

Para impedir, o PMDB estadual sonha com uma grande aliança comandada pelo deputado estadual e ex-prefeito Moacir Sopelsa (PMDB). A composição ainda esbarra nas questões locais. Ao apresentar seu projeto para o partido na cidade, no ano passado, Sopelsa se deparou com as pré-candidaturas dos ex-secretários regionais Valmor Fianetti e Idair Piccinin (candidato derrotado em 2004), do vereador Closmar Zagonel e de Artêmio Ortigara.

Para evitar o desgaste de uma disputa interna, o deputado se afastou do processo. Com isso, ganhou força a pré-candidatura do ex-vereador e radialista Cesar Luiz Pichetti (PSD). Ele tem apoio a Gelson Merisio (PSD) na tentativa de ser uma terceira via na histórica polarização entre petistas e peemedebistas.

O cenário de três candidaturas só seria alterado com a volta de Sopelsa para o circuito, ideia defendida publicamente pelo senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Nesse caso, Pichetti poderia ser o vice.

Enquanto a oposição não se decide, o campo petista aposta na força da militância em Concórdia. Prefeito de 2001 a 2008, o deputado estadual Neodi Saretta é o principal cabo eleitoral do prefeito Girardi. Saretta mostrou força nas eleições de 2010 quando recebeu 54% dos votos da cidade para deputado estadual. Segundo mais lembrado em Concórdia, Sopelsa teve 26%.


DIÁRIO CATARINENSE


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06 fev13:17

Eleição em Chapecó deve ser polarizada entre PSD e PT

Upiara Boschi | upiara.boschi@diario.com.br

É uma tradição desde as eleições de 2000: a cada quatro anos, os chapecoenses vão as urnas decidir se a cidade será governada por um político petista ou por um político ligado ao antigo PFL – hoje filiados ao PSD.

De um lado, o prefeito José Claudio Caramori (PSD) articula para contar com uma coligação de 14 partidos. Com a força do deputado federal licenciado João Rodrigues (PSD), de quem herdou o mandato, e do presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio (PSD), o atual prefeito deve conseguir um feito que parece impossível nas maiores cidades catarinenses: repetir nas eleições municipais a aliança que dá sustentação ao governador Raimundo Colombo (PSD).

Enquanto isso, o PT ainda discute quem será seu candidato. Principal nome do partido na cidade, o ex-deputado federal Claudio Vignatti está fora. Ele prefere correr o Estado e pavimentar uma candidatura majoritária em 2014.

Estão no páreo o deputado federal Pedro Uczai e a deputada estadual Luciane Carminatti. Os petistas garantem que a escolha do nome será feita sem disputa interna. Por enquanto, pende para Uczai, que governou a cidade de 2002 a 2004, quando o então prefeito José Fritsch renunciou para concorrer a governador.

Para enfrentar a ampla coligação governista, os petistas confiam na força do partido na região. Chapecó foi a única entre as maiores cidades do Estado em que a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB) na eleição presidencial.


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27 jan15:16

Laudo pericial caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Diário Catarinense teve acesso ao laudo pericial médico da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro. No laudo, assinado pelo médico legista Antonio de Marco, foram identificadas várias lesões no corpo do vereador. Havia uma fratura no nariz, uma lesão no lado superior esquerdo da cabeça, provocada por uma pancada, e uma lesão no olho esquerdo. Havia ainda um hematoma no polegar direito e resíduos nas unhas. Na palma da mão esquerda, estava desenhada uma pirâmide.

Além disso as fotos do laudo mostram grande quantidade de sangue no rosto do vereador e manchas na camisa, tanto na frente quanto nas costas. Há também manchas de sangue na calça. A quantidade de sangue até chamou a atenção do delegado Augusto Mello Brandão, que considera um volume muito grande para se tratar de suicídio.

Parte do sangue escorreu do nariz em direção à orelha, que leva a deduzir que, ele estaria deitado quando o sangue escorreu. Os próprios delegados no início da investigação descartaram a tese de suicídio por essas informações.

No pescoço do vereador foram encontrados dois sulcos, um horizontal e outro oblíquo, provocados pela aça do notebook em que o vereador estava “pendurado” na janela de casa. O médico observou que um sulco tinha 42 centímetros de circunferência e a alça do laço da fita que estava no pescoço do vereador tinha 37,5 centímetros de circunferência .

>> Polícia Civil considera laudo médico inconclusivo

>> Advogado diz que a morte completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime

>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

Logo no dia do crime cinco delegados prestaram uma entrevista coletiva onde levantaram a hipótese de que o laço teria sido dado com o vereador no chão, pois era mais apertado que a circunferência do pescoço, e depois ele teria sido colocado próximo da janela. O delegado Alex Passos, que foi o primeiro delegado a chegar no local da morte, afirmou que não teria como ele ter dado o nó e depois ter se pendurado na grade. Não havia nem um banco ou apoio próximo ao corpo para que o vereador pudesse ter utilizado em caso de suicídio.

No primeiro atestado de óbito, o médico Antonio de Marco não coloca nem como suicídio, nem como homicídio a causa da morte. Ele assinalou a opção “outros”. Já na declaração da “causa mortis” para o seguro de vida de Chiarello, ele indica homicídio.

O Diário Catarinense tentou conversar hoje com o médico mas ele negou-se em dar entrevista.

– O que eu tinha que fazer está no laudo- disse.

Questionado se ele aponta homicídio ou suicídio declarou. –Veja o laudo e tire suas conclusões.


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27 jan10:57

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil vai solicitar uma nova avaliação do laudo cadavérico da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro. Os delegados Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Mello Brandão receberam nesta semana os laudos pericial, cadavérico e do local do crime, encaminhados pelo Instituto Geral de Perícias.

No entanto eles não ficaram satisfeitos com o resultado do exame cadavérico. –Há pontos inconclusivos- disse Brandão.

Ele não quis comentar sobre boatos de o laudo teria apontado suicídio.

–Se foi homicídio ou suicídio só vamos falar no final do inquérito-disse Brandão. Ele afirmou que o caso está sob segredo de justiça.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto afirmou que o pedido de segredo de justiça foi solicitado na semana passada “para não prejudicar as investigações”.

>> Secretaria garante agilidade na investigação da morte do vereador de Chapecó.

>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello.

Brandão disse que a Polícia quer a opinião de outro médico sobre o exame cadavérico. E que vai aguardar os resultados. O certo é que uma nova prorrogação do inquérito será solicitada. Neste sábado, dia 28, completam dois meses da morte de Chiarello.

No dia da morte a primeira impressão era de suicídio. Mas, posteriormente, os própios delegados consideraram que o suicídio era forjado e começaram a tratar o caso como homicídio.

O atestado de óbito indicou como causa da morte a asfixia, causada pela fita em que o vereador foi encontrado enforcado na janela de casa, e por traumatismo craniano, causada por uma pancada na cabeça.

Brandão disse que, mesmo sem uma posição conclusiva, a Polícia Civil segue as investigações. Na semana passada foram tomados vários depoimentos. –Precisamos esclarecer todos os pontos- concluiu.


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21 jan09:59

Caso Marcelino Chiarello

Natália Viana | natalia.viana@diario.com.br

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, garantiu que pedirá agilidade na conclusão dos laudos técnicos do inquérito que investiga a morte do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello.

Marcelino Chiarello.

O anúncio foi feito durante uma reunião, ontem à tarde, com lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh, que por enquanto descarta a hipótese de solicitar a federalização do caso.

A audiência foi solicitada por Greenhalgh com o argumento de que a morte do vereador completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime.

Segundo o advogado, ele decidiu procurar o secretário após conversar com os delegados responsáveis pelo caso, Ronaldo Moretto e Augusto Brandão, que afirmaram depender dos resultados das perícias técnicas para continuar trabalhando no inquérito.

Greenhalgh explica que são necessários três laudos: o do local da morte, o da quebra do sigilo telefônico e o laudo da autopsia.

— O legista diz que assinou o laudo em 22 de dezembro e estranhamente este ainda não foi incluído no inquérito. O telefone celular do vereador foi entregue à Polícia no dia da morte, mas até agora não veio nada sobre a quebra do sigilo telefônico para saber para quem Marcelino Chiarello ligou e de quem recebeu ligações. E o laudo do local da morte também não apareceu ainda — diz o advogado.

>>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

De acordo com o presidente estadual do PT, José Fritsch, como o secretário afirmou que solicitará ao Instituto Geral de Perícia (IGP) que agilize os laudos e apresente as conclusões em uma semana, os dirigentes do partido aguardarão este prazo.

Ele assinala que a principal reivindicação do PT é que a Polícia Civil considere a gravidade do caso e priorize o inquérito.

— O que nos parece é que foi um crime elaborado e que a Polícia precisa ter o mesmo nível de elaboração para conseguir descobrir o que ocorreu — completa a vereadora de Chapecó, Angela Vitória.

Greenhalgh afirma que saiu satisfeito da reunião e que, por enquanto, descarta a hipótese de pedir a federalização das investigações. Para o criminalista, o secretário César Grubba, sabe que pode contar com o apoio da Polícia Federal se necessário.

O delegado-geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, destacou que a Polícia Civil está trabalhando no inquérito e que acredita que a demora na conclusão dos laudos se deve à complexidade envolvida.

Ele confirmou que será pedido ao IGP a agilização dos laudos e rebateu as críticas sobre a demora nas investigações afirmando que a Polícia Civil “confia” na competência dos dois delegados que estão trabalhando no caso.

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20 jan07:05

PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Lideranças do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh terão uma audiência hoje, às 14 horas, como o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Cesar Grubba, para tratar da investigação da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado.

–A Secretaria de Segurança Pública não colocou a investigação da morte do vereador como prioridade – disse o deputado federal, Pedro Uczai, que vai participar do encontro.–Vamos cobrar qual é a posição do Secretário- explicou.Ele disse que está preocupado com a demora na conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias e com a falta de informações sobre o avanço nas investigações.

– Já passaram 50 dias e muito pouco se sabe- argumentou. Até o momento ninguém foi preso e a Polícia Civil não repassou informações sobre possíveis suspeitos.

>> Delegado diz que inquérito está sob sigilo

Uczai considera que o caso deveria receber mais apoio, pois apenas dois delegados ficaram no caso, sendo que um deles, Augusto Mello Brandão, acumulou a delegacia regional nas férias da titular Tatiana Klein Samuel. O outro delegado, Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo inquérito, também acumulou a responsabilidade de investigação de outros crimes. –Por que a DEIC não foi ajudar- questionou Uczai.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, considera estranha essa demora e até já ouviu circular boatos de que a tese de suicídio voltaria à tona, mesmo após ter sido descartada pelos delegados que presenciaram a cena do crime.

– Será que estão querendo construir a tese de suicídio- provocou Fritsch. Ele afirmou estar muito preocupado. –Não existe crime perfeito- conclui Fritsch.

A vereadora Angela Vitória, colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, sente-se desconfortável com a situação. –É muito angustiante- explicou. Ela teme que a demora atrapalhe o esclarecimento do caso. –Os indícios vão desparecendo- argumenta. A vereadora citou que, se for necessária a exumação do corpo do vereador, que ela seja feita logo para não deixar dúvidas.

O criminalista Luiz Eduardo Greehnhalgh, que atuou em vários casos nacionais como na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, vem para Santa Catarina para discutir a possibilidade de federalizar o caso. Até um abaixo assinado com esse pedido está circulando em Chapecó.

-A sociedade quer uma solução e se a Polícia Federal ajudar será bem-vinda- argumentou Uczai.


Familiares não querem falar sobre o caso

A casa do vereador Marcelino Chiarello, onde ele foi encontrado morto, permanece fechada desde o dia 28 de novembro. A mulher e o filho dele estão com familiares. E não conversaram com a imprensa. Os irmãos do vereador não quiseram falar. Segundo a sogra de Chiarello, Deolinda Guarnieri, a família não está preparada para falar.

– Nós estamos ainda tomando remédio e nem dormimos direito- explicou. Eles estão recebendo acompanhamento psicológico.

Além disso há um receio dos familiares pois não sabem quem matou o vereador. –Ele mexia com muita gente pois não tolerava corrupção- disse a sogra. A família recebeu escolta policial nas primeira três semanas após a morte. Atualmente a Polícia Militar continua fazendo rondas próximo da casa onde estão morando e a família também toma cuidado e informa quando vai sair de casa.

A esposa de Chiarello pediu licença de saúde da escola onde dava aula. Dione Chiarello sempre foi reservada e não gostava muito de aparecer nos eventos públicos. Seu único comunicado foi uma carta que escreveu num panfleto divulgado nos 30 dias da morte do vereador. Lá ela comentava sobre a dor de passar o Natal sem o marido e pai de seu filho e cobrava uma solução para o crime.


MP também demonstra preocupação

A falta de uma solução para o caso da morte do vereador Marcelino Chiarello também está preocupando o Ministério Público. O promotor Fabiano Baldissarelli disse que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) auxiliou na coleta das imagens das câmaras de segurança particulares no trajeto da escola onde o vereador dava aula até sua casa e indicou algumas testemunhas. Mas depois não foi mais solicitado o apoio.

– Nós ajudamos no começo, mas depois eles assumiram e não quiseram compartilhar as informações- disse Baldissarelli.

O promotor disse que a Polícia Civil assumiu o caso sozinha mas até agora não solucionou o caso. –O tempo está passando e a polícia tem que dar uma resposta para a promotoria e para a sociedade- avaliou o promotor.

Baldissarelli entende que o caso da morte do vereador, apesar de ser um crime complexo, não seria um caso para federalização, pois não envolve interesses da União ou interestaduais. –A Polícia Civil não existe só pra resolver furto, senão existem outros 200 casos em Santa Catarina que teriam que ser federalizados- argumentou o promotor.

Mas, se for necessário para esclarecer o caso, até considera válido. Ele informou que o inquérito parcial foi repassado para o promotor Moacir Dalmagro, que será o responsável pela acusação.


Como funciona a federalização

A partir da emenda Constitucional 45, de 30 de dezembro de 2004, foi permitida a transferência da investigação para a Justiça Federal. O pedido deve ser encaminhado ao Procurador Geral da República que faz a solicitação para o Superior Tribunal de Justiça, que repassa a competência do caso para a Justiça Federal. O primeiro caso de pedido de federalização foi no caso do assassinato da freira Dorothy Stang, ocorrida em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, no Pará. Veja o que diz a emenda:

“Artigo 109, parágrafo 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.”




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15 dez12:10

Diversidade de atuação de Chiarello amplia investigação

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Passados 18 dias da morte do vereador Marcelino Chiarello a falta de um nome responsável pelo crime ou de uma prisão deixam ansiosa a população de Chapecó e região. O delegado Ronaldo Neckel Moretto disse que a polícia segue o trabalho de investigação e tem algumas hipóteses, que ainda não pode revelar. No entanto ele disse que a investigação é ampla em virtude do perfil combativo e atuante do vereador em várias frentes. Ele era uma espécie de porta-voz de movimentos sociais e sindicais como atingidos por barragem, sem terra, pescadores e professores, entre outros.

O promotor de Justiça Jackson Goldoni informou que o vereador era autor ou auxiliava em várias denúncias e ações. A mais recente resultou no afastamento do superintendente da Efapi, Dalmir Pelicioli, por improbidade administrativa. Mas houve outras pedindo revisão das planilhas de custo do transporte público e também ações na área ambiental. Ele também era um opositor ferrenho da administração municipal de João Rodrigues e de seu sucessor, José Cláudio Caramori, onde também apontava algumas irregularidades. Também era contra a terceirização da merenda escolar.

- As pessoas o procuravam pois sabiam que ele levava adiante as denúncias – afirmou a também vereadora do PT de Chapecó, Ângela Vitória.

>> PT busca manter caso Chiarello na mídia

>> Morte de Marcelino Chiarello intriga a polícia e a comunidade

>> MP já tem roteiro do vereador encontrado morto em Chapecó

Lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente estadual, José Fritsch, e o presidente municipal, Pedro Uczai, entraram em contato com a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

- Nós colocamos para os delegados que a estrutura federal está à disposição – disse Uczai. No entanto ele reiterou a confiança nos delegados que estão à frente do caso.

Moretto afirmou que, até o momento, não sentiu necessidade de pedir apoio federal. Mas não descartou essa sugestão.

-É lógico que se for necessário algum recurso ou equipamento mais sofisticado nós vamos solicitar- explicou. Em relação à pessoal ele não vê necessidade de reforço. -Nós temos um grupo focado- argumentou.

A Polícia tem 30 dias para concluir o inquérito. Mas este prazo pode ser prorrogado. -Temos que fazer um trabalho bem feito- concluiu.




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10 dez15:04

PT busca manter caso Chiarello na mídia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Partido dos Trabalhadores está trabalhando para que o caso da morte do vereador Marcelino Chiarello (PT), ocorrida no dia 28 de novembro, não seja esquecido. A estratégia é manter uma cobrança permanente de solução do caso, por meio de uma série de ações. Na segunda-feira passada houve um ato público em Chapecó. A reunião do diretório estadual do partido, que era para acontecer em Florianópolis, neste sábado, foi transferida para Chapecó. Além disso foi prestada uma entrevista coletiva na manhã deste sábado.

Durante a coletiva o presidente do diretório estadual, José Fritsch, disse que os objetivos de realizar a reunião em Chapecó são prestar uma homenagem ao companheiro morto e manter vigilância permanente sobre o caso. Lideranças do partido mantém contato com os delegados que acompanham o caso e também com o advogado nacional do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh, que está prestando “consultoria” no caso.

O deputado federal Pedro Uczai, informou que a Polícia já solicitou informações mais detalhadas das ligações telefônicas do vereador, já que não apareciam ligações ou mensagens que ele teria recebido na manhã que foi morto. O objetivo também é saber as ligações não atendidas e quem ligou para ele nos dias anteriores à sua morte. Para as lideranças do PT a morte do vereador está ligada às denúncias que ele fazia ou que ainda iria fazer.


>> Morte de Marcelino Chiarello intriga a polícia e a comunidade


Os deputados estaduais Dirceu Dresch e Luciane Carminatti, a vereadora Ângela Vitória e o ex-deputado Cláudio Vignatti também participaram da coletiva. A vereadora Ângela Vitória disse que vai entrar com um projeto na Câmara para que 28 de novembro seja um dia de celebração da paz, justiça e cidadania.

Além de falar sobre o caso Chiarello o PT discutiu sobre o calendário eleitoral de 2012.




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