Relatório

19 jul14:47

Número de mortes por Gripe A em Santa Catarina sobe para 62 e casos para 685

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

Último relatório da Diretoria de Vigilância Epidemilógica (Dive) de Santa Catarina traz dez novas mortes pelo vírus H1N1 totalizando 62 em todo o Estado. O número de casos também aumentou para 685.

Os números mostram que o vírus está mais forte, ou seja, a taxa de mortalidade passou de 7% para 9%. O das outras gripes conhecidas como comums está bem abaixo com apenas 167 casos e 6 mortes.

Desde 2009, quando 144 pessoas morreram em decorrência da infecção, o Estado não registrava um número tão elevado. No ano passado, nenhuma morte foi registrada apesar das cinco notificações feitas a partir de exames laboratoriais. Em 2010, houve 23 casos, sendo duas mortes. Há três anos, quando houve a pandemia mundial, 144 pessoas morreram em SC e foram notificados 3.029 casos.


As novas mortes

Residente em Fraiburgo, feminino, 33 anos, Tabagismo e Depressão,

Residente em Blumenau, masculino, 38 anos, Hipertensão Arterial Sistêmica e tabagismo

Residente em Fraiburgo, feminino, 48 anos, sem registro de doença crônica

Residente em Videira, feminino, 43 anos, Hepatopatia crônica e Hipertensão Arterial Sistêmica

Residente em Blumenau, feminino, 52 anos, Pneumopatia Crônica

Residente em Capivari de Baixo, feminino, 39 anos, Obesidade

Residente em São José, feminino, 83 anos, Imunodeprimido

Residente em Florianópolis, feminino, 43 anos, Pneumopatia Crônica

Residente em Ituporanga, feminino, 69 anos, Pneumopatia Crônica

Residente em Criciúma, masculino, 63 anos, Cardiopatia Crônica


DIÁRIO CATARINENSE



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27 jan09:27

Renegociação de dívidas é autorizada

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A renegociação das dívidas agrícolas dos agricultores atingidos pela estiagem foi autorizada ontem pelo Conselho Monetário Nacional. A medida já havia sido anunciada em Chapecó, no dia 16 de janeiro, com a presença dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, do ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento. No mesmo ato os ministros e o Governador Raimundo Colombo anunciaram um pacote de R$ 28,6 milhões para o combate à estiagem.

A medida autorizada ontem permite que agricultores com financiamentos que venceriam no início do ano possam prorrogar seus vencimentos para 31 de julho. As regras valem para produtores de milho, soja e feijão dos três estados do Sul em municípios com situação de emergência. Em Santa Catarina são 85 municípios com decreto. A regra não vale para produtores cobertos pelo seguro agrícola.



Durante o anúncio da medida no dia 16 de janeiro.



Para o coordenador estadual da Federação da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) Alexandre Bergamin, a medida tem pouco efeito nos contratos de custeio de lavoura, pois a maioria já vencia em junho ou julho. Mas ajuda nos contratos de financiamento para investimento nas propriedades.

– Os produtores poderão pegar o dinheiro do pagamento e investir na safrinha- explicou.

Bergamin disse que os agricultores pouco foram beneficiados com as medidas até agora. Eles pedem ao governo do estado a anistia do pagamento do programa Troca-Troca de sementes e calcário. Para o Governo Federal foi entregue uma pauta de reivindicação de um salário mínimo por produtor durante seis meses e uma linha de financiamento denominada Mais Água, para implantação de cisterna e rede de irrigação para dois a cinco hectares, com subsídio de 50% no valor.


SC entrega relatório de perdas que chega a R$ 510 milhões

O Governador Raimundo Colombo entregou ontem um relatório das perdas com a estiagem ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Os dados da Epagri apontam perdas de R$ 510 milhões. O governador também encaminhou pedido de inclusão dos municípios do Oeste no programa Águas para Todos, do Governo Federal.

O secretário de Defesa Civil de Santa Catarina, Geraldo Althoff, disse que houve uma reunião na semana passada com o Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina. O objetivo foi solicitar a reavaliação do projeto que prevê 555 ações preventivas de combate à estiagem, desenvolvido em 2006. A intenção é apresentar novamente um projeto a médio e longo prazo para amenizar os efeitos da estiagem.

Na década passada Santa Catarina teve sete estiagens.


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26 jan14:50

Relatório sobre a estiagem será entregue ao Governo Federal

O relatório completo com os dados da estiagem que afetou Santa Catarina nos últimos meses, elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri, será entregue pelo governador Raimundo Colombo ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, nesta quinta-feira.

Santa Catarina será o primeiro Estado atingido a entregar o documento. O governador também cumpre agenda no Ministério de Minas e Energia (MME), onde será apresentado programa para substituição de redes elétricas rurais no Estado.

Os dados da Epagri a serem expostos em Brasília apontam 85 municípios catarinense, que abrigam o total de 498.444 mil habitantes, afetados pela estiagem. Na região, estão localizadas 36% dos 193 mil estabelecimentos agropecuários existentes no Estado e estima-se que os prejuízos no setor ultrapassem os R$ 510,6 milhões. Milho, soja, feijão e leite concentram as maiores perdas.

Mais de 700 mil toneladas de milho já foram perdidas, o que corresponde a cerca de R$ 275 milhões em prejuízos. No caso da soja, as 169 mil toneladas perdidas correspondem a um débito de R$ 115 milhões. De feijão, o estudo aponta perda de 4,2 mil toneladas, o que equivale a R$ 5,6 milhões de prejuízo. Por fim, a produção leiteira também foi comprometida, uma vez que a região oeste responde por 73% da produção estadual. Até o momento, os produtores deixaram de entregar à indústria volume de aproximadamente 29,2 milhões de litros de leite, representando prejuízo aproximado de R$ 22,5 milhões.

Integram a comitiva os secretários de Articulação Nacional, Acélio Casagrande; de Defesa Civil, Geraldo Althoff; os presidentes da Celesc, Antônio Gavazzoni; e do Badesc, Nelson Santiago; o senador Luiz Henrique da Silveira e o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing.


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