Respiratórias

25 jun11:43

Fique longe do atchim! Saiba como se proteger das principais doenças de inverno

Com a chegada do inverno e do frio, o drama começa: as vias aérea ficam congestionadas e a tosse e o espirro fogem do nariz sem pedir licença. E não apenas as doenças respiratórias são típicas da estação: otite, gastroenterite e amigdalite também aparecem com frequência.

A regra número 1 para evitar esses males é simples e deve ser levada à risca principalmente em escolas e creches, tanto pelos funcionários quanto pelos alunos: lavar as mãos sempre que possível.

— É interessante ensinar para as próprias crianças que coloquem a mão em frente à boca se forem espirrar ou tossir, que lavem as mãos sempre e que utilizem também o álcool gel — sugere o pediatra Marcelo Pavese Porto.

Além disso, manter uma alimentação saudável é fundamental para prevenir quadros virais e doenças respiratórias, destaca o pediatra Erico José Faustini.


As principais doenças da estação:


Respiratórias

— São as mais comuns, como gripe, asma, sinusite, bronquiolite e pneumonia. As crianças menores são as que mais sofrem, já que o sistema imunológico ainda não está totalmente ativo.

— Nas crianças com menos de um ano, um quadro respiratório prevalente é o de bronquiolite. A infecção dos bronquíolos é transmitida via oral e requer atenção especial dos pais. Chiado no peito, tosse e respirações rápidas são os sintomas mais comuns.


Otite

— Com o aparelho respiratório e o auditivo em formação e ainda interligados, os bebês têm grande propensão a ter otite. Os germes localizados nas fossas nasais se propagam com facilidade até o ouvido e podem causar um quadro de infecção. A criança com dor e diminuição da audição costuma ficar mais irritada e inquieta, recusa alimentação e apresenta febre. Para o tratamento, é receitado antibiótico.


Gastroenterite

— Causada por vírus ou bactérias, a gastroenterite tem como sintomas mais comuns diarreia, náusea e vômito. Pode ocorrer em sequência a um quadro de resfriado. Como perde-se bastante líquido, é importante a hidratação com chás, sucos ou água. Os pais devem redobrar a atenção caso as crianças urinem menos e apresentem olhos fundos, saliva grossa e pele enrugada.


Amigdalite

— O processo de inflamação das amígdalas ocorre em complicação bacteriana ou viral de um resfriado. Começa com tosse e coriza nasal. Caso a criança apresente febre elevada, é importante usar um antitérmico. Outros sintomas são dor na garganta e dificuldade para engolir.

— A transmissão se dá no contato humano. Logo, é importante que os pais evitem que a criança esteja no mesmo ambiente de outras pessoas com quadros virais. O tratamento é feito com antibiótico prescrito por um médico.


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21 jun09:39

Incidência de doenças respiratórias aumenta de 30 a 40% nos meses frios

A pneumonia atinge cerca de 2,1 milhões de pessoas, anualmente, no Brasil. De acordo com dados do DATASUS (Banco de dados do Sistema Único de Saúde) a doença é a principal causa de internação hospitalar. Causada principalmente pela bactéria Pneumococo, a pneumonia se caracteriza pela infecção dos alvéolos pulmonares, que se enchem de muco e outros líquidos, o que impede o bom funcionamento dos pulmões.

Para o Dr. Alex Macedo, mestre em pneumologia pela Unifesp, o comportamento das pessoas durante o inverno também colabora para a incidência das doenças respiratórias, inclusive da pneumonia.

— Com o frio, as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados, o que favorece a contaminação bacteriana — explica o especialista. Quando as defesas do organismo ficam mais suscetíveis a doenças, as bactérias que causam a pneumonia podem ser aspiradas pelo ar, sendo possível também a contaminação por meio de gotículas de saliva e secreções infectadas.

Os principais sintomas da pneumonia são febre alta, tosse com secreção, dor no tórax, alterações da pressão arterial, mal-estar, falta de ar, respiração ofegante, prostração, suor intenso, calafrio, tremores e falta de apetite. Assim que a doença for diagnosticada, o tratamento deve ser iniciado. Segundo Macedo, 80% dos casos podem ser tratados em casa, enquanto 20% necessitam de internação.


Veja as dicas do especialista para prevenir a pneumonia e outras doenças respiratórias:

Líquidos: o consumo de líquidos é indispensável. É essencial que a pessoa beba bastante água. Quem não ingere líquidos pode ter certeza que terá mais chances de pegar um resfriado ou uma gripe. Não só água, mas também sucos de frutas ricas em vitamina C – laranja, acerola, maracujá, por exemplo – são boas pedidas.

Ventilação: com o frio, as pessoas preferem ficar em lugares fechados e quentes. Isso é prejudicial à saúde, porque sem ventilação, as chances de pegar alguma doença viral ou bacteriana são maiores.

Alimentação: cuidar bem da alimentação, ingerindo muitas frutas, verduras e legumes é essencial para garantir o bom funcionamento do organismo, especialmente dos sistemas de defesa.

Respiração: colocar uma bacia com água no quarto é uma boa dica para os dias mais secos. O procedimento evita irritações nasais e previne problemas respiratórios. Da mesma forma e pode-se usar o umidificador.

Histórico: para aqueles que já têm problemas respiratórios, recomenda-se a continuação do uso dos medicamentos. Além da prevenção em casa, é necessário que haja um acompanhamento médico. Uma coisa importante é nunca fazer a automedicação.

Cigarro: esse é o maior inimigo da saúde respiratória e manter-se longe do fumo é sempre uma ótima opção. Caso a pessoa seja fumante e não consiga deixar o hábito, ao menos diminuir a quantidade de cigarros por dia é importante.


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07 mai16:21

Rinite é a enfermidade de maior prevalência entre as doenças respiratórias crônicas

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% a 40% da população mundial sofre de doenças alérgicas, sendo que 300 milhões de indivíduos têm asma e 400 milhões são afetados anualmente por rinite alérgica, fator de risco para a asma.

A poluição ambiental, a fumaça do cigarro e as infecções virais atuam como fatores agravantes de crises alérgicas em portadores de asma e rinite. Esta última, a enfermidade de maior prevalência entre as doenças respiratórias crônicas, acomete cerca de 29,6% dos adolescentes e 25,7% dos estudantes de escolas brasileiras, segundo o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância.

É preciso ter atenção, pois o retardo na identificação das doenças alérgicas pode resultar em maior número de complicações e a consequente necessidade de internação. Para alertar a população, a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) promove a Campanha de Prevenção das Doenças Alérgicas, que tem como marco o dia 7 de maio.

De acordo com a especialista em alergia e imunologia Regina Watanabe Di Gesu, presidente da Asbai Regional RS, as características climáticas do Rio Grande do Sul colaboram para a incidência de alergias.

— A localização geográfica do Rio Grande do Sul, com estações climáticas bem definidas, facilita a proliferação dos ácaros da poeira domiciliar e dos fungos que são responsáveis pela maior frequência das crises alérgicas respiratórias no outono e inverno, além de possibilitar maior contato com os pólens na primavera — afirma Regina.


Saiba mais

:: As doenças alérgicas, como as anafilaxias, alergias alimentares, asma, rinite e conjuntivite podem em alguns casos ocorrer no mesmo indivíduo.


:: Há também as reações adversas aos medicamentos e as reações a picada de insetos (abelhas, marimbondos e formigas). O diagnóstico e tratamento especializado são recomendados, pois em algumas situações podem ser potencialmente fatais, como no caso das alergias ali mentares, das anafilaxias e da asma grave.


:: A reação anafilática é uma reação generalizada, que se inicia por manchas vermelhas na pele com coceira, inchaço nos olhos ou lábios, vômitos, tosse e dificuldade respiratória. Seu início é súbito e apresenta potencial risco de vida.


:: As principais causas da reação anafilática são os alimentos, os medicamentos, as picadas de insetos.


:: A rinite se caracteriza por crises de espirros, secreção nasal aquosa, entupimento nasal e coceira, muitas vezes afetando também os olhos.


:: Para o diagnóstico da rinite alérgica, a história clínica deve ser complementada pela pesquisa de sensibilização aos substância capaz de desencadear reações alérgicas, por meio de testes cutâneos ou dosagem de anticorpos específicos no sangue do paciente.


:: Pode ser confundida com resfriado comum ou gripe, que, de modo geral, apresentam comprometimento do estado geral com dores no corpo, febre ou dores de garganta.


:: Embora existam dúvidas em relação ao aumento observado das doenças alérgicas nos últimos anos, estudos científicos reforçam, como forma de prevenção, a orientação para que o aleitamento materno exclusivo seja orientado e incentivado nos primeiros meses de vida.

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