Rodrigo Gral

25 dez17:38

"Sou feliz em Chapecó", disse Rodrigo Gral

Sirli Freitas – sirliane.freitas@diario.com.br

Rodrigo Gral acertou a permanência na chapecoense em 2013. O atacante que chegou aos 500 gols nesta temporada, acertou contrato até o fim do Campeonato Catarinense, e se não tiver lesões, estenderá o acordo para a série B. A apresentação do atacante e demais jogadores ocorre no dia 26 de dezembro, quando inicia a pré- temporada do clube. De férias em Porto Alegre, e feliz com o acerto, o atleta conversou com nossa equipe por telefone.

Diário Catarinense Como foi o acerto com o clube e porque demorou tanto para sair?

Rodrigo Gral – A diretoria tinha a opção de 6 meses e não me agradava porque eu tinha outras equipes interessadas tanto no Brasil como fora com contratos maiores. Eu sempre manifestei minha vontade de permanecer e conseguimos chegar num acordo financeiro, como ano passado eu tinha patrocinadores e não cobrava honorários do clube, esse ano o contrato foi firmado sem passar o teto estipulado pelo clube. Eu estou muito feliz e ganhei meu presente de natal antecipado com este acerto.

DC - A Chapecoense vai lutar pelo título, ou há outro favorito?

Gral – Eu já me imagino em campo no primeiro jogo contra o Palmeiras pela série B e o torcedor fazendo aquela festa, mas primeiro vou me empenhar ao máximo no Catarinense, além disso é um sonho disputar o Catarinense e buscar o título.

DC- A lesão que o atrapalhou na reta final da Série C do Brasileiro está totalmente superada?

Gral –Estou ansioso e preparado para voltar a jogar. Agradeço muito ao médico Mendonça e ao preparador físico Anderson Paixão que me ajudaram muito, sei da minha instabilidade mas sei também dos objetivos que quero  alcançar no próximo ano e isso é muito importante para mim.

DC- Como será competir com centroavantes como Lima e Zé Carlos no Estadual?

Gral – São dois grandes atacantes e artilheiros, o Lima vem se destacando no Joinville a algumas temporadas e fazendo muitos gols e o Zé Carlos não preciso nem comentar, o número de gols que ele fez este ano deixa claro sua qualidade de artilheiro. Vai ser uma ótima disputa espero que no final a Chapecoense saia vencedora.

DC- Você se vê como um líder dos atletas, escolhido pelo torcedor?

G ral– Estou muito feliz com a cidade e o torcedor que me abraçou. Chapecó é minha cidade, é o meu time do coração e isso pesou muito na minha decisão em permanecer.  Sei que vamos receber muito bem os novos contratados. Formamos uma família para conseguir o acesso e agora precisamos trabalhar mais forte, foi apenas um objetivo alcançado temos o catarinense e a série B pela frente.

DC- Um recado de fim de ano para o torcedor do Verdão.

Gral – Feliz natal para todos os chapecoenses e para minha família. Em 2013 ficamos entre os 40 melhores times do Brasil e vai ser um ano diferencial para nós torcedor e especialmente para mim como atleta. Obrigado pelo carinho que demonstraram por mim.

Comente aqui
18 dez21:02

Rodrigo Gral renova contrato com a Chapecoense até 2013

Depois de participar da campanha do acesso à Série B da Chapecoense, o atacante Rodrigo Gral renovou seu contrato até 2013. A decisão foi tomada após uma reunião entre dirigentes do clube e o representante do jogador na tarde desta quinta-feira.

A negociação entre Gral e a Chapecoense vinha se arrastando nos últimos dias. Apesar de acertados na parte salarial, a duração do vínculo não agradava ao jogador, que esperava assinar por mais um ano e jogar a segunda divisão. Feliz por renovar e permanecer no time de coração, o atacante irá se reapresentar no dia 26, para começar a pré-temporada.

_ Tem um fato na história que marcou o Dia do Fico, a permanência de Dom Pedro no Brasil, não? Então hoje sou eu que digo que fico _ brincou o jogador.

A Chapecoense estreia na temporada 2013 diante do Joinville, fora de casa, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense, no dia 20 de janeiro. O camisa 9 está confiante na participação do clube e projeta um ano vitorioso.

– Tenho certeza que podemos chegar nas finais no Estadual e entrarmos fortes na Série B. Será uma grande temporada para nós e toda a comunidade que não me canso de agradecer, porque sem dúvidas jogos importantes serão realizados em Chapecó, com transmissão para todo Brasil, o que acarreta em maior visibilidade – ponderou

Comente aqui
06 dez10:38

Rodrigo Gral faz doação de cestas básicas e brinquedos

O atacante da Chapecoense, Rodrigo Gral, realizou na tarde da quarta-feira, dia 5, a doação de 30 cestas básicas e 300 brinquedos. As doações foram entregues para o Centro de Convivência dos Idosos e para o Programa Viver de Chapecó.

Para o atleta essa troca é muito saudável.

- Trouxe algo para eles e recebi em troca força e carinho para seguir mais forte no meu trabalho – disse Gral.

Comente aqui
23 nov21:12

Rodrigo Gral sofre como torcedor do Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O atacante Rodrigo Gral acompanhou a eliminação da Chapecoense, no empate por 0 a 0 contra o Oeste, pela televisão Recuperando-se de lesão, ele assistiu a partida no hall do Hotel Lang, onde reuniu amigos, familiares e seu companheiro de clube, Mateus Paraná. Duas bandeiras da Chapecoense foram colocadas debaixo da televisão, onde Gral acompanhou a transmissão pela Sportv.

Usando uma camisa retrô da Chapecoense de 1979, Gral sofreu muito durante o jogo. Para conter a ansiedade, devorou alguns pastéis e até um pirulito. Ele já previa dificuldade.

–Um a zero é goleada – previu.

Quando a partida iniciou fez o sinal da cruz. E ficou preocupado com o primeiro chute do Oeste,que Nivaldo mandou para escanteio. Na cobrança, quase o Oeste marca.

– Assim querem me matar – suspirou.

Depois começou a lamentar as chances perdidas.

– Tinha que fazer o gol – reclamou.

Gral foi ficando cada vez mais preocupado ao ver a dificuldade do time. Sua vontade era estar lá para ajudar os companheiros.

– Só torcer é difícil – afirmou no intervalo.

Ele havia se dedicado à recuperação durante a semana para poder estar em condições de disputar a final. Mesmo a quase mil quilômetros de distância, ele tentava incentivar os companheiros:

- Vai, vai – dizia.

O tempo foi passando e a preocupação começou a virar impaciência. –Agora, pôe na área- sugeria.

A partida ia se encaminhando para a final, mas Gral não desistia.

– Vai ser aos 45 minutos – disse tentando se animar.

Nos últimos ataques gesticulou muito com as chances perdidas. Ele avaliou que o resultado no primeiro jogo, em Chapecó, foi determinante.

- Infelizmente não deu mas tem que dar os parabéns a todos porque o objetivo maior foi alcançado – concluiu.

Ele recolheu as bandeiras com os olhos marejados. Mas espera que elas sejam estendidas em breve para novas conquistas


FICHA TÉCNICA

OESTE-0

Jailton

Alex Silva

Eduardo

Dezinho

Piauí

Ligger

Paulo Vitor

Wanderson (Samuel)

Jheimy (Marcinho)

Ricardo Oliveira

Serginho (Lele)

Técnico: Luís Carlos Martins



CHAPECOENSE-0

Nivaldo

Fabiano

André Paulino (Galiardo)

Rafael Lima

Gilton (Eliomar)

Wanderson

Paulinho Dias

Athos (Thuram)

Neném

Henrique

Técnico: Gilmar Dal Pozzo



Arbitragem: Edmar Campos da Encarnação-AM, auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios-SE e Elicarlos Franco de Oliveira-BA Cartões amarelos: André Paulino, Fabiano, Athos e Wanderson(C), Piauí, Ligger e Ricardo Oliveira (O)

Local: Estádio Municipal dos Amaros, em Itápolis-SP


Comente aqui
20 nov08:52

Efeito Rodrigo Gral na Chapecoense

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Rodrigo Gral, o atacante dos 500 gols, multiplicou a média de gols da Chapecoense nas partidas em que esteve em campo, passando de 0,5 para 2,7 por jogo. Infelizmente a Chapecoense não pode contar com o “efeito Gral” nas partidas das semifinais da Série C contra o Oeste.

O atacante, que se recupera de uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda, não atuou nas duas últimas partidas e não poderá jogar na próxima sexta-feira, contra o Oeste, em Itápolis.

– Ele só volta para a final, se a Chapecoense passar pelo Oeste – previu o fisioterapeuta do clube, Guilherme Dias Carli.

Ele informou que o atacante teve uma lesão grau 2, com ruptura de algumas fibras musculares, o que prevê entre 14 e 21 dias parado. A lesão foi no dia 5 de novembro. O médico Carlos Mendonça até conseguiu acelerar o processo de recuperação, com aplicação de PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que consiste na retirada do sangue do próprio jogador, seleção e aplicação das plaquetas no local da lesão.

Na segunda-feira, dia 19, Gral correu no gramado do Condá. Mas continua fazendo fisioterapia e reforço muscular, na academia. Na quinta ou sexta-feira deve ser liberado para o preparador físico Anderson Paixão.

A partir do dia 26 de novembro, poderia voltar a treinar com bola. Gral disse que está chateado por não poder participar das semifinais.

– A gente sofre mais fora – declarou. Mas ele segue treinando confiando que seus companheiros vão conseguir a vaga para a final.

Gral agradeceu a comissão técnica e os companheiros, que o ajudaram muito na Chapecoense. Ele acredita que o motivo do time fazer mais gols quando joga é que a marcação dos adversários tem uma preocupação maior com sua presença.

– Geralmente tem dois me marcando e meus companheiros, que são inteligentes, aproveitam o espaço- explicou.

O certo é que Gral faz a diferença no time da Chapecoense. Mas desta vez o time vai ter que se virar sem ele.

Caso a Chapecoense não chegue na final da Série C inicia na próxima semana a troca do gramado da Arena Condá. Na segunda-feira, o presidente Sandro Pallaoro esteve em Xanxerê, visitando o estádio municipal Josué Annoni. Outra opção seria o Domingos Machado de Lima, em Concórdia.


“Falei pro pessoal que o ano não vai terminarna sexta-feira;

quero estar com eles na final” Rodrigo Gral, atacante da Chapecoense


Com Gral

Jogos: 7

Vitórias: 5

Empates: 0

Derrotas: 2

Gols marcados: 19

Média de gols por jogo: 2,71


Sem Gral

Jogos: 14

Vitórias: 4

Empates: 5

Derrotas: 5

Gols marcados: 8

Média de gols por jogo: 0,57



Comente aqui
16 nov14:48

Rodrigo Gral convoca torcida para semifinal da Série C

O atacante Rodrigo Gral não estará em campo na primeira partida da semifinal da Série C, contra o Oeste, sábado, às 19h. Se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, o jogador trabalha, agora, fora dos campos. O objetivo de Gral é convocar a torcida e ver a Arena Condá lotada.

Na tarde desta sexta-feira, o atacante usou seu perfil no Twitter (@graloficial) para chamar os torcedores:

“Amanhã começa a campanha rumo ao título da Série C. Vamos enfrentar o Oeste, às 19h, na Arena Condá. Quero ver todo mundo lá!!!”

Comente aqui
10 nov11:49

Gral fala da lesão e não sabe se volta

Darci Debona|darci.debona@diario.com.br

Depois de três dias de silêncio total o atacante Rodrigo Gral voltou a falar com a imprensa nesta sexta-feira, após a Chapecoense garantir a vaga para a Série B do Campeonato Brasileiro. Feliz pela classificação do clube para a Série B, ele pintou o cabelo de verde.  Falou também da lesão e cogitou até a possibilidade de não voltar a jogar. A seguir, um pouco da conversa que Gral teve com o Diário Catarinense no cabeleireiro.

DC: Como surgiu a ideia de pintar o cabelo?

Rodrigo Gral: Fiz uma promessa que se a Chapecoense subisse eu pintaria o cabelo. Mas não falei para ninguém. Nem para meu irmão. Hoje estou muito feliz por cumprir a promessa. Em 2010 eu subi da B para a A com o Bahia e cortei o cabelo. No ano passado, no Santa Cruz, subi da D para a C. Agora resolvi pintar. Só que os outros títulos foi algo profissional. Essa conquista, por ser do time da minha cidade, do clube onde eu ia no estádio com meu pai e sonhava em ser jogador da Chapecoense, tem um significado muito maior. É a realização de um sonho como torcedor da Chapecoense. Das conquista que eu tive o que eu levo é esse acesso. A emoção de ver o estádio cheio no jogo contra o Luverdense mexeu comigo. É um momento único que quero levar na minha vida?

DC: Como foi ficar fora dessa partida?

Gral: Essa semana foi muito intensa. A lesão me deixou abatido. Fiquei chateado em não poder estar junto. Era o jogo da classificação. É que nem roer o osso e chegar na hora da carne e não poder comer. Quando deixei o hotel falei pro pessoal: eu não vou junto mas vou estar em pensamento. Voltei para Chapecó e não quis falar com ninguém.

DC: Você viu o jogo?

Gral: No final da tarde fui para o Goio-En, onde não pegava celular. Por volta das 20 horas retornei e, quando cheguei perto da cidade, estava tudo parado. Aí terminou o jogo e comecei a receber mensagens no celular dando os parabéns.

DC: Qual é a previsão de tua volta?

Gral: É uma coisa que tenho que conversar com o médico, comissão técnica e minha família. Tive muitas lesões seguidas . Uma contra o Caxias, outra contra o Duque e essa agora. Estou duas semanas praticamente sem treinar e devo ficar pelo menos mais uma parado. Mas se voltar quero disputar o Catarinense e ser campeão.

DC: E a Série B?

Gral: Fico imaginando contra quem vai estrear. Pode ser contra o Avaí, Joinville, Figueirense.

DC: E o cabelo?

Gral: Quero ver a cara da minha mãe e a reação no vestiário. Vão me dar um monte de apelidos. Mas agora, se me deixarem nervoso eu fico verde.

1 comentário
09 nov10:13

Rodrigo Gral pinta cabelo de verde para cumprir promessa

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O atacante Rodrigo Gral pintou o cabelo de verde na manhã desta sexta-feira para cumprir uma promessa. – Quando cheguei na Chapecoense fiz essa promessa de pintar o cabelo caso a Chapecoense subisse para a Série B – afirmou.

Ele disse que quase nem dormiu.

– Os outros títulos foram mais profissionais, neste consegui realizar um sonho – declarou.

A aplicação do tonalizante verde levou uma hora e meia.

– Quero ver a reação quanto entrar no vestiário – declarou.

Gral lembrou que este é terceiro acesso seguido. Em 2010 ele subiu o Bahia da Série B para a Série A. Em 2011 subiu o Santa Cruz da D para a C.

O atacante só lamentou não poder ter jogado em Lucas do Rio Verde, em virtude de uma lesão na coxa esquerda. Ele vai avaliar com os médicos e a comissão técnica se conseguirá voltar a jogar na Série C.

A Chapecoense pega o vencedor do confronto entre Fortaleza e Oeste, nas semifinais.


Comente aqui
29 out13:57

No embalo de Gral

Nesse lance a bola foi no poste, mas depois Gral fez o gol 500 da carreira

A Chapecoense está a dois jogos da Série B de 2013. São duas partidas decisivas contra o Luverdense, a primeira na quinta-feira, em Chapecó, e a segunda no dia 8, em Lucas do Rio Verde-MT.

Como terminou a primeira fase em terceiro lugar no Grupo B, a Chapecoense decide fora. Vale o gol qualificado. Em caso de igualdade em pontos e saldo vale mais o gol marcado fora, que nem na Copa do Brasil.  Por isso a Chapecoense precisa vencer e, de preferência não levar gol.

-O torcedor não vá pensar que vamos golear sempre, um a zero já está bom- afirmou o técnico Gilmar Dal Pozzo, projetando o confronto de quinta-feira.

Para esse jogo ele poderá não contar com um de seus principais jogadores. Rodrigo Gral saiu mancando do jogo contra o Tupi, aos 22 minutos do segundo tempo. Mas ele já tinha cumprido sua parte. O jogador que era dúvida até o início da partida, em virtude de um estiramento na coxa direita, foi decisivo na vitória por 5 a 0 diante do Tupi, no sábado.

Além disso ele marcou o gol de número 500 da carreira. –Agradeço a Deus por ter me dado essa oportunidade de chegar a essa marca no clube do meu coração- afirmou Gral, que quando criança assistia aos jogos na arquibancada e sonhava um dias estar em campo.

Gral agradeceu também ao médico Carlos Mendonça, pois somente na manhã de sábado ele fez o teste para saber se poderia jogar ou não. Além disso ele teve a confiança do técnico Gilmar Dal Pozzo, que apostou no jogador mesmo não estando em plenas condições.

-Eu queria ajudar nem que fosse 10 a 15 minutos- disse. Após o jogo Gral inicio o tratamento mas, provavelmente, não poderá treinar nesta segunda e terça-feira.

- Atingi meu objetivo pessoal, agora quero ajudar a Chapecoense a chegar na Série B- finalizou Gral.

Comente aqui
03 out07:55

Em busca dos 500 gols

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Ao marcar um dos gols da Chapecoense na vitória por 3 a 1 contra o Duque de Caxias, no domingo, o atacante Rodrigo Gral ficou a apenas um de atingir a marca de 500 gols, segundo seus cálculos.

Para se ter uma ideia do quanto isso representa, Pelé fez 1283 e, Ronaldo Nazário, maior artilheiro de todas as Copas, fez 518 gols. No entanto o jogador da Chapecoense não está levando em conta apenas jogos oficiais. Seu critério é o seguinte: se teve juiz e súmula, tá valendo.

Com isso entram até os seis gols que marcou num Torneio Metropolitano de Porto Alegre, que disputou em 1993, aos 16 anos, pelo Inter-RS, até o gol no empate por 2 a 2 no amistoso da Chapecoense com o time Sub 23 do Atlético Paranaense, em agosto, no Índio Condá.

Uma boa parcela dos gols é das categorias de base. Dos gols que marcou pelo Grêmio, 172 são das categorias de base. O jogador de 35 anos está confiante de que essa marca pode acontecer já no próximo sábado, quando a Chapecoense enfrenta o Brasiliense, às 16 horas, no Índio Condá. Tanto que já mandou fazer camisetas com sua foto e a marca 500 gols.

– Vou distribuir para os familiares – declarou Gral.

Até agora ele jogou apenas um tempo no amistoso contra o Atlético-PR, onde marcou um gol, 57 minutos contra o Caxias, onde participou de dois gols, e 53 minutos contra o Duque de Caxias, contra quem fez um gol.

Desde que chegou na Chapecoense, Rodrigo Gral tem feito a diferença. Quanto estreou, contra o Caxias, o time estava há três jogos sem marcar. Nesse jogo, fez quatro, três com Gral em campo. Na partida seguinte, contra o Macaé, Gral foi poupado devido a uma lesão na coxa esquerda e o time ficou no 0 a 0. No jogo seguinte, contra o Duque de Caxias, ele voltou e a Chapecoense fez 3 a 1, dois enquanto estava em campo. Mesmo tendo atuado em apenas dois tempos dos 14 jogos que a Chapecoense disputou, ele estava em campo em 1/3 dos gols do time no campeonato. Por isso ele está confiante que vai atingir logo sua marca pessoal. E assim poderá ajudar um objetivo coletivo, que é levar a Chapecoense para a Série B. Mas aí são outros 500.


Entrevista:

“O gol 500 será consequência do trabalho”

DC: Ansioso para fazer o gol número 500?

Gral: O gol 500 foi consequência do trabalho. Uma hora vai sair, até pela minha função em campo, que é a de atacante. Mas o objetivo principal é levar a Chapecoense para a Série B.


DC: Mesmo tendo chegado durante o campeonato o seu entrosamento está bom, tanto que nos dois tempos que você estavam em campo, na Série C, o time fez cinco gols, o segredo é a conversa durante o jogo?

Gral: O grupo é muito bom, sozinho a gente não consegue nada. Além disso o Gilmar posiciona o time mais ofensivo, o que colabora, pois ficamos mais perto do gol. A equipe conta com jogadores inteligentes, como Neném e o Athos. E a gente conversa bastante para facilitar o passe ou ajudar o companheiro.


DC: Você já se considera um ídolo da torcida?

Gral: Não, eu sou um torcedor. Isso me fez voltar para cá. Fiquei 10 anos fora do país e me propus a voltar para jogar no clube do meu coração. Saí daqui cedo e nunca tinha jogado pela Chapecoense ou disputado um catarinense. Aqui, quando fiz o gol, depois do jogo era um monte de gente ligando, mandando mensagens. Vejo as pessoas na rua pedindo para fazer gol. Posso ir visitar minha avó, comer feijão e arroz com meus tios, ver meus amigos do colégio e do futsal. Isso que é mais gostoso. Abri mão de muitas coisas para viver isso.


GOLS MAIS IMPORTANTES

# Grêmio 2 x 1 Guarany-PAR, pelas oitavas de final da Taça Libertadores de 1997- “Tínhamos perdido o primeiro jogo por 1 a 0, no Paraguai. Estávamos vencendo o jogo e, aos 40 minutos, o Guarany empatou. Houve uma confusão e o técnico Evaristo de Macedo tinha sido expulso. Saímos com a bola no meio, o Marcos Paulo deu uma casquinha e ela sobrou para o Paulo Nunes, que não dominou e na sobra eu chutei prensado com o zagueiro empatando a partida. Fomos para os pênaltis e vencemos.


# Jubilo Iwata 1 x 0 Cerezo Osaka, na final da Copa do Imperador do Japão, em 2003- “Aos 25 minutos do segundo tempo recebi um cruzamento na área, dominei, driblei o zagueiro e, quando o goleiro saiu, coloquei no canto, fazendo o gol do título.


# Brasil 2 x 2 Uruguai, pelas eliminatórias do Mundial Sub-20, em 1999- “Estávamos perdendo por 2 a 1 e eu recebi um lançamento na área e, quando dominei, consegui tirar o zagueiro, só que fiquei com pouco ângulo, mesmo assim chutei e bola passou pelo meio das pernas do goleiro, empatando o jogo. O gol garantiu a classificação para o Mundial da Nigéria.”


# Chapecoense 2 x 2 Atlético-PR, amistoso, em agosto de 2012. “É um gol que marcou bastante pois foi meu primeiro gol pela Chapecoense. O Dudu cruzou no primeiro pau e eu fiz o gol de cabeça.”


Ficha técnica

Data de nascimento: 21/02/1977

Local: Chapecó/SC

Altura: 177cm

Clube atual: Chapecoense/SC



Clubes

- Inter (1993)

- Grêmio/RS (1994-1997)

- Juventude/RS (1998)

- Grêmio/RS (1999-2001)

- Flamengo/RJ (2001)

- Sport/PE (2001)

- Júbilo Iwata/Japão (2002-2005)

- Yokohama Marinos/Japão (2005)

- Omiya Ardija/Japão (2006)

- Al-Khor/Qatar (2007-2009)

- Al-Sadd/Qatar (2009)

- Bahia/BA (2010)

- Santa Cruz/PE (2011)

- DPMM/Brunei (2012)




Títulos

- Singapure League 1st stage (2012)*

- Campeonato Pernambucano (2011)

- Qatar Crow Prince Cup (2008)

- Xerox Cup (2004)

- J.League (2002)

- Campeonato Carioca (2001)

- Campeonato Gaúcho (1999)

- Copa Sul-Minas (1999)

- Campeonato Gaúcho (1998)

- Troféu Colombino/Espanha (1997)

- Copa do Brasil (1997)

- Campeonato Brasileiro (1996)

- Recopa Sul-Americana (1996)

- Campeonato Gaúcho (1996)

- Campeonato Gaúcho (1995)


*A equipe do DPMM disputa desde 2009 a Liga Nacional da Cingapura



Títulos/Base

- Brasileiro de Seleções (1996)

- Campeonato Gaúcho (1996)

- SBS Cup/Japão (1996)

- Torneio Romeu Goulart Jacques (1994)

- Campeonato Gaúcho (1994)

- Campeonato Metropolitano (1993)



Gols*

- Inter/RS (1993) | 6

- Grêmio/RS (1994-1997) | 195

- Juventude/RS (1998) | 27

- Grêmio/RS (1999-2001) | 20

- Flamengo/RJ (2001) | 1

- Sport/PE (2001) | 25

- Júbilo Iwata/Japão (2002-2005) | 88

- Yokohama Marinos/Japão (2005) | 9

- Omiya Ardija/Japão (2006) | 12

- Al-Khor/Qatar (2007-2009) | 52

- Al-Sadd/Qatar (2009) | 8

- Bahia/BA (2010) | 22

- Santa Cruz/PE (2011) | 4

- DPMM/Brunei (2012) | 5

- Chapecoense (2012) | 2

* Mais 23 assinalados pela Seleção Brasileira de Base



Comente aqui