Santa Catarina

07 mar23:39

Chega a 98 o número de municípios em situação de emergência por causa da estiagem no Oeste

Voltou a crescer a lista de cidades atingidas pela estiagem que atinge o Oeste de Santa Catarina. Chega a 98 o número de cidades que decretaram situação de emergência por causa da seca.

O último decreto foi de Tangará. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, 604.303 pessoas foram afetadas pelo fenômeno.


98 Municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 7 de março de 2012, pela Defesa Civil.


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07 mar09:38

Sindicato dos Jornalistas inaugura sede em Chapecó

Chapecó ganha, a partir do dia 8 de março, a primeira sede regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Santa Catarina (SJSC). A sede fica junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Chapecó e Região – Sitessch, na Rua Mônaco, 297-D, Bairro Passo dos Fortes, próximo ao Mercado Público Regional.

A inauguração do novo espaço será às 19h, paralelamente à Assembleia Regional da categoria para discutir a Proposta da Pauta de Reivindicações de 2012, e contará com um coquetel. Estão convidados jornalistas de todos os municípios da região.

A implantação de uma sede para acompanhar as demandas regionais e fazer o atendimento local é uma reivindicação antiga dos jornalistas desta que é a região mais distante da capital do Estado. Com o novo espaço, os jornalistas contarão com maior agilidade e presença do Sindicato no encaminhamento de suas pautas e reivindicações. Inicialmente o atendimento será feito no período matutino, às segundas, quartas e sextas feiras, pelos diretores do Sindicato que atuam na região.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Valmor Fritsche, a sede em Chapecó já pode ser considerada uma das grandes conquistas da atual gestão do Sindicato (2011/2014), que assumiu em outubro do ano passado. – Nosso compromisso era conseguir esse espaço ao longo da nossa gestão, mas fizemos um esforço redobrado junto com nossos diretores do Oeste para viabilizar o local já nos primeiros meses de trabalho, porque sabemos dessa necessidade – declarou Fritsche.

Além de Chapecó, foram realizadas Assembleias Regionais em Criciúma (28/02), Blumenau (01/03), Joinville (06/03) e Florianópolis (12/03).


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06 mar08:45

Tempo fica aberto e com poucas nuvens em Santa Catarina nesta terça-feira

A terça-feira deve ser com tempo nublado, com presença de nuvens ao longo do dia em todas as regiões de Santa Catarina, segundo a previsão da Epagri. O órgão que monitora as condições climáticas ainda aponta que as temperaturas devem continuar elevadas, chegando a 31ºC na Grande Florianópolis e 32ºC no Oeste do Estado.

Uma massa de ar seco continua atuando sobre o Sul do Brasil, o que deixa o tempo mais estável e com predomínio de sol em SC.

Os ventos sopram de nordeste a noroeste no Oeste e Meio-Oeste e de nordeste nas demais regiões, com velocidades de até 35 Km/h.

O fenômeno La Niña está em fase de enfraquecimento, que deve se acentuar a partir da segunda quinzena e com a proximidade do outono, o que deve deixar o clima mais agradável.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 fev10:20

Retirada da porta giratória gera polêmica nos bancos

Janaina Cavalli | janaina.cavalli@diario.com.br

Em São Paulo, o movimento de retirada das portas giratórias das agências bancárias já começou. Em SC, a polêmica gira em torno do confronto da legislação nacional, que não especifica os itens de segurança necessários, com uma lei estadual de 1997 que obriga o uso das portas giratórias nos bancos.

No país, os bancos Itaú e Bradesco estariam preocupados com o número de processos judiciais iniciados por clientes que foram barrados nas travas das portas. O Itaú prevê a retirada das entradas giratórias em todas as agências do Brasil, menos naquelas localizadas em locais com legislação específica, como SC.

De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as agências e postos de atendimento seguem uma lei nacional que exige a submissão de um plano de segurança à Polícia Federal. O plano deve ter pelo menos três dispositivos de segurança, sendo dois específicos, que são a presença de vigilantes armados e alarme. O terceiro é opcional e a porta giratória está entre os itens.

O especialista em segurança Eugênio Moretzsohn diz que a lei estadual tem sérias controvérsias quanto à constitucionalidade, uma vez que a lei federal não obriga a existência das portas nas agências.

— Os juristas entendem que se a lei maior não obriga, o estado-membro deveria segui-la — observa.

Por outro lado, na análise do especialista, a não obrigatoriedade — e a retirada das portas giratórias — é um retrocesso e oferece riscos à sociedade, no geral. Ele acrescenta que se, nos centros maiores o contato com os serviços bancários está cada vez mais virtual, nas cidades menores, onde as agências ainda são muito movimentadas, a porta giratória é indispensável.

— Sou totalmente favorável à permanência das portas giratórias e acho até que deveriam ser blindadas. Sua maior vantagem é, justamente, o fato de conter as pessoas em seu interior quando detectam a presença de objetos metálicos — afirma.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (Seeb), Milano Cavalcante, acrescenta que a lei federal, de 1983, está defasada, porque, na época, a ameaça dos assaltos era menor. Moretzsohn complementa que, no ano em que a lei foi aprovada, a tecnologia para as portas giratórias ainda nem existia.

— A lei está defasada, principalmente, quando coloca a porta giratória como item opcional. E qualquer motivo apresentando pelos bancos, desde o número de processos até a mudança de layout, é insuficiente. Se o número de processos justificasse, então também o detector de metais dos aeroportos poderia ser retirado — pondera Cavalcante.

Ele lembra que as portas giratórias reduziram o número de assaltos a banco, apontando estatísticas dos órgãos policiais e da Febraban, que indicam um número de 1.903 assaltos em 2000, no país, e 337 em 2010.

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21 fev09:23

Sol e calor no último dia de Carnaval

As temperaturas altas continuam no último dia do Carnaval em Santa Catarina. O Litoral Sul, que já enfrentou uma sensação de calor de 47ºC em Criciúma no domingo, tem a máxima prevista em 39ºC.

Segundo o Ciram/Epagri, órgão que monitora o clima, o sol aparece entre as nuvens pelo Estado e há possibilidade de pancadas de chuva de verão isoladas entre a tarde e a noite, com risco de temporais e chuva de granizo em todas as regiões.

O meteorologista Leandro Puchalski explica que os últimos dias estão sendo influenciados por uma massa de ar quente e úmido de origem tropical. Segundo ele boa parte da semana continuará com previsão parecida e o fim de semana deve ser de tempo instável.


Confira a previsão completa do tempo

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17 fev09:27

Sexta-feira de Carnaval deve ser de sol com nuvens em Santa Catarina

Para quem vai curtir o Carnaval ou descansar da folia, a previsão aponta que o tempo deve ser de sol com algumas nuvens em Santa Catarina nesta sexta-feira. Segundo a Epagri, órgão que monitora as condições climáticas, apenas no Oeste há chance de ocorrer chuva a partir da tarde.

>> Confira a previsão do tempo para o Carnaval

Apesar do amanhecer com temperaturas entre 14ºC, na Serra, e 16ºC, no Meio-Oeste, o dia pode ficar mais quente. Há condições para que os termômetros cheguem a 35ºC no Extremo-Oeste e 33ºC na Grande Florianópolis.

Os ventos sopram de Nordeste, com baixa velocidade na maior parte do tempo, entre 30 Km/h e 40 Km/h. A exceção deve ser no Sul do Estado, onde as rajadas podem chegar a 55 Km/h.

DIÁRIO CATARINENSE



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16 fev19:15

Situação continua crítica em Planalto Alegre

A situação da água continua crítica em Planalto Alegre devido a estiagem que atinge o município e a região. A administração transporta em média 200 mil litros de água por dia para o consumo animal. Além disso, aproximadamente 40 famílias do interior estão sendo atendidas pela administração com água potável.

A vazão da água caiu 80% em poços e fontes superficiais. O que está sustentando a cidade é o Sistema que capta água do rio Chapecó, a 16 quilômetros da cidade.

Na semana passada o prefeito Edgar Rohrbeck esteve em Brasília e teve uma audiência no Ministério de Integração Nacional, onde fez algumas reivindicações. Foi informado que o Governo Federal já repassou R$ 21 milhões para Santa Catarina, sendo R$ 10 milhões para perfuração de poços artesianos e R$ 11 milhões para investimentos de municípios em Estado de Emergência. – Estamos aguardando as informações do Estado de onde serão aplicados esses recursos – salienta Rohrbeck.

O prefeito reivindicou máquinas e recursos imediatos para que o município consiga bancar as despesas devido a estiagem. Está se trabalhando junto a Receita Federal a liberação do cartão estiagem para pagar despesas como diesel, aluguel de máquinas e para serviços emergenciais como é o caso da distribuição de água. Segundo Rohrbeck, os prefeitos aguardam o valor que cada município terá.

Já no Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) o prefeito pediu atenção especial aos agricultores que perderam suas safras e tiveram danos com a estiagem. – Pedimos para que se pense em recursos financeiros para essas famílias de agricultores atingidos, bem como prorrogação de dívidas bancárias. Propomos inclusive a isenção das dívidas, mas o Ministério irá avaliar – informa Rohrbeck.


94 Municípios em situação de emergência

O último decreto encaminhado foi de Pinheiro Preto. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia*

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 16 de fevereiro de 2012, pela Defesa Civil.

*A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação do município.



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16 fev10:56

Chuvas devem normalizar a partir de maio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Somente a partir de maio as chuvas devem começar a normalizar em Santa Catarina, de acordo com a meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), Marilene de Lima. –Nesse período começa a se desconfigurar o fenômeno La Niña- explicou. O La Niña é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico que influencia no volume e na distribuição de chuvas em Santa Catarina.

A meteorologista acenou com melhora no regime de chuvas já em março e abril, mas ainda com volumes abaixo do normal. Marilene de Lima explicou que, mesmo normalizando as chuvas a partir de maio, ainda não será suficiente para reestabelecer a vazão dos rios e reservatórios de água, já que há um déficit hídrico acumulado.

Em Chapecó desde novembro chove abaixo do normal. Neste mês choveu apenas 17 milímetros para uma média histórica de 187 milímetros, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

Há previsão de chegada de uma frente fria na terça-feira no Estado. Segundo Marilene de Lima essa frente pode resultar em precipitações de 30 a 50 milímetros. Mas também pode trazer temporais.


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13 fev20:34

Governo busca resolver impasse indígena no Oeste

Em uma iniciativa inédita, o Governo do Estado, a bancada de deputados catarinenses e o Governo Federal buscam resolver um impasse no Oeste catarinense. Um acordo costurado entre todas as partes repassaria cerca de 17 milhões ao Estado para a compra de um terreno e a instalação de infraestrutura para permitir que um grupo de indígenas viva na área. A iniciativa busca uma solução para a iminência de um conflito na fronteira entre os municípios de Cunha Porã e Saudade, e foi imediatamente aceita pelo governador Raimundo Colombo.

Cerca de 30 famílias indígenas conseguiram com a Fundação Nacional do Indío (Funai) o direito a um território na fronteira entre os municípios, onde já vivem e trabalham 170 famílias, pequenos agricultores que têm as escrituras de suas terras. A decisão da Funai foi parar na justiça e, enquanto não acaba o julgamento, a região permanece com um clima de tensão entre os índios e os agricultores. O impasse permanece há dois anos.

A ideia de oferecer uma terra em que indígenas possam viver e manter suas tradições foi aprovada por todas as partes, inclusive os índios. O governador Raimundo Colombo colocou à disposição da bancada uma equipe de técnicos da administração estadual para realizar os trâmites legais por parte do Estado. – Essa solução é a ideal para a gente. Agora já vamos iniciar os trâmites internos para avançar na resolução do conflito – disse o governador.

Para o secretário da Agricultura, João Rodrigues, esse é um gesto que reduz as animosidades na região, além de mostrar que o Estado está buscando uma solução. Mas Rodrigues lembra que a princípio, é uma solução temporária até a decisão judicial.

Entre os deputados presentes estavam os federais Celso Maldaner; Jorginho Mello, Luci Choinacki; Pedro Uczai; Valdir Collato; e o deputado estadual Dirceu Dresch.


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12 fev14:06

Chega a 47 número de ataques a caixas eletrônicos em Santa Catarina desde 2011

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br


Virou deboche a ação dos assaltantes que explodem caixas eletrônicos em Santa Catarina. É como se fosse um paraíso: praticam os crimes com tamanha confiança de que não serão presos que chegaram ao ponto de agir 47 vezes desde o ano passado sem nenhum indício de que vão parar.

Armados muitas vezes melhor que a polícia, com fuzis e pistolas, sitiam os alvos escolhidos, apontam para os reféns, ameaçam. E não se intimidam com movimentação de pessoas ou posto da Polícia Militar no lugar escolhido. Com toucas no rosto, metralhadoras em punho e bananas de dinamite nos bolsos, mostram-se convictos de que sairão com sacolas cheias de dinheiro de alguma cidade catarinense. A polícia estima que um caixa cheio contenha até R$ 300 mil.

Na semana que passou, a força das quadrilhas ficou escancarada novamente duas vezes. Em Araquari, Norte do Estado, parecia cena de filme. Na madrugada de quarta-feira, o bando invadiu o restaurante do posto Sinuelo, um dos mais movimentados pontos de parada para refeições da BR-101 na região.

Os ladrões encapuzados atiraram. As câmeras internas flagraram a rendição dos clientes e funcionários. Um PM do posto policial ao lado reagiu, mas passou longe de conseguir encarar os bandidos, que mais uma vez escaparam livremente. Na madrugada de sexta-feira foi em Cunha Porã — cidade de 10,6 mil habitantes no Extremo-Oeste — que o estouro no Banco do Brasil significou a passagem dos bandoleiros. E ninguém foi preso novamente.

Divisão policial, briga política e demora na investigação especializada são os principais motivos para a incapacidade das autoridades em romper a onda desse tipo de crime. O fato mais polêmico envolveu a criação de uma força-tarefa pelo secretário de Segurança Pública (SSP), César Grubba, em outubro do ano passado, sem resultado.

Por razões desconhecidas e não reveladas oficialmente, os policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), a elite da Polícia Civil de SC — acostumada a investigar organizações criminosas —, afirmam que não fizeram parte efetivamente da equipe, que foi liderada pela diretoria de inteligência da secretaria.

A força-tarefa até fez algumas prisões, mas de pessoas envolvidas com a venda ilegal dos explosivos. Os assaltantes que empunham armas de grosso calibre e saem na linha de frente dos crimes não foram identificados ou capturados. Nas ruas, seguiram agindo, não só com mais intensidade e violência, mas de maneira ainda mais dinâmica por regiões do Estado, e desaparecendo com a mesma velocidade com que atacam os equipamentos.

Constrangimento à segurança pública

Na história recente de SC, a ação dos assaltantes com explosivos revela-se o fato mais audacioso e também constrangedor para a segurança pública. A última quadrilha que desafiou de forma tão pesada a polícia estadual agiu entre 2003 e 2006. O grupo comandado pelo assaltante gaúcho José Carlos dos Santos, o “Seco”, assaltava carros-fortes em SC e no Rio Grande do Sul. Eram roubos milionários e cinematográficos, com mortes de seguranças, tiroteios com policiais e furos de barreiras.

Num deles, a quadrilha fechou a BR-101, em Palhoça, na Grande Florianópolis, na manhã de 13 de dezembro de 2004. O grupo agiu também em Joinville, Ibirama e Seara. Seco só foi preso dois anos depois, em 2006, no RS, ao ser reconhecido, de madrugada, num posto de combustíveis, por policiais que o procuravam e após troca intensa de tiros. Ele continua preso no RS.

Quanto aos assaltantes de caixas, os acontecimentos recentes não permitem à população ficar otimista de que eles serão detidos a curto prazo.


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