Santa Catarina

03 set09:46

Chapecó estreia com goleada no futebol feminino nos Joguinhos Abertos

As garotas do futsal, novamente, mandando bem nos gramados. Na manhã do domingo, dia 2 de setembro, a EEB Lourdes Lago estreou no futebol de campo dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. Representado Chapecó, a equipe goleou Rio Fortuna por 9 a 0. A partida foi disputada no Estádio da AGAFI, em Curitibanos, sede da competição.

Jogando pelo Grupo A, as chapecoenses largaram com três pontos ganhos e na liderança isolada, já que Itapiranga (campeã do ano passado) empatou com Balneário Camboriú por 0 a 0.

Neste manhãs as meninas jogam contra Balneário. Os Joguinhos são voltados para a categoria Sub 18.


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30 ago11:29

Inscrições abertas para cursos de qualificação do IFSC

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) está com inscrições abertas para 21 cursos de qualificação em nove cidades. São 597 vagas para em Araranguá, Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Lages, Pinhalzinho, São Carlos e Xanxerê. Para a região oeste, são 126 vagas para as cidades de Chapecó, Pinhalzinho, São Carlso e Xanxerê.

Os cursos de qualificação ofertados pelo IFSC também são chamados de cursos de formação inicial e continuada (FIC). Possuem curta duração e são voltados ao aperfeiçoamento e qualificação para todos os níveis de escolaridade, em diferentes áreas profissionais.

Para conferir a quantidade de vagas, o horário das aulas e os pré-requisitos para cada curso, o candidato deve ler o edital no site www.ingresso.ifsc.edu.br. As inscrições podem ser feitas até o dia16 de setembro pela internet. A seleção para o curso Desenho Industrial: Básico 2D e 3D, ofertado no Campus Lages, será feito por análise socioeconômica. Para os demais cursos, será por meio de sorteio público.

Mais informações no site www.ingresso.ifsc.edu.br ou pelo telefone 0800 722 0250.


Confira os cursos ofertados nas cidades da região:


Chapecó

Uso do Multímetro e do Osciloscópio na Eletrônica Automotiva


Pinhalzinho

Montagem e Manutenção de Computadores


São Carlos

Informática

Costura Industrial


Xanxerê

Fundamentos de Metrologia


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28 ago08:44

Carne suína de SC recebe sinal verde para exportação ao Japão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina deve iniciar ainda em 2012 os embarques de carne suína para o Japão, principal importador mundial, que já chegou a comprar 1,3 milhão de toneladas do produto em um ano, e mercado cobiçado pelo Estado há pelo menos duas décadas.

Nesta segunda-feira, dia 27, às 8h, o governador Raimundo Colombo recebeu a ligação do embaixador do Brasil no Japão, Marcos Bezerra Galvão, informando que o Estado tinha sido avaliado positivamente na reunião da Comissão de Avaliação de Risco de Sanidade Animal, do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas do Japão.

Colombo esteve em setembro de 2011 em missão no Japão para estreitar os laços. Os japoneses também visitaram SC no ano passado, onde conferiram unidades da Aurora, BRF Brasil Foods, Marfrig, Pamplona e Sul Valle. A expectativa é que essas plantas sejam habilitadas para venda ainda neste ano.

— Nossa expectativa é para outubro. Isso muda tudo. SC passa a ter um mercado estável e que remunera melhor — avalia o governador.

O secretário da Agricultura, João Rodrigues, também prevê agilidade na liberação. E considera que a notícia é a redenção da suinocultura catarinense, que vem enfrentando forte crise principalmente pelo aumento de custos.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, destacou que a conquista é resultado de um trabalho de quase 30 anos de produtores, indústrias e governo do Estado. SC conquistou, em 2007, o Certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Ele acredita que a presença das indústrias catarinenses na venda de frango vai facilitar os contatos.

— Nossa expectativa é de vender 130 mil toneladas de carne no primeiro ano e, depois, chegar a 30% a 40% (do mercado japonês) — disse Barbieri.

Para ele, a notícia vai representar a retomada de investimentos em SC. Barbieri afirmou que neste ano houve um aumento de produção de 50 mil toneladas em SC, já com a expectativa de vendas para o Japão, e que isso acabou contribuindo para a crise. Só a unidade da BRF Brasil Foods em Campos Novos, inaugurada no ano passado, tem capacidade para abate de 7,2 mil suínos por dia.

— Nossa perspectiva é dobrar as exportações catarinenses a partir de 2013 — projetou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O diretor de agropecuária da Aurora Alimentos, Marcos Zordan, afirmou que a unidade de Chapecó situada na saída para Guatambu e a planta de São Miguel do Oeste foram visitadas pelos japoneses e poderiam exportar. Zordan informou ainda que estão sendo investidos R$ 45 milhões na unidade de Joaçaba, com capacidade de 1,5 mil suínos/dia, com foco na exportação. Empresários japoneses que compram de empresas de SC já vinham sondando sobre a abertura do mercado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de SC, Cléver Pirola Ávila, comparou a aprovação japonesa à conquista de um troféu. Mas ele é mais cauteloso nas avaliações. Ele ressaltou que ainda é necessário redigir um documento que é o Certificado Sanitário Internacional, que vai definir as regras para a compra. Os suínos terão que ser nascidos em SC e a ração precisa ser livre de ractopamina, aditivo que aumenta a produtividade.

Ávila prevê investimentos no aumento da capacidade de produção das unidades em SC. Mas avalia que neste ano apenas alguns embarques serão efetivados, pois as indústrias terão que se adaptar aos cortes exigidos pelos japoneses.

O vice-presidente de relações institucionais da Marfrig, João Sampaio, disse que a notícia é muito boa mas também é cedo para falar em números.

— Nós vamos ter que disputar em preço com outros mercados que já fornecem para o Japão — pondera.

Ele considera que SC já tem uma estrutura capaz de atender a demanda do Japão. Para Zordan, há opção de trocar mercados que remuneram menos pelo Japão, tanto internamente como externamente. Ele projeta que é possível um aumento de preço da carne para o consumidor. Ela deve subir 5% em breve, não em função da abertura dos japoneses, mas pelo aumento do custo de produção.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que a notícia é boa mas prefere aguardar os primeiros embarques para comentar a respeito.

— Outra vezes já ocorreram anúncios que acabaram não se confirmando — destacou.

Ele lembra que o setor ainda enfrenta o alto custo de produção e a falta de milho, que não foi resolvida pelo governo federal.

— Até agora atenderam apenas 10% do necessário — calculou.

Antes de vender para o Japão, o setor precisa receber milho do Centro-Oeste.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 ago15:23

Exposição apresenta Artistas Pioneiros de Chapecó e Santa Catarina

A exposição “Em busca da Arte, artistas pioneiros em Chapecó e Santa Catarina” propõe um diálogo com os principais artistas (in memoriam) que atuaram efetivamente na região oeste catarinense e Victor Meirelles, um artista catarinense de nível internacional e um dos grandes nomes da história da arte brasileira. A proposta expositiva circula entre estudos de trabalhos artísticos, obras em estilo primitivo e novas aquisições de obras dos artistas Cyro Sosnoski (Fundação Cultural de Chapecó) e Dalme Rauen (doadas pela irmã da artista, Rose Marie Grando).

O ponto norteador da exposição é mostrar o lado da pré-produção e a formação de obras que dialogam com certa pureza plástica, simplificações nas representações e ingênuas no seu desdobramento naturalista. A estilização presente e as figuras fantásticas extrapolam a rigidez dos corpos, envolvendo figuras místicas, simples e carregadas de ação plástica.

Os artistas presentes na amostra tem seu valor por serem precursores e detentores do mérito em se fazer arte em um Estado nativo e desbravador. A multiculturalidade da abrangência destes grandes artistas superou qualquer obstáculo, indo além fronteiras e executando arte dentro dos princípios acadêmicos, como também, no princípio sensível e autodidata. Agostinho Duarte (Portugual, 1928-2004), Paulo de Siqueira (Rio Grande do Sul, 1949- 1996), Dalme Marie Grando Rauen (Chapecó, 1949-1996), Cyro Sosnoski (Rio Grande do Sul, (1939-2004) e Victor Meirelles (Santa Catarina, 1832 – 1903), nos provam que a arte acima de tudo é uma expressão das inteligências imaginárias, da vontade de se produzir com a alma, com o espírito da pureza artística e acreditando que seu trabalho é atemporal.


Visitação pode ser feita até o dia 28 de setembro, das 13h às 19h. Agendamentos pelo telefone 49 3319-1009.


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27 ago13:38

Exportação de carne suína para o Japão deve iniciar ainda em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As vendas de carne suína para o Japão devem iniciar ainda em 2012. A expectativa é do secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, e do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, recebeu informação da embaixada do Japão no Brasil, de que foi concluída a avaliação de risco sanitário e ela foi favorável a Santa Catarina. No ano passado uma missão japonesa esteve no estado avaliando frigoríficos da Aurora, Marfrig, Pamplona, BR Foods, Sul Vale.

João Rodrigues acredita que Santa Catarina pode abocanhar parte da fatia que os Estados Unidos vendem para os japoneses. Barbieri afirmou que há 30 anos essa venda é aguardada. Na opinião do presidente da Cidasc, a proximidade dos japoneses com as indústrias de Santa Catarina, que já exportam carne de frango há três décadas, facilitará o embarque de suínos.

- Já existe uma relação de confiança – afirmou Barbieri.

O Japão é o maior importador mundial de carne suína, comprando em média 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas por ano. Barbieri estima que Santa Catarina poderá vender 130 a 140 mil toneladas para o Japão nos primeiros 12 meses. É quase o volume total que Santa Catarina exportou no ano passado, que foi de 153 mil toneladas no ano passado, num volume de US$ 452 milhões.

O próximo passo é negociar um Certificado Sanitário Internacional que vai garantir o cumprimento dos requisitos sanitários. Enquanto isso as empresas já devem começar a negociar as vendas.



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23 ago11:23

Lourdes Lago vai representar Chapecó no futebol de campo feminino dos Joguinhos Abertos

A EEB Lourdes Lago, conhecida por sua força no futsal, vai representar Chapecó no futebol de campo feminino nos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. A competição será em Curitibanos, com a abertura no dia 30. A modalidade será jogada de 2 a 7 de setembro.

O Lourdão está no Grupo A, junto com Itapiranga, Rio Fortuna e Balneário Camboriú. São 12 equipes divididas em três grupos, passando as duas primeiras colocadas de cada chave. As duas líderes com melhor índice técnico vão direto para a semifinal; as outras quatro classificadas jogam as quartas de final.


Atual campeão no caminho do Lourdão

A competição, voltada para a categoria Sub 18, será bem dura para a escola chapecoense. Afinal, a equipe está no grupo do atual campeão dos Joguinhos, Itapiranga. Além disso, há a presença de Caçador no Grupo B, com quem a cidade de Chapecó rivaliza no futsal. As caçadorenses contam com nada menos que seis jogadoras e o técnico da Seleção Brasileira Sub 17 de campo.

Mas as garotas do Lourdão vão sem temor ao desafio. A equipe terá como base atletas do Sub 15 e Sub 17. No futsal, as primeiras são finalistas do Catarinense da categoria; as segundas, estão classificadas para a fase estadual dos Jogos Escolares.

A escola já jogou duas competições de campo neste ano: a etapa municipal e microrregional do Moleque Bom de Bola, voltada para o Sub 14. Venceu ambas, ganhando todas as partidas. Porém, o Lourdão sabe que, agora, a parada é mais complicada.


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22 ago11:02

A televisão como aliada nas estratégias do comércio varejista

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL) promove nesta quarta-feira, dia 22, às 12 horas, na cantina do Cesec almoço-reunião com o diretor comercial de televisão do Grupo RBS, Delton Batista, que abordará “A importância da propaganda na televisão para o varejo”. Participarão empresários do segmento e profissionais da imprensa.

- Os meios de comunicação social são importantes aliados na concretização das estratégias de vendas do comércio varejista, bem como na construção e consolidação das marcas. O relacionamento entre mídia, cliente e lojista deve estar alinhado e próximo para proporcionar incremento na comercialização de produtos e na prestação de serviços – realça o presidente da CDL Chapecó, Gilberto João Badalotti.

Os interessados em participar do almoço-reunião devem confirmar presença pelo telefone 3319-4300 ou pelo e-mail eventos@cdlchapecó.com.br. As vagas são limitadas.


Palestrante

Delton Batista tem 38 anos, é diretor de comercialização e marketing da RBS TV em Santa Catarina. Formado em Economia, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Programa de Desenvolvimento Gerencial pela Fundação Dom Cabral (FCD) e MBA em Gestão de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). Como executivo teve passagens em posições de direção em grandes empresas como Ambev e Oi.


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22 ago10:26

Ministro da Agricultura diz que não faltará milho para produtores de SC

Adriana Langon e Carolina Bahia

adriana.langon@gruporbs.com.br | carolina.bahia@gruporbs.com.br


Na tentativa de tranquilizar os produtores de aves de Santa Catarina, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou nesta terça-feira, dia 21, que o subsídio ao frete para o transporte do milho do Centro-Oeste para Santa Catarina será votado na próxima terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A garantia foi dada após almoço com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no qual o cardápio incluiu a crise na avicultura. Assim, o governo federal quer reforçar o envio de caminhões transportando o produto, que hoje chega a 80 veículos por semana quando o ideal seria 200. O valor do frete subsidiado poderá chegar a R$ 4,90 a saca.

Mas as medidas previstas pelo ministério não param por aí. Serão escoadas 300 mil toneladas de milho para Santa Catarina e Rio Grande do Sul até dezembro, por meio de leilões, ao preço de R$ 21 a saca para até 27 toneladas por mês por produtor. E mais: estuda uma nova linha de financiamento para criadores descapitalizados, a exemplo dos suinocultores.

>> SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Caso as ações não sejam suficientes para estancar o problema, o ministro reforçou que novas medidas poderão ser adotadas, entre as quais novas liberações do grão.

Convicto de que o ministério está atuando com firmeza no caso, Mendes rebateu as críticas feitas pelo setor de que a pasta teria uma atuação fraca frente ao problema. Confira abaixo trechos da entrevista exclusiva concedida ao Grupo RBS:


Diário Catarinense — Uma das medidas anunciadas pelo Ministério da Agricultura foi o subsídio ao transporte do milho do Centro Oeste para o Estado. Quando este produto começa chegar ao criador catarinense?

Mendes Ribeiro Filho— Eu quero dizer que este milho já está chegando. Talvez não esteja chegando na quantidade e na agilidade que nós pretendemos que chegue, mas todo o pequeno e médio produtor irá receber o milho. Não faltará milho. É preciso normalizar a questão do transporte, que sofreu um baque no que diz respeito a todo o movimento que ocorreu no país.


DC — Qual a quantidade que está sendo destinada aos produtores do Estado?

Mendes — Estamos fazendo chegar a Santa Catarina 100 mil toneladas, como também ao Rio Grande do Sul, e providenciamos mais 200 mil toneladas, além de garantir o preço de R$ 21 a saca, o que atende ao pequeno e ao médio produtor. Junto com a Companhia Nacional de Abastecimento estamos atentos para que as 27 toneladas cheguem ao produtor. Isso vai acontecer gradativamente. Agora, percebemos também que já existe uma curva ascendente no que diz respeito ao preço da carne. Notamos, inclusive, um crescimento do preço da carne acima do aumento do milho. Estamos atentos para que não se crie um processo inflacionário.


DC — Então, não há desabastecimento de milho?

Mendes — Não. Os estoques estão de acordo com aquilo que nós esperávamos que fossem. Não vamos ter problema de milho, de abastecimento no Brasil. E, agora, com a entrada da safra, naturalmente as coisas se normalizam.


DC — Aquele produtor que está desesperado e até pensando em reduzir sua produção, ele pode ficar tranqüilo de que vai receber esse milho do Centro-Oeste?

Mendes — Ele vai receber esse milho do Centro-Oeste. O número de caminhões vem crescendo gradativamente. Está se normalizando. O presidente da Conab (Rubens dos Santos), inclusive, se deslocou para o Centro-Oeste para comandar essa operação. E o governo de Santa Catarina, por meio do secretário da agricultura (João Rodrigues) já está em contato com a Conab de forma permanente para também auxiliar. Assim como auxiliaram os governadores do Nordeste para fazer o milho chegar ao seu destino.


DC — As ações da Agricultura, então, estão focadas no pequeno e no médio produtor?

Mendes — Sim, estamos tendo este cuidado. Existe uma certa especulação e estamos vendo como e de que forma intervir. O ministério está tomando todos os procedimentos para chegarmos a tempo. E vamos fazer isso. É determinação da presidente Dilma. Nós precisamos ter um equilíbrio. Ninguém é contra os grandes ou os médios, quero deixar bem claro. Eu não posso é permitir que o subsídio chegue a quem não precisa. Porque se eu permitir que isso ocorra, esse subsídio não chegará a quem realmente necessita. Nós estamos atentos a isso.


DC — O aumento do preço do frango ao consumidor, como o senhor ponderou é considerado inevitável. O governo federal, em especial o Ministério da Fazenda está atento aos reflexos desta alta e o seu impacto na inflação?

Mendes — Estamos discutindo com o Ministério da Fazenda todas as ações que podemos tomar para estarmos à frente dos problemas.


DC — O senhor esteve reunido justamente hoje (terça-feira) com a Fazenda para tratar esta questão do subsídio ao frete. Quando o senhor terá uma posição mais concreta?

Mendes — Tratamos isso com a Fazenda e já planejamos que isso entre na reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevista para a próxima terça-feira, pois está autorizado pela Fazenda. As ações estão viabilizadas para que possamos atender o produtor.


DC — A crise do setor avícola já chega na indústria com a demissão de funcionários. Essa crise não pode comprometer a balança comercial?

Mendes — Não afetará. Nós temos todas as questões que dizem respeito as exportações acompanhadas diariamente com o Mdic. Não perdemos um passo se quer. E elas tem se mantido como de costume. Tanto no setor da carne quanto no setor de grãos.


DC — O presidente do Cidasc, Eroni Barbieri, chegou a afirmar que a atuação da pasta da Agricultura era fraca na busca uma solução para o milho. Como o senhor considera essa crítica?

Mendes — Criticar é fácil. Construir é difícil. Nós tivemos uma crise nos Estados Unidos muito séria. E nós não tínhamos instrumentos de armazenamento que pudessem ser disponibilizados. Hoje, tenho milho armazenado a céu aberto em Mato Grosso. E nós estamos buscando uma política nacional de abastecimento para que isso não ocorra no ano que vem. Tudo é uma questão. Vivemos uma crise mundial. Vivemos uma situação de difícil equacionamento, mas que estamos enfrentando. Todos os instrumentos de política agrícola estão sendo utilizados, como foram na suinocultura.


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22 ago10:06

SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

As entidades que representam os pequenos e médio agricultores de Santa Catarina estiveram reunidas com o secretário da Agricultura João Rodrigues na manhã da terça-feira, dia 21, para avaliar as propostas divulgadas no dia anterior pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Ministério da Agricultura.

Os representantes da categoria consideraram baixa a oferta de até mil toneladas por produtor para diminuir a crise. A contraproposta formalizada hoje e que será encaminhada para Brasília pelo governo de Santa Catarina propõe que este limite seja ampliado para até 4 mil toneladas.

A expectativa é que o retorno para esta demanda seja dado em até uma semana. Na mesa do consumidor, o reflexo da crise pode ser o aumento dos preço das carnes de frango e do suíno de até 20%.

O secretário de Estado da Agricultura reconhece que a produção de milho em Santa Catarina está aquém do necessário, sem apresentar uma alternativa concreta para o problema. Segundo o governo federal, não falta abastecimento de milho e soja no país, mas o problema estaria no transporte do principal centro produtor, o Centro-Oeste, para outras regiões, como os estados do Sul.

Para amenizar o problema dos produtores catarinenses, o governo de SC está discutindo a possibilidade de cobrir a diferença do frete pago pela Conab ou ainda desonerar o ICMS das agroindústrias. As alternativas propostas por Rodrigues ainda precisam passar pela avaliação do governador Raimundo Colombo e do secretário da Fazenda, Nelson Serpa.

Enquanto o consumo diário gira em torno de 5,5 milhões de toneladas ao ano, a produção catarinense é de apenas 3,6 milhões do grão, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, e sem perspectiva de expandir este número em função da pouca disponibilidade de terras para esta ampliação.

Nem mesmo a construção de silos da Conab no Oeste do Estado para estocar os grãos trazidos de Mato Grosso e Goiás, onde ficam os estoques para todo o país, está acompanhando a urgência que o caso exige — a previsão é de que as estruturas estejam disponíveis apenas em 2015.

Ontem, dia 20, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Maria dos Anjos, esteve em Florianópolis e informou que o governo trabalha para que, em até 20 dias, possa fazer um leilão no Centro-Oeste, onde os grãos serão ofertados a um preço 15% a 20% menos do que o valor da exportação, hoje em em torno de R$ 35 a saca de 60 quilos. Isso significaria um preço de R$ 29 por saca de 60 quilos para compradores de até mil toneladas por mês (ou seja, pequenas e médias agroindústrias).

Diante da necessidade e do consumo dos produtores catarinenses, o secretário e entidades que representam os agricultores pediram, além do aumento do limite para 4 mil toneladas, para que o frete se transforme em subsídio no preço da saca, uma vez que as empresas contratadas para fazer o transporte do milho não estão aceitando manter o preço do frete mesmo com a elevação nos custos.

O cenário vislumbrado pelas entidades do setor é que a baixa produção e o nível alto de demanda devem continuar a puxar para cima o preço das carnes de frango e suíno, além do leite. A crise no setor deve afetar ainda mais a vida das mais de 80 mil famílias do Estado e provocar um efeito cascata que chegará a mesa do consumidor.

— O custo para trazer uma saca (do Centro-Oeste) é de aproximadamente R$ 14, mas falta tranporte para que o grão venha para cá. Então vamos sugerir que este valor seja retirado do preço final vendido ao produtor, que por sua vez precisará arcar com a contratação do caminhão para fazer este serviço. Com isso, podemos chegar próximo de equalizar a falta de milho nas agroindústrias e nos pequenos produtores catarinenses — estima Rodrigues.



REPERCUSSÕES:


Nelton Rogério de Souza, diretor da Federação de Agricultores de SC:

“A medida (do governo federal) pode apenas aplacar o problema temporariamente. Os principais calos no Estado são a falta de silos da Conab para estocar grãos em Santa Catarina e a burocracia para que armazéns particulares sejam locados pelo governo federal”


Milton Dalago, coordenador técnico da Organização das Cooperativas de SC:

“Os governos de SC e federal não têm estruturas para resolver o problema de forma permanente. O ideal seria ter instrumentos de forma continuada, como estoques de segurança mais próximos ao produtor catarinense, principalmente no Oeste”


Clever Pirola Ávila, presidente da Associação Catarinense de Avicultura e do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados em SC:

“A curto prazo, uma boa medida seria redirecionar parte da produção norte-americana, que é usada no biodiesel, para o uso na agricultura, liberando parte do que é produzido em SC. Mas a solução deve ser desenhada apenas na próxima safra brasileira e dos Estados Unidos”



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21 ago17:58

Iogurte de beterraba com limão desenvolvido em Chapecó concorre a prêmio nacional

Ideias criativas aliadas ao conhecimento técnico necessário fizeram com que cinco projetos desenvolvidos por alunos e docentes do SENAI de Santa Catarina, entidade que integra o Sistema FIESC, fossem selecionados para participar da etapa nacional da mostra Inova SENAI. O evento vai reunir os 50 melhores projetos do país no dia 12 de novembro, em São Paulo, e tem como objetivo promover a busca de melhorias e novos negócios para a indústria. Na última edição do evento, em 2010, projetos catarinenses ficam em segundo na categoria docente-processo inovador e em terceiro na categoria alunos – processo inovador.

Dos projetos selecionados, três são do oeste de Santa Catarina e voltados para a área de alimentos. A equipe composta pelas alunas Creciana Endres, Marli Viot Fabricio e Maryelen Souza e pela professora Juliana Savio, da Chapecó, criaram um produto nutritivo e, ao mesmo tempo, que agrada ao paladar das crianças. O projeto do iogurte de beterraba com limão foi vencedora da categoria aluno da etapa catarinense da mostra Inova SENAI, realizada no ano passado.

Também vem do SENAI em Chapecó o queijo Petit Suisse, que foi elaborado a partir de proteínas do soro do leite. As alunas Débora Franc, Fernanda Andolfatto e Joana Alberti, também orientadas pela professora Juliana Savio, conseguiram aproveitar um subproduto do leite que antes era de pouca utilidade para a indústria.

Já a classificadora de frutas acoplável, projeto do docente Mauro Heimfarth, do SENAI em Luzerna, vai agregar valor e a reduzir desperdício nas lavouras de frutas. Acoplável a um trator, o equipamento ajuda a separar as frutas por tamanho, já na colheita, e com isso os agricultores poderão vender as frutas já classificadas a um valor maior. A inovação já despertou o interesse de uma empresa local, que deseja lançar o produto no mercado.

Santa Catarina também será representada na mostra Inova SENAI com projetos na área de automação e eletrônica, desenvolvidos na unidade de Florianópolis. O equipamento “espectrofotômetro portátil” chama a atenção por mesclar a praticidade e custo reduzido dos fotômetros de campo (menores) com a precisão avançada dos espectrofotômetros ópticos. A máquina é usada para medir a concentração de substâncias dissolvidas em líquidos e permite análises químicas e biológicas. Além de ser único no mercado nacional, o equipamento ainda custa menos que os semelhantes existentes. O projeto foi desenvolvido em parceria com uma empresa, que poderá explorar um novo mercado.

Outra parceria com a indústria resultou na criação da Máquina Automatizada para Inserção do “Water bag”. O equipamento permite inserir películas plásticas no interior de bombonas de água mineral. Com isso, as envasadoras vão conseguir garantir uma melhor qualidade dos produtos, uma vez que o líquido não entra em contato com possíveis bombonas contaminadas. Além disso, no futuro poderá ajudar a reduzir custos com trocas dos vasilhames, que atualmente possuem prazo de validade.


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