São Miguel do Oeste

01 set16:46

Proerd em São Miguel do Oeste

Na tarde do dia 30, 476 crianças de escolas de Maravilha receberam o certificado de conclusão. Em Itapiranga, 400 alunos também receberam os certificados na tarde desta quinta-feira.

O Proerd é um programa desenvolvido em todo o Brasil pelas Polícias Militares em parceria com as escolas. Tem por finalidade conscientizar crianças e adolescentes na prevenção das drogas e a violência, buscando proporcionar o crescimento e desenvolvimento destes jovens de forma segura.


Na área do 11º BPM, em São Miguel do Oeste, o programa é desenvolvido desde 1999. Nestes 12 anos mais de 56 mil crianças, nos 35 municípios que compõem a área de atuação do batalhão, receberam certificados.


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24 ago16:14

São Miguel do Oeste pode ter linha aérea regular

Secretários Regionais e entidades empresariais estudam a regionalização do aeroporto.

Durante encontro, realizado na segunda-feira, 22, o secretário regional, Wilson Trevisan e o prefeito de São Miguel do Oeste, Nelson Foss da Silva, conversaram sobre a possível regionalização do Aeroporto Municipal Hélio Wassun.

Para Trevisan com a regionalização será possível atender a demanda regional e facilitar o alcance do número de passageiros diários exigidos pela empresa aérea. O secretário Regional mencionou o interesse das SDRs da região.

- Em termos de logística a proposta é interessante. Regionalmente é mais fácil alcançarmos a meta de passagens que empresas aéreas estabelecem ao aeroporto – declara.

Linha aérea regular em São Miguel do Oeste

Na reunião, o prefeito declarou que o município pode receber uma linha aérea regular ainda este ano. Representantes da companhia aérea NHT, devem participar de uma reunião com os secretários regionais de São Miguel do Oeste, Maravilha, Dionísio Cerqueira e Itapiranga, Governo Municipal e entidades empresariais.

A reunião de trabalho será realizada em São Miguel do Oeste e definirá a questão da linha aérea na região. A data do encontro ainda não foi definida.

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22 ago11:40

Militares retornam de operação no Complexo do Alemão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

 

Um esquadrão com 116 militares que estiveram atuando na Força Pacificadora no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, retornou na sexta-feira ao quartel do 14 Regimento de Cavalaria Mecanizada (RCMec), em São Miguel do Oeste.

Houve uma formatura de recepção para os militares que ficaram três meses fora. Eles trabalharam para garantir a segurança no complexo de favelas que no ano passado foi tomado pela polícia, com auxílio do exército, para desmantelar quadrilhas de roubo e tráfico que atuavam de forma ostensiva na região. A ação foi numa área de quatro quilômetros quadrados com uma população de 400 mil pessoas.

Para o comandante do 14 RCMec, tenente-coronel Amaro Soares de Oliveira Neto, a atuação do Exército no Rio de Janeiro está entre as atribuições legais, para manter o ordenamento jurídico numa área onde havia a ausência do Estado.

- Houve o resgate de cidadania para uma população que estava sob o jugo do crime- declarou.

O comandante prevê que essas missões de paz ficarão mais freqüentes pelo crescimento da importância do Brasil no cenário mundial. Ela afirmou que a ação também qualifica os militares para outras missões. A expectativa é que em abril do ano que vem mais militares de São Miguel do Oeste estarão numa missão no Haiti, onde o Exército Brasileiro já está presente.

Tumultos em baile funk

O choque cultural foi inevitável para o cabo Sérgio Veit, natural de Itapiranga, quando chegou ao Rio de Janeiro. –Eles são um povo mais individualista- comparou. –Lá todo mundo vive um em cima do outro- lembrou, sobre as construções das casas emendadas uma na outra.

Cabo Sérgio Veit.

Ele afirmou que os momentos de maior tensão foram nas horas em que tinham que encerrar as festas, como baile funk, pois tinham horário determinado para encerrar. –Havia tumulto pois a população reagia contra a atitude da tropa- explicou.

Veit disse que não sentia medo de entrar na favela pois estava preparado para enfrentar o que viesse. Mas os familiares ficaram preocupados. Agora ele estão aliviados pelo retorno do filho.

Veit disse que aprendeu muita coisa nesses três meses. Uma delas é valorizar o lugar onde mora. –Aqui é um paraíso- comparou.

 

 

Tráfico ostensivo foi reprimido

A ação da Força Pacificadora teve como resultado positivo a eliminação do tráfico ostensivo, na avaliação do capitão Diego Morais Duarte. Ele comandou o esquadrão no Rio de Janeiro, em ações de controle de vias urbanas, cercos e escoltas. Os militares receberam treinamento específico para atuar na área urbana, entre eles a utilização de arma não letal.

Capitão Diego Morais Duarte.

Duarte lembrou que um dos momentos mais tensos foi uma abordagem na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. –Já na chegada um militar levou uma pedrada- lembrou. Em outra ação, houve um disparo de arma de fogo de longa distância, de um ponto do morro, que, por sorte, não atingiu ninguém.

Em algumas ações, os militares tiveram que utilizar gás lacrimogêneo e disparos com arma de borracha. Ele lembrou que, no início, havia um receio da população em relação à atuação da Força Pacificadora. Mas aos poucos foram ficando mais receptivos. –A população passou a ter confiança no nosso trabalho- disse.

Duarte afirmou que a ação do Exército e das outras forças policias permitiu a chegada de serviços essenciais numa área antes dominada pelo tráfico. – Agora chega a empresa de recolhimento de lixo, correio e até postes de iluminação pública- explicou.

O capitão afirmou que o tráfico não foi exterminado completamente, mas já não é quem domina o território, pois a força do Estado se faz presente.

 

 

Ovos e tentativa de atropelamento

Uma das coisas que mais chamou a atenção do tenente Rafael Silva Romani no Rio de Janeiro foi que a população protegia os traficantes. –Eles estão tão acostumados com isso e têm medo- afirmou.

Romani lembrou que os traficantes conhecem a população e por isso muitos temem o que vai acontecer após a saída do exército.

Tenente Rafael Silva Romani.

Romani disse que o Complexo do Alemão era uma área onde não havia regras. Houve apreensões de drogas e produtos roubados. O transporte coletivo era feito por motoristas sem habilitação. Quando o exército chegava numa área, todo mundo sumia. –Os becos ficavam vazios de repente- disse.

As situações mais complicadas eram nas prisões. –Tinha que ser rápido senão acabava formando tumultos- disse.

Numa festa os militares estavam fazendo revista e alguém jogou ovos nos soldados. Os militares prenderam quem jogou os ovos e houve tumulto pois os moradores queriam defender quem foi preso.

-Tínhamos que agir rapidamente para evitar confusão- explicou. Houve até uma tentativa de atropelamento numa blitz. Segundo Romani, um Policial Militar à paisana não quis parar e quase atropelou um soldado. Ele foi parado com um tiro de borracha.

O tenente defende a permanência da Força de Pacificação no local. –Se o Estado tiver vontade acaba com o tráfico- opinou.

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