Saúde

06 set17:52

Insônia recorrente pode acarretar complicações nas funções de órgãos vitais

De acordo com o Centro Americano de Pesquisas em Transtornos do Sono, nos Estados Unidos, quase todas as pessoas têm entre uma e duas noites mal dormidas por ano. Quando o problema se torna crônico, o organismo fica sobrecarregado com os efeitos negativos.

Para Mathew Walker, pesquisador da Universidade da Califórnia, após uma noite mal dormida, a amídala cerebral, parte do cérebro que alerta o corpo para ficar preparado para situações de emergência, fica em ação permanente. Isso pode afetar o córtex frontal do cérebro, que é responsável pela nossa lógica racional. Além disso, a piora na capacidade de memória, controle da fala e irritabilidade ficam mais evidentes.

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em pegar no sono, continuar dormindo após pegar no sono ou acordar muito cedo pela madrugada. Pessoas com insônia podem apresentar cansaço e sonolência durante o dia, assim como dificuldade de atenção e concentração na escola e no trabalho. E o problema pode afetar pessoas de todas as idades.

O neurologista Leandro Teles alerta que, dependendo do nível de insônia, é possível ter complicações nas funções de órgãos vitais, hipertensão, alucinações visuais ou auditivas.

— A privação do sono também pode funcionar como gatilho para várias doenças neurodegenerativas — adverte.

Por isso, tratar o problema é fundamental. A primeira medida é tentar criar novos hábitos, como evitar cafeína após as 18h, deitar-se mais cedo, apostar em alguma técnica de relaxamento. Se nada disso funcionar, um médico pode ajudar o paciente a identificar as causas da ansiedade e a encontrar mecanismos eficientes para lidar com o problema, já que medicamentos para dormir não são a melhor solução.


BEM-ESTAR



Comente aqui
05 set11:34

Confira dicas para otimizar o tempo no trabalho

A capacidade de organizar bem o tempo de trabalho, produzindo adequadamente dentro dos horários de expediente, evitando horas extras e dando os retornos necessários, desafia trabalhadores nas diversas atividades profissionais.

— O ritmo alucinante das mudanças, a avalanche de dados e informações, a pressão do mercado para se produzir mais, com menor custo e tempo possíveis, reforçam a necessidade de gestão compartilhada e produtiva do tempo para garantir lucratividade, empregos bons e estáveis com qualidade de vida — diz Ricardo Barbosa, diretor de uma empresa de consultoria organizacional.

Segundo ele, alguns pontos potencializam essas dificuldades:

— Ausência de foco: o colaborador acumula várias obrigações e deseja resolver tudo ao mesmo tempo, o resultado é que nenhuma das obrigações é feita;

— Falta de concentração na tarefa em execução: o colaborador leva para empresa problemas pessoais, além de conversas paralelas que faz com que o resultado fique prejudicado;

— Ausência de planejamento: não sabendo se planejar, ocorre confusão e não se estabelece prioridades;

— Acomodação que gera desmotivação: muitos colaboradores não buscam fazer um trabalho diferenciado, criando um ciclo vicioso na relação acomodação e desmotivação;

— Procrastinação: deixar tudo que se pode fazer hoje para o amanhã;

— Refém de ferramentas tecnológicas: as pessoas ficam apegadas ao celular e ao uso de e-mail de forma errada, como checar a caixa de correspondência toda hora.


Uma forma eficaz, segundo Barbosa, é utilizar o quadrante do tempo, onde você irá separar suas atividades em: Crises, o que é importante e urgente; Urgências, o que é urgente mas não importante; Planejamento, o que é importante mas não urgente; e Rotina, nem importante e nem urgente.

— A pessoa estabelecendo bem esta relação com o tempo terá muito mais tempo para sua vida pessoal, caindo com o mito de que o colaborador dedicado é o que só pensa no trabalho. Só pensar no trabalho não é bom, pois afeta diretamente a nossa saúde, família e qualidade de vida. Quando planejamos nossas atividades, conseguiremos ser produtivos — alerta o consultor.


Veja as principais dicas para otimizar seu tempo de trabalho:

:: Estabelecer prioridades;

:: Disciplinar reuniões;

:: Disciplinar horários para conversas;

:: Estabelecer código de conduta telefônica e para eletrônicos;

:: Classificar atividades que são importantes e urgentes;

:: Evitar acumular funções que não sejam suas.


BEM-ESTAR



Comente aqui
03 set09:05

Pesquisa identifica lesões mais comuns entre praticantes de corrida

A corrida ganha cada vez mais adeptos e, com o aumento da sua popularidade, crescem também as incidências de lesões musculoesqueléticas. Joelhos, pés, pernas, tornozelo e coluna são as áreas do corpo mais afetadas, de acordo com pesquisa realizada por professores e alunos do Programa de Mestrado em Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo — Unicid.

Joelhos, pés, pernas, tornozelo e coluna são as áreas do corpo mais afetadas

A pesquisa descreve hábitos, características de treinamento, histórico de lesões e suas possíveis associações entre 200 corredores recreacionais. O levantamento foi realizado com pessoas que correm por lazer há pelo menos seis meses. A maioria era homem (73%), com idade média de 43 anos e volume de treino de 35 quilômetros semanais.

Os pesquisadores verificaram que quem corre há mais tempo tem menos lesões musculoesqueléticas.

— Esse resultado pode estar relacionado com pessoas que, com a experiência, se adaptaram ao esporte e agora entendem melhor o seu corpo e, com isso, criaram um fator de proteção — explica Alexandre Dias Lopes, professor da Unicid.

Dentre os avaliados, 55% relataram alguma lesão musculoesquelética ocorrida nos últimos 12 meses. Os problemas mais recorrentes foram tendinopatias e lesões musculares. Para o estudante Luiz C. Hespanhol Junior, que participou da pesquisa, esses dados indicam um alerta aos participantes do esporte.

— É importante que eles procurem o acompanhamento de um especialista da área da saúde para saber as consequências e soluções para os sintomas — afirma.

O projeto terá continuidade com novas análises que servirão como base de implementação de estratégias de prevenção para profissionais de saúde, permitindo ações efetivas para reduzir as lesões musculoesqueléticas.

BEM-ESTAR



Comente aqui
01 set12:23

Uva e vinho contêm composto que dificulta formação de gordura

A uva e o vinho contêm um composto que dificulta a formação de células de gordura, diz uma pesquisa americana publicada no periódico cientìfico The Journal of  Biological Chemistry.

— O piceatannol é composto por uma substância antioxidante que bloqueia a capacidade de novas células de gordura de se desenvolverem e crescerem, auxiliando no controle do peso, retardando a origem de células jovens de gordura e evitando que elas se transformem em células maduras — explica o médico nutrólogo Guilherme Giorelli, da Associação Brasileira de Nutrologia.

O composto também pode diminuir os níveis de açúcar no sangue e reduzir a pressão arterial, prevenindo infartos e doenças do coração. Além disso, ajuda no combate ao câncer, agindo como um bloqueio no crescimento e na dispersão das células cancerosas. Mas Giorelli ressalta que os benefícios do piceatannol são experimentais e não clínicos.

— Esse possível efeito foi percebido em estudos experimentais em animais, mas ainda precisam de comprovação clinica em humanos.

O composto auxilia no aumento do colesterol bom (HDL) e oxida o mau colesterol (LDL). O médico indica que uma taça ao dia é o consumo ideal. O mais recomendado é o vinho tinto seco, por ser o menos calórico — uma taça de 150 ml contém em média 108 calorias.

— É preciso ficar atento, pois o vinho só traz benefícios se for consumido moderadamente. Álcool em excesso pode trazer danos à saúde — afirma Giorelli.

Para ele, o consumo do vinho tinto moderado pode ser diário, porém, não substitui uma alimentação saudável e balanceada.

— O vinho é apenas um complemento para uma vida mais saudável e não uma prioridade — diz.

Para quem não pode consumir álcool, o suco de uva tem o mesmo benefício do vinho tinto. O composto também pode ser encontrado em amoras, frutas vermelhas, maracujá, mirtillo e amendoim.


VIDA E SAÚDE



Comente aqui
30 ago09:19

Cigarro responde por mais de 80% dos casos de câncer de pulmão e de laringe

O Brasil gastou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 para tratar doenças relacionadas ao tabaco, conforme levantamento feito pela organização não governamental Aliança do Controle do Tabagismo (ACT). Os gastos somaram quase R$ 21 bilhões no ano passado.

De acordo com os dados da ACT, 82% dos casos de câncer de pulmão no país são causados pelo fumo. Outros problemas de saúde também são provocados pelo cigarro: 83% dos casos de câncer de laringe estão relacionados ao tabagismo, 13% dos casos de câncer do colo do útero e 17% dos casos de leucemia mieloide.

No Distrito Federal (DF), por exemplo, a arrecadação, em média, é R$ 6,2 milhões mensais com a venda de cigarros (o valor corresponde a 25% do preço por carteira vendida). Por outro lado, o governo local gasta R$ 18 milhões por mês com o tratamento de doenças vinculadas ao fumo, segundo o pneumologista e coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Celso Rodrigues.

Para o médico, os números mostram o impacto do vício na saúde. De acordo com Rodrigues, o tabagismo cria dependência química, física e psicológica, o que influencia no tratamento.

— É muito importante que a pessoa entenda a relação dela com o cigarro. Ela tem que entender por que fuma, por que deseja parar de fumar e onde está a dificuldade, por que não parou até agora — explica.

O cigarro vicia porque o principal componente, a nicotina, faz com que o cérebro libere dopamina, hormônio que dá uma sensação agradável. O organismo do fumante passa a pedir doses maiores de nicotina para que a sensação se repita e a pessoa sente necessidade de fumar cada vez mais.

Os males causados pelo fumo não são apenas relacionados ao sistema respiratório. Segundo Mônica Andreis, vice-diretora da ACT, as pessoas ligam o cigarro somente ao câncer de pulmão, mas também causa câncer de bexiga, boca, língua, faringe, problemas de fertilidade e derrame cerebral.

AGÊNCIA BRASIL

Comente aqui
29 ago16:53

Dez dicas para se ter bons hábitos alimentares

A equipe de nutrição da marca Nutrella elaborou 10 dicas para uma alimentação mais saudável.

Confira:


1) Beba mais água: seis a oito copos por dia contribuem para o funcionamento do organismo. Além disso, a hidratação adequada traz consequências positivas para intestino, cabelos, pele e unhas. Mantenha uma garrafinha de água sempre por perto. Tire um intervalo da água no trabalho. Crie uma regra com seu copo d’água: estando vazio, encha-o. Coloque seu celular para despertar ou crie alertas no seu e-mail para lembrá-lo de beber água.


2) Evite pular refeições: o ideal é fazer pelo menos três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas por pequenos lanches, com intervalo de três a quatro horas entre as refeições.


3) Inclua alimentos integrais na dieta: alimentos na versão integral, como os pães feitos com farinha 100% integral, contribuem com mais fibras na dieta, ajudando na manutenção das taxas de açúcar no sangue em níveis normais. Além disso, eles são uma ferramenta importante para controle da saciedade e do peso.


4) Fique atento ao sal: o excesso aumenta o risco para hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além de provocar retenção de líquidos e aquela sensação de inchaço. Utilize pouco sal no preparo dos alimentos, investindo nos temperos naturais (como alho, cebola e ervas frescas e secas). Evite o consumo frequente de alimentos embutidos como salsichas, salames, linguiça e presunto.


5) Atenção com as bebidas alcóolicas: contém 7 kcal por grama, quase tanto quanto a gordura, e não tem nenhum benefício nutricional. Além de ser fonte de calorias vazias, o álcool pode conduzir à hipoglicemia, seguida por picos de fome. O excesso ainda prejudica o funcionamento do fígado.


6) Mantenha o prazer de comer: evite comer rápido, pois o contato mecânico dos alimentos com a mucosa do estômago estimula a produção de substâncias que têm efeito sobre a saciedade. Se uma refeição é feita em 10 minutos, não há tempo de informar o cérebro sobre a satisfação. Logo, comer devagar é necessário para que o organismo perceba a ingestão do alimento e, consequentemente, controle o apetite e a sensação de saciedade.


7) Consuma de três a cinco frutas por dia: além de excelentes opções para os lanches intermediários, contribuem com o fornecimento de vitaminas e minerais, assim como de fibras, que ajudam a manter a glicemia estável e a controlar o peso.


8) Evite grandes restrições: restringir demais a quantidade de alimentos ingeridos faz com que deixe de consumir nutrientes importantes ao organismo. Além disso, excluir algum nutriente (carboidrato, proteína, gordura) por muito tempo prejudica o bom funcionamento do organismo e dificulta manutenção do peso, favorecendo o efeito sanfona.


9) Moderação no consumo de cafeína: alimentos como café, chocolate, refrigerantes a base de cola e chá mate são ricos em cafeína, que em excesso aumenta a liberação de adrenalina. Esse hormônio aumenta a pressão arterial, sobrecarregando o coração. O ideal é ficar com até três xícaras por dia.


10) Mais gorduras boas: óleos vegetais (azeite extra virgem, canola, soja etc.), castanhas, abacate, peixes e creme vegetal contribuem para redução dos riscos de doenças do coração.


VIDA E SAÚDE



Comente aqui
29 ago09:23

Brasileiros ingerem cada vez menos fibras, alerta especialista

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda à população adulta o consumo de 27 a 40 gramas de fibras por dia, mas os brasileiros não só ingerem menos do que o sugerido, como também estão incluindo nas refeições cada vez mais alimentos industrializados pobres em fibras, alerta o gastroenterologista Vladimir Schraibman, do hospital Albert Einstein, de São Paulo.

— A ingestão média de fibras dos brasileiros é insuficiente. Com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D, o consumo de alimentos industrializados pobres em fibras é cada vez maior — diz.

O problema atinge inclusive as criançasdo país, afirma Schraibman, que explica como é feito o cálculo de ingestão de fibras para os pequenos:

— A recomendação da American Health Foundation (Fundação Americana da Saúde) para crianças e adolescentes de 3 a 20 anos é a quantidade correspondente à idade acrescida de 5 a 10 gramas. Por exemplo, uma criança de 10 anos deveria ingerir de 15 a 20 gramas de fibras diariamente.

Segundo ele, além de fornecer nutrientes, as fibras servem como matéria-prima para fermentação de bactérias da flora intestinal, que produzem vitaminas essenciais para o bom funcionamento do organismo e podem evitar doenças do coração, câncer, diabetes e prisão de ventre.

Outra função importante das fibras é que elas regulam o hábito intestinal por meio do aumento do bolo fecal, graças à sua capacidade de reter água associada à fermentação pela flora bacteriana. As fibras beneficiam também os processos de emagrecimento.

— Além de ser um alimento de baixa caloria, as fibras fazem com que estômago demore mais tempo para se esvaziar entre as refeições, causando uma sensação de saciedade precoce e, consequentemente, diminuindo o apetite. Também no intestino, as fibras ligam-se aos sais biliares e, dessa maneira, reduzem a absorção de gorduras — conta o médico.

Mas para ter o efeito correto a ingestão de fibras deve ser acompanhada de consumo de líquidos, pois algumas delas, como as encontradas na maçã, alho, cebola e folhas verdes, só agem no intestino por meio da absorção de água.

— Com pouca oferta de líquidos, as fibras alimentares, principalmente as solúveis, tornam-se ineficientes. Por isso, recomenda-se a ingestão de pelo menos dois litros de água e sucos todo dia.

Substituir o consumo de fibras encontradas nos alimentos naturais por vários suplementos e laxantes à base de fibras não é o ideal, defende Schraibman, que aconselha obtê-las por meio de uma alimentação saudável.

— O consumo de sementes e grãos, assim como chia, amaranto, quinua e linhaça, ajudam a potencializar a concentração de fibras e proteínas no organismo — conclui.


::: Exemplos de mais alimentos ricos em fibras

:: Cereais integrais: aveia,cevada, arroz, pão integral, linhaça e centeio.

:: Frutas: maçã, laranja, abacate e limão.

:: Legumes: batata, beterraba e mandioca.

:: Vegetais: couve, repolho, brócolis e agrião.

:: Grãos: feijão, lentilha, soja, ervilha, milho e grão-de-bico.


VIDA E SAÚDE



Comente aqui
23 ago11:36

Saúde de São Miguel do Oeste vai desenvolver atividades no Dia Mundial de Combate ao Fumo

A secretaria de saúde de São Miguel do Oeste, em parceria com as secretarias de educação e de cultura, lazer e turismo desenvolve atividades do projeto Antitabagismo alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Fumo. A data é lembrada no dia 29 de agosto.

Serão desenvolvidas atividades educativas nas escolas da rede municipal, a fim de conscientizar os educandos sobre os malefícios do cigarro.

A equipe irá apresentar uma peça de teatro voltada ao tema “Combate ao Fumo”, no dia 29, durante a manhã (às 8h30) na E.M.E.I.E.F. Marechal Arthur da Costa e Silva e, à tarde (às 13h30), na E.M.E.I.E.F. Escola Juscelino K. de Oliveira. Nas demais escolas municipais os trabalhos serão realizados após o dia 29.

Conforme a enfermeira e coordenadora do projeto, Cinara Saggioratto, o trabalho será intensificado com o envolvimento da Vigilância Sanitária que irá até os estabelecimentos comerciais, na próxima semana, repassar informações sobre a Lei Federal nº 9.294, de 1996, que proíbe fumar em ambientes fechados.


Comente aqui
22 ago11:41

Nutróloga ensina como conservar os nutrientes de alimentos congelados

Constantemente questionadas, as comidas congeladas podem ser saudáveis, se o congelamento for feito da maneira correta. De acordo com a nutróloga Liliane Oppermam, alguns alimentos, quando congelados, tornam-se até mais nutritivos.

— No feijão verde, por exemplo, quando congelado, a vitamina C concentrada se multiplica — explica a especialista.

Segundo Liliane, o alimento congelado se torna rígido, dificultando a proliferação de micro-organismos causadores de doenças. Outra vantagem é que evita o desperdício dos produtos, pois eles podem ser armazenados por muito mais tempo no congelador.

A embalagem tem grande importância durante o congelamento. Ela permite que o alimento se mantenha com todas as suas características, incluindo a textura e o sabor. Antes de iniciar qualquer procedimento, analise a embalagem e identifique se tem furos ou se é fácil de rasgar, para evitar que o alimento tenha contato com o ar do freezer e perca nutrientes.

Para o congelamento de carnes, o ideal é embalar em saco plástico ou de papel aderente. O papel alumínio, muito utilizado pela dona de casa para embalar, pode não soltar a carne e acaba por ressecá-la.

A nutróloga Liliane Oppermam ensina o passo a passo para evitar esse tipo de equívoco e congelar os alimentos corretamente, conservando todos os nutrientes:


:: Embalagem

Potes plásticos, de vidro ou sacos próprios para o armazenamento de alimentos são os mais recomendáveis para o congelamento, além de ser ideais para o consumo de uma refeição.


:: Etiqueta

Identifique na etiqueta do alimento dados como data de fabricação e validade.


:: Temperatura

Esteja atento à temperatura do freezer, o ideal é abaixo de 18°C. É possível congelar o alimento por três meses mantendo essa mesma temperatura.


:: Frutas

Retire os caroços e armazene somente a quantidade que será consumida.


:: Hortaliças

O congelamento das hortaliças é preparado de acordo com a técnica chamada branqueamento, que consiste em lavar e separar as partes estragadas do alimento, depois lavar em água fervente e logo em seguida colocar em água fria, provocando um choque térmico para eliminar as bactérias.


:: Carnes

Qualquer tipo de carne pode ser congelada, mas é recomendável que ela esteja fresca. Caso a carne já tenha sido congelada crua, ela só pode ser recongelada sob forma de prato pronto.


:: Alimentos que não podem ser congelados

Maionese, banana, pêra, macarrão sem molho, creme de leite, tomate, batata, pepino, salsão, pudins, queijos cremosos, ovos e iogurte. Esses alimentos perdem a textura e o sabor se forem congelados.


:: Para descongelar

Doces em geral e frutas, após retirados do congelador, devem ser mantidos fora da geladeira, em temperatura ambiente. Devem ser descongelados ainda embalados. Já as carnes e queijos podem ser mantidos na geladeira até o descongelamento total. Alimentos pré-prontos podem ser descongelados na hora e consumidos em seguida. Eles podem ser levados diretamente ao micro-ondas ou ao fogão.


BEM-ESTAR


Comente aqui
22 ago07:41

Campanha de multivacinação de crianças com até cinco anos se encerra sexta-feira

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

Até sexta-feira os postos de saúde do país estarão mobilizados para colocar em dia a carteira de vacinação de todas as crianças menores de cinco anos (4 anos 11 meses e 29 dias). Quem não está com atrasos, não precisa se vacinar novamente mesmo com as duas pequenas mudanças na campanha.

Nesta multivacinação, a vacina contra paralisia infantil, que antes era dada só em gotinhas, passa a ser injetável. São duas doses que devem ser tomadas aos dois meses e aos quatro meses de vida. A partir dos seis meses até os cinco anos, as doses continuaram sendo dadas em gotinhas.

Outra mudança importante é a inclusão da vacina Pentavalente, que vai substituir duas vacinas: a tetravalente — que protege contra a disenteria, coqueluche, tétano e um dos tipos de meningite — e a vacina contra hepatite B, o que significa uma picada a menos nas crianças.

Quem não conseguir levar o filho em um posto de saúde até sexta-feira, pode procurar o local fora do prazo que as vacinas continuarão disponíveis.

— É muito importante que o pai ou a mãe leve a criança ao posto de vacinação mais próximo porque o profissional de saúde irá ajudar na identificação de quais vacinas estão faltando na caderneta — diz a gerente de imunização da Secretaria Estadual da Saúde, Luciana Amorim.


Tira dúvidas

Quem precisa se vacinar?

Crianças menores de 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias) e que não estejam com a carteira de vacinação em dia.


O que meu filho vai tomar?

Estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico de vacinação da criança como: BCG, Hepatite B, Pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), Rotavírus, Pneumocócica 10 valente, Meningocócica C conjugada, Febre amarela, Tríplice viral e DTP. A criança irá ser vacinada com aquela que não está atualizada na carteira podendo ser uma, duas ou mais vacinas.


O que mudou do ano passado para 2012?

Foram incluídas duas vacinas com uma nova forma de aplicação, as duas injetáveis. A pentavalente que reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas já existentes (contra a hepatite B e a tetravalente que protege contra difteria, tétano, coqueluche) e a vacina poliomielite inativada, a que protege contra paralisia infantil e que antes era dada só em gotinhas.


Se meu filho tem a carteira de vacinação em dia, preciso ir ao posto vacinar por conta destas duas novas vacinas?

Não. Se a carteira estiver em dia seu filho está protegido.


Por que trocaram a gotinha pela injeção?

Porque o Brasil já está se preparando para a utilização apenas da vacina inativada quando houver a erradicação da poliomielite no mundo, momento em que será recomendado apenas o uso da vacina injetável.


Mas se meu filho tomou as gotinhas este ano, precisa tomar a injeção?

Depende de cada caso, da idade dele e da dose que ele tomou, por isso, a orientação é para ir ao posto e checar se há necessidade.


Eu não encontrei a carteira de vacinação do meu filho, e agora o que devo fazer?

Deve ir ao posto onde fez a última vacina, lá deverá ter uma segunda via. Se o posto for muito longe ou até mesmo em outra cidade, deve ir em qualquer posto e pedir uma solicitação de segunda via da carteira.


Mas e se nenhum posto encontrar a segunda via?

Neste caso, leve seu filho a qualquer posto de saúde que as equipes irão avaliar a idade dele e vacinar da mesma forma.


É arriscado vacinar de novo se ele tomou a vacina e eu não lembro?

Não. A equipe de saúde irá vaciná-lo com as doses que forem seguras para a criança


O que pode acontecer com meu filho se a carteira dele não estiver em dia?

Ele não será considerado uma criança vacinada. Há vacinas que só protegem com mais eficácia se a criança tomou todas as doses. A A criança fica desprotegida contra muitas doenças frequentes na infância como rotavírus (que causa diarreias e vômitos), hepatite B, meningite, paralisia infantil entre tantas outras.


Meu filho tem mais de cinco anos e eu não lembro se ele tomou todas as vacinas, o que devo fazer agora?

A campanha é voltada para as crianças menores de cinco anos. No entanto, você pode levar seu filho ao posto. Lá deverão ser feitas todas as tentativas de resgatar onde esta criança tem registradas doses anteriores. Caso não haja comprovação anterior, ela deverá receber todas as vacinas atribuídas a sua faixa etária.


Essas vacinas são 100% eficazes?

Não. Nenhum imunizante é 100% eficaz.

Meu filho vomitou logo depois que tomou a vacina, devo voltar ao posto para vacinar de novo?

Se foi injeção não há necessidade, ele continua protegido. Se foi gotinha e se faz poucas horas ele vai precisar tomar de novo.


Ouvi dizer que quanto mais fortes as reações, mais protegida a criança está. É verdade?

Não. A eficácia não está relacionada à intensidade de sinais como febre, inchaço e dor no local da aplicação. Uma das características das vacinas mais modernas, aliás, é justamente oferecer maior proteção com o mínimo de efeitos colaterais.


Também ouvi dizer que a primeira dose é sempre a mais importante e que o reforço é apenas uma segurança a mais. É verdade?

Mentira. Quando se pede o reforço é porque, no intervalo entre uma aplicação e outra, o número de anticorpos tende a despencar. A cada dose o contato com o vírus ou com a bactéria da vacina aumenta as defesas do organismo até elas chegarem ao ponto ideal.


O que é normal meu filho sentir depois da aplicação destas vacinas?

Tudo depende da vacina. Mas, de uma modo geral, cerca de 30% das crianças ficam com o local avermelhado, doído, às vezes, endurecido, podem ter febre entre 38ºC e 39ºC, em raros casos podem ter convulsão e podem chorar bastante no dia. Mas na maioria dos casos, cerca de 70% delas, não apresentam estes sintomas.


Posso dar um remédio para dor ou febre para meu filho um pouquinho antes ou logo depois da vacina para ele não sentir nada?

Sem orientação médica não. O correto é ele tomar a vacina e se der muita reação retornar ao posto e pedir orientação sobre o que ele deve tomar, muitas crianças são alérgicas a alguns remédios e os pais nem sabem.


É verdade que as vacinas pagas em clínicas particulares não dão reações para as crianças?

Em parte. Elas têm um composto que podem diminuir as reações, mas mesmo pagas, dependendo da criança, ela pode ter reações.


Há como saber que reações meu filho terá e o que devo fazer para diminuí-las?

Não há como saber e os pais não devem fazer nada sem a orientação de um médico.


Se eu resolver pagar uma vacina em clínica particular posso utilizar a mesma carteira de vacinação e voltar a vacinar no posto?

Sim, não há necessidade de outra carteira e é possível utilizar o público e o privado com a mesma.


Fontes: Ministério da Saúde e Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC

Comente aqui