Saúde

29 mai11:10

Comer fora de casa não é desculpa para comer mal

Mais vagas ocupadas no mercado de trabalho, mais renda, menos tempo disponível, menos qualidade na alimentação. É o que se pode concluir a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o consumo alimentar dos brasileiros: além de comer mais arroz e feijão do que os que têm salários mais altos, pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

Preparar o próprio alimento é a maior garantia de uma refeição de qualidade, garante o nutrólogo Paulo Henkin. Mas como fazer isso se você sai de casa pela manhã e só chega na hora de dormir? Estar ou não em casa é o que menos importa num cenário cheio de comidas congeladas e telentregas. É preciso entender que nem só de fast food se faz uma comida rápida.

— Comer rápido é diferente de comer com pressa. Eu posso levar meu sanduíche de casa e almoçar em 10 minutos com todos os nutrientes necessários — exemplifica o médico.

Da mesma forma, um bufê variado não é sinônimo de alimentação balanceada. A nutricionista Aline Moscoso explica que um erro comum nesses restaurantes é misturar mais de uma porção de amido: lasanha e arroz, por exemplo. Outro equívoco é em relação aos molhos. Na salada, os que são à base de maionese devem ser substituídos por molhos com iogurte. Também é preferível que as carnes sejam grelhadas, sem molhos ou frituras.

— O certo é termos uma fonte de arroz integral ou batata cozida, uma concha de feijão ou ervilha, uma carne magra e uma salada de quatro cores— afirma Aline.

No preparo do sanduíche, a lógica é a mesma: uma fonte de proteínas, carboidratos, ferro e os nutrientes da salada. A dica da nutricionista Paula Barbosa Correa é prestar atenção nas cores das saladas usadas no recheio:

— Os alimentos roxos, como a beterraba, podem substituir o feijão, já que são uma fonte de ferro, e os vermelhos, como o tomate, são ricos em licopeno, um poderoso antioxidante que combate os radicais livres, prevenindo doenças — exemplifica.


Em vídeo, nutricionista ensina como montar um prato saudável no bufê:


BEM ESTAR

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29 mai11:00

Indígenas bloqueiam três rodovias na divisa entre SC e RS

Marielise Ferreira | marielise.ferreira@zerohora.com.br

Três rodovias no norte gaúcho e que fazem divisa com Santa Catarina foram bloqueadas por indígenas em quatro pontos na manhã desta terça-feira. Eles reivindicam melhorias no atendimento à saúde nas reservas em que vivem. As interrupções acontecem em Iraí, São Valentim, Ronda Alta e Planalto.  Policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Chapecó ajudam na orientação do trânsito no local.

Os bloqueios começaram por volta às 9h. Mais de 300 indígenas trancaram o trânsito na rodovia Iraí — Palmitos (SC), a dois quilômetros da ponte que liga Iraí ao estado vizinho. Troncos e pedras impedem a passagem de carros. Longas filas se formaram nos dois lados da ponte.

A PRF  de Seberi monitora o protesto e orienta os motoristas a aguardarem em postos de gasolina para evitar confrontos. Há três desvios possíveis, todos por balsa. O mais próximo tem 28 quilômetros até Vicente Dutra, onde uma balsa dá passagem somente para carros de até 9 toneladas, com pequeno porte.

Passar por ali pode chegar a uma espera de quatro horas segundo a PRF, já que a balsa é pequena e passam dois veículos por travessia. O desvio com condições de travessia para caminhões tem distância de 60 quilômetros e fica em Barra do Guarita, na divisa com Itapiranga (SC). Os indígenas em Iraí devem permanecer com a rodovia trancada até as 16h.

Na rodovia Ronda Alta – Nonoai (ERS-324) há dois pontos de bloqueio feitos por indígenas. Um deles no km 46, em Ronda Alta, na localidade Alto Recreio e outro em Planalto, no km 91 na localidade Linha Bananeiras. No primeiro ponto, em Ronda Alta, onde o fluxo de veículos é maior, cerca de 100 a cada hora, os indígenas prometem desbloquear a rodovia em intervalos de duas horas. Já em Planalto, prometem liberar a passagem de carros a cada seis horas.

A Polícia Rodoviária de Nonoai, que está monitorando os bloqueios, não orienta os motoristas a buscarem desvios. É que todas as formas de desviar o protesto passam por estradas vicinais dentro das reservas indígenas e os motoristas poderiam ser retidos por indígenas também ali.

Na rodovia São Valentim – Erval Grande (RSC-480) cerca de 100 indígenas bloqueiam a rodovia que leva a Chapecó (SC) e impedem também a entrada em Benjamin Constant do Sul, no km 30, que possibilitaria o único desvio, por dentro da Reserva Indígena do Votouro. Neste ponto, os caingangues estão irredutíveis e prometem não retirar o bloqueio enquanto não forem atendidos em suas reivindicações. Mais de 50 veículos passam por hora na rodovia e há engarrafamento nos dois lados da via. Os indígenas querem melhorias no atendimento à saúde nas reservas indígenas, com distribuição de medicamentos e atendimento ampliado.


ZERO HORA



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28 mai16:13

Projeto “Caminhada Orientada” em Abelardo Luz

O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) de Abelardo Luz iniciou neste mês as atividades do Projeto de Caminhada Orientada com os grupos de Hiperdia. A ação faz parte do Programa Estratégia de Saúde da Família e tem como propósito incentivar a prática da atividade física visando a melhoria da qualidade de vida dos diabéticos e hipertensos do município.

As atividades são desenvolvidas por um profissional de Educação Física e acompanhadas por médicos, enfermeiros e demais membros da equipe do ESF de cada região.

- Atendemos cerca de 50 pessoas por grupo – disse a educadora física do NASF, Cristiane Rosiak. Ela disse ainda que o objetivo do projeto é proporcionar a prática da atividade física, reduzir o índice de sedentarismo e as doenças decorrentes da falta de exercícios físicos.

Na cidade as atividades são realizadas na avenida Beira Rio, conhecida também como rua do Lazer. Além de praticaram 30 minutos de caminhada em um belo cenário, às margens do Rio Chapecó, os integrantes fazem alongamentos e realizam a aferição da pressão arterial antes e após os exercícios, sempre com a supervisão de todos os profissionais. No interior a atividade física é desenvolvida em espaços alternativos como campos de futebol e espaços comunitários.


Benefícios

De acordo com a professora Cristiane, a caminhada, quando feita de forma contínua e supervisionada, proporciona inúmeros benefícios ao praticante. Entre os principais, ela destaca a redução do estresse e da ansiedade, aumento da autoestima, combate a depressão e melhoria da respiração, além de auxiliar no controle do peso, do colesterol e da diabete, entre outros.


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27 mai15:03

Programa “Mexa-se” completa um ano no Distrito de Marechal Bormann em Chapecó

Com o objetivo de oferecer atividades físicas para os moradores do Distrito de Marechal Bormann, o Centro de Saúde da Família idealizou o programa “Mexa-se”. Há um ano, nas quarta e sexta-feira, cerca de 40 pessoas praticam atividades físicas.

Marcio Besteni Koury, médico da unidade de saúde, explica que o objetivo do programa é combater o sedentarismo. – Realizamos um estudo e percebemos que haviam muitos moradores com hipertensão e diabetes, por isso pensamos esse programa, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e diminuir os problemas de saúde – destacou.

Antes do grupo, o médico comentou que as pessoas reclamavam que não tinham tempo para praticar atividades físicas e ainda que não havia um local adequado para isso. Outro ponto de destaque, segundo o médico, é que antes do grupo, a maioria das consultas realizadas na unidade de saúde, eram para tratar doenças que poderiam ter sido evitadas com a prática da atividade física.

- A equipe do Centro de Saúde então pensou esse programa e já estão aparecendo os resultados, como por exemplo, a diminuição no uso de medicamentos – comentou.

Koury também explica que o exercício físico tem poucas contra indicações, e que o risco de ter uma complicação causada pelo exercício físico é menor do que os malefícios causados pelo sedentarismo.

- Todos os pacientes que participam do grupo passaram por avaliação física e um preparo antes de iniciar as atividades físicas – finalizou.


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27 mai10:31

Ceratocone, doença degenerativa, pode levar à cegueira

Quando Jefferson Martins Matos, 21 anos, identificou a gradual perda da visão, em 2006, tudo indicava que não passaria de simples miopia e astigmatismo. As imagens cada vez mais embaçadas e as fortes dores de cabeça, entretanto, levaram à desconfiança de uma doença rara na córnea do olho esquerdo de Jefferson, o ceratocone. Caracterizado pela distensão da córnea e pelo afinamento progressivo, o ceratocone é uma doença degenerativa e hereditária, que acomete menos de 0,5 % da populaçãol. Afeta homens e mulheres em igual proporção e, em 90% dos casos, em ambos os olhos.

Em geral, a doença se desenvolve assimetricamente: o diagnóstico do problema no segundo olho ocorre cerca de cinco anos após o diagnóstico no primeiro. À medida que a córnea se torna afinada e sua superfície cada vez mais cônica, o paciente percebe a diminuição da capacidade visual. Coceira e sensibilidade à luz são alguns dos sintomas que afetam o paciente com a córnea curvada. Quando em estágio avançado, a deformação ocular pode levar à cegueira. Segundo o oftalmologista Daniel Moon Lee, especialista no tratamento de ceratocone e catarata e em implantes intraoculares, a doença inicia-se geralmente durante a adolescência, por volta dos 16 anos.

-— No entanto, alguns pacientes podem levar mais tempo para descobrir o problema real, achando que se trata de miopia ou astigmatismo — explica.

Lee afirma que o tempo de aparecimento dos sinais de ceratocone também varia para cada paciente, podendo evoluir rapidamente ou levar anos para se desenvolver. Apesar de mais raros, há casos de pacientes que apresentam alterações na córnea na infância ou após os 30 anos.

Para Jefferson Martins, o avanço do ceratocone foi rápido. O grau de miopia do olho esquerdo chegou a oito em 2008, quando foi constatado o cone na córnea:

— Apesar de o aumento de grau ter estabilizado desde então, os óculos não conseguem mais melhorar minha visão. Até o fim de setembro, passarei a usar lentes de contato rígidas para correção — conta Jefferson.


Lentes de contato corrigem o problema

O uso de lentes de contato é o tratamento mais usado atualmente para a correção do ceratocone.

— A lente rígida estabiliza a superfície ocular, proporcionando uma curvatura da córnea mais regular — explica Moon Lee.

Por se tratar de uma lente rígida, a adaptação, especialmente sobre a córnea com curvatura muito irregular, não é imediata e deve ser feita com acompanhamento do oftalmologista, que vai testar e adaptar a lente ao paciente.

Segundo Alberto Reinaldo Rettold, especialista em lentes de contato, a capa lacrimal que se forma atrás da lente é o que dá a visão ao paciente, pois ela deixa a córnea ser cônica novamente.

— As gás-permeáveis (ou siliconadas) são as únicas recomendadas para os pacientes. Não servem as gelatinosas. É possível voltar a ter uma visão normal — afirma o especialista.

Aquele que se propõe a passar pela adaptação às lentes consegue grande melhora da qualidade de vida, sem necessidade de procedimentos cirúrgicos. Porém, quem não se adapta ou não obtêm o resultado esperado do tratamento podem recorrer a técnicas cirúrgicas, reversíveis ou permanentes, para correção da curvatura da córnea. A cirurgia não é recomendada nas fases iniciais, porque o uso de lentes de contato pode resolver o problema do paciente dando-lhe uma boa qualidade de visão.

Alguns pacientes acreditam que a única forma de tratar o ceratocone é por meio de transplante de córnea, o que, segundo o médico, é a última opção – e apenas para casos graves e de rápido avanço. Além disso, um procedimento cirúrgico sempre traz riscos associados, como rejeição, infecção e até perda da visão.

VIDA E SAÚDE



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25 mai09:48

OMS lança plano de emergência para erradicar a pólio

A Iniciativa Global para Erradicação da Pólio lançou nesta quinta-feira um plano de emergência para combater a paralisia infantil. São necessários US$ 1 bilhão, ou mais de R$ 2 bilhões até 2013.

Brasil está livre do vírus desde os anos 90.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, que faz parte da Iniciativa, a verba é necessária para campanhas de vacinação onde a poliomielite ainda é endêmica, como Nigéria, Paquistão e Afeganistão.


Urgência

Em Genebra, ministros que estão reunidos na Assembleia Mundial da Saúde concordaram que a “situação é urgente”. Eles devem lançar uma resolução para declarar “a completa erradicação da pólio como emergência para a saúde pública global.”

De acordo com a OMS, a falta de financiamento prejudica campanhas de vacinação em 24 países. Só neste ano, foram registrados 55 casos. Mas segundo estimativas, a falha em erradicar a poliomielite poderia deixar 200 mil crianças paralisadas, por ano, até a próxima década.


Índia

A agência cita casos de sucesso obtidos nos últimos dois anos. A Índia, por exemplo, saiu da lista de países endêmicos em fevereiro.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o país está livre do vírus que causa a pólio desde os anos 90.

Além da OMS, a Iniciativa Global para Erradicação da Pólio é formada pelo Unicef, a Rotary Internacional, a Fundação Bill & Melinda Gates e governos nacionais.


RÁDIO ONU EM NOVA YORK



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25 mai09:46

Dificuldade na distinção de cores gera problemas a motoristas daltônicos

O daltonismo ou dicomatropsia é uma doença que provoca a confusão na percepção das cores, principalmente entre o verde e o vermelho. Trata-se de uma condição transmitida geneticamente num padrão recessivo, mas pode também surgir devido a outras causas, como por exemplo lesões no olho ou no cérebro.

O distúrbio, que era desconhecido até ao século 18, recebeu esse nome em homenagem ao químico John Dalton, primeiro cientista a estudar a anomalia de que ele mesmo era portador. Uma vez que esse problema está geneticamente ligado ao cromossomo X, acaba sendo de ocorrência muito mais comum entre os homens.

Os portadores do gene anômalo apresentam dificuldade na visualização de determinadas cores, como o verde e o vermelho, o que causa distorções na visualização de diversas cores do espectro. Isso ocorre devido ao mau funcionamento dos cones existentes na retina, dando uma percepção incorreta de certas cores.

O tipo mais comum de daltonismo é aquele em que a pessoa não distingue o vermelho do verde. Aquilo que, para uma pessoa é normal, é verde ou vermelho, para esse daltônico é cinzento em várias tonalidades. O motorista com esse tipo de daltonismo pode contornar o problema de distinguir as luzes do semáforo observando suas posições, pois pelas cores não é possível.

Em número menor, existem daltônicos que confundem o azul e o amarelo. Outro tipo raro é aquele em que as pessoas só enxergam preto, branco e cinzento.


Problemas para dirigir

Uma das principais dificuldades para quem tem o problema é depender de outros para andar de carro. No Brasil, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2008, determina que os candidatos à direção de veículos devem ser capazes de identificar as cores verde, amarela e vermelha: ou seja, em alguns casos, estão impedidos de tirar carteira de habilitação.

Porém, em algumas cidades, como São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) instalou faixas refletivas brancas nos semáforos para facilitar a diferenciação das cores. O ajuste, simples e de baixo custo, não tem previsão de implementação em Porto Alegre.

Assim como qualquer pessoa, os daltônicos devem fazer todos os exames como o psicotécnico e o de vista para se tirar a carteira.

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4.937/09, do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que altera os formatos das lentes de semáforos para beneficiar os daltônicos. Segundo a proposta, as com foco vermelho serão quadradas, as amarelas, triangulares e as verdes, circulares. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro determina que todas as lentes sejam circulares.


Diagnóstico

Existem dois métodos para identificar o daltonismo. Um deles é aplicado para identificar o defeito congênito e, o outro, para o adquirido. Para diagnosticar o congênito, o Método de Ishihara é a mais utilizada. Este procedimento consiste na exibição de uma série de 32 cartões coloridos, cada um contendo vários círculos de cores ligeiramente diferentes. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo. Para diagnosticar o daltonismo adquirido, a técnica mais utilizada é mais complexa.


VIDA E SAÚDE

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24 mai15:37

Secretaria de Saúde de Abelardo Luz implanta Farmácia com plantão 24 horas

Agora os cidadãos abelardenses que necessitarem de remédios gratuitamente à noite ou de madrugada podem ir ao Centro Municipal de Saúde “Angela Nardino Bertoncello”. Já está em funcionamento na unidade, desde o dia 15 deste mês, a Farmácia de Plantão 24 Horas, com mais de 339 tipos de medicamentos gratuitos a disposição de todos.

A novidade faz parte das ações que visam facilitar o acesso dos moradores aos serviços básicos de saúde. – Há tempos estávamos tentando implantar esse serviço que vai beneficiar muitos abelardenses, em especial, as pessoas que não tem condições de comprar o remédio – destaca o prefeito Dilmar Fantinelli.

A farmácia da Unidade Central de Saúde funcionava das 7h às 19h, no mesmo horário do Plantão Médico. Após esse horário o plantão médico é feito no Hospital Nossa Senhora Aparecida e a farmácia ficava fechada.

- Agora a farmácia está funcionando de segunda a segunda-feira. Para ser atendido o cidadão precisar ir até a unidade e apresentar a receita ao farmacêutico de plantão -explica o secretário de Saúde, Mauro Tortelli.

Dos 339 medicamentos gratuitos disponíveis a população, 121 são da lista básica do SUS e o restante comprado pelo município. Na lista não estão incluídos os medicamentos contraceptivos estes fornecidos através da equipe do Programa de Controle da Natalidade.


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24 mai14:26

Médico comenta controvérsias entre pesquisas que relacionam a cafeína ao risco de câncer

O café tem sido objeto de polêmica científica há muito tempo. Enquanto uns apontam que a substância pode diminuir o risco de câncer de esôfago, outros indicam que pode gerar maior risco de câncer de estômago com a ingestão de mais de três xícaras por dia. Estudos recentes já buscaram evidências de que o consumo do café possa ter alguma relação com câncer de próstata, de mama, de ovário e de pâncreas. Mas nem todas as pesquisas encontraram resultados similares.

Para o oncologista Stephen Stefani, do Instituto do Câncer Mãe e Deus, apesar de os dados serem conflitantes sobre o papel do café como causa de câncer, a maioria dos estudos descreve um papel protetor da cafeína, embora modesto.

— Uma das explicações conhecidas é que o café provoca a redução de substâncias produzidas pelo corpo que podem estimular câncer. Também há dados de laboratório que mostram que a cafeína funciona como um protetor solar natural, reduzindo o risco de câncer de pele — comenta Stefani.


Funções antioxidantes

Segundo o médico, dentre outros componentes, o café é fonte de polifenois diferentes, que podem ter ações antioxidantes contra várias doenças relacionadas com o estresse oxidativo, tais como o câncer e as doenças cardiovasculares. O estresse oxidativo representa um desequilíbrio de agentes oxidantes no organismo, resultando em aumento de radicais livres, que ocasionam lesões celulares.

Os polifenois também estão presentes em outros alimentos, tais como alguns tipos de verduras, legumes e frutas. Por exemplo, o cravo-da-índia é um dos alimentos mais ricos em polifenois. Devido a suas propriedades, esses compostos começaram a ser estudados em relação às suas possibilidades de quimioprevenção. Há evidências de que eles podem atuar, de diferentes maneiras, na regulação do processo de morte celular.

— Mesmo que exista alguma evidência de que o café possa proteger contra alguns tipos de câncer, não existe sentido em recomendar o consumo dessa substância para a proteção do câncer. Também não há evidências suficientes de que o café possa ser fator de risco para alguns tipos de câncer — observa o oncologista.


Com moderação

O que se sabe, até então, é que o consumo de café em quantidades razoáveis não é fator carcinogênico comprovado.

— É necessário que as pessoas se conscientizem que, para a prevenção do câncer, é preciso parar de fumar, ter uma alimentação saudável e realizar exercícios físicos — recomenda Stefani.

Sendo assim, está liberado o cafezinho para marcar a passagem do Dia Nacional do Café, comemorado nesta quinta-feira, 24 de maio. Só não vele exagerar na dose.


BEM-ESTAR



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24 mai12:30

Vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho

O Ministério da Saúde prorrogou a 14ª Campanha de Vacinação contra Gripe em uma semana, até o dia 1º de junho. A ampliação do prazo, que terminava nesta sexta-feira (25), possibilitará que um número maior de pessoas se vacine e se proteja da doença.

Até esta quinta-feira (24), 15,8 milhões de pessoas já tinham tomado a vacina, o que representa 52,46% do público-alvo, formado por pessoas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e povos indígenas. A meta da campanha é imunizar 80% deste grupo prioritário, correspondente a 24,1 milhões de pessoas.

>> Santa Catarina registra a quarta morte por Gripe A este ano

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta sobre importância da vacina, que é oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país. Padilha lembra que ela é segura e protege contra os três vírus que mais circulam no Brasil. “Prorrogamos o prazo para que todas as pessoas que não tiveram tempo de ir aos postos de saúde possam se vacinar contra a gripe e estejam protegidas no inverno, período de maior circulação do vírus. A vacina é a melhor maneira de evitar a doença”, afirma Padilha.

O principal objetivo da campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações provocadas por infecções do vírus da gripe. Como resultado da imunização, em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados diminuiu 44% – de 9.383 para 5.230. No entanto, se não mantermos altas coberturas vacinais, esses números poderão voltar a se elevar neste ano.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, descarta mitos de que a vacina possa ter efeitos nocivos. “Ela é segura. A maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção. Só quem tem alergia a ovo não pode tomar a vacina”, ressaltou. O secretário explicou ainda que é impossível contrair gripe após a vacinação, como algumas pessoas costumam afirmar. “O vírus usado nesta vacina é inativado”, observou.

PARCIAL – Até o momento, a melhor adesão à campanha é entre as crianças, com o percentual de cobertura de 59,4%. Em números, significa que quase 2,6 milhões de crianças, entre seis meses e menores de dois anos, já foram protegidas contra a gripe, de um total de 4,3 milhões.

Na sequência, 1,3 milhão de trabalhadores de saúde já receberam a vacina, o que corresponde a taxa de 54,3% do total de quase 2,5 milhões profissionais. Mais de 10,7 milhões de idosos também já se vacinaram contra a gripe. A cobertura neste público é de 52%, do total de quase 20,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. As gestantes respondem pelo percentual de cobertura de 47,5%, o que representa pouco mais de um milhão de futuras mães vacinadas, de um total de 2,1 milhões. É importante relembrar que as gestantes podem tomar a vacina, independentemente do período da gestação, não oferecendo nenhum risco para ela ou para o seu bebê. A população indígena alcançou 40,4% de cobertura, perante o total de 586,6 mil índios.

A escolha dos grupos prioritários foi recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), respaldada em estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Ao vacinar os grupos prioritários, quebra-se a cadeia de transmissão para a população em geral.


PROTEÇÃO – Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e, de 39% a 75%, a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a vacina reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte, aproximadamente de 50% a 68%, respectivamente.


Fonte: Ministério da Saúde

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