SC

19 jan17:23

Cidasc inspeciona veículos em barreiras sanitárias do estado

O vice-presidente da Cidasc, Valmor Fiametti, acompanhado de técnicos e profissionais da empresa vistoriou nesta quarta-feira três barreiras sanitárias em divisas do estado.

Acompanhados da Polícia Militar e do Exército, o grupo vistoriou veículos em duas barreiras em Dionísio Cerqueira, a primeira que faz divisa com a Argentina e outra que liga Santa Catarina ao Paraná. Os profissionais ainda inspecionaram carros em outra barreira que divide o Brasil e a Argentina, em Paraíso. Foram apreendidas cargas de carne ou derivados de animais, como queijo e presunto. Um flagrante de turistas que pretendiam levar os produtos para consumo no litoral.

Segundo o vice-presidente essa é uma prática perigosa. – Esses produtos tem um padrão de armazenamento e qualidade que as pessoas não podem oferecer em seus veículos, principalmente em viagens distantes como essa. Por isso a preocupação da Cidasc em examinar e apreender, sempre pensando no bem estar da população – destacou.

Fiametti ainda agradeceu o apoio da Polícia Militar e do Exército, que ofereceram segurança e transparência durante toda a ação. As vistorias devem continuar sendo feitas por profissionais da Cidasc em todas as barreiras sanitárias do estado.


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19 jan11:06

Produtores tem dificuldades de acessar o Proagro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início da semana 3,2 mil agricultores tinham encaminhado pedido ao banco do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária em Santa Catarina, em função das perdas com a estiagem. Mas bastou o início das avaliações técnicas na lavoura para constatar que muitos produtores que imaginavam receber uma compensação, vão ficar sem o benefício.

-Alguns estão retirando o pedido para não ter que pagar o laudo- explicou o gerente regional da Epagri de Chapecó, Valdir Crestani. Ele orientou que antes de fazer o pedido no banco, o produtor procure um técnico de confiança para fazer uma avaliação se vale a pena encaminhar o Proagro.

Para ter direito ao pedido de Proagro o produtor deve ter quebra de 30%. Mas, segundo o engenheiro agrônomo Ivan Carlos Chiapinotto, esses 30% não é da produtividade e sim da receita prevista.

Por isso o que deve ser levado em conta é o valor de estimativa de produção que o agricultor declarou no banco. Se ele declarou que iria colher 100 sacas numa área e o preço do milho era de R$ 22, a previsão de renda por hectare é de R$ 2,2 mil.

Alisson Baldissera, que trabalha no escritório da Epagri de Chapecó, citou que um produtor teve perda de 50% mas a previsão dele era colher 210 sacas por hectare. Ele fez um financiamento de R$ 7,4 mil e gastou mais R$ 3 mil do bolso para planta cinco hectares. Mas, mesmo com a quebra, as 110 sacas estimadas dariam uma renda bruta de R$ 15 mil, o suficiente para pagar o empréstimo.

- O problema no caso do seguro é que o preço do milho está alto- disse o engenheiro agrônomo Ivan Tormen.



O engenheiro agrônomo Ivan Tormen. esteve na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba.



Ele foi na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba. O produtor estimou uma quebra de 50% na lavoura de milho, para a qual pegou empréstimo de R$ 8 mil. Chegando lá Tormen constatou que o agricultor havia cortado 1,5 hectare da lavoura para as vacas,o que não é permitido. Além disso, nos 3,5 hectares que sobraram ele deveria colher pelo menos 300 sacas, o que daria R$ 8,1 mil, o suficiente para pagar o empréstimo. Mesmo ficando sem renda o agricultor foi orientado a não encaminhar o pedido de Proagro, pois ele seria indeferido e Basso teria que bancar o laudo, que custa R$ 190.

Mesmo ficando sem a safra do milho e perdendo 30% da renda do leite, ele não terá benefício do Proagro. A Federação da Agricultura Familiar da Região Sul já vinha alertando para o problema da falta de renda do agricultor, o que está se confirmando.


O problema

- Santa Catarina tem 130 mil contratos de custeio das lavouras com o Proagro

- Destes 3,2 mil tinham encaminhado pedido e perdas ao banco até segunda-feira

- Podem solicitar pedido ao banco produtores com perdas a partir de 30%

- O Proagro cobre só o valor do financiamento e mais uma cobertura de renda até R$ 3,5 mil.

- Ou seja, quem perder 100% da lavoura vai ter o empréstimo isento e poder receber 3,5 mil ou 65% da renda prevista (o que for de menor valor)

- Só vai receber o Proagro quem colher menos que o valor do empréstimo.

- Quem colheu R$ 2 mil e tem empréstimo de R$ 3 mil vai isentar apenas R$ 1 mil do empréstimo.

- Se o produtor não pedir o laudo e não ganhar o Proagro terá que pagar R$ 190 do laudo.



83 Municípios em situação de emergência

Irani e Peritiba também decretaram Situação de Emergência em SC.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 18 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.



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19 jan08:52

Sol aparece entre nuvens em Santa Catarina nesta quinta-feira, aponta previsão

O sol aparece entre nuvens em Santa Catarina nesta quinta-feira. Entre a tarde e a noite, há previsão de chuva isolada. No Litoral, a chuva pode ocorrer também de manhã. Não se descarta o risco de temporais isolados com granizo e rajadas de vento entre 60 e 90km/h, principalmente à tarde, por causa das temperaturas mais elevadas.

As máximas chegam entre 28ºC e 29ºC na Grande Florianópolis, no Litoral Norte e no Sul. No Oeste, os termômetros ficam por volta dos 30ºC. No Vale do Itajaí, atingem 33ºC. Na Serra, não passam de 27ºC.

Na sexta-feira, o sol continua aparecendo entre nuvens no Estado. Persiste condição de chuva entre a tarde e a noite. As temperaturas permanecem elevadas.


DIÁRIO CATARINENSE



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17 jan10:46

Prefeito de Chapecó entrega reivindicações ao governador de SC

O prefeito em exercício Américo do Nascimento Júnior, aproveitou a visita do governador de Santa Catarina Raimundo Colombo, nesta segunda-feira e entregou um extenso e detalhado relatório sobre os prejuízos provocados pela estiagem em Chapecó.

Américo aproveitou o ato de anúncio de recursos dos governos estadual e federal, ao qual estiveram presentes além do governador do Estado, o vice, três ministros de Estado, o secretário de Estado da Agricultura e Pesca João Rodrigues e o presidente da Assembléia Legislativa de SC deputado Gelson Merísio. O documento finaliza com a reivindicação de recursos públicos do Governo do Estado para que o Município de Chapecó possa garantir a execução das ações necessárias ao atendimento das comunidades afetadas com a estiagem, bem como prevenir-se para futuras ocorrências de seca.

Américo do Nascimento, prefeito em exercício, quando entregou documento com as reivindicações ao governador Raimundo Colombo.

Foi relatado ao governador que Chapecó encontra-se em Situação de Emergência desde 30 de dezembro. A seca atinge direta e indiretamente cerca de 180 mil habitantes no meio urbano e outras 18 mil no meio rural. Além disso, o Município destaca-se na produção de alimentos – um dos maiores produtores do estado -, fato que movimenta a economia, em especial com a produção de milho, soja, feijão, fumo, trigo, pecuária de leite, piscicultura, avicultura e suinocultura.

O prefeito recorre aos números apurados pela Secretaria de Agricultura e Serviços Rurais e da EPAGRI para acentuar o volume de prejuízos, na casa dos R$ 21 milhões. Os prejuízos econômicos se caracterizam pelas perdas de 40% no milho safra = 11.880 ton. (plantio de agosto a dezembro), 30% na cultura da soja = 6.120 ton., 30% na cultura do feijão da safra = 800 ton. perdas de 30% na produção de carne bovina (equivalendo a 250 unidades animais (UA), 20% na produção de citrus (laranja = 795 ton), redução de 30% na produção de hortaliças (1.980 ton), 40 ton na produção de leite (novembro e dezembro) equivalentes a 9 milhões de litros.

Para Américo do Nascimento Júnior os prejuízos sociais podem ser caracterizados pela necessidade de abastecimento público através de caminhões-pipas contratados pela municipalidade. Isso gera instabilidade comportamental nas famílias, obrigadas a reduzir e/ou deixar de cultivar alguns produtos destinados à subsistência.

Chapecó já desembolsou mais de R$ 150 mil com equipe própria para transportar água e atender o consumo doméstico e animal do meio rural e urbano, com o propósito de amenizar o problema enfrentado pela população. Também foram adotadas medidas preventivas para enfrentar o problema da estiagem em anos anteriores. Entre elas, estão a implantação de 42 km de redes de água para consumo humano e abertura de 12 poços artesianos na área rural. Desta forma, das 26 comunidades do interior, 12 já foram atendidas, mas outras 14 ainda dependem de atenção.

Para fazer frente a essa realidade o prefeito em exercício Américo do Nascimento detalhou ao governador Raimundo Colombo a necessidade de materiais e equipamentos. São: dois caminhões-pipa; uma retro-escavadeira; um caminhão-caçamba; um veículo médio para Defesa Civil Municipal; 12 poços artesianos; 52 caixas d´água de 10 mil litros; 15 mil metros de mangueira de 1 polegada, além de canos, lona preta, telha de amianto, abertura de reservatórios de água (tanques ou açudes) e equipamentos para irrigação.


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17 jan07:08

Plano de combate à estiagem é considerado insuficiente

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Um pacote de R$ 28,6 milhões dos Governos Federal e Estadual foi confirmado ontem em Chapecó, com a presença dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, do ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento, e do governador Raimundo Colombo.

O plano prevê ações emergenciais, como recursos para os municípios bancarem serviços de transporte de água, mas também medidas a médio e longo prazo, como perfuração de poços e crédito para construção de cisternas e sistemas de irrigação.

Os R$ 10 milhões do Ministério da Integração Nacionais serão utilizados para perfuração de 333 poços artesianos, o que dará uma média de quatro poços por município. Cada município deve receber um distribuidor de adubo orgânico, já que o Estado liberou R$ 1 milhão para compra destes equipamentos, que custam cerca de R$ 15 mil.

O governo do estado também anunciou R$ 1,6 milhão para auxílio dos municípios em despesas de transporte de água e silagem, sendo que 1,3 milhão já haviam sido anunciados há duas semanas. Isso dá cerca de R$ 20 mil por cidade. O prefeito de São Carlos, Élio Godoy, considerou as medidas como “razoáveis”. Ele lembrou que muitos poços perfurados em seu município não dão água. E que é necessário investimento mais forte em reservatórios e cisternas. Ele já gastou cerca de R$ 50 mil com o transporte de água. Em Chapecó já há exemplos de cisternas que vem dando certo. O Governo do Estado liberou R$ 10 milhões para bancar o juro de financiamento de cisternas, sistemas de captação e armazenagem de água e distribuição. E também assinou um termo de cooperação técnica com as agroindústrias para incentivar a instalação desses sistemas nos aviários e pocilgas. O presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, disse que a empresa vai incentivar seus integrados a acessarem o programa Juro Zero. Ele considerou a medida positiva para evitar o transporte de água nos períodos de estiagem.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, disse que as dívidas que vencem neste início de anos foram prorrogadas para 31 de julho. E que elas podem ser renegociadas até cinco anos. O coordenador da Federação da Agricultura Familiar da Região Sul, Fetraf-Sul, Celso Ludwig, entregou uma pauta de reivindicações para os ministros. Ele afirmou que o que foi anunciado ontem é muito pouco. –Não pode ficar só nisso senão é fogo de palha- explicou.

Ludwig disse que as medidas não resolvem o problema da renda do produtor. A prorrogação das dívidas não resolve. Os ministros afirmaram que o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária vai atender as perdas e que os técnicos da Epagri estão fazendo os laudos das perdas. Em Santa Catarina 3,2 mil produtores, dos 130 mil contratos de custeio, já solicitaram o Proagro. No entanto o programa só pode isentar o financiamento, a partir de 30% de perdas, garantindo uma renda para o produtor de, no máximo, R$ 3,5 mil.

O agricultor Valdecir Carvalho, de Chapecó, espera a visita de um técnico para verificar as perdas. Ele estima em 50% a quebra no milho e 40% na soja. Se for confirmado esse percentual ele terá isenção de 50% no financiamento de R$ 51 mil da lavoura de milho e 40% nos R$ 30 mil da lavoura de soja.

-As ações ajudam a minimizar as perdas- avaliou. Mas ele afirmou que precisa uma prorrogação das dívidas. Além disso ele pretende acessar o programa Juro Zero e construir uma cisterna para seus dois aviários.

O Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, afirmou que o governo está empenhado em desenvolver ações para evitar que a situação se repita nos próximos anos. Celso Ludwig disse que é necessário investimento em irrigação, com recursos subsidiados, para garantir parte da produção nas propriedades.

Ou seja, as medidas anunciadas ontem devem ser apenas o começo de ações de infraestrutura que resolvam a falta de estiagem de forma permanente.


Outras medidas anunciadas

-Prorrogação das dívidas que vencem no início do ano para 31 de julho

-Compra de milho e trigo pelo Governo Federal para disponibiliza-los aos produtores do Sul com transporte subsidiado.

-Garantia de benefício de seguro do financiamento e renda até R$ 3,5 mil do Programa de Apoio à Atividade Agropecuária (Proagro).



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16 jan11:48

Pacote de Combate à estiagem em SC é anunciado em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Foi confirmado nesta manhã em Chapecó o Pacote de R$ 28,6 milhões para o combate a estiagem em Santa Catarina. Estiveram reunidos no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, e o ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento, além do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Também estiveram presentes prefeitos e outras lideranças políticas.


Mendes Ribeiro Filho, ministro da Agricultura.


Os ministros confirmaram a liberação de R$ 10 milhões do Governo Federal, que devem ser aplicados na perfuração de 333 poços artesianos nas comunidades rurais dos municípios atingidos pela estiagem, que eram 80 até o final de semana. Também foi assinado um convênio entre o Ministério, o Governo de Santa Catarina e o Banco de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul, no valor de R$ 6 milhões, para financiamento de sistemas de captação de água e irrigação. O recurso tem prazo de 12 anos para pagar e juros de 6,75% ao ano.

O Governador do Estado, Raimundo Colombo, anunciou R$ 12,6 milhões em recursos. São R$ 10 milhões para o Programa Juro Zero, da Secretaria da Agricultura, que servirá para subsidiar o juro dos investimentos que os agricultores tomarem para financiar cisternas e outros sistemas de armazenamento de água.

Mais um milhão será destinado aos municípios em situação de emergência para a compra de distribuidores de distribuidores de água, que são distribuidores de dejetos de suínos adaptados para a função. Cada um custa R$ 13 mil. Além disso o governo também confirmou mais R$ 353 mil para os últimos 20 municípios que decretaram situação de emergência, totalizando R$ 1,6 milhão dividido entre as prefeituras, para bancar serviços de transporte de água e silagem. Cada município vai receber conforme o número de propriedades rurais, o que dá uma média de R$ 20 mil por município.

Foi anunciado também a prorrogação das dívidas agrícolas que venciam em janeiro. Agora os agricultores tem prazo até o dia 31 de julho para saldá-las.


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16 jan08:58

Calculadora online é disponibilizada aos lojistas de SC

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) está disponibilizando em seu site a Calculadora Lojista, uma nova ferramenta para auxiliar no dia a dia dos empresários. De acordo com a Associação Empresarial de Maravilha, todos os associados podem acessá-la por meio do código e da senha utilizados nas consultas do SPC.

A calculadora permite realizar diversos tipos de cálculos financeiros (juros, parcelamentos, adiantamento de contas, etc.) e gerar etiquetas de produtos conforme a legislação vigente. Na página também consta um manual com orientações para tirar as dúvidas dos usuários.

Acesse a Calculadora do Lojista.

Outras informações sobre a ferramenta podem ser obtidas com a Associação Empresarial, pelo telefone (49) 3664-0414.


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16 jan08:52

Sol aparece entre nuvens em Santa Catarina nesta segunda-feira

O tempo fica firme no Oeste de Santa Catarina nesta segunda-feira. Nas demais regiões, ocorre variação de nuvens com aberturas de sol e chuva isolada no início e fim do dia, segundo a Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições climáticas.

As máximas chegam entre 28ºC e 29ºC na Grande Florianópolis, no Litoral Norte, no Planalto Norte e no Vale do Itajaí. No Oeste, os termômetros atingem 30ºC. No Sul e na Serra ficam entre 25ºC e 26ºC.

Na terça-feira, a manhã tem presença de sol em boa parte do Estado. Porém, na faixa litorânea, deve ter nebulosidade variável e chuva isolada durante todo o período. Nas demais regiões, sol e pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Temperaturas ficam elevadas com sensação de ar abafado.

DIÁRIO CATARINENSE

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16 jan07:10

Pacote contra a seca terá R$ 28,6 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Será de R$ 28,6 milhões o montante de verbas de combate a estiagem em Santa Catarina, que será anunciado nesta segunda-feira no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó. Estarão presentes os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, e o ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento, além do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Uma coletiva está prevista para às 10 horas e, às 10h30, o ato com a presença de prefeitos e outras lideranças políticas.

Depois está prevista a visita a uma propriedade rural em Chapecó. Os ministros devem confirmar a liberação de R$ 10 milhões do Governo Federal e que devem ser aplicados na perfuração de 333 poços artesianos nas comunidades rurais dos municípios atingidos pela estiagem, que eram 80 até o final de semana. Também será assinado um convênio entre o Ministério, o Governo de Santa Catarina e o Banco de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul, no valor de R$ 6 milhões, para financiamento de sistemas de captação de água e irrigação. O recurso tem prazo de 12 anos para pagar e juros de 6,75% ao ano.

O Governo de Santa Catarina vai anunciar R$ 12,6 milhões em recursos. São R$ 10 milhões para o Programa Juro Zero, da Secretaria da Agricultura, que servirá para subsidiar o juro dos investimentos que os agricultores tomarem para financiar cisternas e outros sistemas de armazenamento de água.

Mais um milhão será destinado aos municípios em situação de emergência para a compra de distribuidores de distribuidores de água, que são distribuidores de dejetos de suínos adaptados para a função. Cada um custa R$ 13 mil. Além disso o governo vai anunciar mais R$ 353 mil para os últimos 20 municípios que decretaram situação de emergência, totalizando R$ 1,6 milhão dividido entre as prefeituras, para bancar serviços de transporte de água e silagem. Cada município recebe conforme o número de propriedades rurais, o que dá uma média de R$ 20 mil por município.


Perdas já atingem R$ 497 milhões

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), vai entregar uma pauta de reivindicações ao ministro Mendes Ribeiro Filho, solicitando disponibilização de milho para os animais, programa de irrigação, programa de sementes para plantio de safrinha e desburocratização na liberação do seguro. O coordenador da entidade, Celso Ludwig, disse que as ações são importantes mas insuficientes em relação ao volume de perdas.

– Precisamos buscar uma solução para a renda do agricultor. Em Santa Catarina as perdas na agropecuária já somam R$ 497 milhões, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria da Agricultura.



80 Municípios em situação de emergência


Itá e Xavantina foram os dois últimos municípios a decretar.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim

Lista atualizada às 17h40, do dia 13 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.




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13 jan08:43

Rios estão secos no Extremo Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O prolongamento da estiagem no Oeste vai consumindo a água até dos rios, agravando a situação de milhares de agricultores. Em Belmonte um dos principais rios, o Lajeado Tabajara, já não tem mais água correndo no seu leito. Até parece uma estrada cheia de pedras. O agricultor José Luís Borges dos Santos caminha pelo local e mostra onde normalmente ficava o leito. –Tinha mais de meio metro de água- explicou.

O rio servia para abastecer as quatro vacas, que agora recebem água da rede de um poço artesiano, que é servida num bebedouro. –Nossa rotina é tratar os bichinhos e esperar a chuva- disse Dair dos Santos, mulher de José.



Rio tabajara, que corta três comunidades em Belmonte, está seco. O agricultor José Luis Borges dos Santos tem que dar água para o gado em bebedouros.



Até o peixes morreram. Sobraram apenas algumas poças Dair utiliza para lavar algumas roupas. É uma forma de economizar o precioso líquido. –Nunca vi o rio tão seco- diz. A família Santos teme ficar sem alimento para o gado, já que a lavoura de milho foi perdida e a pastagem do campo está secando. –O sol está matando tudo- lamentou José.

O extensionista da Epagri em Belmonte, Evandro Carlos Decol, disse que outro rio importante do município, o Belmonte, também está ficando sem água. E os afluentes já secaram. Cerca de 50 famílias dependem do transporte de água da Prefeitura.

>> Santa Catarina vai receber R$ 10 milhões para combater a seca

>> 75 municípios em situação de emergência

As maiores perdas são na lavoura de milho, que em média oscilam entre 70 e 75% segundo Decol. O agricultor Carlinhos Godóe teve perdas que superam 90%. Ele pretendia colher 1,5 mil sacas de milho em 10 hectares. –Não vai dar 100 sacas- lamenta. Ele até está tentando fazer silagem para o gado e assim aproveitar o que sobrou das espigas e da palha. A junta de bois tenta aproveitar para comer as plantas secas. Godóe tem R$ 7,9 mil em financiamento e espera ser isentado pois não tem como pagar. Ele aguarda o laudo da Epagri para encaminhar o pedido do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). –Vamos ver se a gente ganha alguma coisa- explicou.

Na residência da família, a água da fonte só chega à noite. Sua mulher, Judite Godóe, armazena o que pode num reservatório, para utilizar no dia seguinte. E economiza ao máximo. Ela primeiro lava as roupas mais limpas e reutiliza a água para lavar as mais sujas.

O gerente regional da Epagri em São Miguel do Oeste, João Carlos Biasibetti, disse que as perdas maiores são na agricultura familiar, onde a quebra é de 60% no milho e 30% no leite. O laticínio Terra Viva teve uma redução de 20% na captação de leite.


Pastagens estão morrendo

A falta de chuva pode ser observada nas pastagens do Extremo Oeste, que estão morrendo. O gado tenta encontrar algum broto verde no meio das folhas de grama que já estão brancas. A costelas dos animais já começam a aparecer.



A costelas dos animais já começam a aparecer.



–Eles perderam 30% do peso- lamenta o agricultor José Mayer.

A fonte modelo Caxambu já secou. E no rio Lajeado Tabajara, que serve para os animais beberem, restam só poças. Se não chover nos próximos dias ele vai ter que tirar água do consumo humano, que vem por uma rede comunitária, para dar aos animais.

Mayer tem 19 bovinos, quatro cavalos e duas ovelhas. Como não tem mais pasto ele está cortando o milho que não serve mais para a produção de grãos.-A lavoura se foi, não vai mais produzir- sentenciou. O problema é que ele perdeu os R$ 2.780 que investiu na lavoura e não tem cobertura de seguro. Além disso está devendo R$ 1,3 mil. Para piorar, a renda com a produção de leite caiu cerca de 20%. Ele tirava 1,2 mil litros por mês e agora estão em mil litros, o que garante um ganho de apenas R$ 780, sem contar as despesas.

–Não sei como vamos passar o ano- refletiu. Ele investiu todas suas economias na lavoura e perdeu tudo. Mayer espera algum auxílio, nem que seja divino. –Nem que seja Deus que dê uma mão pra gente- concluiu.


Dois meses sem chuva

-A última chuva boa foi no dia 21 de novembro- lembra o agricultor Egídio Volpato, de Belmonte.

O poço que abastecia a casa já secou e ele depende agora do transporte de caminhão pipa da prefeitura. Sua mulher, Inês, não lava mais a louça com a torneira aberta.

–Lavo tudo dentro de uma bacia para economizar- disse.



Dair dos Santos lava roupa no rio por falta de água.



O açude da propriedade, lembra o nordeste brasileiro. –Sobrou só 5% da água- calculou Volpato. Na borda do reservatório, o solo está todo rachado. E a pastagem em volta, está morrendo. –Não tem mais pasto- mostra o agricultor. Ele teme ficar sem alimentação e sem água para as 26 cabeças de gado que tem na propriedade. A lavoura de milho, nem sabe se vale a pena colher. –Não sei se vai cobrir o custo- explicou.

Em São Miguel do Oeste choveu um pouco mais, mas não muito. Em dezembro a Epagri registrou 53 milímetros. De acordo com o gerente regional da Epagri, João Carlos Biasibetti, isso representa 1/3 do normal. Em janeiro, a situação é ainda pior. Foram apenas 16,4 milímetros até ontem. As nuvens rondavam a região ontem mas até o final da tarde haviam caído apenas alguns pingos em pontos isolados. A previsão era de 5 milímetros de chuva.

–Isso não dá pra nada, é chuva para um dia- calculou Biasibetti. Volpato disse que seriam necessários 50 milímetros para recuperar os pastos. E com chuvas regulares a cada semana. Caso contrário a estiagem vai ficando cada vez pior.



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