SC

14 set08:49

São João do Oeste tem o menor índice de analfabetismo em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Numa cidade distante 760 quilômetros de Florianópolis as casas são bonitas e bem pintadas, os gramados verdes e floridos. As ruas são limpas. Não há mendigos. A delegacia quase não tem ocorrências. Coincidência ou não, São João do Oeste é o município mais alfabetizado de Santa Catarina e o segundo mais alfabetizado do Brasil. E o interessante é que a cidade não tem escola particular. Os 1,1 mil alunos são de sete escolas municipais e três estaduais. É que o município, desde a colonização, tem a educação como prioridade.

— O município dá apoio e os professores são competentes — explica a diretora do Centro Educacional São João do Oeste, Jacinta Dill, que tem 220 alunos do ensino fundamental.

Ela explica que os 20 professores tem pós-graduação. Os estudantes devem seguir uma cartilha de boas maneiras, como esperar sua vez na fila, esperar sua vez de falar e deixar a sala limpa e arrumada. Quando bate o sinal no fim do dia não há aquela correria alucinada como em algumas escolas. Cada aluno pega a sua cadeira, coloca virada sobre a carteira e sai ordenadamente. O gosto pela leitura é estimulado, com uma biblioteca farta. Além disso, em cada sala de aula, há livros disponíveis.

— Hoje eu peguei nove livros para ler em casa — afirma Carine Folmann, de 10 anos, que está no quarto ano. Ela lê em média 20 livros por mês. E ao mesmo tempo em que se dedica à leitura, recebe aulas com o netbook que foi doado para a escola. O quinto ano, também está ligado à tecnologia, com uma lousa interativa. Ou seja, a escola mantém-se atualizada às inovações mas sabe que isso é apenas um aspecto a ser levado em conta. O que vale é ter uma aula atrativa.

A professora Marlise Klunk, que dá aula para o primeiro ano, chega a dar cursos sobre técnicas de ensino. Ela monta brinquedos com material reciclado que servem para a aprendizagem. Com tampinhas de refrigerante e latas ela trabalha a adição e subtração. Cartas de baralho viram jogo de memória. Com caixas ela cria dados com letras e números.

— Eles aprendem brincando — explica a professora, que sente-se feliz e realizada na profissão.

Um dos segredos dela é manter a atenção dos alunos. Tanto que, se alguém não está prestando atenção, ela para a atividade, até que todos estejam atentos.

— Para aprender o aluno precisa estar ligado em você — explica.

Outra estratégia da Escola é oferecer aulas de reforço desde o início do ano, para alunos que demonstram dificuldade. Com isso eles não chegam no final do ano sem ter aprendido o conteúdo. Além disso há atividades diferenciadas, como aulas de alemão. Júlio César Ritter, de 11 anos, prevê que isso será importante no futuro, tanto profissionalmente, como para visitar outros países.

A secretária de Educação do Município, Silvane Baugarten, disse que a disputa na região é grande para dar aula em São João do Oeste. Leane Boebel, é de Mondaí, fez curso de alemão na UFSC e agora foi dar aula em São João do Oeste. Ela também se sente valorizada na cidade. Reflexo disso é que, ao perguntar para as alunas Raquel Schneider Wirth e Jussara Webers, de seis anos, o que pretendem ser no futuro, elas respondem: — Quero ser professora.

DIÁRIO CATARINENSE


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11 set10:12

Sistema de baixa pressão se desloca para o oceano e sol volta a aparecer em SC

O dia começa nesta terça-feira com muitas nuvens e chuva do Planalto ao Litoral. No decorrer do dia, porém, o sol aparece.

Isso porque, um sistema de baixa pressão se desloca para o oceano. Com isso, o sol, mesmo entre nuvens, faz com que as temperaturas se elevem durante o dia.

>> Acesse o blog do Leandro Puchalski

De acordo com a Epagri/Ciram — órgão que monitora as condições meteorológicas em Santa Catarina — a máxima deve ficar em torno do 21ºC na Grande Florianópolis e em torno dos 22ºC no Litoral Sul. Já no Oeste, os termômetros devem indicar 23ºC, enquanto no Planalto Norte podem registrar até 25ºC.


DIÁRIO CATARINENSE



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10 set10:43

Chuva veio tímida no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A chuva veio, mas de maneira tímida no Oeste Catarinense. Em Chapecó, segundo o observador metereológico da Epagri, Franscisco Schervinski o acumulado do domingo, até as 9 horas desta segunda-feira, foi de 8,6 milímetros. Esta foi a primeira chuva do mês registrada na cidade, que tem a média histórica de 182,1 milímetros para setembro.

O metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski disse que a segunda-feira será de nuvens e chuva em Santa Catarina.

- No Oeste e Norte a chuva pode aumentar de intensidade entre tarde e noite – disse Puchalski. Ele disse ainda que há chance de chuva forte para as cidades da Serra e Sul que estão próximas ao estado gaúcho.

Na terça-feira o tempo segue com nuvens, porém na faixa do Oeste para o Centro do estado o tempo está seco e com aberturas de sol durante o dia.


Acumulado da chuva entre domingo e segunda-feira na região Oeste:

Chapecó – 8,6 mm

Dionísio Cerqueira: 21,2 mm

São Miguel do Oeste: 25,8 mm

Xanxerê – 9,8 mm

Dados: Inmet/Ciram


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10 set08:41

Semana começa com chuva, temperaturas mais baixas e risco de temporais em SC

A semana começou com chuva em Santa Catarina. A instabilidade atinge todas as regiões nesta segunda-feira. Há risco de pancadas mais fortes e até temporais ao longo do dia, principalmente na faixa Leste. As temperaturas ficam mais baixas em relação às semanas anteriores, que registraram calor acima da média para esta época do ano.

>> Confira mais informações no blog do Leandro Puchalski


Veja algumas marcas desta segunda-feira pela manhã:

Lages: 15°C

Criciúma: 15°C

Chapecó: 18°C

Florianópolis: 18°C

Joinville: 18°C

(Temperaturas registradas por volta das 7h nas estações da RBS)


À tarde os termômetros também terão comportamento diferente na comparação com as últimas semanas, quando o calor chegou aos 30°C em muitas regiões.


Veja algumas previsões de máximas para hoje:

Grande Florianópolis: 20°C

Extremo-Oeste: 22°C

Meio-Oeste: 21°C

Planalto-Sul: 19°C

Litoral-Sul: 17°C

Vale do Itajaí: 20°C

Litoral Norte: 22°C

(Dados da Epagri/Ciram)


Mudança também a partir de terça-feira:

A região entre a faixa Oeste e o Centro já terá tempo seco na terça-feira. A nebulosidade persiste, mas o dia terá aberturas de sol.

Nas demais áreas, a chuva segue durante a madrugada e manhã. Com as nuvens mais carregadas se deslocando em direção ao mar, períodos de melhoria no tempo devem ocorrer ao longo do dia.

Para quarta-feira, o tempo deve ficar seco em todas as regiões. A chance de chuva fraca segue apenas em alguns pontos do Norte e Vale do Itajaí.


DIÁRIO CATARINENSE



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07 set10:55

Equipes de Handebol Feminino e Basquetebol Masculino de Concórdia jogam nesta sexta-feira

As modalidades de Handebol Feminino e Basquetebol Masculino disputam nesta sexta-feira, dia 7, a semifinal dos 25º Joguinhos Abertos de SC. O Handebol Feminino folgou na quinta, enquanto que o Basquetebol Masculino garantiu vaga na semifinal ao vencer a equipe de Jaraguá do Sul de 75 à 64.

Na Semifinal o Basquetebol masculino enfrenta a equipe de Joinville às 13h30min. O Handebol Feminino enfrenta a equipe de Blumenau às 15h30.


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07 set08:50

Feriado de Sete de Setembro será de tempo quente em Santa Catarina

Neste feriado de Sete de Setembro, dia da Independência do Brasil, o sol e o calor deixarão as temperaturas altas. Em Florianópolis e Vale do Itajaí deve ocorrer predomínio de nuvens na maioria do dia, e o clima seco deixa o tempo quente. No Planalto Norte e Serra pode ocorrer chuva fraca.

>> Confira o Blog do Puchalski

No Sul e no Oeste temperaturas podem chegar a 30ªC.

Ao longo dos dois próximos dias temperaturas continuam altas e podem atingir 28 a 30 graus, ou até mais no sábado. No final da noite de sábado, pouca chuva pode ocorrer.

Na manhã de domingo o ainda sol aparece, mas a tarde nuvens e temperaturas baixam e o calor no sul, na serra e no oeste.


DIÁRIO CATARINENSE



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06 set11:25

Intercâmbio entre dois países irmãos

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

É só a professora Gessi Carminha dos Santos entrar na sala de aula do primeiro ano, na Escuela Frontera 604 Intercultural Bilíngue No 1, que um aluno já comenta, em português. – Hoje tem aula diferente. O detalhe é que a cena é em Bernardo de Irigoyen, cidade argentina da província de Misiones, que fica na fronteira com a cidade catarinense de Dionísio Cerqueira.

Duas vezes por semana Gessi e outras oito professoras atravessam a fronteira para dar três aulas de português no país vizinho. Enquanto isso três professoras vem para o Brasil dar aula na Escola de Educação Básica Dr. Theodureto Carlos de Faria Souto.

Enquanto no lado argentino Maximiliano Benjamin Ramirez, de seis anos, ouve histórias em português e aprende a dizer: Bom dia, tudo bem; no lado brasileiro Pedro Henrique Bronstrup, de 11 anos, cumprimenta dizendo: Hola, que tal?

Ao entrar na sala do quinto ano da escola Theodureto é como atravessar a fronteira. Nas paredes, há mapas da Argentina, frase em espanhol e a bandeira da província de Misiones. Nos cadernos, os alunos exibem a bandeira azul e branca com um sol no meio.

Durante a aula a professora Fátima Zaragoza, coordenadora do projeto bilíngue em Misiones, ensina a música “El niño y el tucano”, de Fausto Rizani. Os alunos não têm aulas de espanhol e sim em espanhol, que contempla a cultura, tradições, costumes e a vida real no país vizinho.

Os alunos afirmam que é muito melhor ter aulas com professores “importados”. –Até pelo conhecimento que eles têm é muito melhor- afirmou Dayani Machado Machiavelli. Gustavo de Oliveira Gabriel, de 10 anos, disse que já melhorou a comunicação com seus tios, que moram na Argentina. –Agora eu entendo o que eles falam- explicou.

Sthefanie Carvalho, de 11 anos, veio de Porto Alegre, pela primeira vez teve espanhol e está gostando. Até porque ela mora com os pais no lado argentino e isso vai ajudar na comunicação. Izabella Carolina Presser Fortes pensa até em morar na Argentina, depois que fizer o sonhado curso de Biologia.

Para o diretor da escola Theodureto, Mauro Edvan Prado, a parte positiva do projeto é essa questão intercultural. –Os alunos acabam conhecendo as duas culturas- afirmou. A partir disso, há uma aproximação natural.

O conhecimento bilíngue permite aos alunos que passarem pelo projeto melhores condições de trabalhar no comércio local, já que há brasileiros trabalhando na argentina e argentinos morando no Brasil.

O diretor da Escuela Frontera 604 Intercultural Bilíngue No 1, Juan Carlos Morinico, lembra que o projeto está melhorando a compreensão do português. –Antes era um portunhol- lembra. Ele afirmou que, melhorando a compreensão, conhecendo a cultura de cada lado, ajuda a melhorar no relacionamento entre brasileiros e argentinos.

Tanto que alunos argentinos já participaram de atividades no Brasil e prometem desfilar junto no Sete de Setembro. Por outro lado os brasileiros devem participar das comemorações de 25 de Maio, data de comemoração da independência da Argentina. Pelo menos nas duas escolas da fronteira, o Mercosul existe de fato.


O QUE É O PROJETO

O Projeto Intercultural Bilíngue Escola de Fronteira foi criado em 2005, numa parceria entre Brasil e Argentina, para promover o intercâmbio entre professores e alunos. Entre as 14 escolas do início do projeto, há uma catarinense, a Escola de Educação Básica Dr Theodureto Carlos de Faria Souto, em Dionísio Cerqueira. Atualmente cerca de 240 alunos, de 12 turmas, participam do projeto. Em 2009 o projeto foi ampliado para 26 escolas, em cinco países.



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05 set09:08

Estiagem amplia prejuízos de agricultores no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina mal acabou de sair de um período de estiagem, que trouxe prejuízos de R$ 777 milhões, e a falta de chuva já começa a trazer problemas no estado, principalmente na região Oeste. Ontem houve uma reunião da Defesa Civil de Chapecó para tomar algumas medidas de fornecimento de água, que já está faltando em algumas propriedades do interior.

Agosto, com 2,3 milímetros, foi o mês com menor chuva já registrado na Estação Meteorológica da Epagri em Chapecó. Isso em 43 anos de registro, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

De acordo com o secretário de Agricultura de Chapoecó, Altair Silva, a produção de leite no município já caiu 30%, devido às pastagens secas, e o plantio das lavouras de milho está atrasado cerca de 15 dias.

O produtor Flávio Fonseca, por exemplo, deveria ter plantado 20 hectares de milho.

– Já deveria estar nascido – explicou. Ele lamenta que teve prejuízo na safra passada, onde perdeu 70% das lavouras de milho e soja.

– Deixei de colocar no bolso R$ 600 mil.  Agora está preocupado pois novamente falta água para as plantas. Pelo menos ele conseguiu um desconto R$ 17 mil no financiamento de R$ 30 mil do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outro produtor que teve perdas na safra passada e agora novamente amarga prejuízo é Claudemir Laval. Ele perdeu 50% da safra de milho e de soja. Agora já tem quebra de 50% nos 43 hectares de trigo e, nos 26 hectares de milho, não germinaram 35% das plantas.

– Já é uma lavoura estragada – explicou.

Se chover nos próximos dias ele vai tentar replantar manualmente nos espaços onde o milho não nasceu. Ele afirmou que o ano de 2012 não está favorável ao agricultor.

– Às vezes dá vontade de vender tudo e ir para o Mato Grosso – desabafou.

O funcionário da Agropecuária Locatelli, Paulo Kreibich, aguarda a chuva para plantar os 150 hectares de milho, que já deveriam estar na terra.

– Estamos com as máquinas prontas e paradas há duas semanas – explicou. O solo chega a estar rachando de tão seco.

O secretário adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, afirmou que as perdas são mais concentradas na região Oeste. Mas ainda não tem um levantamento de quanto é o prejuízo. Spies disse que a falta de chuva já começa a comprometer a próxima safra. E lembrou que a estiagem passada, que causou perda de 900 mil toneladas de milho no Estado, é um dos fatores que está agravando a crise na suinocultura e avicultura, causada pelo alto custo de produção.

Ele lembrou que, no início do ano, a saca de milho de 60 quilos estava em R$ 24 ou R$ 25. Atualmente, está em R$ 35. Se não chover, o problema pode se estender para a próxima safra.

>> 33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Previsão de chuva a partir da segunda quinzena de setembro

Até metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva. Segundo o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico. Puchalski disse que a falta de chuva não é uma estiagem nova e nem continuidade da ocorrida no verão passado.

– É uma condição pontual – explicou.

A boa notícia é que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro. As chuvas podem até ser acima do normal se confirmar o fenômeno El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na altura da linha do Equador.

–Há uma expectativa de El Niño – disse Puchalski. O efeito deste fenômeno é o contrário do La Niña, que provocou estiagem em Santa Catarina.

O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, disse que a Epagri/Ciram também prevê normalização das chuvas a partir da segunda quinzena de setembrol. Em outubro as chuvas podem passar de 200 milímetros no Oeste e Meio Oeste, com volume de 140 a 180 milímetros do Planalto ao litoral.

Em Chapecó 375 famílias do interior já estão recebendo água em caminhões pipa. O volume transportado é de 65 mil a 80 mil litros por dia. No verão passado esse volume chegou a 350 mil litros/dia.


Oito meses de chuva abaixo da média

Em Chapecó, nos últimos 10 meses, houve chuva abaixo da média em oito, segundo registro da Epagri. Apenas em abril e julho o volume superou a média.


2011

Novembro: 91,1 milímetros (média de 166,7 mm)

Dezembro: 56,7 milímetros (média de 167,5 mm)

2012

Janeiro: 86,2 milímetros (média de 182,5 mm)

Fevereiro: 98,5 milímetros (média de 184,8 mm)

Março: 85 milímetros (média de 125,9 mm)

Abril: 197,4 milímetros (média de 167,9 mm)

Maio: 47 milímetros (média de 167,6 mm)

Junho: 101,6 milímetros (média de 170,7 mm)

Julho: 180.4 milímetros (média de 155,9 mm)

Agosto: 2,3 milímetros (média de 142,5 mm)


Observação: Um milímetro é um litro de água por metro quadrado


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04 set16:54

33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Dos 152 municípios catarinenses que encaminharam decreto de situação de emergência devido à estiagem, 48 solicitaram prorrogação por mais 90 dias e 33 estão vigentes.

Segundo a Defesa Civil do Estado 826.815 mil pessoas foram afetadas com a estiagem, que durou cerca de setes meses em Santa Catarina. Conforme avaliação de danos da Defesa, os prejuízos na agricultura e pecuária passaram de R$ 728.292 milhões.




Rios em Belmonte, no Extremo-Oeste, estavam com nível baixo em janeiro deste ano. (12/01/2012)



Agosto seco no Oeste

Chapecó nunca registrou um mês de agosto tão seco quanto o de 2012. Além do calor acima do normal foram registrados apenas 2,3 milímetros de chuva, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

A estiagem já prejudica a agricultura no Oeste, que responde por 37% do valor bruto da agropecuária catarinense. A situação, que se estende desde novembro de 2011, é preocupante e pode comprometer a economia da região.

De acordo com o gerente da Epagri em Chapecó, Ivan Baldissera, a estiagem afeta a cultura de trigo, as pastagens de inverno, do milho e a produção leiteira.

- O milho começaria a ser plantado nos próximos dias, mas a orientação é que os produtores não façam, pois o solo está praticamente seco – disse Baldissera.


Chuva só depois do dia 15

A primeira semana de setembro vai se configurando mais seca do que o normal no estado. De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, os volumes de chuva devem ficar próximo da média climatológica até o final do mês.

Na região Oeste a chuva está prevista somente para depois do dia 15 de setembro.

- O mesmo bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado no mês de agosto persiste sobre a região na primeira quinzena do mês – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.



Municípios com decreto de estiagem vigente

Água Doce

Agrolândia

Alto Bela Vista

Armazém

Arroio Trinta

Balneário Gaivota

Brunópolis

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Criciúma

Erval Velho

Herval D’Oeste

Ibicaré

Içara

Joaçaba

Lacerdópolis

Luzerna

Macieira

Maracajá

Meleiro

Palmitos

Rio das Antas

Salto Veloso

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

São João do Sul

Sombrio

Timbé do Sul

Turvo

Vargem

Videira


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03 set10:17

Ovinocultura ganha espaço em Santa Catarina

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A ovelha, aquele bichinho simpático que muitas vezes aparece em desenhos animados, está se tornando cada vez mais comuns nos campos catarinenses. E novas indústrias estão surgindo para a fabricação de linguiça, salame, queijo, iogurte e até sorvete de leite de ovelha.

A atividade que até a década de 80 se concentrava no Planalto Serrano, para a produção de lã e pelego para a montaria, se expandiu para outras regiões do Estado, com destaque para o Sul e Oeste.

A carne de ovelha já virou atração em restaurantes de Chapecó, onde o pernil e o risoto de cordeiro estão entre os pratos mais apreciados.

De acordo com o médico veterinário e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Lages, Volney Silveira de Ávila, a atividade que antes era informal, vem recebendo investimentos em melhoramento genético que melhorou a qualidade do produto.

Atualmente Santa Catarina já faz bonito em exposições nacionais da raça, como a Expointer-RS e Feinco-SP.

– Hoje temo sum padrão genético elevado e animais de ponta- explica Ávila, que também é diretor técnico da Associação Catarinense de Criadores de Ovinos.

Um dos resultados é que, se antes os criadores levavam seis a sete meses para produzir um cordeiro com 35 quilos, agora conseguem o mesmo resultado em três meses. Além disso foram construídos sete frigoríficos de ovinos, que antes inexistiam.

Ávila disse que isso permite oferecer um produto de qualidade e inspecionado. Há três anos o ovinocultor Dagoberto Rampelotto Toledo investiu R$ 1,5 milhão na construção do frigorífico Guatapará, em Guatambu. Antes ele abatia uns 30 cordeiros por mês, de forma terceirizada. Com a unidade própria começou abatendo 200 animais por mês e, atualmente, está com mil cabeças mês.

Toledo tem inspeção nacional e busca a inspeção federal para poder vender para o centro do país e, assim, aumentar a lucratividade. Sua meta é em dois anos atingir a capacidade total de abate, que é de cinco mil cordeiros por mês.

Ele destaca que um dos motivos para o investimento é que 2/3 da carne ovina consumida no Brasil é importada, principalmente do Uruguai e Nova Zelândia.

O empresário e ovinocultor disse que a população está começando a diferenciar o que é uma carne de ovelha, que é de animais adultos, com mais de dois anos, de um cordeiro, que é um animal jovem, com menos de um ano. –A carne do cordeiro é mais tenra, macia, é diferenciada- explica.

A carne dos animais adultos abatidos no frigorífico Guatapará tem outro destino, que é a fabricação de kibe e linguiça. Neste segundo semestre será lançado o salame de carne de ovelha.

>> Da suinocultura para o iogurte e o sorvete de ovelha

>> Criação de ovelhas e as novas indústrias

Rebanho cresceu 20% em três décadas

O rebanho de ovinos em Santa Catarina cresceu de 250 mil cabeças na década de 80 para as atuais 300 mil, o médico veterinário e pesquisador da Epagri de Lages, Volney Silveira de Ávila. Ele estima em 70 mil produtores ligados à atividade. Ele informou que desde a década de 90 a Epagri vem realizando cursos profissionalizantes para produtores e agroindústrias, com foco no manejo e industrialização.

Ele destacou que a atividade tem espaço para crescimento pois a maioria da carne e do queijo de ovelha são importados..

Ávila disse que a carne de cordeiro tem um diferencial no sabor. –É um prato para ocasiões especiais- avaliou.

Com o crescimento da atividade leiteira no estado a Epagri montou um centro de pesquisa em Lages, com 50 animais, e outro de difusão tecnológica em São Miguel do Oeste, também com 50 animais.

Ávila disse que o desafio agora é ganhar em escala de produção para industrializar o produto e ter melhor resultado. Atualmente o produtor ganha cerca de R$ 5 por quilo vivo de ovelha e R$ 12 a R$ 15 pela carcaça.

O pesquisador da Epagri e diretor técnico da Associação Catarinense dos Criadores de Ovinos, Volney Ávila, disse que Santa Catarina tem potencial para a atividade, que pode ser desenvolvida em pequenas áreas com mão de obra familiar.


Tradição de família

A criação de ovelhas já é uma tradição da família Giongo, que tem um rebanho de aproximadamente 60 animais, no interior de Águas de Chapecó. A criação começou com Pedro Giongo, já falecido, e seguiu com a mulher, Leoni Giongo.

– Eu fiquei aqui cuidando pois gosto dos bichinhos- explicou.

Para isso ela conta com a ajuda dos filhos e até dos netos. O advogado Paulo César Giongo deixa o escritório em Chapecó nos finais de semana e vai até a propriedade da mãe para ajudar na criação. Os filhos Luiz Pedro e Gabriela também gostas de cuidar das ovelhas.

-É um animal manso mas muito exigente- observa Paulo. A criação, que praticamente dobrou nos últimos quatro anos, além de divertir a família tem como objetivo a sustentabilidade econômica. Paulo Giongo disse que a atividade dá retorno, desde que tenha um bom manejo.

Para isso é primordial alimentação de qualidade e controle da verminose. As ovelhas ocupam um espaço de quatro hectares junto com a criação de bovinos. No ano passado foram comercializados 40 animais. Neste ano, a produção deve aumentar para 60 cabeças. A cada ano são mais ovelhinhas saltitando no sítio da vovó Leoni.



Preço das carnes*


OVELHA

Costela: R$ 19,90

Carré: R$ 21,90

Pernil e Paleta: R$ 23,80


BOVINO

Costela: R$ 13,90

Filé simples: R$ 12,50

Alcatra com osso: R$ 16,90


SUÍNO

Costela: R$ 10,90

Carré: R$ 10,90

Pernil e paleta: R$ 6,20


FRANGO

Dorso: 3,50

Peito com osso: 5,90

Coxa e sobrecoxa: R$ 5,90


*cotado em açougue de Chapecó (kg)


QUEIJO

De ovelha: R$ 50

De vaca: R$ 18




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