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SC

11 jan18:53

Governo reforça prevenção a doenças animais para manter selo de excelência de Estado livre de febre aftosa sem vacinação

O Governo do Estado liberou, na terça-feira, dia 10, R$ 300 mil para ampliar a fiscalização nas fronteiras que impedem a entrada do vírus da febre aftosa em Santa Catarina. Durante todo o ano de 2011, o Governo, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), intensificou os cuidados, aumentando os recursos anuais da empresa, de R$ 20 milhões em 2010, para R$ 39 milhões em 2011.

- A Cidasc é uma empresa de fiscalização de sanidade animal e vegetal e, conforme exigência do governador Raimundo Colombo, estamos trabalhando intensamente no serviço de inspeção de carne suína – destacou o presidente do Cidasc, Enori Barbieri.

Até 2000, foram feitos trabalho intensos de vacinação que erradicaram o vírus de febre aftosa em todo o Estado. Desde então, a região está livre do vírus, sem necessidade de vacinação. Em 2007, Santa Catarina foi o único estado do Brasil a obter a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, Santa Catarina está tomando todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento da OIE. – Com isso, será possível conquistar mercados importantes e exigentes como EUA e União Europeia. O Japão e a Coreia do Sul também estão prestes a importar carne catarinense, o que vai criar mais empregos e desenvolvimento econômico para Estado – afirma o secretário João Rodrigues.

As medidas de prevenção contra a febre aftosa colaboraram com a abertura do mercado americano, um dos mais exigentes quanto à procedência da entrada de carnes suínas. Santa Catarina é o único Estado autorizado para a habilitação de matadouros – frigoríficos para exportação de carne suína “in natura” para os Estados Unidos. Conforme o presidente do Cidasc, o Governo priorizou a defesa sanitária animal em Santa Catarina pela importância econômica que o setor de agronegócio representa para o Estado.

Além das 67 barreiras sanitárias fixas do Cidasc nas fronteiras do Rio Grande do Sul, Paraná e Argentina, existem 20 sedes do Cidasc com barreiras volantes que circulam com veículos fiscalizando o trânsito de animais que possam trazer risco de febre aftosa para o Estado. O Governo está ampliando a fiscalização com reforço de policiais militares em todas as barreiras, além do apoio do Exército brasileiro nas regiões de fronteiras com a Argentina e nas divisas com o Paraná. – As ações da defesa Sanitária animal em Santa Catarina desenvolvidas pelo Governo, por meio da Cidasc e Ministério da Agricultura em parceria com agroindústrias e produtores, mostraram-se muito eficazes no controle de doenças que resultaram na condição de excelência sanitária em nossos rebanhos – afirma o secretário da Agricultura, João Rodrigues.


Entenda a doença

A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos.

A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contado direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.

O vírus da aftosa se instala na língua e circula por toda a corrente sangüínea, contaminando a carne e os ossos do animal. O tempo de sobrevivência do vírus no corpo varia de poucos dias a três anos, quando instalado nos ossos, e, entre outros fatores, também depende das condições ambientais. A febre aftosa enquanto doença viral não tem tratamento curativo, mas pode ser prevenida por meio da vacinação.


Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação


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11 jan09:14

Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

Até terça-feira eram 67 municípios em situação de emergência por causa da estiagem em Santa Catarina. São cidades localizadas nas regiões Oeste e Extremo-Oeste. O governo do Estado destinou R$ 1,370 milhão para os municípios atingidos. O dinheiro é repassado às prefeituras e a verba usada para apoiar no transporte de água, contratação de serviços de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos. Nesta quarta-feira, o Estado terá uma resposta sobre a liberação de recursos do governo federal.

O secretário estadual da Defesa Civil, Geraldo Althoff, estará em Brasília. Althoff apresentará relatório dos prejuízos causadas pela estiagem no Estado, estimados em R$ 400 milhões conforme levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. O secretário desembarca na Capital Federal dois dias após a assinatura do decreto que segunda-feira declarou o Estado em situação de emergência.

Mas com atraso se comparada à pressão exercida pelo Rio Grande do Sul, que já na segunda-feira teve autorizado pelo governo federal o uso de R$ 18 milhões que estavam represados. A quantia foi liberada e ontem mesmo já estava disponível para ser aplicada pelos gaúchos em situações como dificuldade de abastecimento.

O secretário-adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que foram definidas as três prioridades frente aos recursos federais: prorrogação de prazos para os agricultores que fizeram financiamento para o custeio; crédito emergencial para a safrinha (contando com a expectativa de chova até 15 de fevereiro) e recursos para investimentos no sistema de captação e irrigação com água da chuva (cisternas).

Prejuízos estimados em R$ 328 milhões, conforme o Centro de SocioEconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (CEPA), tomando por base produtos como feijão, soja, milho e leite.

Outros produtos importantes para a economia do Estado como frutas e hortaliças, piscicultura e lavouras de fumo também sofrem a ação da seca. O CEPA também está fazendo levantamento para saber dos efeitos na pecuária.

As chuvas que ocorreram nos últimos dez dias foram consequência de trovoadas típicas de verão, sendo rápidas e localizadas. Somaram mais de 30 milímetros na grande maioria dos municípios monitorados pelo Epagri-Ciram. Entretanto, nas áreas mais afetadas do oeste, as chuvas foram de menor intensidade.

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, a Defesa Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do Governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio. Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.


Cidades em situação de emergência em Santa Catarina:


Visualizar Cidades em situação de emergência em um mapa maior


DIÁRIO CATARINENSE


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11 jan09:08

Previsão aponta sol entre nuvens e pancadas de chuva nesta quarta-feira em SC

Para esta quarta-feira, a previsão aponta presença de sol com aumento de nuvens e pancadas de chuva entre tarde e noite no Oeste, no Meio-Oeste e na Serra. Nas demais regiões, mais nuvens e condição de chuva, principalmente na madrugada, de manhã e à noite. Há risco de temporais isolados com queda de granizo, alerta a Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições climáticas.

As máximas chegam entre 27ºC e 28ºC no Litoral Norte, no Vale do Itajaí, no Oeste e na Grande Florianópolis. No Planalto Norte e no Sul, os termômetros ficam entre 25ºC e 26ºC. Na Serra, não passam de 20ºC.

Na quinta-feira, uma frente fria passa pelo Estado, provocando nebulosidade e chuva em todas as regiões. As pancadas devem ser mais intensas no início e no fim do dia. O volume pode chegar entre 20mm e 30mm no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste. Há risco de temporais isolados e queda de granizo.

DIÁRIO CATARINENSE



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11 jan08:45

Santa Catarina deve começar a exportar carne suína in natura para EUA ainda este ano

Os frigoríficos catarinenses conquistaram mais um mercado poderoso com a carne suína. O Estado deve começar a exportar o produto “in natura” para os Estados Unidos ainda neste semestre.

O governador Raimundo Colombo recebeu a confirmação da negociação do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, nesta terça-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também comunicou o reconhecimento do serviço de inspeção de carne suína do Brasil.


Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano.


Santa Catarina é o único Estado no país com permissão para exportar carne fresca por ser livre de febre aftosa sem vacinação — uma exigência dos principais mercados consumidores. Os demais só podem vender carne termicamente processada.

— Essa é uma política de Estado e que todos os catarinenses da área merecem aplausos, pois mantemos uma segurança e fiscalização muito grande para continuarmos com este título, que é de vital importância para o desenvolvimento do agronegócio — ressalta o governador Raimundo Colombo.

As exportações devem começar após a habilitação dos estabelecimentos comerciais e a realização de missões empresariais. A expectativa do Governo é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012.


Novos mercado

Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano. Para prospectar novos mercados, o Estado vem realizando missões técnicas, como a recente viagem à Ásia.

Em outubro de 2011, o governador manteve contato com os ministérios da Agricultura do Japão e da Coreia do Sul para negociar a autorização de exportação da carne suína catarinense.

— Projetamos exportar cerca de 400 mil toneladas de carne suína ao Japão — afirma o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri. A expectativa é conquistar 30% do mercado japonês, que é o maior e que melhor paga.

O Estado estima conquistar US$ 100 milhões com as negociações com a Coreia do Sul, terceiro país que mais importa carne suína, exportando 40 mil toneladas anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE

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11 jan08:29

Haitianos buscam vida nova em Santa Catarina

Dois anos após o terremoto que transformou em escombros a capital do país mais pobre das Américas, a saída para muitos haitianos têm sido procurar no Brasil as condições de vida que não existem dentro de suas fronteiras — onde 60% da população está desempregada e 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos.

E Santa Catarina está incluída na rota de oportunidades. Vários haitianos já estão trabalhando no Estado, principalmente na Região Oeste, onde oficialmente vivem 32. Eles foram trazidos por empresas que sofrem com falta de mão de obra e viram nos refugiados uma importante força de trabalho.



Irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil.



Na fronteira brasileira com o Acre, Brasileia é um dos pontos de entrada de cerca de 4 mil haitianos que já chegaram ao Brasil desde janeiro de 2011. Sozinhos ou em famílias, enfrentam um roteiro complexo, com passagens por outros países, até alcançar o Norte brasileiro.

Ali, protocolam um registro de refúgio em um posto da Polícia Federal, onde recebem a autorização provisória para permanecer no Brasil. O Brasil tomou esta decisão por questões humanitárias. A previsão é de que, em 90 dias, estejam com um visto humanitário em mãos, com direito a usar o Sistema Único de Saúde e trabalhar de carteira assinada, como ocorrerá na indústria de massas gaúcha.


>>> Clique para ver o trajeto dos haitianos até o Brasil


Risco de migração em massa

Ao mesmo tempo em que lidera a força de paz no país caribenho desde 2004, o Brasil agora é confrontado com uma realidade que ainda aprendendo a lidar: o risco de uma migração em massa na fronteira. Dos 1,6 mil que já conseguiram regularizar sua estadia, acredita-se que 800 já conseguiram emprego, especialmente na construção civil em São Paulo, Rondônia, Pará e Brasília. O cálculo é do representante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre em Brasileia, Damião Borges.

Há um ano acompanhando os haitianos na cidade, Borges está acostumado a que os caribenhos lhe enumerem as razões da imigração: admiração pelo futebol, simpatia pelos brasileiros que participam da missão de paz das Nações Unidas no Haiti, confiança de que o crescimento econômico e a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas lhes garantirá uma vaga de trabalho. Uma decepção, porém, já foi detectada no sonho brasileiro: os salários são consideravelmente menores do que os R$ 1,5 mil ou R$ 2 mil que esperavam receber.

A partir de terça-feira, a Polícia Federal, em parceria com o governo do Acre e a prefeitura de Brasileia, passou a emitir 40 vistos por dia na cidade, facilitando a contratação de mão de obra haitiana.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou medidas para tentar limitar a entrada dos imigrantes e garantiu que será concedido visto para os 2,4 mil haitianos que ainda não conseguiram regularizar sua situação. Para o governo, também é importante reforçar a fronteira do Brasil com Peru, Equador e Bolívia para evitar a “rota ilícita de imigração” e a atuação de “coiotes” na região.


Força de trabalho no Oeste

Funcionários negros com sotaque espanhol, misturado com algumas palavras de francês, já fazem parte da rotina de algumas empresas de Chapecó, em Santa Catarina. A empresa Fibratec, fábrica de piscina e caixa d’água, foi a primeira a contratar os haitianos, há cerca de seis meses.

Um dos diretores da empresa, Érico Tormen, disse que seu sócio estava fazendo uma obra no Acre, quando viu dezenas de haitianos em Brasiléia. Como eles estavam procurando trabalho, e a empresa tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra, fizeram a proposta para contratá-los.

Na primeira leva, nove haitianos foram contratados. O custo com o transporte foi de R$ 1,5 mil por pessoa, segundo Tormen. A Fibratec chegou a contratar 24 haitianos. Desses, 13 ainda estão na empresa. Alguns desistiram pois não se adaptaram ou não gostaram do emprego e foram buscar outro trabalho.

— Outras empresas também pediram trabalhadores já que há escassez de mão-de-obra na região — disse Tormen.

Cinco haitianos foram para uma empresa de materiais de construção, dois para uma revenda de peças e acessórios de automóveis e dois para um restaurante de Palmitos. Outros ainda estão procurando emprego. Tormen disse que o relacionamento dos haitianos com os demais funcionários é muito bom.

— É ótimo, todo mundo gosta deles — avaliou.

Antes da contratação de estrangeiros, as empresas precisam comunicar a Polícia Federal. No caso dos haitianos, eles devem informar quando houver mudança de endereço. Na delegacia da Polícia Federal de Chapecó a informação é de que os haitianos que fizeram essa comunicação estão legais. Não há informação de clandestinos na cidade. Entre os desafios enfrentados no dia-a-dia pelos haitianos está a língua. A comunicação geralmente é em espanhol. Mas os haitianos já se viram no português.


>>> Confira as fotos dos haitianos em SC


Seis dias de viagem

Os irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil. Eles pegaram avião na República Dominicana e foram até o Equador. Depois foram de ônibus até o Peru e vieram de carro até o Acre, onde chegaram em 24 de abril do ano passado. Desde 11 de julho trabalham em Chapecó. Wendales era pedreiro e Lichelet costureiro.

— Lá não tinha muito trabalho — disse Wendales.

Em Chapecó trabalham na fabricação de piscinas. Provenientes de uma família de 13 irmãos, os Zephirin mandam cerca de R$ 250 a R$ 300 cada um para o Haiti. Eles ganham cerca de R$ 850 por mês. Wendales trabalhou na República Dominicana e até ganhava mais por dia, mas não era sempre que tinha trabalho. Seu objetivo é tentar ganhar um pouco mais no Brasil e assim poder guardar dinheiro.


Estudantes na UFSC

Diferente dos haitianos que vêm ao Estado em busca de trabalho, 29 jovens do Haiti desembarcaram em Florianópolis, em agosto do ano passado, para dar continuidade aos estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As instituições de ensino do país caribenho foram destruídas com o terremoto de 2010. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Estadual de Campinas e a Federal de São Carlos também receberam estudantes haitianos.

Por 18 meses — dos quais seis são para aulas de português e um ano para continuar a faculdade — a UFSC é a responsável por eles. Ainda que com certa dificuldade, mas sem trocar ou errar as palavras, o estudante de economia, Jean Samuel, 27 anos, está gostando da vida em Florianópolis. As primeiras semanas foram difíceis, por causa da saudade de casa. Apesar dos telefonemas para ao Haiti serem semanais, ele ganhou uma nova família aqui, formada pelos 29 colegas haitianos. Jean mora no Bairro Pantanal e considera a UFSC bem organizada.

Para o secretário de Relações Institucionais e Internacionais da universidade, Enio Pedrotti, a experiência é positiva para os dois lados. Os haitianos estão tendo contato com pesquisas feitas na UFSC, conhecendo a cultura e hábitos brasileiros, como a relação com o lixo. Se antes eles eram acostumados a jogar lixo no chão, hoje eles já dão a destinação correta. Em uma das aulas de português, o grupo foi a Jurerê Internacional entrevistar os turistas. Para Pedrotti, também saem ganhando os alunos da UFSC.

— Por enquanto, os haitianos estão fechados no grupo deles, mas depois eles vão ter contato com os outros alunos, nas aulas de graduação. O estudantes daqui também vão aprender muito na convivência.


Colaborou: Rossana Silva, Darci Debona e Julia Antunes Lorenço.


DIÁRIO CATARINENSE

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10 jan14:26

Estimativas de perdas sobem para R$ 440 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina decretou ontem situação de emergência nos 64 municípios que já encaminharam relatórios de perdas devido à estiagem. Outros três municípios já decretaram, mas ainda não encaminharam a documentação. De acordo com o secretário de Agricultura, Airton Spies, o decreto permitirá agilizar a contratação de serviços e a liberação de recursos. Spies disse que ontem foi atualizado o cálculo das perdas e elas já atingem R$ 440 milhões. Cerca de metade desse valor é na lavoura de milho, que tem perda de aproximadamente 10% no estado, o que representa algo em torno de 400 mil toneladas.

Em virtude do aumento do número de municípios em situação de emergência o Governo do Estado também aumentou o repasse de recursos, que era de R$ 1,25 milhão na sexta-feira passada, para R$ 1,357 milhão. O dinheiro é destinado às Secretarias de Desenvolvimento Regional, que faz o convênio com os municípios. Ontem a presidente Dilma Roussef fez uma reunião ministerial em que ainda não anunciou recursos para Santa Catarina, mas determinou à Casa Civil um pacote de combate à seca.

>> Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Spies entende que há necessidade de renegociação das dívidas, crédito emergencial para plantio de safrinha, verba para equipamentos de transporte de água, facilitação de acesso ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e recursos para obras de captação, armazenamento e irrigação. Na quarta-feira representantes do Governo do Estado estarão em Brasília para negociar recursos.

Na avaliação do coordenador da Federação dos Agricultures da Agricultura Familiar de Santa Catarina, Alexandre Bergamin, há necessidade de aporte maior de recursos.

Ele entende que tanto o Governo Federal quanto o Estadual devem investir mais na construção de cisternas. Mas o mais urgente é o apoio na distribuição de água e a renegociação das dívidas.



Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, teve uma quebra de 70% na produção de melancia.



Agricultores como Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, praticamente ficaram sem renda. Ele plantou cinco hectares de melancia onde esperava colher 100 mil quilos e tirar cerca de R$ 45 mil vendendo a R$ 0,45 ao quilo. Mas a falta de chuva provocou uma quebra de 70%. As melancias que eram para pesar 15 quilos ficaram apenas com metade do peso e bem feias. Ele recolheu as melhores e espera vendê-las a R$ 0,10 por quilo para tirar os R$ 12 mil de despesas. -Dá dó de deixar na roça- disse. Nos cinco hectares de milho, a quebra será de 60%.



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10 jan13:59

Cúpula da Segurança Pública do Estado aprova estrutura do Planeta Atlântida SC

Os responsáveis pelos órgãos de segurança do Estado circularam, na manhã desta terça-feira, pelo Sapiens Parque, em Canasvieiras, no Norte da Ilha, para conhecer as instalações do Planeta Atlântida 2012. Nesta sexta-feira e sábado, o local recebe a 15ª edição do evento. Tudo para garantir que os milhares de planetários possam aproveitar o festival sem imprevistos. As autoridades aprovaram a estrutura.

Bombeiros e Polícia Militar fizeram vistoria no Planeta Atlântida nesta manhã.

Comandantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e o secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, visitaram o parque para conferir de perto as instalações e acertar os últimos detalhes com a organização do evento.


Serviço

O que: 15º Planeta Atlântida SC

Quando: sexta e sábado, 13 e 14 de janeiro

Onde: Sapiens Parque, na SC-401, no acesso a Canasvieiras, Florianópolis

Quanto: R$ 160 por dia na arena (R$ 80 a meia entrada) ou R$ 260 o passaporte para os dois dias (R$ 130 a meia entrada), R$ 300 por dia no camarote (sem meia entrada) ou R$ 460 o passaporte para os dois dias


HORA DE SANTA CATARINA

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10 jan09:39

Nebulosidade e chuva isolada permanecem em toda Santa Catarina nesta terça-feira

É previsto para esta terça-feira nebulosidade e chuva para todas as regiões de Santa Catarina. Possíveis aberturas de sol nas regiões Oeste, Meio Oeste e Sul, durante a manhã, não são descartadas e a temperatura mínima no estado é aguardada no Planalto Sul com possibilidade de 12ºC. A máxima pode chegar a 32ºC no Extremo Oeste e, na Grande Florianópolis, a máxima fica em torno de 28ºC.

Segundo a Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições climáticas, não é prevista chuva em grande quantidade. O esperado é de chuva isolada para a terça-feira.

Para os próximos dias, a previsão também é de chuva para grande parte de Santa Catarina, continuando com o clima instável até o fim de semana.

DIÁRIO CATARINENSE

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10 jan08:55

Governo de Santa Catarina não irá dar uniformes para os alunos da rede estadual de educação

Julia Antunes | julia.antunes@diario.com.br

Pelo segundo ano consecutivo, os cerca de 400 mil alunos de ensino fundamental da rede estadual vão começar o ano letivo sem uniforme novo. Dessa vez, o governo alega que para aumentar o salário dos professores foi preciso cortar verba de outros investimentos da Secretaria de Educação (SED).

O secretário da Educação, Marco Tebaldi, explica que por causa da nova folha de pagamento, que terá aumento de R$ 600 milhões, foi preciso cortar verbas de alguns setores, como a dos uniformes, que custavam cerca de R$ 70 milhões.

De acordo com ele, as gerências regionais também tiveram corte no orçamento, por causa do reajuste salarial dos docentes. Em 2011, não houve uniformes porque a licitação para compra das roupas foi suspensa.

Em 2010 — último ano em que as roupas foram entregues — cada aluno de ensino fundamental recebeu um agasalho, uma camiseta de manga longa, dois pares de meias, um par de tênis, uma bermuda, duas camisetas de manga curta e um par de chinelos. Os uniformes já não eram entregues aos cerca de 210 mil estudantes de ensino médio.

A ideia é que eles voltem em 2013. Para isso, a secretaria vai rever a distribuição do material porque muitos alunos não usavam o uniforme.

Já os kits, com cadernos, mochila, lápis de cor, borrachas, cola, régua, transferidor e outros materiais, que não foram entregues em 2011, voltaram a ser distribuídos a todos os alunos da rede estadual.

Para a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Alvete Bedin, o gasto com os uniformes sempre foi visto como exagerado pelos professores. De acordo com ela, muitos alunos não usavam a roupa porque achavam a malha ruim e muito quente.

Importantes para segurança dos alunos, os uniformes também ajudavam famílias sem condições financeiras. A costureira Leila da Costa Ramos, que mora em Blumenau, está preocupada como fará para comprar roupas para as duas filhas. A comerciante Janice Silva, que mora em Biguaçu, diz que já esperava por isso, porque no ano passado os dois filhos, de sete e nove anos, também ficaram sem uniforme. Além disso, ela lembra que, quando entregues, eles chegavam só na metade do ano, depois que ela já tinha comprado agasalho e camisetas por conta própria.

— Pesa muito no orçamento.

O educador Antônio Pazeto acredita que todo o dinheiro em educação deve ter uma prioridade: a aprendizagem. Para isso, é preciso professores motivados, bem preparados e boas condições de infraestrutura:

— Partindo disso, o uniforme não se enquadra porque é um acessório.

Pazeto considera a roupa importante, principalmente para atender famílias sem condições financeiras.

O presidente do Conselho Estadual de Educação, Maurício Pereira, afirma que o ideal seria ter o uniforme e o aumento do salário.

— Como isso não é possível, o importante é valorizar os professores e cumprir o piso nacional do magistério — ressalta.


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09 jan11:45

Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela estiagem no Sul

Começou por volta das 10h40 a reunião da presidente Dilma Rousseff com diversos ministros para discutir a situação dos estados afetados pela chuva na Região Sudeste e pela estiagem no Sul. Participam da reunião, que pretende avaliar as medidas emergenciais para amenizar os desastres naturais ocorridos nessas regiões, os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante; dos Transportes, Paulo Passos ; da Saúde, Alexandre Padilha e o interino da Defesa. Enzo Peri.

A reunião conta ainda com a participação do secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana Filho, e com representantes da Agência Nacional de Águas e do Departamento Nacional de Produção Mineral. De acordo com o Palácio do Planalto, a reunião só deve terminar no início da tarde.

Até esse domingo, 102 municípios do Rio Grande do Sul e 65 de Santa Catarina decretaram situação de emergência em decorrência da estiagem.

Pelos dados da Defesa Civil e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, as perdas causadas pela estiagem chegam a R$ 2,797 bilhões.


Governo de SC libera R$ 1,25 milhão

O Governo do Estado liberou R$ 1,25 milhão para medidas de combate à emergência nos municípios atingidos pela estiagem. A medida foi anunciada na sexta-feira, dia 07, pelo governador em exercício, Pinho Moreira, que fez reuniões nas secretarias regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste.



Valdecir Camatti, de Planalto Alegre, teve 70% de quebra numa lavoura de três hectares de milho e 40% em outra. Ele pretendia vender o milhos mas, como as plantas não tiveram bom desenvolvimento por falta de água, vai fazer silagem para as vacas.



De acordo com o governador o dinheiro já foi repassado para as secretarias regionais na área abrangida pela seca. As prefeituras que decretaram emergência poderão fazer convênio com as secretarias para acessarem os recursos. Inicialmente o dinheiro foi dividido entre os 54 municípios que tinham decretado emergência até quinta-feira à noite. A divisão levou em conta o número de propriedades rurais.


65 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios. Dados do relatório das 19h da Defesa Civil, da sexta-feira, 06/01.





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