Seara

11 dez12:46

Estiagem: 15 municípios decretam emergência

Daisy Trombetta e Darci Debona


O número de atingidos pela estiagem ainda não foi contabilizado pela Defesa Civil, mas milhares de torneiras estão secas em Santa Catarina. Há pelo menos três meses sem chuvas significativas, municípios do Oeste e Meio-Oeste do Estado tentam driblar as dificuldades. Garantir água para o consumo animal e também para a agricultura é o grande desafio.

Moradora de Seara tem água para poucos dias.

Só que em alguns locais também falta água nas áreas urbanas e para a subsistência humana. Em Seara, no Oeste, o problema é antigo e rio que abastece a cidade está seco. Enquanto os homens não tomam providências para combater a estiagem, resta à aposentada Terezinha Martini pedir a Deus que mande chuva para não passar mais um final de ano com a torneira seca, como no ano passado.

— Espero que venha água para o Natal — disse, ao lado da caixa de água reserva no fundo da casa, onde restam apenas 500 litros.

A caixa que fica em cima da casa está vazia há três dias, tempo que não recebe água da Casan. E Terezinha tem apenas 500 litros para tomar banho, beber, lavar a roupa, fazer a comida, lavar a louça e utilizar no banheiro. O banho, é de bacia. A água é jogada no vaso. Na máquina de lavar, a mesma água é utilizada durante três dias.

— É a coisa mais triste do mundo — diz Terezinha.

A vizinha, Malvina Rodrigues, não vê água saindo da torneira há 15 dias. A única água que chegou nesse período veio de um caminhão dos bombeiros, mas que serve só para tomar banho e limpeza.

Para beber e lavar a louça ela depende das duas viagens diárias que o marido faz a pé, com uma bombona de 20 litros nas costas, para buscar água numa fonte que fica a mil metros de distância.

— Dá uma canseira — desabafa o pedreiro Jandir Rodrigues, mostrando o declive que ele precisa percorrer e que as pessoas que conhecem Seara podem imaginar como é.

Por isso, Malvina economiza ao máximo a água. Ela coloca a louça suja dentro de uma bacia e vai lavando com um caneco.

— Nós ligamos para a Casan, mas ninguém atende — diz.

Seara é um dos 15 municípios catarinenses que decretaram situação de emergência até agora. Mas poderia estar fora da lista. É que o Governo do Estado investiu mais de R$ 3 milhões num poço profundo, com 588 metros, e que passa mais tempo parado do que funcionando.

Ele foi inaugurado em 2009 e, na estiagem passada, não ajudou porque a bomba estragou e, na retirada, caiu e ficou entalada. Depois que passou o forte da estiagem ele foi arrumado. Mas, há cerca de 15 dias, a bomba novamente teve problemas mecânicos e elétricos. Uma nova bomba, vinda de Maravilha, foi instalada no final de semana. Mas ela não consegue operar continuamente, pois causa sobrecarga no sistema elétrico.

Enquanto isso, foram contratados três caminhões de uma empresa particular, que transportam um milhão de litros por dia, até o reservatório. De acordo com o diretor de urbanismo e membro da Defesa Civil de Seara, Fábio Stocco, cerca de 50 famílias que moram nas partes mais altas, que não estão sendo abastecidas, estão recebendo água com um caminhão pipa.

De acordo com o assessor de Relações com os Municípios da Superintendência da Casan no Oeste, Nilso Macieski, informou que, apesar de alguns reservatórios terem baixado, Seara é o único município com problemas no abastecimento urbano.

O prejuízo da seca também foi sentido na conta de água da família de João Atílio Parizi, que mora em linha Serra Alta, no interior de Herval d’Oeste, no Meio-Oeste do Estado. No último mês, o consumo na propriedade, onde a água é oriunda de um poço artesiano comunitário, custou R$ 500.

Além de desembolsar a alta quantia na hora de pagar a fatura, o milho que serviria para alimentar cerca de 130 cabeças de gado leiteiro também precisará ser substituído por alimentos mais caros. Com a falta de chuva, os pés do grão estão secos e impedidos de virar comida para as vacas.

— Gastamos muito porque temos que dar água do poço artesiano para o gado, por conta da estiagem. E vai precisar comprar ração também, porque parte do milho está seca e outros pés nem nasceram — lamenta.

 

 

Cisterna garante água para as aves

Após enfrentar pelo menos oito fortes estiagens na última década, o avicultor Adenilso Zampieri, de Herval d’Oeste, resolveu investir em uma cisterna para captar e armazenar 500 mil litros de águas de nascentes da propriedade, na linha Sede Sarandi.

Ele financiou cerca de R$ 16 mil reais para construir o local de armazenagem e também comprar a bomba que leva a água até os três aviários, onde são criadas 35 mil aves de corte. A medida evitou que os animais ficassem sem água, mesmo após um período de 90 dias sem chuvas significativas.

— A cisterna garante água suficiente para os animais durante quatro meses, mesmo que todas as nascentes sequem. É uma alternativa viável, o sistema é simples e evita maiores complicações nos períodos de estiagem — analisa.

Desde que instalou a cisterna, em maio deste ano, Zampieri enfrenta a falta de água de forma tranquila, diferente de outros vizinhos que precisam contar com o abastecimento de caminhões-pipa para matar a sede dos animais.

A Defesa Civil Estadual deve contabilizar nesta semana o número de catarinenses atingidos pela seca. Por enquanto, os maiores prejuízos se concentram na agricultura, onde as medidas de resposta são mais difíceis.

No que diz respeito à solicitação de água para o consumo humano, o órgão ainda não teve nenhuma solicitação. E não há outras medidas emergenciais previstas por enquanto. Segundo o diretor de resposta aos desastres, Aldo Baptista Neto, “os kits disponibilizados anteriormente poderão ser reutilizados nas novas ações de assistência, visto que todos os equipamentos adquiridos permaneceram nas regiões para atendimento das comunidades atingidas, o que dá agilidade nas ações de resposta”.


Decretaram emergência

Abdon Batista, Correia Pinto, Erval Velho, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco,Seara, Peritiba, Piratuba, Ipira, Jaborá, Joaçaba, Irani, Herval d’Oeste,Lindóia do Sul e Caxambu do Sul.


DIÁRIO CATARINENSE

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05 dez08:46

Estiagem se alastra em Santa Catarina

Darci Debona* | darci.debona@diario.com.br

Vem chegando o verão e os 17 mil moradores de Seara novamente estão sofrendo com a falta de água. O município é um dos oito em Santa Catarina que decretou situação de emergência em virtude da estiagem. Desde o início da semana três caminhões-pipa estão transportando cerca de um milhão de litros por dia, que são captados no Rio Uvá, em Itá, distante 18 quilômetros da cidade. Cada caminhão, com capacidade para 35 mil litros, faz entre oito e dez viagens por dia. Eles foram contratados pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) a um custo de R$ 8 mil por dia.

Eles despejam a água na barragem de captação no rio Caçador, que está com apenas 20 a 25% da vazão normal. Os moradores da área urbana estão recebendo água somente 12 horas por dia, em forma de rodízio entre centro e bairros. Mesmo assim cerca de 50 famílias das partes mais altas precisam receber água por um caminhão-pipa do município, que entrega 80 mil litros de água por dia. Mais dois caminhões da Prefeitura e dois tratores levam 150 mil a 170 mil litros para 20 propriedades do interior.

De acordo com o diretor de urbanismo e membro da Defesa Civil de Seara, Fábio Stocco, a cidade tem um problema histórico de falta de água que era para ser resolvido com a construção de um poço profundo, inaugurado em 2009.

No entanto o poço enfrentou vários problemas desde a sua construção, com substituição da empresa vencedora da licitação e, após a inauguração, uma bomba que ficou emperrada dentro do poço. No início do ano a cidade teve que ser abastecida por caminhões pipa durante 45 dias. A bomba foi retirada e consertada mas, há duas semanas, voltou a apresentar problemas.

O chefe da agência da Casan no município, Carlos Pressoni Filho, disse que na quarta-feira técnicos da estatal estarão no município para fazer uma avaliação e providenciar a troca do equipamento.

Seara consome diariamente 1,6 milhão de litros de água, subindo para dois milhões nos finais de semana. Isso representa 15 horas de vazão do poço por dia.

A estiagem está concentrada principalmente no Meio Oeste, e Alto Uruguai Catarinense. A previsão para os próximos três meses para Santa Catarina é de chuvas próximo do normal ou abaixo do normal. Não há registros de fenômenos como o La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico, que contribuiu com a estiagem do verão passado.


Oito cidades decretaram emergência:

Peritiba

Presidente Castello Branco

Piratuba

Ipira

Jaborá

Irani

Herval d’Oeste

Seara



*Colaborou Juliano Zanotelli




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04 dez11:07

Três caminhões abastecem Seara com água

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Moradores dos pontos mais altos de Seara sofrem mais uma vez com a falta de água no município. Desde o meio-dia da segunda-feira, dia 3 de dezembro, três caminhões estão transportando água do Rio Uvá em Itá, para o Rio Caçador, onde fica a Barragem de captação de água da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Cada caminhão carrega 35 mil litros de água por viagem. O percurso de 18Km entre Itá e Seara, demora 1h30. Neste período já foram realizadas 20 viagens.

Segundo o chefe da agência da Casan em Seara, Carlos Pressoni Filho, esse serviço é para garantir o abastecimento de água em toda a cidade, já que a barragem está seca.

O poço profundo, que seria uma das soluções, está com problemas técnicos na bomba e não consegue puxar água há duas semanas.

- Nesta quarta-feira técnicos devem fazer uma avaliação para constatar o problema – disse Pressoni.

Caso a chova e o nível da barragem volte ao normal o transporte será suspenso. Caso contrário o serviço será mantido.



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20 out14:15

Seara faz prevenção contra câncer

A Secretaria da Saúde de Seara realiza neste sábado mais uma campanha do dia “D” do Preventivo, com coleta de material para exame de prevenção do câncer de colo uterino e câncer de mama.

A ação iniciou pela manhã e vai até 16 horas no Posto de Saúde do Bairro São João e na Rede Feminina de Combate ao Câncer. As mulheres recebem atendimento gratuito, além de orientações dos profissionais de fisioterapia, nutrição e enfermagem. Pela manhã houve caminhada de conscientização pelas ruas do centro com as integrantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

-O câncer de colo de útero tem cura quando diagnosticado com antecedência, por isso a importância de se prevenir- disse o secretário da Saúde, Odair Felippe.

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30 ago12:22

Motorista de Seara morreu em acidente na BR 470

Pedro Sulchinski, 51 anos, morador de Seara, morreu na noite da quarta-feira, dia 29 de agosto, em um acidente na BR-470 em Pouso Redondo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Pedro dirigia uma carreta que bateu de frente em um caminhão com placas de Rio do Sul. O condutor do caminhão foi encaminhado para o hospital da região com ferimentos leves.


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22 jul11:24

Museu Fritz Plaumann, em Seara, reúne a maior coleção de insetos da América Latina

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Sozinho, Fritz Plaumann, provocou uma pequena revolução. Ajudou a transformar Seara, município do Oeste de SC, na Terra das Borboletas. A coleção invejável tem 80 mil insetos — a maior da América Latina. No museu montado na casa construída em estilo alemão, 95% das espécies são da região do Alto Uruguai. Motivo suficiente para atrair curiosos de todos os cantos e despertar interesse de professores da Europa e professores japoneses.

Há 100 anos, nascia um homem que transformou Seara na Terra das Borboletas. Graças a Fritz Plaumann, milhares de alunos, professores da Europa, cientistas do Japão e também curiosos vão anualmente até o distrito de Nova Teutônia para ver o maior museu Entomológico da América Latina.

É até difícil acreditar que um único homem é o responsável por uma coleção de 80 mil insetos. Se ele coletasse apenas, identificasse e catalogasse um inseto por dia, levaria 219 anos para montar a coleção.

>> Confira a Galeria de fotos das borboletas

A missão foi ainda mais difícil: Plaumann começou tudo num ambiente inóspito, de mata virgem, que passou a ser desbravado no início do século 20. Isso sem apoio de órgãos governamentais ou centros de pesquisa. A rede elétrica só chegou em Nova Teutônia na década de 1970. O asfalto, só em março do ano passado.

O distrito onde está localizado o museu ainda guarda traços da arquitetura da colonização alemã. Ainda este em pé uma casa de 1925, construída um ano após a chegada da família Plaumann a Seara. Há ainda um antigo hotel que virou museu e guarda objetos das famílias de imigrantes. Lá, dá pra entender um pouco como era a realidade vivida pelo jovem cientista.

Cerca de 95% dos exemplares são do Alto Uruguai Catarinense. Ainda é fácil observar as borboletas que encantaram Fritz Plaumann fazendo voos imprevisíveis em volta do museu. Mas muitas espécies só podemser observadas dentro do casarão. Há mosaicos de cores e estampas que poderiam inspirar muitos estilistas.Há borboletas de dois centímetros a até 11 centímetros de envergadura.

Uma dos exemplares mais famosos é a Morpho anaxibia. O macho é todo azul mas a fêmea, para se tornar mais atraente, ganhou tons em preto e amarelo na borda das asas. Ela virou uma espécie de símbolo de Seara.

 

Símbolo espalhado por toda a cidade

Dentro do museu, ela parece imóvel e delicada. Mas ganhou o gigantismo e a robustez de concreto nas paradas de ônibus do município. Também transformou-se em metal nas placas indicativas das ruas. Há até lembrancinhas em crochê inspiradas no formoso inseto.

Tudo em Nova Teutônia lembra borboleta. Há esculturas em madeira, enfeites de plástico, adesivos e casulos. Até o túmulo de Fritz Plaumann, que fica próximo ao museu, tem uma borboleta em granito.

Os gregos acreditavam que, quando uma pessoa morria, seu espírito saía do corpo em forma de uma borboleta. Talvez por isso ela seja símbolo de renascimento. Assim foi com o trabalho de Fritz Plaumann. As borboletas sempre estiveram em Nova Teutônia. Mas se não fosse Fritz Plaumann, dificilmente as pessoas iriam até lá para vê-las.

Muito menos para observar besouros, percevejos, abelhas, vespas, formigas e até baratas. Plaumann reuniu um exército de insetos, de 17 mil espécies diferentes. Somente ele descobriu 1,5 mil espécies novas. E foi homenageado em 150 delas. Como o besouro Homelocerus plaumanni.

Plaumann deu a esses seres muitas vezes desprezados uma aura nobre, de ciência e até atração turística. Como homenagem, deu nome a um museu, a um parque ambiental em Concórdia e tem seu trabalho reconhecido mundialmente.

 


A guardiã das memórias

Uma senhora grisalha que gosta de servir café e biscoitos para as visitas é a guardiã de outra riqueza, tão atraente quantos os insetos no museu. Gisela Plaumann, filha adotiva do pesquisador, guarda tesouros: os materiais utilizados para montar o acervo de 80 mil espécies.

Gisela ainda mora na casa reformada e ampliada em 1954, quando Fritz Plaumann mudou-se para o local com a mulher Klara Anamaria Links. As paredes duplas de madeira em tom verde escuro com janelas vermelhas compõem um cenário com um quê europeu. Dá para imaginar Fritz Plaumann catalogando os insetos perto da janela e observando os morros cobertos de mato, que muitas vezes ficam encobertos pela neblina.

Nas inúmeras gavetas, há estoques de lâminas que nunca foram utilizadas. Há também linotipos com letras menores do que a cabeça de um alfinete, utilizados para catalogação.

Em armários de madeira maciça, estão as enciclopédias de entomologia, que serviram de base para a pesquisa. Em outro armário, que foi construído pelo próprio Plaumann, estão os químicos utilizados para deixar os animais incoscientes. Até o chapéu dele está pendurado na sala.

Gisela conta que, às vezes, acordava às 3h e preparava frango e outros alimentos para o lanche, nos dias de coleta. Depois, saía com o pesquisador e suas redes catar o insetos pela região, até voltar, no início da noite.

–Tem uma espécie de um besouro no museu que fui eu que encontrei!

 

Calor da chaminé ajudava a atrair os insetos

Com carinho, ela mostra os cômodos: calor da chaminé do fogão servia para secar os insetos; outra armadilha, com lâmpada, ajudava na coleta. Tem até um galpão construído para guardar tocos de madeira e atrair insetos para a pesquisa.

Gisela conta que trabalhou como empregada na casa de Fritz Plaumann em 1924, aos 21 anos. Com seus pais biológicos já falecidos, foi adotada como filha. Como o pesquisador não teve herdeiros, ela é quem cuida de tudo, como sempre cuidou. E sente-se realizada por ter dedicado sua vida ao pesquisador, que carinhosamente chama de pai.

 

Vida dedicada à ciência

A imagem de Fritz Plaumann na maioria das fotografias do museu entomológico, mostram um senhor de idade, com óculos e bigode. Falecido em 1994, Fritz Plaumann dedicou toda a sua vida ao estudo dos insetos.

De acordo com uma das guias do museu, Elfride Freyer, ele era um senhor calmo. Sua filha adotiva Gisela, lembra que quando ele ia a uma festa de aniversário, ficava pouco mais de uma hora e depois ia para casa.

Quando não coletava e catalogava os insetos, arrumava alguma coisa na casa ou no jardim. Ele fez alguns móveis, instalação elétrica e até na cozinha ajudava.

Tinha como hobby tocar violino e harmônio. Quando chegou em Seara, em 1924, começou a trabalhar como agricultor. A partir de 1925 deu início às suas pesquisas. Deu aulas de português e alemão, até montar um pequeno comércio. Todo o dinheiro era revertido para a compra de equipamentos para a sua pesquisa.

Esse teria sido um dos motivos para a separação de sua esposa Klara, que voltou para a Alemanha. Nos finais de semana viajava para fazer fotos das famílias da região, também para angariar recursos. Plaumann mostra um certo desgosto com a burocracia brasileira, pois chegou a ser impedido de coletar insetos sob alegação que estava dizimando a fauna.

A mágoa está revelada num trecho do livro Diário de Fritz Plaumann, organizado por Mary Bortolanza Spessatto: “…tudo isso que fiz foi para o proveito do nosso Brasil, que tornou-se a minha segunda pátria e realizou-se sem que fosse necessário gastar um único cruzeiro dos cofres públicos. Creio que no Brasil não se encontra outra pessoa que fez o mesmo por conta própria e de único punho.”

O interesse pelos insetos começou no primário, na cidade de Preussich Eylau, cidade da Prússia Oriental, na Alemanhã, onde nasceu em 2 de maio de 1902. Lá ele catava os besouros e perguntava o que era para seu professor. Somente ao final de sua vida, teve o trabalho reconhecido, recebendo diversas honrarias, como o Mérito Universitário da UFSC e a Grã-Cruz de Mérito da Alemanha.

 

Como chegar

— Saíndo de Chapecó, ir pela SC-283 em direção à Seara, percorrendo cerca de 35 quilômetros até o trevo de acesso a Nova Teutônia, antes de chegar na cidade.

— Daí, são mais 10 quilômetros em estrada pavimentada até o museu. Quem vem do litoral pode ir até Xanxerê e pegar a SC-466, que passa por Xavantina, até a SC-283. Vira à direita e vai até o trevo de acesso à Nova Teutônia.

— Outra opção é ir por Concórdia, pegar a SC-283, passar a cidade de Seara e ir até o trevo de acesso de Nova Teutônia.

 

Horários de visita

— Segunda à quinta-feira, das 8h30min às 17h

— Sábado, das 9h às 16h

— Ingresso: R$ 3 (adulto) e R$ 2 (estudantes até o ensino fundamental)

— Telefone: (49) 3452-1191, Ramal 214

 

DIÁRIO CATARINENSE

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13 jul08:01

ACCS espera avanço nas medidas de apoio à suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal para auxiliar a suinocultura foram consideradas insuficientes pelo presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi.

– Foi um pouco frustrante, esperamos avanço nas medidas até quarta-feira que vem – afirmou o presidente da ACCS.

Moacir Mattielo, produtor de Seara, abandonou a suinocultura e vai transformar o chiqueiro numa estufa para plantar tomates.

Ele considera que a renegociação das dívidas não resolve a situação. –Queremos subsídio de 40 centavos por quilo na venda- argumentou.

A categoria também quer retirar o limite de R$ 1,2 milhão para manutenção das matrizes reprodutoras. Temos integradores com 30 mil matrizes, que necessitariam de R$ 15 milhões, afirmou, tendo como base de cálculo de R$ 500 por animal.

Na próxima quarta-feira será realizada uma nova audiência no Ministério da Agricultura. Lorenzi destacou como positiva a participação política de Santa Catarina, que contou com os três senadores, deputados federais, deputados estaduais e o secretário de Agricultura, João Rodrigues.

Lorenzi comemorou também a decisão do governo do estado de isentar por 30 dias o ICMS para a venda interestadual de carne suína.

Em Santa Catarina estima-se que 240 produtores já abandonaram a atividade só em 2012, em virtude da crise.


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14 jun17:12

Mais Pastagem distribui 57 toneladas de sementes em Seara

A Secretaria Municipal da Agricultura de Seara encerrou, na semana passada, a distribuição de sementes de aveia preta do Programa Mais Pastagem para este inverno. Ao todo foram distribuídas mais de 57 toneladas de sementes de aveia preta, beneficiando 750 propriedades do interior do município.

De acordo com o Secretário da Agricultura Fredy Mueller, o programa visa desenvolver a atividade da bovinocultura, gerando mais emprego e renda no meio rural. – Prioriza ações que garantam a sustentabilidade dos pequenos produtores. Neste ano houve um aumento de 12% em relação a distribuição de aveia do ano passado – disse.

Os produtores também recebem assistência técnica oficial e particular no sentido de priorizar a atividade leiteira e incentiva à diversificação de pastagens e sistema de manejo adequado na criação de bezerras e novilhas.


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13 jun11:36

Mulheres participam de oficina em Seara

A Secretaria Municipal da Assistência Social e do Desenvolvimento Comunitário de Seara promoveu no início de junho a primeira oficina do cobertor deste ano, no Bairro Vila Esperança. O objetivo do curso é ensinar as mulheres a confeccionar o próprio cobertor, para passar a estação mais fria do ano. Nesta primeira edição 21 mulheres participaram. A próxima oficina será no dia 21 de junho, na Linha Pinhal, abrangendo as comunidades de Rosário, Gramado e Toldo Pinhal.

De acordo com a Secretária da Assistência Social Jordane Fabrin, a Secretaria forneceu todo o material necessário e também a monitora para auxiliar na confecção dos acolchoados.

Nesta semana também, a Secretaria realizou curso de biscuit para os alunos da APAE de Seara.

- Eles aprenderam a fazer artesanalmente diversos enfeites e utensílios. O material e a monitora também foram fornecidos pela Secretaria – destacou Jordane.


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13 jun10:26

Banda Municipal de Seara recebe instrumento

A Fundação Cultural de Seara adquiriu um trio de tímpanos 23″/26″/29″ modelo Standard para a Banda Municipal no valor de R$ 29,7 mil. O novo instrumento vai auxiliar o grupo nas apresentações dentro e fora do município, além de agregar mais qualidade musical à banda searaense.

O maestro Erickson do Espírito Santo destaca que o instrumento vai dar mais qualidade musical para a percussão.

- Músicas eruditas utilizam bastante o tímpano e a banda Municipal toca várias músicas desse gênero e alunos já estão sendo capacitados para tocar esse novo instrumento – disse.

Para a Diretora da Fundação Cultural Cintia Dal Piva, o trio de tímpanos é muito importante pois vai auxiliar no desempenho e na qualidade da Banda em campeonatos e apresentações.


Conquistas

Em 2011 a Banda Municipal de Seara além de conquistar o tetracampeonato estadual, ficou campeã nacional na categoria banda municipal de marcha.

- Com certeza a banda vai alcançar resultados ainda mais expressivos com o novo instrumento – comenta Cintia.

Ainda em Abril, a Banda realizou apresentações no Parque Beto Carreiro World e na primeira semana de julho, vai participar de festival em Gaspar/SC.


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