Seca

15 fev14:22

Estiagem atinge 60% das propriedades em Abelardo Luz

Os agricultores afetados pela estiagem estão recebendo atenção redobrada em Abelardo Luz. A falta de chuva fez com que a prefeitura a contratasse a terceirização do serviço de máquinas para fazer bebedouros para os animais em diversas propriedades do interior do município.

São cinco máquinas empenhadas diretamente na abertura de bebedouros e buracos para guardar a silagem produzida a partir do milho afetado pela estiagem. – Além de três máquinas da prefeitura, temos mais duas terceirizadas e mesmo assim o serviço aumenta a cada dia – disse o diretor de agricultura, Edivar Turossi.

A estiagem prolongada já afeta mais de 60% das propriedades rurais do município. A abertura de bebedouros é uma das soluções imediatas encontradas para conter em parte os efeitos da seca e evitar que falte água aos animais. – Já foram abertos mais de 100 bebedouros e 80 buracos para armazenamento da silagem em poucas semanas em diversas comunidades – ressalta Turossi.

O município está em situação de emergência e os prejuízos na produção agrícola devem passar de R$ 30 milhões. A queda maior é na produção de leite com 40% de perdas, lavouras de milho, fumo e feijão registram 40% de prejuízos e soja 10% por hectare.

As propriedades rurais mais prejudicadas estão localizadas nas comunidades de Alegre do Marco, Canhadão, Passo das Antas, Nova Aurora, Roseli Nunes, Juruá, José Maria e Papuan. – A secretaria de Agricultura vai ficar monitorando os locais e dando todo suporte necessário aos agricultores afetados – afirma Turossi.


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09 fev09:39

Limpeza na barragem para acumular água em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A cidade de Seara voltou a entrar em racionamento por falta de água, provocada pela estiagem. O problema é que o poço profundo que poderia abastecer a cidade, está com uma bomba e tubulação entalados desde dezembro. A bomba queimou no dia 15 de dezembro e, na troca, dia 20 de dezembro, o equipamento com 22 toneladas caiu mais de 100 metros dentro do poço, que tem 589 metros.

A barragem do Rio Caçador, que seria a alternativa, não tem volume de água suficiente. Para tentar acumular mais água e aproveitar ao máximo as escassas chuvas está sendo feito um trabalho de desassoreamento da barragem. A empresa Tucano Terraplanagem, de Concórdia, foi a vencedora da licitação no valor de R$ 78 mil. O trabalho iniciou na semana passada e deve estar concluído até sexta-feira.

Aí vai depender de São Pedro ajudar a encher o reservatório. Na questão do poço profundo o superintendente de negócios da Casan para a Região Oeste, Écio Bordignon, disse que um dos canos se rompeu na troca da bomba.

A Casan teve que fazer uma licitação para contratação da empresa que fará a retirada do equipamento. Foi necessária a filmagem no poço e depois a colocação do equipamento para retirada. A empresa Hidropel Poços Artesianos, de Curitiba, foi contratada por licitação no dia 12 de janeiro para fazer a retirada. De acordo com o funcionário Gelson Lima, eles conseguiram engatar a tubulação, mas o peso era muito grande e o equipamento se soltou.

Por isso foi mandado confeccionar em São Paulo uma nova peça chamada “pescador”, que será acoplado ao equipamento. Esse material deve chegar no domingo e, a partir de segunda-feira o trabalho será retomado. A perspectiva é de que o trabalho demore cerca de uma semana para a retirada do equipamento queimado, limpeza e colocação da nova bomba. O custo da retirada é de R$ 137 mi. Mas pode chegar a R$ 406 mil se for necessário trocar o cabeamento.

Bordignon disse que, além de Seara, outros municípios estão com rodízio no abastecimento: Jardinópolis, Formosa do Sul, Maravilha, Pinhalzinho, Caxambu do Sul e São Miguel do Oeste.

Até ontem 86 municípios decretaram situação de emergência. Ontem o secretário de Agricultura João Rodrigues esteve em Brasília onde conversou com a coordenadora de projetos especiais do Ministério da Integração Nacional, Daniela Nogueira. Ele afirmou que Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem ser beneficiados com recursos do Programa Água para Todos, do Governo Federal. O programa prevê investimento em infraestrutura de captação de água para famílias que se enquadram no programa Bolsa Família. Na próxima semana deve ser agendada uma reunião com prefeitos para explicar o funcionamento do programa.



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07 fev23:19

Defesa Civil repassa kit para distribuição de água a SDR Seara

O gerente de Logística e Mobilização da Defesa Civil Estadual, Renaldo Onofre Laureano Junior acompanhado pelo Major Fernando da Defesa Civil Nacional, a geógrafa Sarah Lindberg e o representante da Defesa Civil Regional, Sargento Muller, realizaram demonstração na tarde desta terça-feira, dia 7, nas dependências da Secretaria Regional de Seara, aos conselheiros e prefeitos quanto o funcionamento do equipamento para distribuição de água.

O kit foi entregue a SDR que posteriormente será repassado ao município, na intenção de amenizar os efeitos da estiagem.

O material é composto por quatro caixas de água de cinco mil litros cada e duas motobombas com kit de mangueiras para o transporte de água para consumo humano.


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01 fev09:23

Mudança na lei seca pode deixar bafômetro em segundo plano

Upiara Boschi | upiara.boschi@diario.com.br

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), antecipou na última terça-feira que está em gestação uma mudança na Lei Seca para evitar que motoristas embriagados escapem de punições penais apenas por se recusarem a passar pelo teste do bafômetro. O governo quer retirar da legislação o limite de grau alcoólico de seis decigramas permitidos atualmente.

Com a mudança no texto, o bafômetro deixaria de ser o principal instrumento de comprovação da embriaguez e ganhariam força nos tribunais as provas testemunhais. A Justiça ainda tem diferentes interpretações sobre a possibilidade de punir os motoristas sem a aferição do aparelho.

– Não vamos colocar a dosagem limite como regra de demonstração. A ideia é dizer que aquele que dirigir embriagado incorrerá em crime. Isso pode ser provado por quaisquer provas emitidas em direito. E a pessoa que quiser demonstrar que não está embriagado terá o direito de fazer o teste do bafômetro – afirmou o ministro.

Essa tentativa de, teoricamente, escapar da lógica que impede o suspeito de produzir prova contra si mesmo está em análise no ministério e deve ser elaborado em conjunto com os parlamentares, em busca de uma aprovação rápida. Ideia semelhante foi avalizada em novembro pelo Senado e está em discussão na Câmara dos Deputados.

A polêmica sobre a necessidade do bafômetro levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a pedir a suspensão de todos os processos contra motoristas supostamente alcoolizados que tramitam no Tribunal de Justiça.

A liminar veio em julho de 2011 e aguarda uma definição do Supremo Tribunal de Justiça sobre qual é o procedimento correto. Até então, a maioria dos processos julgados no TJSC deram ganho de causa aos que não encararam o bafômetro.

A possível mudança na lei pode dar fim a essa discussão e é comemorada por quem tem a obrigação de fazê-la sair do papel no dia a dia. O major Marcelo Pontes, do Batalhão da PRF, confirma que a maioria dos motoristas abordados por dirigirem alcoolizados se recusam a realizar o teste de bafômetro.


Embora a recusa não impeça a aplicação de punições administrativas, como a multa de R$ 957 e a suspensão do direito de dirigir, Pontes espera o aperfeiçoamento da lei.

– A antiga lei não falava em decigramas de álcool, mas em situações que gerassem perigo. Se voltasse, seria possível diferenciar a pessoa que está com hálito de bebida, olhos vermelhos, mas está dirigindo bem, aplicando punição administrativa, da que está causando perigo.


Com ou sem bafômetro?

NOS TRIBUNAIS

A discussão sobre os meios de se comprovar a embriaguez ao volante acontece por causa do artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Artigo 306 – Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

Penas – Detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, há divergência sobre a configuração da embriaguez. A 6ª Turma entende que é indispensável submeter o motorista a exame de sangue ou bafômetro. A 5ª Turma entende que é dispensável o teste de alcoolemia (bafômetro) e que a prova deve ser feita, preferencialmente, por meio de perícia, ou exame clínico e até mesmo pela prova testemunhal.


NAS RUAS

Mesmo que o motorista se recuse a fazer o bafômetro, ele não escapa das sanções administrativas, como apreensão da carteira de motorista por até 12 meses e multa. A regra também está no CTB.

Artigo 165 – Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.

Penas – Sete pontos na carteira de motorista (infração gravíssima). Multa de R$ 957,70.


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24 jan12:09

Estiagem: Recursos serão repassados

O sete municípios da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste receberão nesta semana os recursos repassados pelo Governo do Estado para amenizar os efeitos da estiagem que assola a região. Os prefeitos assinaram os convênios que garantem o repasse de mais de 196,7 mil, beneficiando cerca de 10 mil propriedades rurais.



Em Belmonte, rios, açudes e pastagens estão secando. Cerca de 50 famílias dependem da água de caminhões pipas.



Os valores são destinados para o transporte de água às famílias e animais, bem como a terceirização de equipamentos para produção de silagem e outras atividades que possam amenizar de imediato a situação da seca. O secretário regional de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, destaca que os recursos são repassados conforme o número de propriedades rurais de cada cidade.

- Estamos trabalhando para atender os municípios de forma emergencial. Mas o Governo do Estado já apresentou também ações preventivas que serão efetivadas em seguida pela equipe da SDR e da Epagri – disse Trevisan lembrando dos R$ 10 milhões do Programa Juro Zero, já disponíveis para serem aplicados em sistemas de captação e armazenagem da água da chuva e irrigação pelos agricultores dos municípios atingidos pela estiagem.

Os municípios irão receber os seguintes valores: Descanso R$ 40,4; São Miguel do Oeste, R$ 43,4 mil; Guaraciaba, R$ 48,9 mil; Bandeirante, R$ 18,8 mil; Belmonte, R$ 13,8 mil; Paraíso, R$ 22,1 mil; e Barra Bonita, R$ 9,3mil, totalizando os R$ 196,7 mil.


85 Municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim

*Lista atualizada em 23 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.




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23 jan09:29

Previsão de chuva para SC não deve reverter a estiagem

A previsão para o início desta semana é de sol, calor e pancadas de chuva em todo o Estado, segundo a Epagri, órgão que monitora as condições climáticas em Santa Catarina. No entanto, os meteorologistas alertam que a precipitação prevista não é suficiente para reverter a estiagem que assola pelo menos 84 cidades.



Em Belmonte, no Extremo-Oeste, rios, açudes e pastagens estão secando. Cerca de 50 famílias dependem da água vinda de caminhões-pipas.




Entre terça e quarta-feira, o deslocamento de uma frente fria por Santa Catarina em direção ao Litoral do Paraná deve facilitar a ocorrência de pancadas de chuva, inclusive com a possibilidade de queda de granizo.

A chuva prevista para os próximos dias, segundo a Epagri, ocorrerá de forma muito isolada e com curta duração. Mesmo a mais significativa chuva prevista para quarta-feira, que deve ficar entre 30mm a 50mm, pode não atingir todos os municípios do Estado, por isso não reverte a situação da estiagem no Oeste de Santa Catarina.

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19 jan11:06

Produtores tem dificuldades de acessar o Proagro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início da semana 3,2 mil agricultores tinham encaminhado pedido ao banco do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária em Santa Catarina, em função das perdas com a estiagem. Mas bastou o início das avaliações técnicas na lavoura para constatar que muitos produtores que imaginavam receber uma compensação, vão ficar sem o benefício.

-Alguns estão retirando o pedido para não ter que pagar o laudo- explicou o gerente regional da Epagri de Chapecó, Valdir Crestani. Ele orientou que antes de fazer o pedido no banco, o produtor procure um técnico de confiança para fazer uma avaliação se vale a pena encaminhar o Proagro.

Para ter direito ao pedido de Proagro o produtor deve ter quebra de 30%. Mas, segundo o engenheiro agrônomo Ivan Carlos Chiapinotto, esses 30% não é da produtividade e sim da receita prevista.

Por isso o que deve ser levado em conta é o valor de estimativa de produção que o agricultor declarou no banco. Se ele declarou que iria colher 100 sacas numa área e o preço do milho era de R$ 22, a previsão de renda por hectare é de R$ 2,2 mil.

Alisson Baldissera, que trabalha no escritório da Epagri de Chapecó, citou que um produtor teve perda de 50% mas a previsão dele era colher 210 sacas por hectare. Ele fez um financiamento de R$ 7,4 mil e gastou mais R$ 3 mil do bolso para planta cinco hectares. Mas, mesmo com a quebra, as 110 sacas estimadas dariam uma renda bruta de R$ 15 mil, o suficiente para pagar o empréstimo.

- O problema no caso do seguro é que o preço do milho está alto- disse o engenheiro agrônomo Ivan Tormen.



O engenheiro agrônomo Ivan Tormen. esteve na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba.



Ele foi na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba. O produtor estimou uma quebra de 50% na lavoura de milho, para a qual pegou empréstimo de R$ 8 mil. Chegando lá Tormen constatou que o agricultor havia cortado 1,5 hectare da lavoura para as vacas,o que não é permitido. Além disso, nos 3,5 hectares que sobraram ele deveria colher pelo menos 300 sacas, o que daria R$ 8,1 mil, o suficiente para pagar o empréstimo. Mesmo ficando sem renda o agricultor foi orientado a não encaminhar o pedido de Proagro, pois ele seria indeferido e Basso teria que bancar o laudo, que custa R$ 190.

Mesmo ficando sem a safra do milho e perdendo 30% da renda do leite, ele não terá benefício do Proagro. A Federação da Agricultura Familiar da Região Sul já vinha alertando para o problema da falta de renda do agricultor, o que está se confirmando.


O problema

- Santa Catarina tem 130 mil contratos de custeio das lavouras com o Proagro

- Destes 3,2 mil tinham encaminhado pedido e perdas ao banco até segunda-feira

- Podem solicitar pedido ao banco produtores com perdas a partir de 30%

- O Proagro cobre só o valor do financiamento e mais uma cobertura de renda até R$ 3,5 mil.

- Ou seja, quem perder 100% da lavoura vai ter o empréstimo isento e poder receber 3,5 mil ou 65% da renda prevista (o que for de menor valor)

- Só vai receber o Proagro quem colher menos que o valor do empréstimo.

- Quem colheu R$ 2 mil e tem empréstimo de R$ 3 mil vai isentar apenas R$ 1 mil do empréstimo.

- Se o produtor não pedir o laudo e não ganhar o Proagro terá que pagar R$ 190 do laudo.



83 Municípios em situação de emergência

Irani e Peritiba também decretaram Situação de Emergência em SC.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 18 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.



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16 jan07:10

Pacote contra a seca terá R$ 28,6 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Será de R$ 28,6 milhões o montante de verbas de combate a estiagem em Santa Catarina, que será anunciado nesta segunda-feira no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó. Estarão presentes os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, e o ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento, além do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Uma coletiva está prevista para às 10 horas e, às 10h30, o ato com a presença de prefeitos e outras lideranças políticas.

Depois está prevista a visita a uma propriedade rural em Chapecó. Os ministros devem confirmar a liberação de R$ 10 milhões do Governo Federal e que devem ser aplicados na perfuração de 333 poços artesianos nas comunidades rurais dos municípios atingidos pela estiagem, que eram 80 até o final de semana. Também será assinado um convênio entre o Ministério, o Governo de Santa Catarina e o Banco de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul, no valor de R$ 6 milhões, para financiamento de sistemas de captação de água e irrigação. O recurso tem prazo de 12 anos para pagar e juros de 6,75% ao ano.

O Governo de Santa Catarina vai anunciar R$ 12,6 milhões em recursos. São R$ 10 milhões para o Programa Juro Zero, da Secretaria da Agricultura, que servirá para subsidiar o juro dos investimentos que os agricultores tomarem para financiar cisternas e outros sistemas de armazenamento de água.

Mais um milhão será destinado aos municípios em situação de emergência para a compra de distribuidores de distribuidores de água, que são distribuidores de dejetos de suínos adaptados para a função. Cada um custa R$ 13 mil. Além disso o governo vai anunciar mais R$ 353 mil para os últimos 20 municípios que decretaram situação de emergência, totalizando R$ 1,6 milhão dividido entre as prefeituras, para bancar serviços de transporte de água e silagem. Cada município recebe conforme o número de propriedades rurais, o que dá uma média de R$ 20 mil por município.


Perdas já atingem R$ 497 milhões

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), vai entregar uma pauta de reivindicações ao ministro Mendes Ribeiro Filho, solicitando disponibilização de milho para os animais, programa de irrigação, programa de sementes para plantio de safrinha e desburocratização na liberação do seguro. O coordenador da entidade, Celso Ludwig, disse que as ações são importantes mas insuficientes em relação ao volume de perdas.

– Precisamos buscar uma solução para a renda do agricultor. Em Santa Catarina as perdas na agropecuária já somam R$ 497 milhões, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria da Agricultura.



80 Municípios em situação de emergência


Itá e Xavantina foram os dois últimos municípios a decretar.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim

Lista atualizada às 17h40, do dia 13 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.




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10 jan15:53

Dilma encomenda plano para combater seca no Sul

Fabiano Costa | fabiano.costa@gruporbs.com.br

Na tentativa de conter os efeitos da estiagem que assola a região sul do país, a presidente Dilma Rousseff ordenou ontem que a Casa Civil elabore um pacote de combate à seca. As propostas, que serão entregues até o final do dia à presidente, devem priorizar investimentos em infraestrutura e apoio aos pequenos produtores rurais.

A determinação presidencial foi discutida durante reunião no Palácio do Planalto entre a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e os ministros Mendes Ribeiro (Agricultura), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Nelson Barbosa (interino da Fazenda). A presidente estaria preocupada, especialmente, com os prejuízos dos agricultores familiares. Segundo Bezerra, as primeiras medidas de auxílio, incluindo liberação de recursos emergenciais, devem ser anunciadas amanhã.

– A prioridade da presidente é assistir os pequenos produtores, que estão perdendo suas safras, sobretudo, nas culturas de milho, feijão e soja – afirmou o ministro da Integração.

O esboço desenhado pela Casa Civil sugere que os recursos da União sejam empregados em obras de infraestrutura. O objetivo é reforçar as reservas de água nas áreas rurais afetadas pela seca, com a construção de cisternas, aguadas e adutoras. Em 2011, o governo federal havia priorizado os gastos de custeio, como distribuição de cestas básicas e água em caminhões pipa, das cidades que decretaram estado de emergência por conta da seca.

Criticada pelos escassos investimentos na prevenção de tragédias climáticas, Dilma mandou a Defesa Civil Nacional elaborar um estudo de médio prazo para tentar minimizar o impacto da seca no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Técnicos do governo foram incumbidos de garimpar projetos que subsidiem a construção de barragens nos três Estados, garantindo o abastecimento de água potável e a irrigação de lavouras.

Os investimentos do governo catarinense para evitar enchentes foram lembrados pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, como exemplo no país de prevenção. De acordo com Mercadante, após registrar 187 mortes na tragédia que alagou o Vale do Itajaí, em 2008, o Estado não teve vítimas fatais na inundação do ano passado.

– Mesmo com 900 mil pessoas atingidas, a enchente de 2011, em Santa Catarina, não causou mortes diretamente associadas às inundações – observou.


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08 jan09:50

Governo de SC libera R$ 1,25 milhão para a estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Governo do Estado liberou R$ 1,25 milhão para medidas de combate à emergência nos municípios atingidos pela estiagem. A medida foi anunciada na sexta-feira pelo governador em exercício, Pinho Moreira, que fez reuniões nas secretarias regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste.

De acordo com o governador o dinheiro já foi repassado para as secretarias regionais na área abrangida pela seca. As prefeituras que decretaram emergência poderão fazer convênio com as secretarias para acessarem os recursos. Inicialmente o dinheiro foi dividido entre os 54 municípios que tinham decretado emergência até quinta-feira à noite. A divisão levou em conta o número de propriedades rurais. Chapecó, por exemplo, vai ganhar R$ 71 mil. –Vai nos ajudar no transporte de água com caminhões pipa e na perfuração de poços- informou o secretário da Agricultura de Chapecó, Ricardo Lunardi. O município também deve contratar máquinas para fazer reservatórios e estrutura para armazenar silagem de milho.

Outro município, Planalto Alegre, vai receber apenas R$ 9,3 mil.

–Tudo que vem ajuda- resignou-se o prefeito Edgar Rohrbeck.

Pinho Moreira disse que o valor deve aumentar já que mais municípios devem decretar emergência. –Vai ser crescente- confirmou o governador. Ontem a lista subiu para 65 decretos. O presidente da Epagri, Luiz Hessmann, informou que na terça-feira haverá uma reunião, às 9 horas, no Centro de Pesquisas da Agricultura Familiar em Chapecó com os técnicos que farão os laudos das perdas na lavoura. O documento é necessário para acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).



Agricultor Luiz Carlos Moratelli, de Águas de Chapecó, perdeu 50% da lavoura de melancia.



As perdas nas lavouras são de R$ 166 milhões segundo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. O agricultor Luiz Carlos Moratelli, de Águas de Chapecó, perdeu 40% dos três hectares da lavoura de milho. Além disso perdeu 50% da lavoura de melancia. –Meu prejuízo é de R$ 8 mil- disse.

Valdecir Camatti, de Planalto Alegre, teve 70% de quebra numa lavoura de três hectares de milho e 40% em outra. Ele pretendia vender o milhos mas, como as plantas não tiveram bom desenvolvimento por falta de água, vai fazer silagem para as vacas.


Governo do estado vai pedir recursos federais

O Governo do Estado vai pedir auxílio federal para medidas de combate à estiagem. De acordo com o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, na próxima quarta-feira o governador Raimundo Colombo deve ter uma reunião com o ministro Guido Mantega, em Brasília, para tratar sobre a vinda da BMW para Santa Catarina e também sobre a estiagem.

Uma das medidas esperadas junto ao Governo Federal é renegociação das dívidas e crédito emergencial para as famílias atingidas. O secretário adjunto da agricultura, Airton Spies, disse que o Estado vai ajudar com adubo e sementes caso ocorra chuva que permita novo plantio. Outras medidas do governo catarinense é auxiliar no transporte de água, perfuração de poços artesianos e auxílio a serviços como silagem de milho. Além disso o governo vai estudar uma forma de estimular um programa de reservação de água, principalmente em regiões altas, para que ela possa ser utilizada com a força da gravidade.


65 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.  Dados do relatório das 19h da Defesa Civil, da sexta-feira, 06/01.

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