Série C

17 nov21:53

Oeste foi mais competente

 

Venceu o mais competente. O Oeste praticamente teve só uma chance de gol e venceu a Chapecoense por 1 a 0, neste sábado, na Arena Condá.

A Chapecoense teve pelo menos quatro chances claras de gol e não conseguiu balançar a rede. Duas delas com Athos, no primeiro tempo. Numa delas chutou por cima e, na outra, foi bloqueado pelo goleiro Fernando Leal. Goleiro que praticamente fez um “milagre” no segundo tempo, num chute à queima-roupa de Henrique. Não esquecendo ainda a bola no poste de Neném.

Ao final da partida, jogadores e comissão técnica da Chapecoense reconheceram que o adversário foi mais competente.

-Eles foram eficientes, nós não- avaliou o meia Athos. –Não tivemos eficiência- repetiu Neném. O treinador Gilmar Dal Pozzo, foi na mesma linha. –Lá vamos ter que ser mais competentes- projetou, sobre o jogo da volta em São Paulo.

O treinador disse que sua equipe caiu um pouco no segundo tempo, mas fez uma boa partida. –Tivemos cinco ou seis chances- calculou. No entanto, segundo Dal Pozzo, faltou tranquilidade na hora da conclusão.

Comente aqui
17 nov21:45

Chapecoense perde em casa para o Oeste


Darci Debona| darci.debona@diario.com.br

A Chapecoense largou mal na semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, perdeu em casa para o Oeste, por 1 a 0, e agora terá que vencer o Oeste em Itápolis-SP, na próxima sexta-feira. Vitória por 1 a 0 leva para os pênaltis e, por 2 a 0, 2 a 1 ou 3 a 2 dá Chapecoense.

Além da comemoração da torcida pelo acesso à Série B o goleiro Nivaldo jogou com a camisa 206 que é o número de jogos que ele completou em seis anos e meio no clube. Mas depois disso ninguém do Verdão do Oeste teve o que comemorar.. A Chapecoense poderia ter marcado logo no primeiro minuto, quando Athos recebeu dentro da área mas chutou por cima.

O time da casa seguiu melhor mas tinha dificuldade em superar a defesa do time paulista. O Oeste concluiu pela primeira vez aos 17 minutos, numa cobrança de falta, que passou longe do goleiro Nivaldo.

Mas dois minutos depois o time paulista mostrou porque eliminou o Fortaleza no Ceará Ricardo Oliveira invadiu a área e tocou na saída do goleiro Nivaldo, para incredulidade dos quase seis mil torcedores da Chapecoense. E não tinha nenhum torcedor do Oeste no Índio Condá para comemorar.

Dois minutos depois Athos recebeu dentro da área e teve a chance de empatar, mas o goleiro Fernando Leal saiu bem e fez a defesa. Aos 30 minutos, Wanderson, o da Chapecoense, cobrou falta que passou próximo do poste esquerdo do goleiro.

O time catarinense insistia nos cruzamentos para a área, mas sem resultado. Aos 45 minutos lançou Neném dentro da área, livre, que desviou do goleiro, mas a bola bateu no poste direito. Não era o dia da Chapecoense.

Na volta do intervalo o técnico Gilmar Dal Pozzo pediu mais tranquilidade na conclusão e cuidado para não dar contra-ataques ao adversário.

A Chapecoense novamente iniciou pressionando mas a zaga do Oeste levou a melhor. Aos 21 minutos Henrique venceu a zaga, chutou forte e o goleiro Fernando Leal fez uma bela defesa. O Oeste se fechou e garantiu a vitória. Foi a primeira derrota da Chapecoense em casa na Série C. Resta à Chapecoense tentar agora sua segunda vitória fora.


FICHA TÉCNICA


CHAPECOENSE-0: Nivaldo, Fabiano, André Paulino, Rafael Lima e Gilton: Wanderson, Paulinho Dias (Galiardo), Athos (Eliomar) e Neném; Jô (Cristiano) e Henrique. Técnico: Gilmar Dal Pozzo


OESTE-1:Fernando Leal, Dedê, Eduardo (Everton), Dezinho e Piauí; Dionísio, Hudson, Ligger e Wanderson (Lele); Ricardo Oliveira (Alex Silva) e Jheimy. Técnico: Luís Carlos Martins


Gols: Ricardo Oliveira (O), aos 19 minutos do primeiro tempo.


Arbitragem: Jaílson Macedo Freitas-BA, auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios-SE e Fábio Rodrigo Rubinho-MT.

Cartões amarelos: Piauí, Fernando Leal, Ligger, Ricardo Oliveira, Dionísio, Everton e Dedé (O), Neném, Jô (C),


Local: Estádio Índio Condá, em Chapecó


Público: 5.998

Renda: R$ 66.060

Comente aqui
17 nov08:00

Chapecoense quer largar bem na semifinal da C

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Com aproveitamento de 86,6% nos jogos em casa, a Chapecoense aposta na Força da Arena Condá para largar bem na semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, neste sábado, às 19 horas, contra o Oeste.

Afinal, na Arena Condá a Chapecoense tem feito a diferença no campeonato. Se dependesse dos resultados longe de casa, onde fez apenas três gols em dez jogos, o time estaria na Série D e não na Série B.

A confiança é grande em Chapecó. Tanto que na sexta-feira, dia 16, funcionários contratados pela prefeitura pintaram a frase: “Somos Chapecoenses- Rumo ao Título”, nos tapumes da ala Oeste do estádio. Mesmo assim alguns integrantes do clube não gostaram e pediram para que a inscrição fosse apagada, para não “incentivar” o adversário.

Mas nos discursos o pensamento é um só.

- Vamos rumo ao título – disse o zagueiro André Paulino, embora depois alertasse que o jogo contra o Oeste deve ser muito difícil.

Mas ele sabe que a força da torcida pode ser decisiva. Rodrigo Gral não joga, mas convocou os torcedores pelas redes sociais. Henrique, que vai estar em campo, também destaca a importância do torcedor, que faz os jogadores se doarem em campo, esquecendo até o cansaço.

– É o algo a mais que cada jogador acaba fazendo durante a partida – explicou.

Para o técnico Gilmar Dal Pozzo, a Chapecoense resgatou o orgulho do torcedor e isso se refletiu num apoio maior das arquibancadas.

– A atuação do torcedor é determinante – explicou.

No entanto, o treinador disse que o time precisa também fazer sua parte dentro de campo. Neste jogo, ele avaliou que todos precisam de paciência pois, tão importante quanto fazer, é não tomar gol, já que o gol fora vale mais nos critérios de desempate.

– Um a zero é goleada – concluiu o meia Athos.


Campanha no Condá: 86,6% de aproveitamento

10 jogos

8 vitórias

2 empates

Nenhuma derrota

30 pontos disputados

26 pontos somados

21 gols marcados

4 gols sofridos


Campanha fora: 20% de aproveitamento

10 jogos

1 vitória

3 empates

6 derrotas

30 pontos disputados

6 pontos somados

3 gols marcados

9 gols sofridos


Ficha Técnica

CHAPECOENSE

Nivaldo

Fabiano

André Paulino

Rafael Lima

Gilton

Wanderson

Paulinho Dias

Athos

Neném

Henrique

Técnico: Gilmar Dal Pozzo



OESTE

Fernando Leal

Dedê

Eduardo

Dezinho

Piauí

Dionísio

Hudson

Liger

Samuel

Lelê

Jheimy

Técnico: Luís Carlos Martins


Arbitragem: Jaílson Macedo Freitas-BA, auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios-SE e Fábio Rodrigo Rubinho-MT.

Horário: 19h

Local: Arena Condá, em Chapecó

Ingressos: Ingressos: R$ 15 (estudantes, aposentados e menores entre 8 e 12 anos), R$ 30 (geral) R$ 40 (coberta) e R$ 50 (cadeiras). Pontos de venda antecipada: Palácio dos Esportes, Maidana Esportes, Posto de Marco, Sensação do Mate do Shopping Pátio Chapecó e na sede do clube.



Comente aqui
16 nov14:48

Rodrigo Gral convoca torcida para semifinal da Série C

O atacante Rodrigo Gral não estará em campo na primeira partida da semifinal da Série C, contra o Oeste, sábado, às 19h. Se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, o jogador trabalha, agora, fora dos campos. O objetivo de Gral é convocar a torcida e ver a Arena Condá lotada.

Na tarde desta sexta-feira, o atacante usou seu perfil no Twitter (@graloficial) para chamar os torcedores:

“Amanhã começa a campanha rumo ao título da Série C. Vamos enfrentar o Oeste, às 19h, na Arena Condá. Quero ver todo mundo lá!!!”

Comente aqui
16 nov07:45

Athos pode ser bicampeão da Série C

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto curtia a manhã de descanso na quinta-feira, meia Athos recebeu a equipe do Diário Catarinense em seu apartamento, no centro de Chapecó. Ele falou da conquista do acesso para a Série B e da primeira partida da semifinal da Série C, sábado, contra o Oeste, às 19 horas, na Arena Condá.



Athos, com o filho Matheus e a esposa Camila, grávida de Emmanuel.



Athos já venceu a competição em 2006, pelo Criciúma. Agora quer o bicampeonato da Série C para incrementar o seu currículo e também para compartilhar essa emoção com os companheiros de clube. O jogador disse que o clima no vestiário é muito bom e que por isso não ficou magoado nos três jogos em que foi para o banco de reservas. Na época chegou a fechar a conta numa rede social devido aos xingamentos. Athos cresceu nos momentos decisivos. Fez um gol e deu o passe para outros três na vitória por 5 a 0 contra o Tupi, que valeu a classificação para a segunda fase. Na primeira partida da segunda fase, contra o Luverdense, deu o passe para o gol de Henrique.

Athos que está muito feliz por jogar na Chapecoense, pelo grupo que foi montado, além da boa adaptação da família à cidade. Sua mulher, Camila, está grávida de seis meses, de um menino, Emmanuel. E o outro filho, Matheus, de sete anos, que era um bebê quando o pai foi campeão da Série C pelo Criciúma, agora já disputa campeonatos de futsal em Chapecó. Athos disse que o crescimento da Chapecoense é fruto de um trabalho sério e honesto, que é reconhecido pelos jogadores que estão ou que passaram pelo clube.

Duas vezes por semana, Athos toca violão na Igreja Quadrangular. E brinca que é mais afinado em campo.


Confira a entrevista que o jogador concedeu.

Diário Catarinense: Você foi um dos destaques do time na conquista da vaga para a Série B, o que isso representa para ti e para o clube?

Athos: Sempre me envolvi com o time e procurei deixar minha marca nos clubes que passei. Foi assim no Paraná, no Criciúma e no Brasil de Pelotas, onde fui escolhido um dos melhores camisa 10 da história do clube. Na Chapecoense cheguei no meio do campeonato catarinense e fui escolhido o segundo melhor meia do campeonato. Tive outras propostas até mais vantajosas e resolvi ficar. Acho que a Chapecoense está colhendo o que semeou. Nos últimos anos sempre vem decidindo título. Tem uma diretoria séria que sempre paga seus compromissos dentro do mês. Aqui é uma família. E quanto a gente sai fala com o padeiro, o caixa do mercado. É um contato direto com a torcida. Na comemoração teve um senhor que me abraçou e soube que foi um dos fundadores da Chapecoense. Foi muito emocionante.


Diário Catarinense: Depois de conseguir o acesso para a Série B pelo Criciúma a pela Chapecoense como está encarando a possibilidade de se tornar bicampeão brasileiro da Série C?

Athos: É a oportunidade do meu segundo título brasileiro. E título brasileiro são poucos os que têm, independentemente se é da A, B, C ou D. A maioria do nosso grupo não tem esse título. E eu quero dar o meu melhor para ajudar meus companheiros. Eu sei o quanto é bom colocar uma faixa de campeão brasileiro no peito. Se for a Criciúma tá lá a minha foto com a faixa.


Diário Catarinense: Como a Chapecoense deve atuar nesse primeiro confronto da semifinal contra o Oeste?

Athos: Já no início da Série C eu disse que o Oeste era o adversário mais difícil contra quem nós tínhamos jogado, pois foi o único que jogou de igual para igual em Chapecó. Ganhamos o jogo por um a zero e depois perdemos por um a zero em São Paulo, o que mostra o equilíbrio entre os times. Eles têm um time muito bom. Vai ser um jogo muito difícil. Temos que manter a humildade e a marcação forte. Um a zero para nós é goleada.



Comente aqui
15 nov16:35

Definida arbitragem para a semifinal da Série C

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou o trio de arbitragem que vai atuar no primeiro jogo da semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, entre Chapecoense e Oeste, sábado, às 19 horas, na Arena Condá.

O árbitro será o baiano Jaílson Macedo Freitas, auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios-SE e Fábio Rodrigo Rubinho-MT.

Comente aqui
15 nov09:29

Gilmar Dal Pozzo quer seguir no Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Com a conquista do acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro Gilmar Dal Pozzo entrou para a galeria dos treinadores vencedores da Chapecoense, onde recentemente figuraram Agenor Piccinin (campeão Catarinense de 2007) e Mauro Ovelha (campeão de 2011 e comandante do acesso da Série D para a Série C em 2009).

Natural de Quilombo-SC, onde morou até os dois anos antes de ir para o Rio Grande do Sul, Dal Pozzo tem estilo similar ao de Tite, técnico do Corinthians, com quem Dal Pozzo foi campeão Gaúcho de 2000. Na época, ele era goleiro. Atuou também como goleiro do Avaí. Entre 2004 e 2005.

Em 2008, iniciou a carreira de treinador, no Veranópolis. No mesmo ano venceu a Copa RS pelo Pelotas. Foi contratado pela Chapecoense na metade do returno da Série C, quando o time, então treinado por Itamar Schulle, perdeu para o Vila Nova e deixou a zona de classificação.

Dal Pozzo estreou com vitória por 4 a 0 contra seu ex-time, o Caxias. E seguiu vencendo em casa, com cinco vitórias em cinco jogos, todas por goleada. Só o desempenho fora que ainda não está bom, com três derrotas e um empate em quatro jogos. Mesmo assim garantiu a tão sonhada vaga na Série B.

Para o treinador a conquista é reflexo da qualidade do grupo, que adotou uma postura diferente após sua chegada. Ele mudou o posicionamento, reforçou a marcação e incutiu vibração num time que parecia desanimado.

O resultado é que atualmente o treinador já foi convidado para continuar no clube pela atual diretoria, embora ainda ocorra uma eleição no dia 28 de novembro. Para coroar o sucesso, resta agora buscar o título da Série C, o que representaria incluir a Chapecoense entre os times catarinenses com títulos nacionais.


Entrevista com Gilmar Dal Pozzo

Diário Catarinense: Você sendo natural de Quilombo, aqui do Oeste Catarinense, como é conquistar o acesso por um clube da região?

Dal Pozzo: Para mim é a sensação do dever cumprido. A minha família me ligou depois da conquista. Eles estavam muito felizes pois moraram muito tempo na região. Eu saí com dois anos daqui. Comemoramos muito. Mas agora já é hora de trabalhar. Sou irrequieto. Tenho obsessão por conquistas.

DC: Como você vai encarar o Oeste, que é um adversário que a Chapecoense já enfrentou duas vezes, com uma vitória e uma derrota?

Dal Pozzo: As duas equipes já se conhecem e dificilmente terão grandes mudanças. O Oeste tem um sistema diferente de jogar, que é um 3-6-1, que às vezes se transforma num 3-5-2. Tivemos muitas dificuldades contra eles. O que vai fazer a diferença é o foco, o nível de concentração e o nível de eficiência.

DC: A tentativa é novamente de abrir uma boa vantagem no primeiro jogo para administrar nos segundo, como fez com o Luverdense?

Dal Pozzo: A ideia sempre é apresentar um bom futebol. O importante é não tomar gol em casa nos 90 minutos. Uma a zero para nós já é goleada.

DC: Você pretende continuar no clube em 2013.

Dal Pozzo: Tenho uma vontade de continuar e a diretoria também. Mas essa eleição da diretoria não veio numa boa hora. Alguma coisa a gente está conversando. Mas isso não pode atrapalhar a nossa preparação para a semifinal. Não podemos tirar o foco.



Comente aqui
14 nov10:59

Nivaldo faz história na Chapecoense

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Quem projetou a maquete de construção da Arena Condá bem que poderia ter reservado um espaço para uma estátua do goleiro Nivaldo. Ou a “impressão” de suas mãos numa calçada da fama.
Com a conquista do acesso para a Série B o goleiro consolida sua carreira como o maior vencedor da história da Chapecoense.

Dos quatro títulos estaduais do clube, Nivaldo estava em dois, sendo que, em 2007, foi escolhido o melhor goleiro do Catarinense. Na época até ganhou uma faixa da torcida com os dizeres: “Nivaldo Eterno”. Nem o torcedor, nem o goleiro, imaginavam que ele iria durar tanto no gol do Verdão. Nos dois acessos do clube, da Série D para a C e da C  para a B, ele era o titular.

E, aos 38 anos, é o goleiro menos vazado da Série C.  A Chapecoense levou apenas 13 gols em 20 jogos. Nivaldo tem média ainda melhor, de oito gols em 14 jogos. Ele começou a competição na reserva, devido a uma lesão. E ficou dois jogos fora devido a uma expulsão contra o Oeste, adversário na semifinal, por revidar uma agressão do atacante Serginho.

O goleiro quase parou de jogar em 2010, devido a uma série de lesões. Mas persistiu e voltou a jogar em grande estilo. Na primeira partida contra o Luverdense, em Chapecó, salvou o time logo no início da partida, num lance em que o atacante adversário entrou livre na área. Depois quase fez um milagre ao espalmar um chute que ia no ângulo.

O carisma do goleiro com a torcida é tão grande que o diretor de futebol Cadu Gaúcho até brinca: — O Nivaldo vai pra prefeito na próxima eleição. Nivaldo já completou mais de 200 jogos pela Chapecoense.  E ainda não decidiu quando vai parar. Seu sonho era levar a Chapecoense para a Série B antes de se aposentar. O que vier agora é lucro.

“Quero o título da Série C”
Confira a entrevista com o goleiro do Verdão

Diário Catarinense —  Você sempre dizia que antes de se aposentar gostaria de levar a Chapecoense para a Série B, como é realizar este sonho?
Nivaldo —
É muito bom. Ainda mais jogando. Em 2011 fui campeão estadual como reserva, mas o título valeu. Jogando tem outro sabor. Pude ajudar diretamente na conquista. Hoje uma Série B é muito bom. É bom para a cidade. Tem que parabenizar esse grupo, a diretoria, o torcedor que vem a campo. Mas, principalmente, o grupo. Quando estávamos mal chegaram a nos chamar de vagabundos. Ficamos mordidos por dentro. Esse acesso foi conquistado pelo brio dos jogadores.

DC — Você viveu a ascensão da Chapecoense, que estava quase fechando.
Nivaldo —
Quando cheguei, em 2006, o presidente me falou que talvez iria mudar o nome do time. Pensei em disputar a competição e “vazar” Mas aí fomos campeões depois de uma década sem chegar. Aí foi melhorando e eu fiquei.

DC — O que te fez ficar seis anos e meio no clube?
Nivaldo —
Com a conquista de 2007 o pessoal passou a gostar da gente. Me senti bem aqui. Mesmo em 2010, numa situação difícil, fiquei 90 dias sem receber, depois me pagaram, e nunca reclamei. Em 2009, quando tomei um frango na semifinal contra o Macaé, que nos tirou da final, estava só esperando acabar o jogo para receber vais de todo o estádio. Mas só uma meia dúzia vaiou. O restante me apoiou.

DC — Este foi o seu pior momento?
Nivaldo —
Os piores momentos foram nas lesões. Em 2010 tive uma lesão na quarta rodada do Catarinense e só voltei para a Série C. Em 2011 lesionei no primeiro jogo, contra o Avaí, e aí contrataram o Rodolpho e, quando voltei, o Rodolpho estava muito bem. Além disso quebrei um dedo. Só jóquei um jogo. Em 2012 estava em no estadual e tive uma lesão muscular no final do returno. Ia voltar para a Série C e fraturei uma costela. Mas depois voltei e agora estou me sentindo muito bem.

DC — Pensou em parar em algum momento?
Nivaldo —
Em 2010 fiquei três meses e meio parado e pensei em parar de jogar. Tive uma lesão na coxa e,  quando voltei, sentia uma lesão no quadril que não curava. Aí pensei, ou curava, ou parava. Acabei curando e voltei a jogar.

DC — Você conquistou o acesso para a Série B de 2012, agora, vai querer disputa-la, certo?
Nivaldo —
Essa resposta não vou te dar agora. Tem que ver o que vai dar a eleição no clube, quem vai ser o treinador.  O que eu quero agora é o título da Série C. Aí seria muito bom.

Comente aqui
13 nov18:12

Condá recebe melhorias

A Arena Condá está recebendo melhorias para a primeira partida da semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, entre Chapecoense e Oeste, que será disputada sábado, às 19 horas.

A grade da ala Sul, que estava danificada, está sendo trocada. Além disso está sendo feita a limpeza e pintura das arquibancadas. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, que é a administradora do estádio, 15 servidores do município estão trabalhando no local.

Um muro que foi danificado na troca da cobertura da ala Oeste, também está sendo refeito pela empresa responsável pela obra. Tudo para que o palco do jogo fique tão bonito quanto o desempenho do time na Série C.

Comente aqui
13 nov16:55

Torcedores já garantem ingresso para a semifinal

Darci Debona|darci.debona@diario.com.br

Iniciou hoje na tarde desta terça a venda de ingressos para o primeiro jogo da semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, entre Chapecoense e Oeste, que será disputado sábado, às 19 horas, na Arena Condá.

São seis mil ingressos que estão disponíveis em cinco pontos: Maidana Esportes, Palácio dos Esportes, Posto De Marco, loja Sensação do Mate do Shopping Pátio Chapecó e na sede do clube.

O movimento, por ser o primeiro dia de comercialização, ainda é fraco. Na sede da Chapecoense tinham sido vendidos apenas seis ingressos das 13h30 às 16h15, segundo a atendente, Samara Kappel.

– O pessoal deixa para a última hora – explicou.

Mesmo assim tem gente que quis garantir cedo um lugar na arquibancada do Condá. O mecânico Nei Augusto Minks, 23 anos, deu um pausa no trabalho e foi comprar três ingressos, para ele, o irmão e um amigo.

- Dá para conquistar o título – diz, confiante.

Para o torcedor era mais difícil conquistar a vaga na Série B. Ele acompanhou a decisão contra o Luverdense pelo telão montado pela RBS na Praça Coronel Bertaso, com transmissão da TV Com. Depois comemorou na avenida Getúlio Vargas. Minks espera nova comemoração em breve. Ele acompanha o clube desde 2003.

O movimento maior na Chapecoense é  sócios inadimplentes que buscam regularizar sua situação. Foram 15 atendimentos em três horas. A Chapecoense tem cerca de quatro mil sócios.

Os valores dos ingressos são: R$ 15 (estudantes, aposentados e menores entre 8 e 12 anos), R$ 30 (geral) R$ 40 (coberta) e R$ 50 (cadeiras).

Comente aqui