Setor

10 nov15:08

Mercoláctea terá leilão da raça Holandesa e de gado geral

A quarta edição da Mercoláctea – feira que reúne a cadeia produtiva do setor do leite, em Chapecó, reserva grandes inovações para o este fim de semana, como o I Leilão de Elite com gado leiteiro da raça holandesa e o leilão de gado geral. A Mercoláctea é promovida pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc).

- Esperamos no final de semana um grande público para a visitação da feira e participação nos leilões, também em função da época de plantio esses dias são mais propícios para produtores e agricultores – explica o coordenador geral da Mercoláctea 2012, Auro Pinto.

O leilão de elite é organizado pela empresa paulistana WVMais Leilões e ocorrerá neste sábado à tarde, no Parque de Exposições da Efapi, paralelamente à feira. O plantel disponibilizado pertence à Fazenda Rialex, de Chapecó, e é formado por 190 animais – 100 fêmeas em lactação, 50 novilhas e 40 bezerras. A Rialex produz há 52 anos, utilizando o método de inseminação artificial desde o período de fundação da cabanha. A produção média do plantel é de 30 litros por animal/dia, mas há animais com produção diária de mais de 50 litros de leite.

- O leilão representa um momento único no Estado, em que são colocados à disposição do produtor, sem qualquer reserva, animais com um patrimônio genético fantástico, possibilitando o incremento de todo o plantel catarinense – explica o proprietário do plantel, Ricardo Lunardi.

A raça holandesa é considerada a mais produtiva e de maior trabalho de melhoramento genético entre todas as raças bovinas do mundo.

- Para o produtor é uma grande oportunidade de adquirir animais com ótima genética e sanidade. O plantel leiloado é um dos melhores da região -avalia o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Américo do Nascimento.

As condições de pagamento do leilão serão diferenciadas. O comprador poderá parcelar o valor em 24 parcelas, sem juros, com frete gratuito para carga cheia à distância de até 500 km, ou para meia carga à distância de até 250 km. O valor dos animais será baseado na tabela comercial utilizada na região. O leilão será transmitido ao vivo no Novo Canal, freqüência 1100 Mhz.

O cadastro para participação no leilão poderá ser efetuado no site www.wvleiloes.com.br ou durante o evento.

Neste domingo, às 14 horas, haverá um leilão de gado geral com mais de 400 animais. Serão comercializadas raças de corte, reprodutores e vacas de descarte, selecionados dos melhores criadores da região. A empresa leiloeira é a ZT Leilões, de Chapecó. O gado bovino de corte a venda é composto por novilhos precoces, provenientes de cruzamento industrial.

O valor do quilo vivo do animal deve variar, entre fêmeas e machos, de R$ 3,30 até R$ 4. O frete será de responsabilidade do comprador e o pagamento poderá ser feito em até 30 dias após o leilão.


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09 nov15:16

Feira mostra crescimento do setor leiteiro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A produção de leite em Santa Catarina cresceu 13% ao ano nos últimos cinco anos, segundo dados do IBGE. Isso é mais que o dobro da média nacional, que é de 5,5 % ao ano. Tal desempenho fez surgir a Mercoláctea, feira voltada a toda a cadeia de lácteos, que está em sua quarta edição. A feira abriu na quinta-feira, dia 8, e encerra no sábado, dia 10, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó.

Nancy Leonhardt disse que a família tinha aviários de peru que só davam prejuízo.

O clima favorável e a possibilidade de uma renda mensal para os produtores estimularam a atividade na região. Isso atraiu indústrias e fomentou ainda mais a expansão. Paralelamente houve investimento na melhora genética dos rebanhos, que antes tinham vacas que produziam pouco mais de 10 litros por dia, e agora se aproximam de 30 litros por dia.

Um exemplo de melhoramento genético é a cabanha Clenan, de Chapecó. Nancy Leonhardt disse que a família tinha aviários de peru que só davam prejuízo. Em 2004 ela e a mãe, Clédia Nieland, resolveram apostar no gado de leite. Nancy ficou 1,5 ano no estado de Iowa, nos Estados Unidos, aprendendo sobre seleção genética. Depois ficou mais 1,5 ano em Quebec, no Canadá.

Com o que a experiência que trouxe do exterior, ela começou a melhorar o manejo e a fazer o melhoramento genético do plantel, através da inseminação. O plantel que produzia 18 a 20 litros por cabeça já está em 23 a 25 litros/dia e, no plantel de elite, já chegam a 35 litros por dia.

A evolução dos animais foi tanta que, em 2010, a cabanha ganhou os prêmios de melhor criador, melhor expositor e melhor vaca da raça holandesa no estado. No ano passado, novo troféu, de melhor vaca. E, neste ano, está concorrendo novamente.

A cabanha tem 150 vacas em lactação e produz quatro mil litros de leite por dia. A meta é chegar em sete mil litros/dia.

Cerca de 80 mil famílias trabalham com a produção leiteira no Estado, segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri. E em muitas delas é a principal renda. É o caso da família Girardi, em Chapecó. Eles tem 20 vacas em lactação, o que garante uma produção de 12 mil litros por mês e uma renda familiar de R$ 9,6 mil. Graças a ela Eduardo Girardi está conseguindo fazer uma faculdade de Medicina Veterinária, na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em Xanxerê.


Produção de leite (bilhões de litros)

Santa Catarina

2007: 1,86

2008: 2,12

2009: 2,21

2010: 2,38

2011: 2,53


Brasil

2007: 26,1

2008: 27,5

2009: 29

2010: 30,7

2011: 32



Maiores Produtores (bilhões de litros)

MG: 8,76

RS: 3,88

PR: 3,62

GO: 3,48

SC: 2,53

Fonte: IBGE

OBS: O Oeste é responsável por 70% da produção de leite de SC


Dados da Mercoláctea

Período: 8 a 10 de novembro

Local: Parque de Exposições Tancredo Neves, no bairro Efapi, em Chapecó

Abertura dos portões: das 9 horas às 20 horas

Espositores: 120

Previsão de faturamento: R$ 85 milhões

Previsão de visitantes: 15 mil

Promoção: Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina.

Ingresso: gratuito e pode ser ffeito no site da Mercoláctea.

Outras informações pelo email info@mercolactea.com.br ou pelo telefone 49-3322-2292.



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09 mai12:48

Mudanças no setor elétrico podem reduzir as tarifas de energia em 10%

O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, disse na terça-feira, 8 de maio de 2012, que poderá haver uma redução nas tarifas de energia de até 10% com a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer a partir de 2015. “Nós fizemos simulações e a redução pode ser de até 10%, dependendo das premissas e dos critérios que serão utilizados.”

Hübner disse que espera que a proposta sobre o destino das concessões que estão vencendo seja concluída pelo governo até o fim deste mês e poderá incluir requisitos de qualidade que deverão ser cumpridos pelas distribuidoras.

Em 2015, 67 usinas hidrelétricas terão suas concessões vencidas, o que representa 18,2 mil megawatts, além de usinas térmicas, distribuidoras e linhas de transmissão. De acordo com a legislação vigente, com o fim das concessões, as usinas devem passar por novo leilão, mas o governo pode mudar a lei e prorrogar os atuais contratos.


PENSE IMÓVEIS

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11 abr08:22

Fortalecimento do setor imobiliário no Oeste

Aliar desenvolvimento planejado e sustentável com qualidade de vida nos municípios é uma das bandeiras da nova diretoria do Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi/Oeste). As metas da gestão 2012/2013, bem como os novos diretores serão apresentados nesta quarta-feira, dia 11, a partir das 19h30, no salão nobre do Lang Palace Hotel, durante solenidade festiva de posse.

O novo presidente é o empresário Altir Paludo. Natural de Xavantina é casado com Márcia Regina Cella Paludo. Graduado em Gestão de Negócios Imobiliários pela Unochapecó ele atua no mercado imobiliário há 15 anos. Integrou a gestão 2010/2011 do Secovi/Oeste como diretor de finanças. É sócio-proprietário da Mapa Imóveis.

Também estão à frente da nova gestão o vice-presidente Ademir Roque Sander; 1° tesoureiro Paulo Lindermann; 2° tesoureiro Carlos Eduardo Antonio Chemin; 1ª secretária Vanderléia Maestri Martinelli e 2° secretário Rivelino da Silva.

Integram o Conselho Fiscal Titular: Armelindo Carraro, Paulo Jorge Lise e Neli Gotardi. Os suplentes são Rivelino da Silva, Vanderléia Maestri Martinelli e Sadi Luiz Pasini. Os diretores são: de parcelamento do solo Valdir Baldin, de vendas Paulo Benites e de eventos Sadi Pasini.


Prioridades

A nova diretoria assumiu mandato em 1º de janeiro deste ano e defende o desenvolvimento com qualidade de vida, por isso contribuirá para este cenário apresentando sugestões à administração municipal, bem como acompanhando os projetos que tramitam no Conselho de Desenvolvimento Territorial.

Outra prioridade é a realização da sétima edição do Salão do Imóvel, prevista para o período de 15 a 17 de junho, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes.

O Secovi/Oeste promoverá cursos e palestras voltados ao aperfeiçoamento e capacitação profissional. Segundo Paludo, também haverá a continuidade dos projetos de inclusão do Sindicato no portal nacional que permitirá aos associados divulgar seus imóveis pela internet para todo o Brasil, além da criação de um banco de dados em parceria entre os Secovi’s.

O dirigente antecipa que a intenção da nova diretoria é interagir com toda a região de abrangência, que compõe 91 municípios, buscando novos associados e o fortalecimento da classe.



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18 mar16:18

Inovação no setor madeireiro em Chapecó

O projeto de Fortalecimento dos Polos Industriais foi apresentado aos empresários do setor madeireiro na sede da Associação e do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai – Amoesc/Simovale em Chapecó. A iniciativa visa fomentar a inovação, competitividade e a sustentabilidade das micro e pequenas empresas.

O projeto, que atenderá cerca de 1,8 mil empreendimentos no Estado, será lançado em breve. O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, expôs aos empresários do setor o projeto que vem sendo desenvolvido em todo o Estado, para fortalecer sete segmentos dos polos setoriais prioritários: alimentício, moveleiro, madeireiro, plástico e borracha, tecnologia de informação e comunicação, vestuário e eletrometalmecânico.

A ação faz parte do Arranjo Produtivo Local de Móveis do oeste. As empresas participantes terão atendimento em inovação e tecnologia, melhoria da gestão e ações de mercado.

O projeto integra o Programa da Nova Economia Catarinense concebido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por intermédio da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Econômico e Sustentável, e pelo Sebrae/SC.

De acordo com o presidente da Amoesc/Simovale, Osni Verona, o projeto será importante para perpetualizar as empresas na viabilização de inovações que fortaleçam os negócios.- A iniciativa estimulará o ingresso de novos empreendimentos, além de oportunizar o desenvolvimento de quem já está no mercado – disse.


Atendimento

O primeiro atendimento será uma avaliação do modelo de gestão e a mensuração do grau de inovação feito pelos Agentes Locais de Inovação (ALIs). Os ALIs são bolsistas do CNPQ com formação superior e que receberam treinamento intensivo do Sebrae sobre fomento da inovação. Com base nos dados coletados no primeiro atendimento à empresa, é elaborado um plano de trabalho e identificada as consultorias que poderão ser desenvolvidas por provedores de solução via SEBRAEtec.

O SEBRAEtec é uma consultoria tecnológica que proporciona às empresas melhoria de processos e produtos e a introdução de inovação nas empresas ou mercado. As ações são realizadas através de consultoria personalizada de acordo com a necessidade da empresa identificada no levantamento realizado pelos ALIs.

Para melhorar a gestão, as capacitações e consultorias fornecem informações gerenciais, com orientações para o desenvolvimento de competências em diagnóstico e solução de problemas empresariais. Com isso, será possível melhorar o desempenho do negócio, além de planejar o crescimento de forma estruturada.

As ações de acesso ao mercado possibilitam às micro e pequenas empresas industriais acesso às novas tendências mercadológicas, intercâmbio de informações e experiências com novos mercados, além de captar e divulgar oportunidades de compra e venda entre empresas.

As principais ações são: rodadas de negócios, participação em feiras nacionais e missões técnicas.

Mais informações pelo telefone (49) 3328 6669 (Simovale), secretaria@simovale.com.br ou pelo portal www.simovale.com.br .


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07 fev10:08

Formosa do Sul investe no setor têxtil

Já estão instaladas as 36 máquinas de costura industrial adquiridas pelo município. Nos próximos dias será aberta uma cooperativa que vai gerar, inicialmente, mais de 30 empregos diretos no setor têxtil de Formosa do Sul.

A entrega dos equipamentos foi feita no local que vai abrigar a cooperativa. As 30 mulheres já possuem experiência na área por atuarem em uma associação de artesanato e, ainda, receberam uma capacitação profissional no ano passado.

Tanto a aquisição das máquinas de costura quanto a capacitação, foram possíveis graças ao projeto encaminhado pelo município e aprovado pelo Governo Federal. O município recebeu R$ 147 mil para executar o projeto, o qual tem como principal objetivo a geração de oportunidades de trabalho. Por sua vez, a prefeitura ainda ajudou no transporte para o curso, realizado em cidade vizinha, e assegurou um ano de aluguel para o funcionamento da cooperativa.

Uma das prioridades da administração municipal para 2012, segundo o prefeito, Jorge Comunello, é a geração de emprego e renda.


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24 jan09:57

Formosa do Sul incentiva geração de empregos no setor têxtil

O prefeito, Jorge Comunello, visitou o local onde serão instaladas máquinas de costura. Uma indústria será implantada por membros da Associação de Artesãos de Formosa do Sul.

As 36 máquinas de costura industrial foram adquiridas com recursos na ordem de R$ 147 mil, buscados junto ao Ministério da Integração do Governo Federal e mais R$ 3 mil, pela Prefeitura. O município ainda se comprometeu com o aluguel do espaço físico durante o primeiro ano de funcionamento desta indústria.

Parte dos recursos conquistados ainda serviu para a capacitação das mulheres, em curso realizado no SENAI de São Lourenço do Oeste. O município ofereceu o transporte durante a capacitação.

A indústria deve gerar, inicialmente, cerca de 30 empregos diretos.


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06 jan15:36

Brasil manterá liderança na exportação mundial de aves

Apesar dos elevados custos de matérias-primas (milho, soja, farelo de soja, óleo de soja) e um câmbio deprimente que afetou diretamente a competitividade da avicultura catarinense, o setor terminou 2011 com crescimento de 4% em quantidade e 6% em faturamento. – Considerando os desafios os quais fomos submetidos, podemos afirmar que tanto para o produtor quanto para a agroindústria foi um ano razoável – avalia o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila.

As previsões para este ano apontam crescimento de 2 a 3%, da produção. – Não teremos grandes mercados a nível internacional para abrir. Consolidaremos os mercados abertos da China e Índia e faremos inserções na África e Indonésia – disse.

Mundialmente, o Brasil já foi o país mais competitivo. Em função da relação cambial R$/US$, dos novos patamares dos custos de matérias primas e mão de obra, perdemos esta posição. – Além disso, observa-se o crescimento da produção na Argentina, Rússia e Oriente Médio, os quais diminuem nosso espaço de crescimento. Mesmo assim, continuaremos com a produção em nível de crescimento mais lento e seremos ainda o maior exportador mundial – declara.

Ao abordar a entrada do produto brasileiro no mercado internacional, o presidente da Acav destaca que no dia a dia são criadas várias barreiras. As mais recentes são as da Rússia e a mudança de legislação técnica europeia. Ambas focam o Brasil diretamente, impedindo o crescimento natural.

Existem aspectos da crise internacional assolando Europa e USA, além da estabilização da economia japonesa que refletem na demanda de produtos. Entretanto, segundo Ávila, mercados alternativos se mostram viáveis e dentre eles destaca-se o próprio Brasil que vem obtendo crescimento na economia e participação da população no mercado de consumo. – Aliado a uma produção com crescimento vegetativo, entendemos que os preços serão estáveis com tendência de alta em função dos custos elevados de matéria prima e mão e obra – completa.


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15 dez15:59

Setor Moveleiro no Oeste

O setor moveleiro do oeste evoluiu muito e desenvolve produtos que podem ser vendidos para qualquer parte do mundo, sem restrições de qualidade e preço. O parque fabril é de alta tecnologia e há constantes investimentos em mão de obra para proporcionar conforto e sofisticação às classes A, B, C, e D. – Nossos empresários buscam evolução constante e os móveis de empresas da região estão em cenários de novelas das mais importantes emissoras de televisão em nosso país, o que nos dá credibilidade e valorização – destaca o presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc) e do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), Osni Verona.

Segundo Verona, a migração de 40 milhões de pessoas da classe D para C e B é um fator importante que se manifesta em todo o país neste momento. Esses consumidores não querem somente produtos baratos. Estão buscando mais opções, com conforto, durabilidade, garantia e design arrojado. – Nossa região está preparada para enfrentar a concorrência leal em tudo: preço, qualidade de matéria-prima e design para os mais diversos gostos. Além disso, protegemos o meio ambiente, tornando a sustentabilidade um compromisso e tratando os resíduos gerados pelas empresas do setor – disse.

Mas, a maior preocupação é a concorrência desleal da China. Enquanto o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões de unidades do mesmo produto. Ele disse que a qualidade é equivalente. – Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas, com preços que são uma fração dos praticados aqui. Um trabalhador brasileiro ganha U$ 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase U$ 600 dólares. Quando comparados com os U$ 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente nada de benefícios.

Segundo Verona, se os estrategistas mundiais não buscarem soluções em breve não haverá mais fábricas com alta tecnologia no Brasil e no mundo e, sim, sucatas por todos os cantos do planeta.

O dirigente destaca ainda que planejar é fundamental para o desenvolvimento. A Amoesc/Simovale trabalha com foco em ações empresariais no preparo das empresas em tempo de crise para aproveitar as oportunidades quando o mercado importador estiver interessante e com câmbio favorável. E quanto à importação de máquinas e equipamentos, sugere que devem ser feitas com planejamento estratégico prevendo a valorização e a desvalorização do real para que o investimento não vire pesadelo para o industrial.

As entidades que Verona preside reúnem mais de 650 empresas. O setor industrial moveleiro é o primeiro em número de empresas do Oeste de SC, o terceiro em número de empregos, o quarto na economia regional, além de sustentar 7.000 empregos diretos, 15 mil empregos indiretos e gerar mais de 20 milhões de dólares para exportações.


Previsão para 2012

Para 2012, Verona prevê que o estimulo à importação, com câmbio favorável, combinados com os mais altos juros do planeta e uma carga tributária elevada, derrubará a competitividade da indústria, que enfrenta uma competição cada vez mais forte, o que é agravado com a redução da atividade econômica na Europa e nos Estados Unidos.

Em resumo, 2012 será um ano de grandes expectativas e preocupações com a crise nos países de primeiro mundo. – No Brasil, empresários devem diminuir o ritmo porque não temos mão de obra qualificada e trabalhamos dois dias e folgamos um. Além disso, existem os feriados nacionais e religiosos – finalizou.


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