Sinte

11 mai09:25

Sinte vai manter negociações com governo de Santa Catarina

Júlia Antunes Lorenço | julia.lorenco@diario.com.br

Com o fim da greve dos professores da rede estadual, categoria e governo voltaram a se reunir para discutir melhorias na proposta salarial.

Desde que foi considerada constitucional, no ano passado, a lei do piso nacional do magistério tem gerado problemas em Santa Catarina. Os professores querem que o reajuste repassado ao menor salário-base, que em 2012 foi de 22%, seja dado a todos os outros níveis da tabela salarial, o que evitaria o achatamento da carreira do magistério. O governo alega que não poderia cumprir a reivindicação porque faltariam recursos.

Com o impasse, o Estado passou pela segunda greve dos professores em menos de um ano. Mas diferentemente da paralisação do ano passado, que durou 62 dias e teve adesão da maioria dos docentes, o movimento de 2012 não vingou e terminou com 16 dias.

Além disso, o governo adotou a postura de não negociar com os trabalhadores em greve — uma outra diferença em relação ao ano passado, quando houve negociações durante a paralisação. A coordenadora estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Alvete Bedin, explica nesta entrevista os motivos para os professores terem entrado em greve neste ano e faz uma avaliação do movimento.

Para ela, apesar de não ter tido adesão da maioria, o movimento mostrou ao governo que a última proposta salarial apresentada, em abril, desagrada a todos. Além disso, eles terão garantidos sete mesas de negociações, para tentar avanços.

Os encontros serão sempre às segundas e quartas-feiras. Apesar de ter sido criticada na última assembleia estadual, Alvete fica como coordenadora do sindicato até junho do próximo ano, quando completa três anos que assumiu a função e haverá novas eleições.


Diário Catarinense — A decisão da categoria da última terça-feira, em terminar a greve, foi mesmo a mais acertada?

Alvete Bedin — A categoria foi madura, em função da forma como o processo veio ocorrendo, pela intransigência do governo em não querer receber a categoria. A decisão, então, foi de suspender a greve e solicitar a abertura da negociação. Demos 30 dias ao governo, e então vamos realizar uma nova reunião do conselho (do sindicato), para avaliar se houve ou não avanços na negociação. Caso contrário, poderemos chamar a categoria para decidir o que será feito.


DC — Foi uma greve de 16 dias que não resultou em avanços na proposta salarial. A decisão de parar, não foi precipitada, já que o governo havia falado que não negociaria com os professores fora das salas de aula?

Alvete - Dia 18 de julho de 2011 retornamos às aulas, ficamos oito meses trabalhando e tentando negociar, encerramos o ano de 2011 sem ter uma proposta de descompactação da tabela, que era aquilo que o governador assinou como compromisso no pós-greve. Ele assumiu o compromisso de descompactar a tabela a partir de janeiro e não cumpriu. Em de 15 de março, fizemos a assembleia estadual, já tinha sido mais uma oportunidade para apresentar uma nova proposta, mas ele veio com um aceno para dividir a categoria. O secretário (da Educação Eduardo Deschamps) nos disse que era a última proposta, e que se não agradasse, que fôssemos para a greve.


DC — Por que essa greve não teve adesão nem de 50%, sendo que na greve do ano passado o índice chegou a 90%?

Alvete - Muitas greves já aconteceram com percentual de 20, 30, 40, 50%. A maioria das greves foi num nível inferior à do ano passado. A do ano passado foi uma greve inédita. A categoria vinha de 30 meses de um governo que tinha decidido fechar as portas para a conversação. Tínhamos a lei do piso, fomos para a luta com uma questão de direito forte. Não é porque o professor ficou na escola que ele está satisfeito. É só ir para as escolas e ver o quanto ele está triste, revoltado e indignado.


DC — O professor volta para a sala sem avanços na proposta salarial. Ele teve outro ganho?

Alvete - Agora voltamos para a mesa de negociação. Foram propostos sete encontros até 30 de maio, para trabalhar a descompactação e melhorar a carreira. O governo sabe que essa greve significa que a tabela salarial precisa ser melhorada.


DC — A senhora foi criticada. A principal crítica é no sentido de ter uma posição mais incisiva?

Alvete — A gente nunca deixou de ter uma posição incisiva. Isso pode ser crítica de algumas pessoas isoladamente. De quem não compreende o que significa mesa de negociação. Negociar não significa você bater, xingar ou desrespeitar.


DC — Também ficou claro um desentendimento entre base e líderes do sindicato. O sindicato está representando a categoria?

Alvete – Com certeza. Diferenças existem. A direção do Sinte é representada por proporcionalidades, e isso faz parte. A gente tem que defender as políticas educacionais e o direito dos nossos trabalhadores.


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08 mai16:52

Greve dos professores estaduais é suspensa em assembleia

A greve dos professores da rede estadual de ensino é suspensa em assembleia neste terça-feira, em Florianópolis. Em votação, a maioria dos trabalhores votou pelo fim da paralisação, que durava 16 dias. Ao final do encontro, será feito um ato nas ruas do Centro.

Com o fim da paralisação, o comando de greve espera retomar as conversas com o governo. O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, afirmou que se a categoria permanecesse parada não haveria negociações salariais.

— Na última greve sentamos para conversar e a greve estendeu por 62 dias. Desta vez, durante as negociações alertamos que caso eles entrassem em greve, não negociaríamos.

Enquanto o Sinte estima que pelo menos 30% dos professores estavam parados, a Secretaria de Estado da Educação afirma que existe apenas 1% de adesão.


Reivindicações da categoria

Uma das reivindicações da categoria é o reajuste do piso em 22,22% de forma igual. De acordo com o Sinte, o governo deu o aumento total somente para parte dos professores, principalmente em início de carreira. E isso dividido em cinco parcelas até 2013.

Atualmente, a rede pública estadual de ensino conta com 65,8 mil professores, dos quais 22 mil são efetivos na ativa, 19,8 mil ACTs e 24 mil aposentados, distribuídos em 1.112 unidades escolares. O número de alunos é de 640 mil.


DIÁRIO CATARINENSE



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03 mai15:42

Professores fazem ato no centro de Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os professores estaduais fizeram no início da tarde desta quinta-feira um ato para reivindicar a abertura de negociação do Governo do Estado com a categoria. O ato começou na praça Coronel Bertaso, seguiu com caminhada pela Avenida Getúlio Vargas e deve encerrar com a entrega de um documento na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó.

De acordo com o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhados em Educação, Cléber Ceccon, eram esperados mil pessoas das 12 regionais. Ele afirmou que intenção é pressionar o governo a reabrir a negociação. Na terça-feira está marcada uma assembleia estadual da categoria.

Em Chapecó a adesão à greve aumentou à tarde, em virtude do ato. Na Escola Bom Pastor, segunda maior do Estado, com 2.387 alunos, três professores efetivos estavam parados e durante a tarde mais nove pararam de um total de 93. No entanto, de acordo com a diretora da escola, Sandra Galera, eles devem retornar nesta sexta-feira.

Para os alunos que não tiveram aula foram realizadas outras atividades, como exercícios lúdicos.

No Colégio Zélia Scharff, o segundo maior de Chapecó com 1720 alunos, as aulas estavam praticamente normais das 14 turmas até a quinta série. No entanto, nas 16 turmas a partir da sexta-série até o ensino médio, apena sete tinham aula. A assessora da direção Jussane Emerich disse que até nesta quinta-feira 24 dos cerca de 80 professores haviam parado. Mas à tarde a paralisação era de cerca de metade dos docentes, em virtude do ato.

Muitos alunos nem foram para a escola em virtude disso. O servidor público Vilmar Ferreira disse que a greve parcial acaba causando transtornos. Seu filho mais novo, Michel, que vai na quinta série,  teve aula. Já o mais velho, Maicon, que vai no primeiro ano do Ensino Médio, não teve aula. Ele afirmou que há dias que apenas algumas disciplinas são dadas.

Com isso ele tem que levar os filhos em diferentes horários. A assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó informou que a paralisação nesta quinta era de 6,3%.


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03 mai12:05

Professores de SC fazem manifestação para pedir reabertura das negociações

Roberta Kremer | roberta.kremer@diario.com.br

Os professores das escolas estaduais em greve de Santa Catarina realizarão dois atos públicos na tarde desta quinta-feira, ambos às 14h, para solicitar a reabertura das negociações salariais. Um deles será na Praça Tancredo Neves, no Centro de Florianópolis, e o outro na Praça Coronel Bertaso, em Chapecó.

O governo deixou de negociar com a classe dos trabalhadores depois que a paralização foi iniciada, na segunda-feira da semana passada.

Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) estima que pelo menos 30% dos professores estão em greve, a Secretaria de Estado da Educação afirma que existe apenas 1% de adesão.

Uma das reivindicações é o reajuste do piso em 22,22% de forma igual. De acordo com o Sinte, o governo deu o aumento total somente para parte dos professores, principalmente em início de carreira. E isso dividido em cinco parcelas até 2013.

Atualmente, a rede pública estadual de ensino conta com 65,8 mil professores, dos quais 22 mil são efetivos na ativa, 19,8 mil ACTs e 24 mil aposentados, distribuídos em 1.112 unidades escolares. O número de alunos é de 640 mil.


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24 abr09:44

Estudantes fazem ato em apoio à greve

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Estudantes de Chapecó realizaram um ato em apoio à greve dos professores. Cerca de 150 alunos se reuniram no início da manhã na Praça Coronel Bertaso. De acordo com a vice-presidente do Grêmio Estudantil da Escola Zélia Scharff, Diana Chiodelli, os alunos mobilizaram-se pelas redes sociais onde criaram um grupo denominado “Luta pela Educação”. Diana disse que os alunos apoiam a reivindicação dos professores. –Queremos que a greve termine logo- afirmou.

Sua colega Neline Krawolski disse que é melhor perder um ou dois meses para posteriormente ter professores mais qualificados.

>> No Oeste 20% dos professores  estão em greve, segundo o Sinte

Para o presidente regional do Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sinte), Cléber Ceccon, os alunos deram exemplo para muitos professores. – Eles estão ajudando a construir o movimento e lutando pelos professores – destacou.

Hoje à tarde haverá uma reunião do comando regional de greve. Amanhã está prevista uma reunião do comando estadual, a partir das 9 horas, na sede do Sinte, em Florianópolis.


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23 abr21:38

20% dos professores em greve no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) estima em pelo menos 20% a adesão dos professores na greve, na região Oeste. Já a Gerência Regional de Educação afirmou que apenas 7,7% dos professores não estavam em sala de aula na tarde desta segunda-feira, nas 40 escolas dos nove municípios abrangidos.

A orientação da gerência é que os pais mandem os alunos para as salas de aula.

Nesta segunda foram realizadas as assembleias em 30 regionais para definir os representantes do comando de greve. Em Chapecó a assembleia foi realizada no Sindicato dos Bancários. De acordo com o Sinte 250 professores participaram do ato.

Para esta terça-feira está prevista uma manifestação a partir das 8h30, na Praça Coronel Bertaso.

Em Chapecó uma das escolas com maior adesão foi a Zélia Scharff. Lá paralisaram 24 dos 83 professores, segundo o diretor Jubilei Dalcin. A escola tem 1,8 mil alunos. Os que tiveram autorização dos pais foram para casa. Foi o caso de Ariel Nolasco, da oitava série. Ele teve apenas uma aula de Ciências, dos cinco períodos previstos. Os professores das duas aulas de Matemática e das duas aulas de Inglês não apareceram.

- É ruim assim porque no final tem que vir de novo – argumentou Nolasco, sobre ter algumas aulas e outras não.

Em outras escolas grandes de Chapecó, como Bom Pastor e Marechal Bormann, a adesão foi de apenas dois professores em casa, segundo os diretores.

A presidente do Sinte, Alvete Bedin, que está em Chapecó, acredita que a adesão da categoria vai passar de 50%.

- O magistério sabe que o plano é achatado – argumentou.

Ela afirmou que foi para o Oeste pois é sua base e cada um dos dirigentes foi para uma regional, para auxiliar na mobilização.

Uma das reivindicações da categoria é o reajuste do piso em 22,22% de forma igual. De acordo com o Sinte, o governo deu esse reajuste somente para parte dos professores, principalmente em início de carreira. Alvete afirma que isso é um desestímulo para a carreira do professor.

Ela afirmou que o Sinte está aberto a negociação com o Governo do Estado e acredita que a sociedade vai ficar ao lado da categoria. Ela não teme desgaste com duas greves seguidas pois entende que a paralisação deste ano é continuidade da mobilização do ano passado.

Na quarta-feira acontece a reunião do Comando de Greve, às 9 horas, na sede do Sinte, em Florianópolis.



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23 abr11:51

Sinte realiza assembleias regionais e acredita em grande adesão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) programou para hoje as assembleias em 30 regionais para definir os representantes do comando de greve. Em Chapecó a assembleia ocorre a partir das 14h30, no Sindicato dos Bancários.

A presidente do Sinte, Alvete Bedin, que está em Chapecó, acredita em grande adesão da categoria. – Acho que já passa de 50% porque o magistério sabe que o plano é achatado – argumentou.

Uma das reivindicações da categoria é o reajuste do piso em 22,22% de forma igual. De acordo com o Sinte, o governo deu esse reajuste somente para parte dos professores, principalmente em início de carreira. Alvete afirma que isso é um desestímulo para a carreira do professor.

Ela afirmou que o Sinte está aberto a negociação com o Governo do Estado e acredita que a sociedade vai ficar ao lado da categoria. Ela não teme desgaste com duas greves seguidas pois entende que a paralisação deste ano é continuidade da mobilização do ano passado.

Na quarta-feira acontece a reunião do Comando de Greve, às 9 horas, na sede do Sinte, em Florianópolis.


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23 abr09:19

Começa nesta segunda-feira a greve dos professores da rede estadual

Por tempo indeterminado, começa neste segunda-feira a greve do magistério estadual. A expectativa da Secretaria de Educação é de que a minoria de professores pare as atividades e, por isso, as aulas devem ser normais. Já o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) promete ampla adesão ao movimento.

O secretário de Educação, Eduardo Deschamps, informou, com base em informações repassadas pelas gerências regionais de Educação, de que a adesão será pequena e que os professores irão parar as atividades de maneira isolada.

— Não recebi informação de escolas parando completamente — ressaltou.

Na última sexta-feira, foi feita uma videoconferência com os diretores dos colégios. A orientação encaminhada a todos foi a de manter a normalidade das aulas e das atividades. Além disso, será feito o lançamento das faltas dos professores ausentes. Como há a previsão de adesão baixa, o secretário acredita que os estudantes não terão apenas uma ou duas aulas, como acontecia no ano passado:

— Se confirmar o que estamos esperando, os pais podem encaminhar os filhos ao colégio, porque eles terão atividades. Hoje, as aulas devem ser normais e, se não for em todas as escolas, é porque teremos alguns casos isolados.

As negociações seguem paradas. Deschamps voltou a afirmar que elas só voltarão a acontecer quando os professores retornarem para a sala de aula:

— Não vamos fazer isso, porque só estende a paralisação, gerando mais prejuízos aos alunos e aos familiares. Se houve uma interrupção das negociações foi por parte da categoria que entrou em greve.

Neste final de semana, o governo veiculou, na televisão, um comunicado oficial informando os reajustes dados ao magistério e pedindo aos professores que não paralisem as atividades.


Sindicato rebate e afirma que adesão será grande

Após o anúncio da greve, na última terça-feira, as regionais do Sinte começaram a mobilização em escolas e com os professores. Por isso, a coordenadora do sindicato, Alvete Bedin, afirma que o movimento terá uma adesão grande, com a maioria dos professores em greve. Ela observa que, desde julho do ano passado, o governo teve tempo para negociar com a categoria em aula.

— Ficamos em estado de greve e poderíamos ter paralisado desde o início do ano letivo. Foi pedida uma proposta e o governo apresentou uma sem contemplar a nossa reivindicação. Ele que quis a greve, porque disse que essa era a última oferta. Estamos abertos a novas conversas — explicou.


DIÁRIO CATARINENSE

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15 mar17:32

Professores estabelecem prazo de 30 dias para contraproposta do governo

A assembleia dos professores estaduais decidiu nesta quinta-feira que o governo estadual tem 30 dias para apresentar a contraproposta à categoria. Se isso não ocorrer, dia 17 de abril uma nova assembleia estadual para definir a greve. Nesta sexta-feira, quando inicia o prazo, o sindicato entrega ao governo um documento com reivindicações.

De acordo com a secretária geral do Sinte, Anna Júlia Rodrigues, a categoria mantém a posição a respeito do piso nacional. Para o sindicato, o aumento de 22,22% no piso nacional, determinado pelo Ministério da Educação, tem de ser aplicado a todos os professores.

Também devem ser confirmadas as datas de três assembleias regionais: 28, 29 e 30 de março.

Os professores estaduais caminharam do CentroSul em direção à Assembleia Legislativa para integrar a passeata com os servidores municipais e federais. De acordo com o Sinte, cerca de 5 mil pessoas participaram da assembleia nesta quinta-feira.


DIÁRIO CATARINENSE



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15 mar10:21

Professores do Estado discutem, nesta quinta, proposta salarial do governo

Júlia Antunes Lorenço | julia.antunes@diario.com.br

Os professores da rede estadual analisam, nesta quinta-feira, em assembleia em Florianópolis, a proposta salarial apresentada, nesta quarta-feira, pelo governo. O governo propõe pagar os R$ 1.451 — valor após o reajuste de 22,22% — para os cerca de 30 mil docentes que ainda não recebem esse valor no salário-base. Aos outros 30 mil professores, o governo se comprometeu a repassar o mesmo percentual de aumento, parcelado nos próximos dois anos.

Os R$ 1.451 seriam pagos a partir deste mês. Como o pagamento precisa ser retroativo a janeiro, quando o aumento do piso deve ser repassado, o aumento dos dois primeiros meses do ano será repassado em julho e em setembro.

O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, admite que a proposta não é a ideal, porque achata ainda mais o plano de carreira do magistério, que já foi alterado no ano passado. Isso significa que as diferenças salariais entre os níveis de formação – médio, graduado e doutorado – vão ficando menores, porque o aumento é dado principalmente aos profissionais com menor qualificação.

Enquanto um professor de nível médio passa a receber R$ 1.451 no vencimento, nesta proposta, um licenciado continua ganhando R$ 1.545.

Para amenizar a distorção, o governo se comprometeu a dar o reajuste de 22,22% aos demais docentes de maneira parcelada, uma parte em 2013 e a outra em 2014. Em 2012, todos receberam 8% de aumento — 4% em janeiro e a outra metade virá em maio. A ideia é discutir a maneira de parcelamento em uma mesa de negociações, que começaria a se reunir em 5 de abril, concluindo a discussão em dois meses. Também seria debatida a recomposição do plano de carreira do magistério.

— Estamos sinalizando fortemente que o governo quer aplicar para toda a categoria os 22,22%, apesar de não precisar do ponto de vista legal. Nós continuamos abertos à negociação e às conversas — afirma Deschamps.


Assembleia decide, nesta quinta-feira, a greve

O governo alega que não pode repassar o aumento a toda categoria, porque geraria um impacto de R$ 442 milhões por ano, comprometendo com salários todo o recurso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que deve ser investindo apenas em educação. Hoje, 80% do fundo já são gastos com pagamento de pessoal.

— Eles eram de 65% no ano passado. Se aplicássemos para toda carreira, o gastos comprometeriam mais do que 90%. Faltaria dinheiro pra reforma escolar, material didático e capacitação de profissionais — observa o secretário.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Alvete Bedin, considerou a proposta um absurdo.

— Saímos muito chocados. Ela será rejeitada com certeza. Pedimos os 22,22% para toda a carreira. Mais uma vez tivemos nossa tabela achatada. Ela não valoriza a formação de mestrado e doutorado — ressalta Alvete.


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