Situação de Emergência

23 out19:17

Temporais causaram estragos em pelo menos 26 municípios

Pelo menos 26 municípios catarinenses tiveram prejuízos com os temporais ocorridos entre segunda e terça-feira. Três deles já decretaram situação de emergência: Ilhota, Matos Costa e São João do Itaperiú.

Em Matos Costa cerca de 200 casas foram danificadas segundo o representante da Defesa Civil local, Anderson Luiz Carneiro.  Já foi distribuída lona para 40 residências e a Defesa Civil do Estado encaminhou mais sete rolos com 800 metros quadrados. Carneiro disse que o município vai solicitar telhas de cimento amianto para auxiliar as famílias carentes.

Em Ilhota o telhado de cerca de 50 casas foi danificado pelo granizo.  Em São João do Itaperiú foram atingidas 70 casas e uma escola. O coordenador regional da Defesa Civil, Antonio Edval Pereira, disse que as famílias foram atendidas com lonas e o município também deve solicitar telhas ao Estado. A escola Catulino Onofre Rosa, que tem 80 alunos, teve as aulas suspensas.

Outra cidade que teve grande número de casas atingidas foi Chapecó. Cerca de 200 pessoas, de 60 residências, foram afetadas, todas residentes no distrito de Marechal Bormann. Ontem elas tentavam arrumar o estrago. A maioria das famílias é de baixa renda e enfrenta dificuldade para comprar as telhas. A Defesa Civil do município distribuiu lona e fez um levantamento para buscar auxílio do Estado.

Em Joaçaba uma família ficou desalojada em virtude de deslizamento, no bairro Santa Tereza. De acordo com a Celesc cerca de 40 mil pessoas chegaram a ficar sem energia elétrica por causa dos temporais.


MUNICÍPIOS ATINGIDOS: 26

São João do Itaperiú (decretou emergência devido ao granizo, 60 casas e uma escola municipal  danificados)

Ilhota (Decretou emergência em virtude do granizo, mais de 50 casas atingidas)

Matos Costa (decretou emergência devido ao granizo e vendaval, 200 casas danificadas)

Blumenau (granizo e alagamento. Muro de um supermercado caiu e atingiu um ônibus)

Gaspar (granizo)

Lages (granizo e alagamento)

Santo Amaro da Imperatriz (alagamento)

Correia Pinto (vendaval)

Guaramirim (granizo e vendaval, 30 atendimentos)

Caçador (granizo e vendaval)

Calmon (granizo e vendaval)

Pirabeiraba (alagamento)

Ituporanga (Registrou ventos de 115 quilômetros por hora. Foram 71 casas e 650 pessoas atingidas, uma delas levemente ferida)

Chapecó (vendaval e alagamento que atingiu 60 casas no Distrito de Marechal Bormann)

Rio do Sul (granizo)

Itaiópolis (vendaval e granizo)

São Francisco do Sul

Jaraguá do Sul (vendaval destelhou 24 casas)

Joinville (granizo com alguns estragos na produção de hortifrutigranjeiros)

Barra Velha (granizo)

Araquari (granizo 3 casas destelhadas)

Garuva  (vendaval derrubou uma árvore sobre um caminhão na SC 415)

Concórdia (53 chamadas de vendaval e alagamentos nos bombeiros)

Balneário Camboriú (ruas alagadas, um carro caiu num buraco)

Joaçaba (desabamento parcial de casa)

Itajaí (deslizamento de terra)

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03 jul07:56

Crise assombra o Oeste catarinense

Darci Debona   | darci.debona@diario.com.br

Criadores com suínos gordos sem ter para quem vender, criadores chorando por ter que abandonar a atividade que exerciam há décadas, gente com dívidas que não consegue pagar, chiqueiros que estão sendo transformados em estufa, galinheiro ou então depósito e municípios decretando situação de emergência.

Esta é a realidade da suinocultura catarinense, uma das principais atividades econômicas do Estado, que somente em exportações movimentou US$ 452 milhões no ano passado.


Natalino Altenhofen quer vender a propriedade onde criava porcos para saldar suas dívidas.


A situação da família Altenhofen, de Xavantina, é desesperadora. Eles acumulam uma dívida de R$ 200 mil com a criação e agora estão vendendo a terra. No mês passado, Natalino Altenhofen entregou as 80 reprodutoras por um real ao quilo, pois não tinha mais milho para alimentar os animais. Sobraram quatro porcas de descarte e oito vacas de leite, que dão o sustento para a família.

Um filho que ajudava na criação foi trabalhar de empregado em outra propriedade. A filha Rosane, que ainda está em casa, pensa em ir trabalhar de diarista ou numa padaria. E o casal Natalino e Rosália tenta vender a propriedade por um valor que, pelo menos, cubra as dívidas.

— Senão vamos pra debaixo da ponte — afirma Altenhofen, que está com 65 anos e ainda enfrenta problema de saúde em um olho e nos rins.

Nas últimas duas semanas, 10 municípios decretaram situação de emergência: Braço do Norte, Seara, Xavantina, Grão Pará, Arroio Trinta, São Ludgero, Salto Veloso, Lindoia do Sul, Orleans. Nesta segunda-feira, foi a vez de Concórdia decretar emergência. Outros municípios estudam a mesma medida.

Os decretos precisam ser reconhecidos pela Defesa Civil, mas o principal objetivo, segundo o secretário de Agricultura de Concórdia, Márnio Cadore, é dar apoio aos produtores e sensibilizar as autoridades, pois as perdas do setor impactam também na economia destes municípios, com reflexo no comércio e na arrecadação.

— O primeiro impacto é no social, mas depois começa a influenciar na arrecadação — explica o secretário de Agricultura de Seara, Fred Müller.

— Se o governo não der uma mão, a suinocultura está com os dias contados — sentencia o produtor Sigmar Ruppenthal, que está com cerca de 700 leitões e não consegue vendê-los.

Ele entregava os animais com oito quilos e alguns já estão com quase 40 quilos.

— Ninguém quer — lamenta.

Ruppenthal vendeu suínos a R$ 2,50 por quilo há um ano e, recentemente, negociou algumas reprodutoras a R$ 0,94 por quilo. Ele diz que as economias que tinha acumulado se foram, pois a despesa mensal na criação é de R$ 28 mil a R$ 30 mil.

O suinocultor Moacir Mattielo decidiu que vai terminar com a criação. Ele tinha 70 porcas e restam apenas 30, que devem ser vendidas até o final do ano.

— Não tem mais o que fazer — decreta.

Seu filho, que ajudava na criação, foi trabalhar na cidade de Seara. E um dos chiqueiros que Mattielo tinha está sendo desmanchado.

— Vou fazer uma estufa para cultivar tomate — diz.

Para o diretor da Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia, Dirceu Talamini, o aumento na produção nacional e o excesso de suínos no mercado, aliados às restrições da Argentina, fizeram o preço despencar. Por outro lado, os custos de milho e soja aumentaram muito. A Embrapa calcula o custo em R$ 2,57 por quilo, para uma remuneração de R$ 1,90.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, afirma que SC já teve 70 mil suinocultores na década de 1970 e hoje tem cada vez menos. Só neste ano, 240 produtores desistiram. O setor pede ao governo federal a renegociação de dívida e financiamento de R$ 500 por matriz para manter os plantéis. Também querem subsídio de 67 centavos por quilo de suíno vendido, que é a diferença entre o custo e o preço de mercado.

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05 set15:28

Prefeito decreta Situação de Emergência em São Lourenço do Oeste

O prefeito Tomé Francisco Etges declarou na quinta-feira, dia primeiro, Situação de Emergência em São Lourenço do Oeste.


O vendaval e a chuva com granizo do dia 29 de agosto atingiu grande parte do município. De acordo com a Assessoria da Prefeitura, o Decreto de Emergência deve vigorar por um prazo de 90 dias podendo ser prorrogado até completar 180 dias.


Cerca de 10 mil telhas de cimento amianto estão sendo entregues pela Prefeitura para as famílias atingidas.


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