Situação

12 jan15:37

75 municípios em situação de emergência

[Atualizado 16h42]

A estiagem que atinge o Oeste de Santa Catarina persiste e, de acordo a Defesa Civil, 75 municípios já decretaram estado de emergência. Iporã do Oeste foi o último município a decretar. Sendo que seis pertencem a SDR de Dionísio Cerqueira, sete a SDR de São Miguel do Oeste, sete a SDR de São Lourenço do Oeste, 12 municípios da SDR de Maravilha, sete da SDR de Palmitos, seis a SDR de Quilombo, 10 a SDR de Chapecó, 14 a SDR de Xanxerê, três municípios pertencem a SDR de Seara e três a SDR de Itapiranga. Esses números representam mais de 70 mil propriedades rurais. Um pacote de medidas de auxílio aos agricultores  deve ser anunciado pelo Governo Federal ainda nesta quinta-feira .

Na segunda-feira, dia 16, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, vem a Santa Catarina vistoriar as consequências da falta de chuva e reforçar as ações emergenciais. Esta foi a definição da reunião que o governador Raimundo Colombo teve nesta manhã de quinta-feira, no Palácio do Planalto, também com a presença do ministro de Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; do secretário Executivo da Casa Civil, Gilson Bittencourt, e de representantes do Ministério da Integração Nacional e do Ministério de Relações Institucionais.

Conforme Colombo, a expectativa é que estas medidas beneficiem todos os 74 municípios em situação de emergência por conta da seca, iniciada em outubro passado.

- São mais de R$ 400 milhões em perdas na agricultura familiar, na agropecuária e nas agroindústrias. Os prejuízos sociais e econômicos vistos na região exigem ações imediatas – salientou o governador, que apresentou aos presentes o Relatório de Acompanhamento dos Prejuízos Causados pela Estiagem em SC.

Por outro lado, os ministros informaram que a previsão é de que o Governo Federal auxilie no rápido pagamento do seguro agrícola aos produtores que tiveram perdas por conta dos problemas climáticos.

Em Santa Catarina, 80% das propriedades prejudicadas estão cobertas, o que representa aproximadamente R$ 700 milhões. As demais ações dos Ministérios serão no sentido de evitar a falta de abastecimento para consumo humano, com compra de caminhões pipa e dar agilidade aos processos junto a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para abertura de poços artesianos em pelo menos 38 municípios catarinenses que já apresentaram propostas.

Durante o encontro, os catarinenses apresentaram o plano para construção de mil açudes de médio e grande portes, aquisição de 74 caminhões-pipa e perfuração de 371 poços artesianos, sendo cinco para cada município em estado de emergência. Entre as demandas do Estado para amenizar o drama dos agricultores está a criação de uma linha de crédito de emergência para os produtores atingidos pela estiagem para que possam plantar lavouras de safrinha e custear atividades de pecuária, principalmente no que se refere à alimentação dos animais.

Prorrogação de prazos para pagamento do crédito rural

Colombo e o secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues, solicitaram aos Ministros a prorrogação de prazos para pagamentos de dívidas do crédito rural para os agricultores atingidos, transferindo parcelas vencidas ou vincendas de 2012 para o final dos contratos, ou por no mínimo um ano. Para apoiar investimentos diretamente nas propriedades rurais, o Estado reivindica a liberação de crédito subsidiado, sem juros, destinados à construção de 13,2 mil açudes e reservatórios de água da chuva, e financiamento dos sistemas de irrigação, visando atender áreas irrigadas de até 5 hectares por propriedade. O crédito subsidiado também será destinado à construção de 26,4 mil cisternas e reservatórios de água para consumo na propriedade.

Visando complementar as medidas de apoio imediato aos atingidos pela estiagem e a recuperação da renda das famílias rurais, os catarinenses solicitaram ainda a liberação de R$ 10 milhões para aquisição de 200 mil sacos de adubo, a serem distribuídos a fundo perdido, para 20 mil agricultores.

- Essa medida permitirá aos agricultores o plantio da safrinha e das pastagens de inverno. O Governo do Estado se propõe a complementar esses recursos com R$ 2 milhões e a ação poderá incluir o fornecimento de sementes, onde necessário – afirma o secretário João Rodrigues.

Participaram do encontro o secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff, secretário da Agricultura, João Rodrigues, presidente do Deinfra, Paulo Meller, consultora Geral da secretaria de Articulação Nacional, Lourdes Martini, senador Luiz Henrique da Silveira e deputado Celso Maldaner.

Fonte Secretaria de Estado de Comunicação


Já são 75 municípios em Situação de Emergência. Barra Bonita e Iporã do Oeste entraram na lista nesta quinta-feira.

Lista atualizada às 16h, do dia 12 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.


Visualizar Cidades em situação de emergência em um mapa maior



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11 jan18:27

São Lourenço do Oeste decreta situação de emergência

Devido à ausência de chuvas desde o início do mês de dezembro, já são várias as conseqüências no município como falta de água em diversas fontes, açudes secando, pastagens perdendo o vigor, lavouras de milho e soja com perdas. Além da queda na produção leiteira, o gado de corte está perdendo peso e avicultores enfrentando grandes dificuldades para manter a produção de aves.

- Os laudos apresentam uma perda de 40% nas lavouras de milho, 25% nas lavouras de soja e uma queda de 25% na produção leiteira no município, e que vem se agravando a cada dia sem chuva – disse o secretário municipal do desenvolvimento rural, Saulo Tarso Sutilli.

Até o momento, a vazão de água disponível no Rio Macaco e a utilização do Poço Profundo no Aquífero Guarani, tem garantido regularidade no abastecimento de água para a área urbana.

>> Ministro da Integração Nacional vem ao Sul na sexta-feira para anunciar medidas contra a seca

>> Açude seca e animais perdem 20% do peso



73 Cidades em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunapólis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


Lista atualizada às 17h, do dia 11 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.


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11 jan15:19

Estiagem provoca situação de emergência em 70 cidades de Santa Catarina

Mais três cidades no Oeste de Santa catarina decretaram situação de emergência devido à estiagem. Com o decreto de Abelardo Luz, Paraíso e Saltinho, o número de cidades que sofrem com a escassez de chuva chegou a 70 nesta quarta-feira.

Na próxima sexta-feira, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou que virá ao Sul para anunciar um pacote de medidas contra a seca.

>> Açude seca e animais perdem 20% do peso

Por conta da estiagem no Estado, a Epagri/Ciram emitiu um boletim sobre o clima na região. A previsão para quinta-feira é que o tempo fique instável nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste, devido ao deslocamento de uma frente fria pelo Sul do Brasil, o que causará chuva fraca na madrugada e manhã.

Os volumes de chuva esperados para o dia variam entre 10 e 20 mm, podendo ser superados em pontos isolados. As temperaturas continuam altas e o vento será fraco com alguma rajadas mais intensas.

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11 jan13:31

Açude seca e animais perdem 20% do peso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de chuva está preocupando o produtor Claudir Castagna, que tem uma propriedade rural no distrito de Alto da Serra, no interior de Chapecó. Um açude já secou e outro está com menos de 10% da água. Ainda há outro reservatório com metade da capacidade, mas a água já não é de boa qualidade.

- Os animais já perderam 20% do peso- calculou Castagna, que tem 100 bovinos de corte.


Claudir Castagna no local onde, em época normal, tem água no açude.


O pasto está secando e a produção de leite, que era de 450 litros por dia, também caiu na mesma proporção. A produção de milho caiu pela metade. Com isso o produtor terá que gastar mais com ração, para complementar a alimentação.

>> Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

A conta de luz já dobrou, de R$ 800 para R$ 1,5 mil, pois ele tem que bombear 30 mil litros por dia de um poço artesiano, que perfurou há seis meses. Ele investiu R$ 45 mil para não ficar sem água como em outras estiagens. Graças ao investimento ele mantém a criação de perus e suínos.


70  Cidades em situação de emergência

Abelardo Luz
Águas de Chapecó
Águas Frias
Anchieta
Bandeirante
Belmonte
Bom Jesus
Bom Jesus do Oeste
Caibi
Campo Erê
Caxambu do Sul
Chapecó
Coronel Freitas
Coronel Martins
Cunhataí
Cunha Porã
Descanso
Dionísio Cerqueira
Entre Rios
Faxinal dos Guedes
Formosa do Sul
Flor do Sertão
Galvão
Guaraciaba
Guarujá do Sul
Guatambu
Ipuaçu
Iraceminha
Irati
Itapiranga
Jardinópolis
Jupiá
Lajeado Grande
Maravilha
Marema
Modelo
Nova Erechim
Nova Itaberaba
Novo Horizonte
Ouro Verde
Palma Sola
Palmitos
Paraíso
Passos Maia
Pinhalzinho
Planalto Alegre
Ponte Serrada
Princesa
Quilombo
Riqueza
Romelândia
Saltinho
Santa Terezinha do Progresso
Santiago do Sul
São Bernardino
São Carlos
São Domingos
São José do Cedro
São Miguel da Boa Vista
São Miguel do Oeste
Saudades
Seara
Serra Alta
Sul Brasil
Tigrinhos
Tunapólis
União do Oeste
Vargeão
Xanxerê
Xaxim





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10 jan14:26

Estimativas de perdas sobem para R$ 440 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina decretou ontem situação de emergência nos 64 municípios que já encaminharam relatórios de perdas devido à estiagem. Outros três municípios já decretaram, mas ainda não encaminharam a documentação. De acordo com o secretário de Agricultura, Airton Spies, o decreto permitirá agilizar a contratação de serviços e a liberação de recursos. Spies disse que ontem foi atualizado o cálculo das perdas e elas já atingem R$ 440 milhões. Cerca de metade desse valor é na lavoura de milho, que tem perda de aproximadamente 10% no estado, o que representa algo em torno de 400 mil toneladas.

Em virtude do aumento do número de municípios em situação de emergência o Governo do Estado também aumentou o repasse de recursos, que era de R$ 1,25 milhão na sexta-feira passada, para R$ 1,357 milhão. O dinheiro é destinado às Secretarias de Desenvolvimento Regional, que faz o convênio com os municípios. Ontem a presidente Dilma Roussef fez uma reunião ministerial em que ainda não anunciou recursos para Santa Catarina, mas determinou à Casa Civil um pacote de combate à seca.

>> Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Spies entende que há necessidade de renegociação das dívidas, crédito emergencial para plantio de safrinha, verba para equipamentos de transporte de água, facilitação de acesso ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e recursos para obras de captação, armazenamento e irrigação. Na quarta-feira representantes do Governo do Estado estarão em Brasília para negociar recursos.

Na avaliação do coordenador da Federação dos Agricultures da Agricultura Familiar de Santa Catarina, Alexandre Bergamin, há necessidade de aporte maior de recursos.

Ele entende que tanto o Governo Federal quanto o Estadual devem investir mais na construção de cisternas. Mas o mais urgente é o apoio na distribuição de água e a renegociação das dívidas.



Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, teve uma quebra de 70% na produção de melancia.



Agricultores como Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, praticamente ficaram sem renda. Ele plantou cinco hectares de melancia onde esperava colher 100 mil quilos e tirar cerca de R$ 45 mil vendendo a R$ 0,45 ao quilo. Mas a falta de chuva provocou uma quebra de 70%. As melancias que eram para pesar 15 quilos ficaram apenas com metade do peso e bem feias. Ele recolheu as melhores e espera vendê-las a R$ 0,10 por quilo para tirar os R$ 12 mil de despesas. -Dá dó de deixar na roça- disse. Nos cinco hectares de milho, a quebra será de 60%.



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09 jan15:33

Sobe para 67 o número de cidades em situação de emergência

[Atualizado 17h14]

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca divulga informações dos levantamentos feitos pelos técnicos da Epagri e secretarias de agricultura municipais. Nos 22 municípios que integram as Secretarias de Desenvolvimento Regional de Maravilha e Palmitos, as perdas nas culturas de milho, fumo, feijão, soja e leite chegam a R$ 94 milhões. O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que as perdas são maiores ainda nos municípios do extremo-oeste, o que eleva as estimativas de perdas totais no campo em Santa Catarina para mais de R$ 400 milhões. Esse montante inclui estimativas de perdas para todas as culturas e criações agropecuárias e ainda não é definitivo, pois a estiagem vem se agravando.

Spies esclarece que na última semana, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (CEPA) havia divulgado que os prejuízos com as estiagem estavam estimados em R$ 166 milhões, porém esse montante se referia apenas a quatro produtos agrícolas – milho, feijão, soja e leite. – Esses números não refletiam os prejuízos de toda a agropecuária catarinense, pois diversas outras atividades econômicas também vêm sofrendo perdas, como a pecuária de corte, fruticultura, hortaliças, piscicultura de água doce, fumo e agroindústrias familiares que têm redução de disponibilidade de matérias primas – afirma o secretário adjunto.

De acordo com relatórios da Defesa Civil de Santa Catarina, o número de municípios que decretaram estado de emergência por causa da estiagem também aumentou de 34 no início da semana passada para 56, na sexta-feira, daí 06. Nesta segunda os números de municípios afetados já chegam a 67, com mais de 407 mil pessoas atingidas. O município de Palmitos também assinou o decreto, porém a documentação ainda não chegou na Defesa Civil do Estado.

Na última sexta-feira, dia 06, o governo estadual anunciou a liberação de R$ 1,25 milhões que será destinado aos municípios em estado de emergência, para apoiar no transporte de água, contratação de serviços de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos.

A Secretaria de Agricultura e da Pesca, a Defesa Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio. Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.


>> Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela estiagem no Sul


67 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios. Dados do relatório das 17h da Defesa Civil, da segunda-feira, 09/01.


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03 jan20:38

SC já tem 346 mil pessoas em áreas de emergência devido à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Santa Catarina já tem 346 mil pessoas prejudicadas pela estiagem segundo levantamento da Defesa Civil do Estado. Isso somando informações de 31 municípios. Outros seis, que estão na lista de 37 municípios em situação de emergência segundo a Defesa Civil, não informaram a população atingida (ver box). Segundo dados do IBGE, esses seis municípios somam 56,7 mil habitantes. Outros quatro, com população de 24,3 mil pessoas, ainda não encaminharam a documentação para a Defesa Civil. Segundo levantamento do Diário Catarinense e do Clicrbschapecó, em contato com as prefeituras do Oeste, já são 41 municípios em emergência, o que somaria uma população de 427 mil pessoas.

Os aposentados João Foletto e Ernesta Foletto, que moram na linha Marcon, interior de Chapecó, convivem com a falta de água há quase um mês.

–Estamos economizando o que dá para não ficarmos sem- disse João, de 78 anos.

Ele mostra poço que baixou cerca de dois metros. Com uma taquara mede o que resta de água, que dá cerca de meio metro. E este volume some logo se ele ligar a bomba que leva água para o reservatório da casa.

– Dá pra ligar só um instante e tem que desligar, senão queima o motor- explicou.

Sua mulher, Ernesta, usa apenas o mínimo para conseguir lavar a roupa. E ainda guarda o que sobra no tanque para casos de necessidade.

Até os animais estão em clima de “racionamento”. Um açude que abastecia 20 bovinos secou. Eles são obrigados a encontrar água em algumas poças de um riacho. Para os porcos e galinhas, ele leva água de balde.

A situação de Foletto é comum na linha Marcon. Vilamir Sobiz calcula que resta apenas 25% do volume de água no seu açude. Dela dependem 10 bovinos e alguns peixes, que devem ser retirados em breve para não morrerem.

No poço de água restam apenas 30 a 40 centímetros, 1,50 metros a menos que o normal. Sobiz disse que pode ficar sem água nos próximos dias quando as aves que tem na propriedade crescerem a começaram a consumir mais.

–Vou precisar de ajuda da prefeitura-disse. O município já está abastecendo cerca de 100 famílias com caminhões-pipa.


41 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha*

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil*

União do Oeste


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.



*Colaborou Juliano Zanotelli



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29 dez16:39

Prefeitura de Chapecó pode decretar situação de emergência, devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A maior cidade da região Oeste também sofre com a falta de chuva. O município que teve rodízio de água nos bairros pode decretar situação de emergência devido a estiagem.

Nesta tarde o Prefeito José Caramori se reúne com técnicos da secretaria municipal da agricultura e Defesa Civil para analisar os dados levantados no interior e definir se decreta ou não situação de emergência.

Pelo menos 12 comunidades do interior estão recebendo água de dois caminhões pipa da prefeitura. – Em alguns locais foram construídas redes de águas que amenizaram a situação nas propriedades – comentou o secretário municipal de agricultura Ricardo Lunardi.

Uma coletiva está marcada para as 10h desta sexta-feira no gabinete do prefeito.


Rodízio nos bairros

O rodízio nos bairros de Chapecó foi cancelado na segunda-feira. – Depois que foi instalada a Estação de Tratamento, que libera 30 litros de água por segundo, a situação do abastecimento na cidade amenizou – disse o superintendente regional da Casan Ésio Bordignon.


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28 dez17:56

20 cidades em situação de emergência, devido a estiagem no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 20 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem que afeta a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Entre os 20 municípios, apenas 8 tiveram o decreto homologado pela Defesa Civil Estadual até o fim da tarde desta quarta-feira. O órgão ainda não recebeu a documentação das outras 12 cidades.

Há mais de 40 dias não é registrada uma chuva representativa na região. E a previsão do tempo para os próximos dias no Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista da Central RBS, Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.

Em Ponte Serrada, o rio que abastece a cidade está 80 centímetros abaixo do normal. Mesmo assim, não faltou água nos reservatórios da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Porém, um caminhão pipa teve de fazer o abastecimento em comunidades do interior.

A chuva da noite de terça-feira amenizou a situação do abastecimento, mas não aliviou os prejuízos nas lavouras de milho e soja. Segundo o prefeito do município, Antoninho Rossi, as perdas passam dos 30% nas lavouras de milho, e de 15% na soja. A produção leiteira teve uma redução de 25%.

Os danos foram apresentados no formulário de avaliação de danos e pelo croqui da área afetada e encaminhados para a Defesa Civil Estadual.

Uma reunião esta marcada para a terça-feira, dia 3 de janeiro, na Sede da Defesa Civil, em Florianópolis. Segundo o gerente de prevenção da Defesa Civil, Major Emerson Emerin no encontro vão ser discutidas quais providências serão tomadas.

Participam da reunião a Defesa Civil Estadual, Secretaria de Agricultura, Ciram, Cidasc, Epagri, Casan, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Corpo de Bombeiros e Fatma.

Nova Itaberaba

O município deve decretar nesta quinta-feira situação de emergência. Segundo o secretário de administração, Antoninho Bedin a falta de chuva tem afetado o abastecimento de água na cidade e também no interior.

— As pastagens estão escassas e já prejudicam a produção leiteira do município — disse Bedin.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas*

Guaraciaba*

Guarujá do Sul*

Ipuaçu*

Iraceminha

Marema*

Ouro Verde

Palmitos

Passos Maia

Planalto Alegre*

Ponte Serrada*

São Carlos*

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


>>11 cidades em situação de emergência devido a estiagem



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28 dez07:40

Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água já está começando a mudar o cenário no Oeste. As lavouras de milho, que antes eram verde escuras, agora estão amareladas. André Baggio, de Coronel Freitas, estima em 50% o prejuízo nos dois hectares de milho que plantou. Alguns pés não formaram nem espigas. Outros tem espigas pequenas e poucos grãos. Ele pretendia colher mais de 300 sacas e vender metade da produção. Agora não sabe se vai colher o suficiente para alimentar os suínos, bezerros e ovelhas que tem na propriedade.

Seu vizinho, Antonio Trentin, enfrenta situação ainda pior. Ele não tem água suficiente para os animais. Mesmo recebendo diariamente 6 mil litros de um caminhão pipa da Prefeitura, estão morrendo 25 frangos por dia, devido ao calor. Ele não consegue fazer a nebulização dos dois aviários senão fica sem água para as aves beberem. –É muito triste- lamentou o produtor.

As aves começaram a morrer há uma semana. Mas a falta de água já começou há 20 dias, quando secaram as fontes da propriedade. Ele tem que dividir a água do caminhão pipa com as vacas. Nilce Trentin disse que a produção de leite já diminuiu 20%, de 230 litros/dia para 180 litros/dia.

>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Até para o consumo humano o líquido já começa a escassear. –Temos água de poço artesiano mas não é sempre que ela vem- disse Nilse. O jeito é economizar para lavar roupa e fazer a limpeza.

O responsável pela distribuição de água da Prefeitura, Ricardo Martins, disse que diariamente são distribuídas 10 a 12 cargas de 6 mil litros cada no município. São 30 famílias que são abastecidas para o abastecimento humano e animal. Se não chover forte nos próximos dias, esse número deve aumentar.



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