Sorvete

07 set17:54

Nem parece inverno em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Nem parece que estamos na estação mais fria do ano. Na tarde desta sexta-feira, de inverno, em Chapecó, os termômetros do centro da cidade registraram 31º C. Além de beber água para se hidratar, muita gente aproveitou para tomar sorvete.

Mesmo com o feriado de Sete de Setembro algumas lojas de departamentos abriram na Avenida Getúlio Vargas. O movimento era de pessoas aproveitando para conferir as promoções e é claro curtir o ar gelado dentro dos estabelecimentos. No Shopping o movimento também foi intenso.

O casal Dionathan Freitas, 21 e Daiane Dornel, 21 anos, como muitos chapecoenses, aproveitaram a tarde quente para passear pela Avenida Getúlio Vargas.


E a chuva?

O que muita gente no Oeste está se perguntando é: Quando vai chover? Desde o dia 30 de julho não é registrada uma chuva significativa em Chapecó.

De acordo com o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski até a metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva.

- Há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico – disse Puchalski.

Leandro disse ainda que a falta de chuva não é uma estiagem nova e que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro.


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03 set10:17

Ovinocultura ganha espaço em Santa Catarina

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A ovelha, aquele bichinho simpático que muitas vezes aparece em desenhos animados, está se tornando cada vez mais comuns nos campos catarinenses. E novas indústrias estão surgindo para a fabricação de linguiça, salame, queijo, iogurte e até sorvete de leite de ovelha.

A atividade que até a década de 80 se concentrava no Planalto Serrano, para a produção de lã e pelego para a montaria, se expandiu para outras regiões do Estado, com destaque para o Sul e Oeste.

A carne de ovelha já virou atração em restaurantes de Chapecó, onde o pernil e o risoto de cordeiro estão entre os pratos mais apreciados.

De acordo com o médico veterinário e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Lages, Volney Silveira de Ávila, a atividade que antes era informal, vem recebendo investimentos em melhoramento genético que melhorou a qualidade do produto.

Atualmente Santa Catarina já faz bonito em exposições nacionais da raça, como a Expointer-RS e Feinco-SP.

– Hoje temo sum padrão genético elevado e animais de ponta- explica Ávila, que também é diretor técnico da Associação Catarinense de Criadores de Ovinos.

Um dos resultados é que, se antes os criadores levavam seis a sete meses para produzir um cordeiro com 35 quilos, agora conseguem o mesmo resultado em três meses. Além disso foram construídos sete frigoríficos de ovinos, que antes inexistiam.

Ávila disse que isso permite oferecer um produto de qualidade e inspecionado. Há três anos o ovinocultor Dagoberto Rampelotto Toledo investiu R$ 1,5 milhão na construção do frigorífico Guatapará, em Guatambu. Antes ele abatia uns 30 cordeiros por mês, de forma terceirizada. Com a unidade própria começou abatendo 200 animais por mês e, atualmente, está com mil cabeças mês.

Toledo tem inspeção nacional e busca a inspeção federal para poder vender para o centro do país e, assim, aumentar a lucratividade. Sua meta é em dois anos atingir a capacidade total de abate, que é de cinco mil cordeiros por mês.

Ele destaca que um dos motivos para o investimento é que 2/3 da carne ovina consumida no Brasil é importada, principalmente do Uruguai e Nova Zelândia.

O empresário e ovinocultor disse que a população está começando a diferenciar o que é uma carne de ovelha, que é de animais adultos, com mais de dois anos, de um cordeiro, que é um animal jovem, com menos de um ano. –A carne do cordeiro é mais tenra, macia, é diferenciada- explica.

A carne dos animais adultos abatidos no frigorífico Guatapará tem outro destino, que é a fabricação de kibe e linguiça. Neste segundo semestre será lançado o salame de carne de ovelha.

>> Da suinocultura para o iogurte e o sorvete de ovelha

>> Criação de ovelhas e as novas indústrias

Rebanho cresceu 20% em três décadas

O rebanho de ovinos em Santa Catarina cresceu de 250 mil cabeças na década de 80 para as atuais 300 mil, o médico veterinário e pesquisador da Epagri de Lages, Volney Silveira de Ávila. Ele estima em 70 mil produtores ligados à atividade. Ele informou que desde a década de 90 a Epagri vem realizando cursos profissionalizantes para produtores e agroindústrias, com foco no manejo e industrialização.

Ele destacou que a atividade tem espaço para crescimento pois a maioria da carne e do queijo de ovelha são importados..

Ávila disse que a carne de cordeiro tem um diferencial no sabor. –É um prato para ocasiões especiais- avaliou.

Com o crescimento da atividade leiteira no estado a Epagri montou um centro de pesquisa em Lages, com 50 animais, e outro de difusão tecnológica em São Miguel do Oeste, também com 50 animais.

Ávila disse que o desafio agora é ganhar em escala de produção para industrializar o produto e ter melhor resultado. Atualmente o produtor ganha cerca de R$ 5 por quilo vivo de ovelha e R$ 12 a R$ 15 pela carcaça.

O pesquisador da Epagri e diretor técnico da Associação Catarinense dos Criadores de Ovinos, Volney Ávila, disse que Santa Catarina tem potencial para a atividade, que pode ser desenvolvida em pequenas áreas com mão de obra familiar.


Tradição de família

A criação de ovelhas já é uma tradição da família Giongo, que tem um rebanho de aproximadamente 60 animais, no interior de Águas de Chapecó. A criação começou com Pedro Giongo, já falecido, e seguiu com a mulher, Leoni Giongo.

– Eu fiquei aqui cuidando pois gosto dos bichinhos- explicou.

Para isso ela conta com a ajuda dos filhos e até dos netos. O advogado Paulo César Giongo deixa o escritório em Chapecó nos finais de semana e vai até a propriedade da mãe para ajudar na criação. Os filhos Luiz Pedro e Gabriela também gostas de cuidar das ovelhas.

-É um animal manso mas muito exigente- observa Paulo. A criação, que praticamente dobrou nos últimos quatro anos, além de divertir a família tem como objetivo a sustentabilidade econômica. Paulo Giongo disse que a atividade dá retorno, desde que tenha um bom manejo.

Para isso é primordial alimentação de qualidade e controle da verminose. As ovelhas ocupam um espaço de quatro hectares junto com a criação de bovinos. No ano passado foram comercializados 40 animais. Neste ano, a produção deve aumentar para 60 cabeças. A cada ano são mais ovelhinhas saltitando no sítio da vovó Leoni.



Preço das carnes*


OVELHA

Costela: R$ 19,90

Carré: R$ 21,90

Pernil e Paleta: R$ 23,80


BOVINO

Costela: R$ 13,90

Filé simples: R$ 12,50

Alcatra com osso: R$ 16,90


SUÍNO

Costela: R$ 10,90

Carré: R$ 10,90

Pernil e paleta: R$ 6,20


FRANGO

Dorso: 3,50

Peito com osso: 5,90

Coxa e sobrecoxa: R$ 5,90


*cotado em açougue de Chapecó (kg)


QUEIJO

De ovelha: R$ 50

De vaca: R$ 18




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03 set10:05

Da suinocultura para o iogurte e o sorvete de ovelha

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início dos anos 2000 o empresário chapecoense Érico Tormen era conhecido pela indústria de caixas de água e piscinas de fibra e por ser um dos principais suinocultores da região. Cansado das crises na criação de suínos ele resolveu apostar em outra atividade, a criação de ovelhas.

Tormen foi um dos pioneiros na importação de raças ovinas leiteiras para Santa Catarina. Em 2006 ele comprou 30 fêmeas e um macho da raça Lacaune, de um cabanha de Viamão-RS. Em 2008 ele e mais dois produtores importaram 190 animais da raça Frisona, do Uruguai.

Atualmente sua propriedade, a Cabanha Chapecó, tem 1,2 mil animais, sendo 70% de raça leiteira. Cerca de 160 estão em produção. Mas metade dos 250 litros diários vão para alimentar os cordeiros. O restante é vendido para uma indústria de queijo de ovelha em Chapecó. O preço do litro que o produtor recebe é R$ 2,00, o triplo do leite de vaca, que tem preço médio de R$ 0,65.

Mas, para agregar ainda mais valor à produção, há dois anos a cabanha iniciou um projeto de produção de iogurte de leite de ovelha. De acordo com o zootecnista e responsável técnico da cabanha, Anderson Bianchi, o leite ovino tem o dobro de sólidos (proteínas, gorduras, vitaminas) do leite de vaca. Por isso precisa metade do volume para fazer um quilo de queijo e,no caso do iogurte, a consistência fica melhor. –O iogurte de vaca é mais viscoso- explica.

Depois de vários testes foram desenvolvidos três sabores: abacaxi, morango e mamão. O produto já foi lançado em várias feiras da região, mas ainda não está sendo comercializado. A produção em Santa Catarina é pioneira mas no Rio Grande do Sul já existe uma fábrica em Bento Gonçalves.

O que deve ser inédito é o sorvete de iogurte de ovelha, que já foi testado e deve ser lançado em setembro.

– Esse produto deve ser novidade mundial pois pesquisamos e não encontramos nada parecido- disse o proprietário da cabanha, Érico Tormen.

Ele explicou que inicialmente o produto deve ser oferecido numa loja a ser inaugurada na avenida Getúlio Vargas, em Chapecó. A capacidade inicial da indústria é para 150 litros por dia. Mas já há um projeto de inspeção federal para o produto seja comercializado no restante do país.

Daí será necessário ampliar a indústria e também a produção de leite de ovelha em Santa Catarina.


SC tem o maior rebanho leiteiro do Brasil

Apesar de ter iniciado a criação de ovelhas leiteiras há apenas seis anos, Santa Catarina já tem o maior rebanho leiteiro do país, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Leiteiros, o chapecoense Érico Tormen.

São entre 2,5 mil e 2,8 mil animais, de um rebanho nacional de seis mil cabeças. A produção de leite está em mil litros mês e deve chegar a 1,5 mil até o final do ano. –Vamos crescer 50%- calculou Tormen.

A associação foi criada em 2010 e conta com 30 associados de todo o país. O objetivo é divulgar o leite de ovelha e seus derivados para estimular o consumo e a produção. Tormen aposta na viabilidade da atividade pois está aumentando o consumo de produtos diferenciados, com valor agregado. –A população brasileira está buscando mais qualidade na alimentação- explicou Tormen.


Indústrias investem na produção de queijos nobres

A produção de queijo de ovelha, também chamado de pecorino, é uma das apostas de agregação de valor de indústrias catarinenses. O empresário Jorge Zanotto, de Chapecó, montou há cinco anos um laticínio para a produção de queijo de vacas Jersey, com a marca Gran Paladare. Um ano depois começou também a criação de ovinos de leite e desenvolveu um queijo pecorino, que atualmente abasteces as principais redes de supermercado de Santa Catarina.

Ele tem 200 animais e atualmente industrializa 300 litros por dia, sendo 30% de produção própria e o restante compra de outros dois produtores. A produção do pecorino representa 30% da industrialização. E ele desenvolveu produtos com vários tempos de maturação, que variam de três a seis meses, com sabor mais suave, ou com mais de um ano de maturação, com sabor mais picante.

Estes queijos saem da fábrica com preço entre R$ 40 e R$ 60 e, nos supermercados podem variar de R$ 56 a R$ 96 por quilo.

-A aceitação está sendo boa e, modéstia à parte, nosso produto é melhor que o italiano- afirmou Zanotto. Por enquanto ele comercializa apenas em Santa Catarina, pois a inspeção é estadual. Mas já está trabalhando para conseguir inspeção nacional, através do SISBI ou SIF. Para isso o laticínio já tem um bom estoque, que Zanotto não revela a quantidade mas garante ser o maior do Brasil.

Outro empresário do ramo de queijos, Acari Menestrina, diretor presidente da Gran Mestri, inaugurou a ampliação de sua planta industrial em Guaraciaba no dia 18 de agosto. Ele investiu R$ 2,8 milhões para ampliar a indústria de dois mil metros quadrados, para 10 mil metros quadrados. Além de ampliar a produção do queijo de leite bovino grana padano, Menestrina pretende retomar a produção do pecorino, que foi interrompida quando vendeu a Cedrense para a Bom Gosto.


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30 ago10:03

Maravilha se prepara para o 8º Festival do Sorvete e 4ª Gincana Cidade das Crianças

Iniciaram em Maravilha os preparativos para a 4ª Gincana Cidade das Crianças, 8º Festival do Sorvete e 5º Passeio Ciclístico. Os eventos serão realizados no dia 12 de outubro pelo Núcleo do Jovem Empreendedor e JCI Maravilha.

Na manhã da quarta-feira, dia 29, a comissão organizadora da gincana se reuniu, na CDL/Associação Empresarial de Maravilha, com diretoras das escolas participantes para definir detalhes da programação.

Neste ano, as atividades da gincana irão abranger alunos do 6º ano à 8ª série e, além do professor responsável pela turma, os pais dos estudantes poderão auxiliar na coordenação das tarefas. A gincana é organizada pelo Núcleo do Jovem Empreendedor, já o Passeio Ciclístico e o Festival do Sorvete estão a cargo da JCI.

Os eventos ocorrem no Dia das Crianças, a partir das 13h, na praça Cidade das Crianças (em frente à prefeitura) e objetivam proporcionar uma atração diferenciada na data, aliando esportes, cultura e lazer. A programação será divulgada oficialmente no dia 11 de setembro, às 20h, em reunião com as escolas na sede da JCI.


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13 ago18:43

Contrastes do clima no Oeste Catarinense

Para quem já imaginava que o inverno tinha ido embora, em virtude das temperaturas próximas de 30 graus na semana passada, hoje o friozinho surpreendeu. A temperatura que estava em 21,8 graus à meia-noite foi caindo para 18,7 graus às 7h45 da manhã e, menos de uma hora depois, já estava em 14 graus.

Essa mudança brusca de temperatura propiciou alguns contrastes. Como no caso da imagem da dupla flagrada pela fotógrafa Sirli Freitas, no início da tarde desta segunda-feira, na avenida Getúlio Vargas.

O frio que fez ambos utilizarem casacos não impediu os dois de matarem a vontade de comer um sorvete. E quem disse que sorvete é só para os dias quentes?

O mês de agosto é isso. Tem horas que parece inverno, tem horas que parece verão. Sempre é bom ficar de olho na previsão do tempo antes de sair de casa.

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