Suicídio

28 nov12:17

Um ano da morte de Marcelino Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Cerca de trezentos alunos da Escola Pedro Maciel, em Chapecó, participaram na manhã desta quarta-feira de uma celebração em homenagem ao vereador Marcelino Chiarello. Há um ano o vereador, que foi encontrado morto dentro de casa, dava aulas de Filosofia no local.

A aluna, Fabiana Alves Gonçalves, 17 anos, que participou do ato, foi uma das últimas alunas, da turma 104, a conversar com Marcelino antes da morte do vereador.

- Ele disse que estava com dor de cabeça e antes de sair da sala de aula deu um trabalho para a gente fazer – contou Fabiana.


Um ano depois do ocorrido a aluna conta que o sentimento ainda é de tristeza.

– Não consigo explicar é uma dor muito grande – disse Fabiana.

A aluna não acredita que o professor tenha tirado a própria vida.

– Ele sempre dizia que a vida valia muito a pena – lembrou Fabiana.

>> Caso ainda não foi esclarecido se foi homicídio ou suicídio

Na tarde desta quarta, às 17h30, acontece outro ato, em frente à Câmara Municipal de Vereadores, em Chapecó.


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28 set15:14

Ato marca dez meses da morte de Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Um ato em memória da morte do ex-vereador Marcelino Chiarello será realizado na tarde desta sexta-feira em Chapecó. O parlamentar foi encontrado morto dentro de casa no dia 28 de novembro de 2011.

Organizado pelo Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Democracia o ato vai contar com culto ecumênico e depois caminhada pela Avenida Getúlio Vargas. A celebração será às 17h30 na Praça Coronel Bertaso em Chapecó.

Após dez meses da morte o caso ainda não foi esclarecido. Em julho o corpo de Chiarello foi exumado e levado para São Paulo. Amostras do pescoço e do nariz ficaram no Centro de Medicina Legal da Universidade de São Paulo, para exames mais detalhados. Estes exames devem indicar  se houve homicídio ou suicídio.  O caso está com a Polícia Federal.

>> Leia mais notícias sobre o caso Marcelino Chiarello

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29 mai10:02

Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) completou ontem seis meses e segue sem ter sido esclarecida. Há alguns elementos apontando para homicídio e outros para suicídio. Mas os familiares de Chiarello não acreditam na tese do suicídio. –Ele foi morto pelas denúncias que fazia- disse a sogra, Deolinda Damo Guarnieri. Ela afirmou que sua filha, Dione Guarnieri, que era casada há 18 anos com Marcelino, também tem certeza que o marido foi morto.

- Podem vir com quantos laudos quiserem, ele não tinha motivos para se matar – completou Deolinda.

O laudo cadavérico inicial apontou como causa da morte asfixia mecânica e traumatismo crânio-encefálico. Já laudos complementares, feitos por peritos de Florianópolis, apontam para o suicídio. A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que a morte foi causada por asfixia mecânica, mas não concluiu se ela foi causada pelo próprio Marcelino ou por outras pessoas. O vereador foi encontrado morto por familiares no final da manhã do dia 28 de novembro, enforcado, no quarto de visita.

Deolinda Guarnieri disse que seu genro era muito alegre e nunca tomou antidepressivos. Ele tinha uma dívida de R$ 30 mil mas a renda familiar chegava a R$ 10 mil. Ela lembra que seu genro era uma pessoa que sempre procurava ajudar os outros. E que muita pessoas o procuravam para fazer denúncias pois sabiam que ele levava isso adiante. A família queria que Marcelino não comprasse tantas “brigas” pois temiam por sua integridade.

>>  TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

Deolinda, a filha e o Neto estão passando tomando antidepressivos e tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Nos dois primeiros meses, não conseguiam nem dormir. –Passou aquele desespero mas ainda temos medo- lembrou a sogra. Na semana passada a mulher de Chiarello saiu da casa da mãe para morar com o filho numa apartamento, pois o menino não conseguia dormir com a janela baixa, pois lembrava de sua casa. A casa de Chiarello, aliás, continua fechada desde sua morte.

O Ministério Público solicitou que a Polícia Federal faça novas investigações e uma novo laudo pericial, para esclarecer o caso.


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16 mai14:46

TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br*

Na sexta-feira, dia 11 de maio, o Desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho do Tribunal de Justiça de Santa Catarina  deferiu a liminar contra a decisão do juiz Jefferson Zanini, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó, que solicitava que o Instituto Geral de Perícias (IGP) de São Paulo emitisse um parecer sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro de 2011.

De acordo com o promotor do Ministério Público (MP) de Chapecó, Jackson Goldoni , que é um dos três promotores que foram designados para o caso, o mandado de segurança encaminhado para o Tribunal de Justiça solicitava a suspensão da decisão que determinava o envio de um novo parecer ao IGP de São Paulo.

- A determinação do juiz foi ilegal uma vez que o MP, com auxílio da Polícia Federal e do Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO), está revisando os laudos e buscando uma nova análise pericial – disse o promotor.

No documento assinado pelo desembargador consta que a produção de provas comandada pela autoridade judicial é uma medida excepcional e que no momento não é necessária.

- Além do juiz ter determinado que o Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo procedesse ao exame do material encartado no inquérito policial, fornecendo quesitos (fls. 18/21), ainda fez contato pessoal, por meio telefônico e por mensagem eletrônica, com o Diretor (fl. 22) – disse o desembargador no documento.

Ele complementa ainda dizendo que a decisão combatida não demonstra a urgência e relevância da produção da referida prova. Embora seja necessário esclarecer se houve suicídio ou homicídio, e existam divergências nos laudos periciais elaborados.

>> Polícia Federal entra no Caso Chiarello

Entenda o caso:

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto no final da manhã do dia 28 de novembro, no quarto de visitas de sua casa, pela mulher e o filho. Ele estava enforcado na janela, aparentando suicídio. No entanto a Polícia Civil avaliou que o suicídio teria sido forjado e deu entrevista nesse sentido.

O primeiro laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontava para homicídio, em virtude de alguns ferimentos na cabeça e nariz e dois sulcos nos pescoço. Mas laudos complementares de peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apontaram suicídio como causa da morte.

Após três meses de investigação a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando como causa da morte o enforcamento mas não concluiu se houve homicídio ou suicídio. O Ministério Público decidiu continuar as investigações em virtude das dúvidas entre os laudos.


* colaborou Darci Debona.


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27 abr14:45

Ato marca cinco meses da morte de Marcelino Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Representantes do Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Democracia, composto por 42 entidades, realizam ato neste sábado, dia 28, a partir das 17h30, em frente Catedral Santo Antonio, na Praça Coronel Bertaso em Chapecó.

O ato marca os cinco meses da morte do vereador Marcelino Chiarello. O parlamentar foi encontrado morto em casa na manhã do dia 28 de novembro de 2011.

>> Junta conclui que Marcelino morreu por enforcamento

>> Peritos do caso Nardoni devem analisar os laudos sobre a morte do vereador Chiarello em Chapecó

>> Entidades pedem que MP aprofunde investigação do Caso Chiarello

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16 mar09:13

Peritos do caso Nardoni devem analisar os laudos sobre a morte do vereador Chiarello em Chapecó

Os peritos que impressionaram o Brasil ao desvendar o assassinato da menina Isabela Nardoni, em SP, vão analisar os laudos do caso do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Diante das dúvidas que ainda pairam sobre a causa da morte (homicídio ou suicídio), o IGP decidiu enviar um médico legista e um perito criminal com todo o material elaborado até agora para a Superintendência da Polícia Técnica e Científica de São Paulo. Embarcam na próxima semana.

Nesta sexta-feira, o Fórum das Entidades entrega em Chapecó documento aos promotores sobre as contradições da investigação.

Informação foi publicada no blog  Visor é editado pelo jornalista Rafael Martini.

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09 mar17:15

Junta conclui que Marcelino morreu por enforcamento

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A junta médica do Instituto Geral de Perícias que analisou os laudos e pareceres da morte do vereador Marcelino Chiarello concluiu que ele morreu por enforcamento. O delegado responsável pelo inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, recebeu hoje à tarde o parecer.

Mesmo assim ele não vai concluir o inquérito nem por tese de suicídio, nem por homicídio. – Não vamos emitir juízo de valor por não queremos prejudicar o trabalho do Ministério Público – afirmou Moretto. O Ministério Público já instaurou um procedimento para dar sequência nas investigações.

Moretto afirmou que o parecer dos três médicos peritos do IGP coloca que a causa mais provável do enforcamento é suicídio, mas não exclui completamente o homicídio pois há casos na literatura médica de enforcamento por homicídio.

Ele afirmou que o parecer é contrário a muitos aspectos do primeiro laudo emitido pelo médico legista Antonio de Marco. O parecer exclui a possibilidade de estrangulamento e conclui que a mancha no olho do vereador não foi causada por um soco ou batida e sim por decorrência de um processo natural de pressão sanguínea decorrente do enforcamento. Também indica que a batida na cabeça pode ter ocorrido pelo vereador ter se debatido. Na questão da lesão do nariz não há indicativo de fratura, segundo o parecer do IGP.

Quando a um segundo sulco no pescoço do vereador a conclusão é de que ele teria ocorrido no transporte do corpo até o Instituto Médico Legal.

>> Parecer do IGP é encaminhado para delegado.

>> Polícia não tem suspeito do caso Chiarello.

Moretto lembrou ainda que exames de DNA na fita utilizada para enforcamento e nas manchas de sangue são todas compatíveis com o DNA da vítima. Além disso não foi encontrado sinal de luta no quarto da casa onde ele foi encontrado, nem de arrombamento da casa. Imagens de câmeras de vigilância indicam que ele foi sozinho da escola Pedro Maciel, onde deu aula na manhã de sua morte, até em casa. Duas testemunhas afirmam ter visto o vereador entrar sozinho em casa.

Exames toxicológicos não encontraram nenhum indício de droga ou álcool que poderia ter sido utilizado para sedar o vereador. Moretto afirmou que na segunda-feira vai encaminhar o inquérito para o Ministério Público dar sequência ao trabalho.


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06 mar08:33

Polícia não tem suspeito do caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Após 98 dias de investigação a Polícia Civil de Chapecó não encontrou nenhum suspeito da morte do vereador Marcelino Chiarello e, apesar da maioria dos laudos e pareceres do Instituto Geral de Perícias apontarem para um provável suicídio, o delegado Ronaldo Neckel Moretto não fecha a questão.

Moretto disse que restam ainda algumas dúvidas. Ele relatou que o médico Antonio de Marco, que apontou inicialmente a causa da morte como sendo em virtude de asfixia mecânica e traumatismo crânio encefálico, fez depois um laudo pericial indentificando apenas traumatismo craniano como, tendo como causa da morte a asfixia, por estrangulamento e enforcamento.

>> Laudos diferentes sobre caso Chiarello geram desconforto

>> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Essa é uma das dúvidas que persiste. –Isso para nós é crucial- afirmou. Outra dúvida é se a mancha no olho foi causada por pancada ou resultado do esforço em caso de enforcamento. A terceira dúvida é se a fratura do nariz era antiga ou recente. Ele aguarda um parecer da junta médica formada pelo Instituto Geral de Perícias que iria analisar os laudos. Essa junta deve concluir o trabalho hoje.

Moretto afirmou que falta só isso para encaminhar o inquérito para o Ministério Público, que vai dar sequência na investigação. Cerca de 10 suspeitos foram investigados e o inquérito já tem mais de 800 laudas. Ele afirmou que há certeza absoluta de que Chiarello foi sozinho da escola até sua casa, onde entrou sozinho, segundo duas testemunhas. Lá encontrou o filho que estava sozinho e mandou ele para a casa da avó. O menino disse que ouviu o pai falar sozinho a palavra polícia mas não que tivesse pedido para chamar a polícia.

Moretto disse que não houve nenhuma ameaça comprovada contra o vereador. Citou que ele ligou às 7h10 para seu assessor, que foi na escola buscar um cheque. Ele recebeu três chamadas enquanto estava na escola, mas não atendeu. As operadoras de telefone não registraram nenhuma chamada no momento. Moretto disse que o aparelho foi encaminhado para o IGP no dia 6 de dezembro e o instituto não periciou a tempo, pois o aparelho tinha configuração que apagava as informações após 30 dias. O diretor do IGP, Rodrigo Tasso, foi procurado ontem para falar sobre o laudo da junta médica e disse que iria se pronunciar hoje.



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29 fev09:10

Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

Inexistência de vestígios na casa, móveis arrumados e falta de lesões no corpo que indicassem gesto de defesa são os principais pontos que levam a Polícia Civil a acreditar que não houve assassinato na morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Essa conclusão ocorreu a partir de um laudo assinado por quatro peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó, os quais indicaram que a causa mais provável da morte foi suicídio. Mas esse indício também ficou reforçado a partir de depoimentos e da apuração dos policiais locais no inquérito durante a investigação.

Mas o que causa divergência no caso é a existência de um outro laudo, assinado pelo médico legista Antonio José de Marco, de Chapecó, que indicou ter havido homicídio. Esse é o laudo da necropsia e foi o primeiro a ser entregue à polícia. O médico examinou o corpo do vereador e concluiu que a morte foi por traumatismo craniano. Ele afirma, ainda, que houve ação de terceiros para provocar a morte.


>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo

>> O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011


O que torna ainda mais intrigante o caso é o fato de haver um parecer anexado ao inquérito que sugere que as características das lesões indicam suicídio. O autor do parecer é o gerente técnico do IML em Florianópolis, o médico legista Zulmar Coutinho, que também é professor de medicina legal da Universidade Federal de SC (UFSC) _ o seu entendimento saiu a partir de análise das fotos feitas do corpo.

Já o laudo dos peritos, que estiveram na casa de Chiarello, onde o corpo foi encontrado, revela que não havia nenhum vestígio de arrombamento ou gota de sangue pela casa. Os peritos chegaram a usar luminol, produto que revela os vestígios ocultos a partir de reação química.

O corpo estava pendurado com a alça do notebook numa grade da janela do quarto de visitas. Havia sangue na grade, onde ele teria se debatido antes de morrer por enforcamento, e no chão.

Os policiais têm outras conclusões também que reforçam o suicídio. Uma delas é de que o filho teria dito que o pai estava trancado sozinho no quarto. A polícia pensa também que, se tivesse havido execução, os autores deixariam evidências como da arma do crime e da própria presença pela moradia _ era de manhã e ninguém viu nada de estranho ou pessoas suspeitas pela região.

Consta no inquérito, ainda, que o vereador afirmou a uma pessoa chamada Rita, em reunião do PT no dia 26 de novembro, que o seu destino seria decidido nos próximos dias. Há outras afirmações de Chiarello a políticos dias antes da morte de que ele renunciaria ao mandato. Colegas da escola e do partido disseram ao DC que Chiarello estava pressionado em casa para abandonar a política.


DIÁRIO CATARINENSE



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28 fev10:39

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O delegado Ronaldo Neckel Moretto aguarda apenas a comunicação oficial da suspensão do sigilo do inquérito que investiga a morte do vereador Marcelino Chiarello para convocar uma coletiva de imprensa. A decisão do juiz da primeira vara criminal, Jefferson Zanini, foi tomada ainda na semana passada e encaminhada para o Ministério Público. Ontem os promotores da Comarca de Chapecó realizaram uma reunião.


Três meses da morte

O Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Cidadania programou um ato para às 16 horas de hoje em frente à Delegacia Regional de Chapecó.

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011.

>> Advogado da família de Marcelino Chiarello fala sobre a morte do vereador

>> Três meses depois, continua mistério sobre a morte de Marcelino Chiarello


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