Suína

19 set19:46

Galeria casa de carnes em Concórdia

Pensando em incentivar o consumo de carne suína o Instituto Nacional da Carne Suína (INCS) em Concórdia apresenta uma proposta diferente de casa de carnes. A Galeria Casa de Carnes, inaugurada nesta quarta-feira, tem como proposta trazer para a população cortes e derivados exclusivos de carne suína.

No mix de produtos, o destaque é para marcas de pequenos frigoríficos da região do Alto Uruguai Catarinense, que oferecem produtos de qualidade, com sabor artesanal, e que fazem parte de um grupo que busca para seus produtos uma certificação de qualidade e o Selo de Indicação Geográfica da Carne Suína do Meio Oeste Catarinense, ambos os projetos em parceria com INCS.

O Afrib e Frigolaste de Seara, Friprando de Jaborá e Varpi de Concórdia, são os frigoríficos que vão oferecer cortes suínos temperados, recheados, defumados e embutidos. Todos produtos que vão fazer da refeição uma verdadeira experiência de sabor e mostrar que a carne suína é um alimento saudável, de fácil preparo, que pode ganhar a mesa dos brasileiros no dia-a-dia.

O conceito da Galeria Casa de Carnes, porém, ainda vai além da carne suína e também oferece uma gama de produtos sem lactose, que levam a marca Casa da Ovelha. Carnes bovinas e de cordeiro, queijos finos e temperados, geleias e antepastos requintados, cremes balsâmicos, molhos, temperos e conservas também estão a disposição dos clientes. Para acompanhar a refeição, apresenta também uma carta de vinhos nacionais e importados, licores, sucos orgânicos e sucos.


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17 set09:06

Selo de certificação da carne suína foi apresentado

O Presidente do Instituto Nacional da Carne Suína, Wolmir de Souza, juntamente com representantes da Cugnier Certificadora, participaram de uma reunião com o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, e com o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Sérgio Borges. O objetivo do encontro foi buscar o apoio do órgão governamental para efetivar a certificação da carne suína brasileira.

O gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Sérgio Borges, afirma que a Cidasc reconhece o projeto de certificação como uma ideia muito boa. O Selo de Qualidade da Carne Suína pretende certificar as plantas frigoríficas que atenderem aos requisitos técnicos de controle de segurança alimentar.

- A Cidasc está avaliando os requisitos do projeto e pensando em como validar o Selo de certificação. As empresas que obtêm o selo são empresas diferenciadas, pois além de atender a mais requisitos do que os solicitados pela Inspeção Estadual, elas demonstram preocupação com a qualidade alimentar e o fazem por iniciativa própria – afirmou Borges.

Para o representante da Cugnier Certificadora, Dante Dauer, o interesse e aval positivo da Cidasc para a certificação da carne suína é muito importante.

Wolmir de Souza, presidente do INCS, frisa que é muito importante este espaço conquistado junto a Cidasc.

- Esperamos que nosso projeto de certificação da carne suína, assim como o regulamento técnico que o acompanha, sejam referência no estado e no Brasil. E uma ação que vai valorizar as pequenas plantas frigoríficas e mostrar que elas são tão qualificadas quanto as grandes marcas para oferecer segurança alimentar e produtos saborosos – afirmou o presidente.


Carne Suína de Qualidade

O projeto de certificação da carne suína é carro chefe do Instituto Nacional da Carne Suína. Esta ação pretende qualificar as plantas frigoríficas de pequenas agroindústrias dentro de normas técnicas rígidas que garantam a segurança alimentar do produto, além de agregar valor a cortes e derivados de carne suína, que irá impactar diretamente para a geração de renda e crescimento destes frigoríficos e dos suinocultores independentes.

O trabalho de certificação já foi realizado em um Frigorífico paranaense. O Primaz Alimentos, localizado em Rio Negrinho, será o primeiro a carregar o selo nas embalagens dos produtos. Em dezembro de 2011 a planta passou por uma auditoria piloto realizada pela Cugnier Certificadora. O resultado foi positivo e a planta atendeu a mais de 70% dos requisitos técnicos para receber o Selo. Agora, o INCS e o Primaz aguardam o parecer do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a adequação do selo ao rótulo das embalagens dos produtos.

Com o primeiro frigorífico certificado, o INCS começou a implantar o projeto no Oeste catarinense. Quatro frigoríficos da região já concluíram a primeira etapa do projeto, que é a consultoria e preparação para a auditoria da Cugnier. Em breve estes frigoríficos também poderão receber em seus produtos o selo de certificação de qualidade da carne suína.


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28 ago08:44

Carne suína de SC recebe sinal verde para exportação ao Japão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina deve iniciar ainda em 2012 os embarques de carne suína para o Japão, principal importador mundial, que já chegou a comprar 1,3 milhão de toneladas do produto em um ano, e mercado cobiçado pelo Estado há pelo menos duas décadas.

Nesta segunda-feira, dia 27, às 8h, o governador Raimundo Colombo recebeu a ligação do embaixador do Brasil no Japão, Marcos Bezerra Galvão, informando que o Estado tinha sido avaliado positivamente na reunião da Comissão de Avaliação de Risco de Sanidade Animal, do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas do Japão.

Colombo esteve em setembro de 2011 em missão no Japão para estreitar os laços. Os japoneses também visitaram SC no ano passado, onde conferiram unidades da Aurora, BRF Brasil Foods, Marfrig, Pamplona e Sul Valle. A expectativa é que essas plantas sejam habilitadas para venda ainda neste ano.

— Nossa expectativa é para outubro. Isso muda tudo. SC passa a ter um mercado estável e que remunera melhor — avalia o governador.

O secretário da Agricultura, João Rodrigues, também prevê agilidade na liberação. E considera que a notícia é a redenção da suinocultura catarinense, que vem enfrentando forte crise principalmente pelo aumento de custos.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, destacou que a conquista é resultado de um trabalho de quase 30 anos de produtores, indústrias e governo do Estado. SC conquistou, em 2007, o Certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Ele acredita que a presença das indústrias catarinenses na venda de frango vai facilitar os contatos.

— Nossa expectativa é de vender 130 mil toneladas de carne no primeiro ano e, depois, chegar a 30% a 40% (do mercado japonês) — disse Barbieri.

Para ele, a notícia vai representar a retomada de investimentos em SC. Barbieri afirmou que neste ano houve um aumento de produção de 50 mil toneladas em SC, já com a expectativa de vendas para o Japão, e que isso acabou contribuindo para a crise. Só a unidade da BRF Brasil Foods em Campos Novos, inaugurada no ano passado, tem capacidade para abate de 7,2 mil suínos por dia.

— Nossa perspectiva é dobrar as exportações catarinenses a partir de 2013 — projetou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O diretor de agropecuária da Aurora Alimentos, Marcos Zordan, afirmou que a unidade de Chapecó situada na saída para Guatambu e a planta de São Miguel do Oeste foram visitadas pelos japoneses e poderiam exportar. Zordan informou ainda que estão sendo investidos R$ 45 milhões na unidade de Joaçaba, com capacidade de 1,5 mil suínos/dia, com foco na exportação. Empresários japoneses que compram de empresas de SC já vinham sondando sobre a abertura do mercado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de SC, Cléver Pirola Ávila, comparou a aprovação japonesa à conquista de um troféu. Mas ele é mais cauteloso nas avaliações. Ele ressaltou que ainda é necessário redigir um documento que é o Certificado Sanitário Internacional, que vai definir as regras para a compra. Os suínos terão que ser nascidos em SC e a ração precisa ser livre de ractopamina, aditivo que aumenta a produtividade.

Ávila prevê investimentos no aumento da capacidade de produção das unidades em SC. Mas avalia que neste ano apenas alguns embarques serão efetivados, pois as indústrias terão que se adaptar aos cortes exigidos pelos japoneses.

O vice-presidente de relações institucionais da Marfrig, João Sampaio, disse que a notícia é muito boa mas também é cedo para falar em números.

— Nós vamos ter que disputar em preço com outros mercados que já fornecem para o Japão — pondera.

Ele considera que SC já tem uma estrutura capaz de atender a demanda do Japão. Para Zordan, há opção de trocar mercados que remuneram menos pelo Japão, tanto internamente como externamente. Ele projeta que é possível um aumento de preço da carne para o consumidor. Ela deve subir 5% em breve, não em função da abertura dos japoneses, mas pelo aumento do custo de produção.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que a notícia é boa mas prefere aguardar os primeiros embarques para comentar a respeito.

— Outra vezes já ocorreram anúncios que acabaram não se confirmando — destacou.

Ele lembra que o setor ainda enfrenta o alto custo de produção e a falta de milho, que não foi resolvida pelo governo federal.

— Até agora atenderam apenas 10% do necessário — calculou.

Antes de vender para o Japão, o setor precisa receber milho do Centro-Oeste.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 ago13:38

Exportação de carne suína para o Japão deve iniciar ainda em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As vendas de carne suína para o Japão devem iniciar ainda em 2012. A expectativa é do secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, e do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, recebeu informação da embaixada do Japão no Brasil, de que foi concluída a avaliação de risco sanitário e ela foi favorável a Santa Catarina. No ano passado uma missão japonesa esteve no estado avaliando frigoríficos da Aurora, Marfrig, Pamplona, BR Foods, Sul Vale.

João Rodrigues acredita que Santa Catarina pode abocanhar parte da fatia que os Estados Unidos vendem para os japoneses. Barbieri afirmou que há 30 anos essa venda é aguardada. Na opinião do presidente da Cidasc, a proximidade dos japoneses com as indústrias de Santa Catarina, que já exportam carne de frango há três décadas, facilitará o embarque de suínos.

- Já existe uma relação de confiança – afirmou Barbieri.

O Japão é o maior importador mundial de carne suína, comprando em média 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas por ano. Barbieri estima que Santa Catarina poderá vender 130 a 140 mil toneladas para o Japão nos primeiros 12 meses. É quase o volume total que Santa Catarina exportou no ano passado, que foi de 153 mil toneladas no ano passado, num volume de US$ 452 milhões.

O próximo passo é negociar um Certificado Sanitário Internacional que vai garantir o cumprimento dos requisitos sanitários. Enquanto isso as empresas já devem começar a negociar as vendas.



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13 jun09:38

Santa Catarina a dois passos de abrir o mercado do Japão para carne suína

Janaína Cavalli | janaina.cavalli@diario.com.br

Na fila há 30 anos, Santa Catarina está muito perto de entrar no maior mercado importador de carne suína do mundo.

O Ministério da Agricultura do Japão aprovou, esta semana, a compra do produto catarinense. Faltam apenas duas etapas para um acordo oficial, mas o setor está otimista e acredita que fará os primeiros embarques dentro de dois meses.

Enori Barbieri, presidente da Cidasc, órgão de estímulo à agroindústria do Estado, projeta exportações de 10 mil toneladas e um incremento de US$ 50 milhões em faturamento mensal.

Uma boa medida do impacto da entrada no mercado japonês está nos números da carne suína catarinense no primeiro quadrimestre: a média mensal de embarques foi de 14,9 mil toneladas e o faturamento girou em torno de US$ 39 milhões.

A agroindústria local ainda contaria com uma vantagem logística, já que 90% frango consumido no país asiático é produzido em SC.

— A participação de mercado que alcançamos com o frango no Japão nos dará credibilidade para o aumento das vendas da carne suína.

Barbieri acredita que o Estado poderia conquistar 10% do mercado japonês de imediato. Mas, em uma década, poderia chegar aos patamares da carnde de frango. O país asiático tem um consumidor exigente, com demanda por cortes nobres e caros. Além disso, seu mercado é gigante também em volume. Apenas este ano, deve importar em torno de 1,3 milhão de toneladas.

Esta virada poderia mudar o rumo da suinocultura catarinense, que enfrenta uma crise. O baixo preço do suíno, aliado à alta de matérias-primas, traz prejuízos aos produtores. E, desde fevereiro, a Argentina, quinto maior mercado global para SC, impôs barreiras à carne do Estado. O país vizinho comprava 3 mil toneladas mensais. Hoje, praticamente não importa mais nada.

Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Aurora, segunda maior produtora do Brasil, diz que o setor está no fundo do poço. A principal razão é o preço dos insumos.

— Vínhamos pagando muito caro pelo milho e, agora, o quilo do farelo de soja subiu de R$ 0,60 para R$ 1. É impraticável — disse.

Lanznaster enxerga a abertura do mercado japonês como uma grande notícia para a suinocultura catarinense também porque os países asiáticos costumam ser cautelosos e demorados em relação à exportação de carne. Na sua análise, o Japão abrirá as portas de outros mercados do continente, como a Coreia do Sul. De imediato, a Aurora espera exportar 300 toneladas por mês para o Japão.

A liberação da carne catarinense ainda depende do sinal verde de uma comissão de risco, que regulamentará o acordo, e uma audiência pública.

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11 mai09:10

Exportação de carne suína para a Argentina cai 10%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações de carne suína de Santa Catarina para a Argentina caíram 10% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, em virtude de restrições adotadas pelo país vizinho.

No primeiro trimestre do ano passado os catarinenses venderam 2,6 mil toneladas para a Argentina e, neste ano, apenas 2,3 mil toneladas. O faturamento caiu de US$ 8,1 milhões para US$ 7,3 milhões. E a maior parte desse volume, US$ 6,4 milhões, foi em janeiro. A partir de fevereiro os argentinos começaram a impor licenças para importar alguns produtos de seus parceiros do Mercosul. A intenção é proteger os produtores locais.

As vendas do Brasil como um todo foram ainda mais afetadas. No primeiro trimestre do ano passado as vendas de carne suína para os hermanos foi de 8,2 mil toneladas, contra 4,9 mil neste ano. Isso reduziu em US$ 10 milhões o faturamento, que caiu de US$ 26,3 milhões para US$ 16,2 milhões.

Como a Argentina era um dos cinco principais mercados de Santa Catarina, responsável por 10% das vendas, a crise do setor aumentou ainda mais.

– Isso agrava a nossa situação que já é difícil – lamentou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio Di Lorenzi.

Ele afirmou que os suinocultores estão enfrentando problemas de baixa remuneração do produto e baixo preço. Insumos como soja e milho aumentaram e o quilo do suíno, que estava em R$ 2,60 no ano passado, caiu para R$ 1,90. Enquanto isso o custo de produção está em R$ 2,65.

Lorenzi comparou que o preço da carne de suíno está menor que o da banana, que custa R$ 2,50 nos supermercados do Oeste.

– Os produtores não conseguem nem mais empréstimo pois estão com sua capacidade de endividamento esgotada – explicou. Ele pede que o Governo subsidie o transporte de milho para Santa Catarina para diminuir o custo dos produtores.


Suinocultor Clair Dariva.

O suinocultor Clair Dariva, que tem 500 matrizes, disse que tirando dinheiro de outras atividades, como a produção de leite, para cobrir o prejuízo na suinocultura.


– Hoje perco R$ 60 por suíno gordo – calculou.

Dariva disse que o Governo Federal teria que ser mais duro na relação com os vizinhos, que além de não comprar suíno ainda exportam leite para o Brasil, prejudicando também o setor leiteiro.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, também considera que o Brasil precisa exigir uma postura mais equilibrada na relação com a Argentina.

– O Brasil precisa contra-atacar – reclamou. Pedrozo disse que os produtores brasileiros estão sendo penalizados pela estratégia do Governo argentino.


Exportações catarinenses no primeiro trimestre de 2012

Total: 36,7 mil toneladas (US$ 101 milhões)

Ucrânia: 7,8 mil toneladas (US$ 22,7 milhões)

Rússia: 7,5 mil toneladas (US$ 22,1 milhões)

Hong Kong: 6,4 mil toneladas (US$ 17 milhões)

Cingapura: 3,8 mil toneladas (US$ 11,3 milhões)

Argentina: 2,3 mil toneladas (US$ 7,3 milhões)


OBS: No primeiro trimestre do ano passado Santa Catarina exportou 2,6 mil toneladas para a Argentina, totalizando US$ 8,1 milhões


Exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2012

Total: 102 mil toneladas (US$ 278 milhões)

Argentina: 4,9 mil toneladas (US$ 16,2 milhões)

OBS: No ano passado o Brasil exportou para a Argentina 8,2 mil toneladas no primeiro trimestre, totalizando R$ 26 milhões


Fonte: ACCS


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01 mai09:25

Estado briga pelo maior importador de carne suína

Gabrielle Bittelbrun | gabrielle.bittelbrun@diario.com.br

A Ucrânia pretende aumentar a importação de carne brasileira para 20 mil toneladas mensais, 80% suína e 20% bovina, e a preferência é de Santa Catarina, anunciou ontem a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, depois de uma reunião com representantes do setor.

Mas Santa Catarina pode não ter produção suficiente para abastecer o mercado ucraniano e os outros importadores de carne suína, segundo o representante do Sindicarne/SC no encontro, Ronaldo Müller.

A Ucrânia é o segundo maior importador mundial de carne suína e já é o principal comprador de Santa Catarina. E 20 mil toneladas a mais significa quase a metade de tudo que o Estado exportou no primeiro trimestre de 2012.

A Ucrânia comprava o produto pela Rússia, líder mundial de importação de suínos. Com o fechamento do mercado russo, que hoje importa apenas de dois frigoríficos catarinenses (Seara e Pamplona), o governo ucraniano busca novas alternativas, além de reduzir a dependência aos EUA nas importações.

O país do Leste Europeu está em fase de aproximação com o Brasil. O interesse é exportar tecnologia aeroespacial, combustíveis, medicamentos e até instalar uma fábrica de insulina em terras brasileiras.

O representante do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) e da empresa Seara e do Marfrig Group, Ronaldo Müller, destaca que, atualmente, o Estado exporta cerca de 8 mil toneladas de carne suína por mês. Aumentar essa demanda para 16 mil toneladas (80% das 20 mil toneladas) solicitadas pelo mercado ucraniano pode significar comprometer os outros fornecimentos.

— Não adianta exportar só para a Ucrânia. Temos um consumo interno grande, para o restante do país, e exportamos para vários países. Temos outros compromissos — ressaltou.

O Estado também não conseguiria atender, sozinho, os 20% de carne bovina, o equivalente a 4 mil toneladas mensais. A fim de atender às demandas imediatas, os outros dois estados do Sul podem complementar o fornecimento para a Ucrânia. Santa Catarina já tem fábricas habilitadas para fornecer as carnes para a Ucrânia.

Para Müller, o início das importações seria possível nos próximos 30 dias, dependendo apenas de negociações. O país do Leste Europeu tem pressa porque precisa abastecer o estoque para a Eurocopa, evento que sediará em junho, e a próxima reunião com os representantes catarinenses deverá ser feita no final desta semana, em Brasília.


DIÁRIO CATARINENSE



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02 fev10:05

Primeiro embarque de carne para China

A Coopercentral Aurora, uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China, faz no próximo dia 9 de fevereiro o primeiro embarque de carne suína para aquele país.

O anúncio foi feito pelo presidente Mário Lanznaster, mas a empresa não revelou o valor da primeira transação comercial concretizada.

A primeira remessa é constituída de 120 toneladas (cinco contêineres) de diversos itens de cortes suínos com e sem osso que embarcam nos dias 8 e 9 no porto de Itajaí com dois destinos: uma parte ficará no porto de Shangai e outra parte no porto de Yantian. O transit time (tempo para chegada do navio no destino) é de aproximadamente 37 dias.

- Esse é o primeiro negócio e, gradativamente, serão definidos os itens de melhor aceitação, bem como o padrão de cada corte, de acordo com as orientações de nossos clientes chineses – observou o gerente de comércio exterior Dilvo Casagrande.

Para chegar ao primeiro embarque, a empresa criou ainda em 2011 uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 35 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês. O abate segregado iniciou em 9 de janeiro. Essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate será ampliado para mais dias na quinzena.

Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Frango

A Aurora já exporta frango para o mercado chinês: em 2009 as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre os dois países, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil, e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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24 jan14:59

ACCS avalia abertura do mercado norte-americano para a carne suína

O ano começou com notícias positivas para o mercado da carne suína. Entre as mais aguardadas pela suinocultura brasileira, a confirmação que os Estados Unidos reconhece a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína, autorizando a habilitação de matadouros-frigoríficos do estado para exportação de carne suína in natura, fortalece o setor.

Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, a notícia dá um ânimo aos produtores. – Há muitos anos buscamos resultados de exportações como esse. Cada passo da suinocultura catarinense foi dado justamente por esse objetivo, ser reconhecida por países como os EUA, com as melhores condições para adquirir carnes. Somos agora uma vitrine para outros países consumidores de carne suína – destaca.

Com foco em resultados, a suinocultura catarinense também acredita que o mercado dos Estados Unidos pode abrir outras portas para o estado e o país, a médio e longo prazo. – Os americanos são referência em todos os segmentos da economia, e isso faz com que as suas preferências também sejam de outros países. Desta forma, acreditamos que Santa Catarina poderá contar com a aceitação dos mercados do Japão e Coréia – acrescenta o presidente.

Além das vendas de carne suína, o mercado de insumos também reflete no bolso do suinocultor. Para manter o custo de produção é preciso que os valores dos insumos, como milho e soja, sejam viáveis. Em Santa Catarina, existe uma preocupação, quanto à estiagem.

Para a ACCS, a falta de chuva compromete a produção catarinense, mas não atinge a produção nacional. – Nosso estado é um grande importador de milho e não produtor, por isso, a seca vai afetar o consumo local, a produção dos agricultores, mas não deve refletir nos preços em âmbito nacional – completa Lorenzi.



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18 jan09:48

Com negócios à vista, Coopercentral inicia abate para o mercado chinês

A Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos) – uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China – inicia em fevereiro os embarques de carne suína. Por conta disso, iniciou neste mês o abate de suínos e o processamento de carnes para o mercado chinês.

O vice-presidente Neivor Canton informa que a empresa criou uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 33 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4.600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês.

A assessora técnica de produção e médica veterinária Eliana Bodanese explica que essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate segregado será ampliado para mais dias na quinzena.

O gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Memória

A Aurora exporta frango para a China desde 2009. Nesse ano, as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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