Suína

11 jan08:45

Santa Catarina deve começar a exportar carne suína in natura para EUA ainda este ano

Os frigoríficos catarinenses conquistaram mais um mercado poderoso com a carne suína. O Estado deve começar a exportar o produto “in natura” para os Estados Unidos ainda neste semestre.

O governador Raimundo Colombo recebeu a confirmação da negociação do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, nesta terça-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também comunicou o reconhecimento do serviço de inspeção de carne suína do Brasil.


Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano.


Santa Catarina é o único Estado no país com permissão para exportar carne fresca por ser livre de febre aftosa sem vacinação — uma exigência dos principais mercados consumidores. Os demais só podem vender carne termicamente processada.

— Essa é uma política de Estado e que todos os catarinenses da área merecem aplausos, pois mantemos uma segurança e fiscalização muito grande para continuarmos com este título, que é de vital importância para o desenvolvimento do agronegócio — ressalta o governador Raimundo Colombo.

As exportações devem começar após a habilitação dos estabelecimentos comerciais e a realização de missões empresariais. A expectativa do Governo é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012.


Novos mercado

Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano. Para prospectar novos mercados, o Estado vem realizando missões técnicas, como a recente viagem à Ásia.

Em outubro de 2011, o governador manteve contato com os ministérios da Agricultura do Japão e da Coreia do Sul para negociar a autorização de exportação da carne suína catarinense.

— Projetamos exportar cerca de 400 mil toneladas de carne suína ao Japão — afirma o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri. A expectativa é conquistar 30% do mercado japonês, que é o maior e que melhor paga.

O Estado estima conquistar US$ 100 milhões com as negociações com a Coreia do Sul, terceiro país que mais importa carne suína, exportando 40 mil toneladas anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE

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03 dez09:03

Aumento do consumo da carne suína

Com a chegada do Natal e as festas de Final de Ano a carne suína ganha destaque nas prateleiras de supermercados e açougues de Santa Catarina. Os cortes mais procurados ainda são o pernil e o lombo. A cabeça de suíno também está na lista dos prediletos em algumas regiões, tudo por que uma crença brasileira diz que colocando a cabeça dele com a fuça para frente na virada do ano é certeza de armários cheios o ano todo.

Para atrair ainda mais o paladar dos clientes, os estabelecimentos apostam em novidades como o pernil suíno na farofa e o lombo temperado. – As pessoas buscam praticidade. Os cortes específicos como a costela, bisteca e paleta suína costumam atrair bastante os consumidores tanto pela qualidade da carne, quanto pelo preço – disse o supermercadista Juliano Zandonai.

Uma rede de supermercados de Concórdia, por exemplo, comercializa em média duas toneladas de carne suína por semana, em dezembro este número chega a aumentar 15%. – Sentimos uma diferença significativa na venda dos produtos e cortes a base da carne suína. Entramos em um mês favorável para todos os setores alimentícios e de bebidas – comenta o empresário e analista, Márcio Simioni.

Ainda de acordo com o empresário, o preço pago pelo quilo da carcaça em 2010 girava em torno de R$ 5 reais. Neste ano, o valor está oscilando entre R$ 4,40 e R$ 4,60 com tendência de aumento para os próximos dias. Segundo ele este acréscimo é natural nesta época do ano. – Mas, mesmo com o aumento, os clientes não devem sentir impacto no bolso – explica Simioni.

Segundo o presidente do Instituto Nacional da Carne Suína – INCS, Wolmir de Souza, as técnicas de corte, refrigeração e apresentação do produto estão evoluindo e por conseqüência atraindo os consumidores. – A carne suína é a mais consumida no mundo, já no Brasil os números aumentam a cada ano, devido ao empenho de toda a cadeia suinícola, que investe pesado em ações que visam à melhoria da qualidade da carne que chega até a mesa dos clientes – finalizou Souza.


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22 nov17:13

Agroindústria do Oeste conquista mercado da China

Mercado cobiçado há muitos anos, a China está, finalmente, comprando carne diretamente do Brasil – e não mais via Hong Kong. Por enquanto, carnes de aves, mas, em breve, comprará carne suína. A Coopercentral Aurora,  uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes de aves e suínos habilitadas a vender para aquele país asiático – já embarcou 30 milhões de dólares em produtos de frango neste ano e em janeiro inicia os embarques de carne suína.

O presidente Mário Lanznaster e o gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda expõem em entrevista o novo e promissor relacionamento comercial com a China.


A China não comprava carne brasileira de forma direta?

A China somente consumia a carne brasileira através das importações de Hong Kong, que repassa a carne para a China. A partir de 2009 passou a comprar diretamente frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada. Isso é bom para os dois países: para a China, porque vai comprar sem atravessador, a preço menor e, para o Brasil, porque poderá incrementar as vendas, oferecer cortes mais nobres e entrar num país com população de renda emergente que, certamente, aumentará o consumo de carne progressivamente nas próximas décadas. O consumo da carne de frango confirma essa expectativa: em 2009, a China importou do Brasil 20 mil toneladas e, em 2010, pulou para 120 mil toneladas.


Quando iniciaram as exportações da Coopercentral Aurora Diretamente para a China?

Iniciamos no ano de 2009, quando as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras à exportar para aquele mercado.


Quais os produtos exportados?

Os principais são: Asa inteira, asa porcionada (ponta, meio e coxinha da asa) e pés de frango.


Qual o volume físico e valor financeiro de cada produto exportado?

Em 2011 foram exportadas até o mês de outubro 12.500 toneladas de produtos de aves, diretamente para a China, com faturamento aproximado de 30 milhões de dólares.


Essas vendas foram feitas diretamente pela Aurora ou foram via ABIPECS, APEX etc?

As vendas foram feitas diretamente pela equipe comercial do mercado externo da Coopercentral Aurora, que buscou atuar diretamente junto aos clientes chineses. As instituições Apex, Ubabef e Abipecs serviram de canais de prospecção, mas todos os negócios foram conduzidos exclusivamente pela Aurora .


Qual a projeção de vendas para 2012?

A Aurora espera incrementar as vendas para o continente asiático e principalmente para a China, já que as relações comerciais têm crescido significativamente entre Brasil e China, contando agora também com o início das exportações de carne suína para aquele país.


O mercado chinês pode também comprar produtos de alto valor agregado ou só cortes de segunda linha?

As características de consumo da China são de produtos resfriados, sendo que para as importações a demanda é pelos produtos congelados que servirão de matéria prima para a elaboração de produtos finais industrializados e ou para pratos em cadeias de restaurantes. Mas, como a China tem disponibilidade de mão de obra, é natural que importe matérias-primas para utilizar em indústria local. Os países têm um certo protecionismo que dificulta a entrada de produtos elaborados, além das características peculiares de sabor e costumes que dificultam a chegada ao mercado com o produto pronto.


Na área de carne suína, quando iniciou a aproximação definitiva com a China?

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente 13 agroindústrias no Brasil e três foram classificadas para exportação de carne suína: Coopercentral Aurora (SC), Cotrijuí (RS) e Rio Verde – BRF (GO). Outras 10 foram condicionadas a melhorias internas ou de controle e serão liberadas quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovar as adequações.


Quando a Coopercentral Aurora inicia a exportação de carne suína?

Em janeiro faremos o primeiro embarque.


Qual é o status da suinocultura chinesa no mundo?

A China é o maior produtor mundial de suínos, com plantel de 446 milhões de cabeças. No mundo inteiro são 774,5 milhões de cabeças e no Brasil o plantel é de 33,5 milhões de cabeças. Já em termos de produção, a China produz metade da carne suína do mundo com 48,7 milhões de toneladas e consome 100% de volume. O Brasil produz 3 milhões de toneladas e exporta 600 mil toneladas de carnes suínas. Dentro desse cenário está Santa Catarina que produz 750 mil toneladas e exporta 170 mil toneladas de carnes suínas.


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30 out13:36

Mercado da carne suína fica aquecido com a chegada do final do ano

A carne suína está ganhando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros. Com a proximidade das festas de final do ano a expectativa dos pequenos e médios frigoríficos é de crescimento de até 30% de aumento no mercado interno. Segundo o sócio gerente de um frigorífico da região oeste de Santa Catarina, Ricardo Secchi, levando em conta, o faturamento bruto dos meses de janeiro a novembro de 2010, a empresa teve em dezembro de 2010 um acréscimo em torno de 25%”.

Ainda de acordo com Secchi os itens mais procurados nesta época de ano são os produtos in natura com ou sem tempero, linguiças frescais e em especial o pernil. – A carne suína está presente na maioria das festas de final de ano, principalmente na noite da virada. Por isso, precisamos aproveitar essa boa fase para elevar as nossas vendas – disse Secchi.

Com o acréscimo na produção de final do ano, a tendência é de que o preço da carne suína pago pelos consumidores fique 5% a 10% mais caro. De acordo com o empresário e analista de um supermercado da cidade de Concórdia, Márcio Simioni, os cortes mais vendidos nos últimos três meses que antecedem as datas comemorativas são os mais nobres, como o pernil e o lombo. – As vendas nesta época de ano servem de estímulo para nós supermercadistas, os frigoríficos e principalmente para os produtores que passam a ganhar mais. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo setor, por isso estimulamos o consumo de carne suína em nosso supermercado – disse Simioni.

Segundo o presidente a Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, os produtores estão começando a se programar, mas os resultados só poderão ser vistos a partir da segunda semana de novembro. – Esperamos uma melhora significativa para o produtor que sempre se prepara o ano todo para esta época do ano – acredita Lorenzi.

- Precisamos impulsionar a produção e o consumo, depois de tantos meses de crise. Nossos pequenos e médios produtores que até pensaram em desistir da atividade precisam ver a criação de suínos como algo rentável, e para que isso ocorra é preciso que os preços e os gastos compensem. Por isso, os preços dos insumos como o milho precisam estar estáveis – explica o presidente do INCS, Wolmir de Souza.


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28 out15:28

Rastreabilidade da carne suína

RBSTV CHAPECÓ

A certificação e validação da carne suína para o mercado externo é uma constante luta e desafio para o Oeste. Agora a região sai na frente e é a primeira a desenvolver um projeto piloto no Brasil, para rastrear a carne suína. O sistema de rastreabilidade é uma ferramenta essencial na busca pela qualidade e competitividade no mercado.

O método de rastreamento da carne suína ainda é novidade no brasil. Por enquanto apenas 54 produtores do Oeste de Santa Catarina estão trabalhando com o novo sistema.

A diferença entre esse novo modelo rastreabilidade e o antigo, é que agora é possível ter acesso a todo histórico do animal, desde o nascimento até a comercialização do animal.

Para isso, além do acompanhamento através das planilhas, os animais recebem um brinco de identificação. Todas as informações obtidas desde o nascimento do leitão vão acompanhá-lo em todo processo. Os dados são coletados em cada propriedade e depois são colocados em um programa de computador pelos técnicos da cooperativa.

No frigorífico, o produto já embalado, pronto para venda, recebe etiquetas usadas para exportação e para o mercado interno. Nelas estão contidos os números que darão acesso ao histórico da carne.

Para o diretor agropecuário da Cooperativa, Marcos Zordan, o processo iniciou em 2006 e só agora em 2011 foi colocado em pratica.

- Esse processo dá segurança tanto para a empresa, mas principalmente para o consumidor que sabe de onde vem o produto que está consumindo – disse Zordan.


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26 out09:12

Coreia do Sul deve apresentar até dia 10 decisão sobre sanidade da carne de SC

Renato Igor

A Agência Sanitária da Coreia do Sul deve apresentar ao governo catarinense, no dia 10 de novembro, sua avaliação sobre a análise de risco sanitário de comprar carne suína do Estado. A informação foi dada nesta terça-feira pelo diretor da agência Lee Kuen-Seong, em reunião com o governador Raimundo Colombo em Seul.


Os sul-coreanos receberam no dia 4 um documento do Ministério da Agricultura do Brasil respondendo aos questionamentos sobre a qualidade sanitária de Santa Catarina.

Um fato que pesa a favor dos catarinenses é o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação. No final do ano passado, houve um surto de aftosa na Coreia do Sul, o que provocou o sacrifício de praticamente todos os porcos do país. Por isso a necessidade de importar. Os sul-coreanos compram 400 mil toneladas por ano, o que representa um potencial de até R$ 1 bilhão em negócios.

Caso a resposta seja positiva, o próximo passo será formalizar um acordo sanitário entre Brasil e Coreia do Sul. Para o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, a promessa de data da agência sul-coreana resultou da confiança dada pelo governo catarinense na questão sanitária.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Carnes, Abipecs/SC, Jurandi Soares Machado, ressalta a importância da presença dos catarinenses no país.

— O governo assumiu a responsabilidade pela nossa qualidade sanitária. E isso tem valor para os sul-coreanos.

O diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa, disse que o Estado mostrou que pode garantir um produto de qualidade.

No início do mês, Estados Unidos e Coreia do Sul aprovaram diversos acordos de livre comércio, que preveem aumento nas transações de carne bovina, suína e de frango.

A próxima etapa da comitiva liderada pelo governador Raimundo Colombo é o Japão. Lá, o objetivo é obter recursos para realização de obras obras de contenção das enchentes nos municípios do Vale do Itajaí e, também, abrir o mercado para exportação de carne suína.

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15 set14:31

Instituto Nacional da Carne Suína presente na Efapi

O Instituto Nacional da Carne Suína (INCS) participa pela primeira vez da maior feira multissetorial do estado a Efapi, que será realizada de sete a 16 de outubro em Chapecó.

A convite do secretário de Agricultura, João Rodrigues, o INCS ficará instalado no estande da Secretária de Estado da Agricultura e da Pesca, localizado próximo a Comissão Central Organizadora (CCO). O estande com aproximadamente 1.600 mil metros vai abrigar uma Mostra de Produtos da Agricultura Familiar, um auditório para palestras temáticas, associações e instituições do setor.

Para o presidente do INCS, Wolmir de Souza, a feira oferece oportunidades de divulgação.

- Nossos produtores precisam de incentivo, principalmente no momento em que o mercado segue instável. A Efapi vai abrir portas onde o INCS será o mediador – disse.

O foco do INCS no evento será a divulgação dos critérios técnicos do Selo de Qualidade da Carne Suína Brasileira que deve ser lançado ainda neste ano. – O processo de certificação da carne será de extrema importância para o setor. Uma nova alternativa que deve abranger todo o segmento de produção, proporcionando assim resultados satisfatórios para toda a cadeia – explica ainda o presidente.

Segundo o secretário da Agricultura a participação do INCS na feira representa a força da entidade diante dos frigoríficos, pequenos e médios produtores.

A feira pretende atrair um público estimado de 520.000 mil pessoas. A Efapi terá 650 expositores e deve movimentar em termos econômicos mais de 125 milhões de reais.


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09 set15:43

Carne Suína Brasileira terá Selo de Qualidade

Pensando na garantia de qualidade para o consumidor brasileiro, na valorização do produto feito por frigoríficos e no aumento do consumo interno, o INCS deve lançar ainda neste ano o Selo de Qualidade da Carne Suína Brasileira.



Nesta semana representantes do instituto se reuniram em Concórdia, berço da suinocultura brasileira, para tratar do processo de certificação. O presidente do INCS, Wolmir de Souza, explica que a criação do Selo exige muita cautela e normas técnicas.

- Já estamos na segunda etapa da proposta, a primeira foi a estruturação do selo, agora efetivamente estamos colocando em prática o projeto, acredito que o Selo seja a melhor alternativa para viabilizar o segmento de produção como um todo, propondo resultados para a toda a cadeia – destaca.

A intenção do INCS é incentivar os pequenos, médios e até grandes frigoríficos, que estão fora do grande conglomerado agroindustrial, quanto à ampliação das vendas. Para Souza, esses frigoríficos são os que fomentam o consumo interno e a produção de suínos que oferece resultados.

Na prática, a suinocultura brasileira possui dois sistemas de produção, integrada e independente. Mas para Souza, o independente já possui outro perfil, que merece ser reconhecido pela qualidade de produção. – Isso o Selo oferecerá, e o consumidor é quem terá essa garantia – declara.


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