Suinocultura

28 nov08:51

Expectativa para a venda de frigoríficos movimenta o Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise da Diplomata, que foi afastada na semana passada da administração da unidade de Xaxim, reacendeu a discussão sobre a atuação da massa falida da Chapecó Alimentos, que chegou a figurar entre as quatro maiores agroindústrias do país. O afastamento da Diplomata, inclusive, foi dado após ação judicial encaminhada pelo síndico da massa falida, Alexandre Brito de Araújo.

O responsável por administrar os ativos e passivos da Chapecó Alimentos, que suspendeu as atividades em 2003 e teve a falência decretada em 2005. No ano em que a empresa suspendeu as atividades, as cinco unidades frigoríficas da Chapecó Alimentos — nas cidades de Chapecó, Xaxim, Santa Rosa (RS), Cascavel (PR) e Amparo (SP) — foram arrendadas com opção de compra pelas arrendatárias.

Araújo disse, na semana passada, que pretende encaminhar a venda das unidades em 2013. O negócio não seria feito no formado de leilão, e sim uma “venda extraordinária”. As unidades seriam oferecidas preferencialmente para os arrendatários, que teriam que obedecer a alguns critérios.

Eles teriam que pagar, no mínimo, o valor das avaliações feitas em 2009 corrigidas pelo INPC. Feito o cálculo, o patrimônio estaria avaliado em R$ 615 milhões. A venda seria feita em lotes separados por unidade produtiva.

O negócio também teria que ser aprovado pelos detentores de 2/3 dos créditos da falência. Os maiores credores, em valores de 2005, são o BNDES, com R$ 283 milhões, o IFC, com R$ 99 milhões, e o Banco do Brasil, com R$ 52 milhões.


Proposta de venda está em análise pelos credores

A proposta de venda já foi encaminhada para os credores e está sob análise. O síndico da massa falida estima que bastam cinco ou seis dos principais credores aprovarem para encaminhar a negociação. Das cinco unidades, somente a de Amparo (SP), que foi arrendada pela Frango Forte, que também está em processo falimentar, não está produzindo. Neste caso, a oferta seria feita para outro grupo.

O mesmo vale para a unidade de Xaxim, arrendada pela Diplomata, que está com dificuldades e opera somente com metade da capacidade até 21 de dezembro, quando interromperá a produção. Nessa data, a Diplomata também deve deixar a unidade, segundo decisão judicial. A massa falida da Chapecó Alimentos negocia com a Aurora para que assuma o frigorífico na cidade.

A Aurora já arrenda o frigorífico de Chapecó e tem interesse em adquirir a unidade definitivamente. As outras unidades, de Santa Rosa, operando com a Alibem e a de Cascavel, que foi assumida pela Globoaves, estão abatendo normalmente. As duas empresas não se manifestaram sobre possível negociação das unidades.


Patrimônio total da Chapecó Alimentos: R$ 615 milhões

Total de dívidas da empresa: R$ 1 bilhão


A história da Chapecó

— A Chapecó Alimentos iniciou suas atividades em 1952, em Chapecó;

— Em 1999, o controle acionário passou para a Alimbras, do grupo argentino Macri, após dificuldades financeiras;

— No auge da empresa, ela chegou a ter 5 mil funcionários, a abater 5 mil suínos e 490 mil aves por dia;

— Em 2003, a empresa enfrentou falta de capital de giro e milhares de frangos morreram. As unidades foram paralisadas;

— Houve negociação para venda, mas sem acordo final. A solução foi arrendar as unidades com opção de compra.


O que aconteceu com as unidades da empresa:

— De Chapecó: arrendada para a Aurora, tem 1.723 funcionários. Incluindo granjas, está avaliada em R$ 167 milhões;

— De Xaxim: arrendada para a Diplomata, tem 1,1 mil funcionários. O lote que inclui a unidade, os incubatórios, granja e fábrica de ração, está avaliado em R$ 187 milhões;

— Santa Rosa (RS): arrendada para a Alibem, tem 1,5 mil funcionários, abate 3 mil suínos por dia. O lote, que inclui o frigorífico, a fábrica de ração e granjas, tem custo estimado de R$ 124 milhões;

— Cascavel (PR): arrendada para a Globoaves, tem 1,2 mil funcionários. O frigorífico, junto com incubatório e fábrica de rações no Distrito de Marechal Bormann, em Chapecó, está avaliado em R$ 96 milhões;

— Amparo (SP): arrendada para a Frango Forte, que, em 2008, entrou em pedido de recuperação judicial, está parada. A unidade está avaliada em R$ 30 milhões;

— Outros bens da Chapecó Alimentos: filiais comerciais (R$ 10 milhões), marca (não avaliada).


DIÁRIO CATARINENSE



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14 ago08:51

V Simpósio Brasil Sul de Suinocultura inicia nesta terça em Chapecó

O V Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) terá novo horário nesta edição para facilitar o acesso dos participantes dos três estados do Sul. A programação científica vai começar, pela primeira vez, na tarde de terça-feira, a partir das 13h30, do dia 14 de agosto, e encerrar na manhã de quinta-feira, às 12h do dia 16 de agosto.

O encontro chega à quinta edição consolidado pelo alto nível técnico das palestras e deve reunir nesta edição mais de 1 mil participantes, entre médicos veterinários, zootecnistas, produtores, representantes da agroindústria, pesquisadores, empresários e as principais empresas de todos os elos da cadeia produtiva. O V SBSS vai acontecer no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, em Santa Catarina.


- O Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, a exemplo do que já acontece em avicultura, vem se consolidando como uma referência técnica para o setor, principalmente para os colegas que atuam na região sul do Brasil – declarou o Médico Veterinário João Batista Lancini, Presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veteriários e Zootecnistas.

A programação científica do encontro vai reunir especialistas renomados internacionalmente para debater a tecnologias e o futuro da produção animal.

O encontro chega à quinta edição como um dos principais fóruns de debates e atualização profissional da Região Sul para temas como nutrição, sanidade, bem estar animal e novas tecnologias.

- Buscamos sempre atender a demanda do momento, com assuntos que possam agregar para a melhoria de resultados produtivos e também para o aprimoramento contínuo dos nossos técnicos. Principalmente em épocas difíceis para a suinocultura, é fundamental que se possa reduzir as perdas zootécnicas e viabilizar o segmento. O Brasil, como todos sabemos, é visto como referência mundial na produção de bovinos e aves – complementa Lancini .


Painel sobre Genética abre evento

O programa do V SBSS será aberto por um debate sobre Genética com a participação de profissionais e consultores de empresas produtoras, técnicos brasileiros de renome internacional e pesquisadores das principais universidades brasileiras.

- A suinocultura avança rapidamente para ocupar uma posição de destaque internacional e, precisamos de capacitação e educação continuada para atingirmos este objetivo – completa Lancini.

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas tem como seu principal objetivo a função de facilitador neste processo. Para o próximo evento, que será realizado em agosto, devem ser tratados temas atuais e que preocupam toda a cadeia produtiva, valorizando os técnicos brasileiros e também com alguns convidados internacionais.

Os pacotes de inscrições já são comercializados com desconto para os patrocinadores e as principais empresas, brasileiras e multinacionais, já confirmaram participação.

Paralelo à programação técnica será realizada a IV Pig Fair, uma feira de negócios e serviços que deve reunir os principais players da cadeia da suinocultura em Chapecó durante três dias. Para este ano estão previstos lançamentos mundiais e novidades que prometem revolucionar a suinocultura comercial.

Mais informações no site www.nucleovet.com.br ou no telefone (49) 3329.1640.



Serviço:

V Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e IV Pig Fair

Data: De 14 a 16 de agosto

Local: Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, Chapecó, Santa Catarina

Informações: (49) 3329.1640

Site: www.nucleovet.com.br

E-mail: nucleovet@nucleovet.com.br


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20 jul12:17

Governo garante preço mínimo a suinocultores

Os suinocultores, insatisfeitos com o pacote de medidas de apoio ao setor, conseguiram do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o compromisso de tentar convencer a área econômica do governo federal a conceder aos criadores independentes uma subvenção direta de até R$ 0,60/kg de suíno vivo, por um período de seis meses. Ontem, foi concedido benefício de R$ 0,40.

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) disse que, se houver aval do Ministério da Fazenda, vai propor uma emenda para incluir a Medida Provisória 574, para renegociar as dívidas acumuladas até o ano passado pelos estados e municípios.

O assunto será votado em 8 de agosto. Na reunião com os técnicos do Ministério da Agricultura, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, argumentou que as medidas para contornar a crise da suinocultura são insuficientes.

De acordo com ele, os leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), com subvenção de R$ 0,40/kg e preço mínimo de R$ 2,30/kg atendem apenas os criadores que trabalham integrados às grandes empresas e cooperativas, que darão prioridade para compra de sua própria produção. Lopes explicou que a ideia é que os criadores independentes apresentem aos órgãos governamentais as notas fiscais e as guias de trânsito que acompanham o transporte dos animais para ter direito à subvenção do governo federal de até R$ 0,60/kg por suíno.

Mecanismos dependem de aprovação pelo CMN Embora o governo federal tenha assegurado que os mecanismos de apoio anteriormente anunciados já poderiam ser acessados, estes dependem ainda da aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 26. É o caso da prorrogação das dívidas. Por isso, a Agricultura encaminhou um ofício à federação brasileira de bancos antecipando as decisões e pedindo que as dívidas não sejam executadas até essa data.

Em uma nova frente de ação, na última quarta-feira, os líderes do segmento se reuniram com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados. Na pauta, a discussão de uma campanha nacional que permita o escoamento da carne estocada.

A ideia é baixar o preço da carne suína nas prateleiras dos supermercados e com isso estimular o consumo do produto entre os brasileiros, que hoje é de 15 quilos por pessoa ao ano.A campanha deve começar daqui a dois meses, e se repetir anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE


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18 jul12:16

Suinocultura: Técnicos russos vêm ao Estado

Representantes do governo da Rússia estarão em Santa Catarina entre 28 de julho e 5 de agosto para uma série de visitas a plantas industriais e granjas de produção de carne suína. A visita, de caráter técnico e político, pode resultar em incremento de vendas para o país europeu, o segundo maior mercado consumidor de carne suína do mundo.

Estado produz 7 mil suínos por dia, segundo informações da Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) recebeu ontem a informação da visita, e será a anfitriã oficial da missão ao lado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, o projeto é conseguir transparecer aos russos toda a competitividade catarinense na produção de carne suína.

– Os Estados Unidos nos passaram na balança comercial, mas nós somos mais competitivos na produção.

Além do status de território livre de febre aftosa sem vacinação,queremos fazer com que eles enxerguem os esforços para manter esta condição sanitária, tanto nas plantas industriais quanto nas granjas de abate e de reprodutores.

Creio que seremos bem sucedidos nesta tarefa – afirmou.

Barbieri avalia que a Rússia tem dois objetivos principais com a visita a Santa Catarina: primeiro, busca um produto livre de antibióticos e de um promotor de crescimento animal chamado ractopamina.Ao passo que Estados Unidos aceitam tranquilamente estes artifícios, os mercados europeu e asiático valorizam mais as carnes livres deste tipo de produto.

Além disso, os russos também querem um melhor equilíbrio na balança comercial entre os dois países.

Tanto que SC não será o único Estado a receber a equipe europeia.

– Estamos em contato frequentecom o Ministério da Agricultura e constato que o governo federal tem feito a sua parte nesse aspecto.A produção agroindustrial ainda não tem todo o espaço que deveria ter no Itamaraty, nós podemos melhorar em comércios bilaterais, mas admito que já estamos bem melhor do que há alguns anos – disse.

Ainda segundo o presidente da Cidasc, hoje o Estado tem duas plantas com produção exclusiva para a Rússia – Marfrig, em Seara, e Pamplona, em Presidente Getúlio – e capacidade produtiva em 7 mil suínos por dia, suficiente para suprir qualquer demanda que o país europeu apresente. Para ele, no cenário atual de preços baixos da suinocultura, há condições de ampliar imediatamente a exportação das atuais 160 para 260 mil toneladas. O pico de embarques catarinenses de suínos para a Rússia ocorreu em 2005, com 250 mil toneladas.


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13 jul08:01

ACCS espera avanço nas medidas de apoio à suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal para auxiliar a suinocultura foram consideradas insuficientes pelo presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi.

– Foi um pouco frustrante, esperamos avanço nas medidas até quarta-feira que vem – afirmou o presidente da ACCS.

Moacir Mattielo, produtor de Seara, abandonou a suinocultura e vai transformar o chiqueiro numa estufa para plantar tomates.

Ele considera que a renegociação das dívidas não resolve a situação. –Queremos subsídio de 40 centavos por quilo na venda- argumentou.

A categoria também quer retirar o limite de R$ 1,2 milhão para manutenção das matrizes reprodutoras. Temos integradores com 30 mil matrizes, que necessitariam de R$ 15 milhões, afirmou, tendo como base de cálculo de R$ 500 por animal.

Na próxima quarta-feira será realizada uma nova audiência no Ministério da Agricultura. Lorenzi destacou como positiva a participação política de Santa Catarina, que contou com os três senadores, deputados federais, deputados estaduais e o secretário de Agricultura, João Rodrigues.

Lorenzi comemorou também a decisão do governo do estado de isentar por 30 dias o ICMS para a venda interestadual de carne suína.

Em Santa Catarina estima-se que 240 produtores já abandonaram a atividade só em 2012, em virtude da crise.


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12 jul14:14

Criadores de suínos pedem mais investimentos no setor

Suinocultores se reuniram em Brasília para reivindicar melhores condições de produção nesta quinta-feira. Eles participaram de audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a liberação de R$ 200 milhões em crédito especial para o setor. O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas ou com vencimento até janeiro de 2013 serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.

O suinocultor André Spironello, de Santa Catarina, disse nesta quinta-feira que o preço da carne suína no Brasil é um problema que poderia ser solucionado se o governo, antes de procurar o mercado externo, investisse no interno. Segundo ele, isso ajudaria a reduzir a diferença entre o valor do produto vendido pelos suinocultores e o pago pelos consumidores.

— Hoje, o produtor está ganhando em torno de R$ 1,50 por quilo e no mercado está R$ 8,00 em média. Do produtor até o consumidor final, esse dinheiro está sumindo — afirmou Spironello.

Durante a audiência no Senado, produtores e autoridades falaram sobre as dificuldades enfrentadas na criação de suínos – especialmente os gastos com milho e soja, principais grãos utilizados na ração.

>> Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Na opinião da produtora Mônica Rodrigues, de Goiás, uma alternativa seria cada criador produzir a ração dos seus animais, mas isso também traria custos.

— Para escapar um pouco da crise, a solução seria a gente mesmo plantar e colher. Mas tem a questão do adubo, a questão do agrotóxico— enfatiza Mônica.

Ela ressalta que esta não é a primeira vez que o governo faz promessas para ajudar os suinocultores, mas que os resultados não são vistos.

Se as medidas apresentadas pelo governo não conseguirem solucionar a crise, alguns produtores serão obrigados a fechar suas granjas, disse Vilibaldo Michels, de Santa Catarina, que já chegou a perder R$ 120 por suíno.

— Eu não vejo mais como pagar. Até esses dias, a gente pensava em uma prorrogação de dívida. Hoje já se pensa que, se perdoar a dívida, não adianta mais nada. Pode perdoar, porque nem a ração a gente consegue comprar — acrescenta Michels.

Os suinocultores ficarão reunidos durante todo o dia. Após um ato público em frente ao Ministério da Agricultura, com a realização de um churrasco de carne de porco, eles voltam a se encontrar com o ministro Mendes Ribeiro.


AGÊNCIA BRASIL



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11 jul11:02

Governo vai lançar pacote de R$ 200 milhões para socorrer suinocultura

Está tudo certo para o anúncio do pacote de medidas de socorro aos suinocultores, amanhã, em Brasília. Ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, conversou com parlamentares da Região Sul do país e confirmou a liberação de financiamento de R$ 200 milhões para enxugar o excesso do produto no mercado interno.

O recurso será destinado para que supermercados, frigoríficos, cooperativas e agroindústrias antecipem as compras de final de ano. O financiamento terá juros de 5,5% ao ano. Outra ação é o prolongamento das dívidas do segmento, estimadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos em R$ 800 milhões.

Os criadores independentes de SC respondem por cerca de R$ 100 milhões. Segundo os parlamentares, o pacote vai ser suficiente para a recuperação dos preços pagos ao produtor.

— A novidade é que os supermercados poderão comprar para estocar. Essa linha de crédito é a garantia de que o suinocultor pode buscar mais recursos – destacou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC).

Por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP), o governo vai pagar R$ 0,40 por quilo de carne suína para que os criadores não recebam mais valores tão abaixo do custo de produção. Em relação às dívidas, as parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013, e as de investimento, para o último ano do vencimento do contrato.

O detalhamento do pacote será feito pelo ministro amanhã, quando haverá manifestação de suinocultores de todo o país em Brasília. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, diz que somente a intervenção no sistema financeiro não é o suficiente para solucionar a questão dos produtores independentes de SC. Ele defende a concessão de crédito para capital de giro sem garantias.

Enori afirma que o subsídio de R$ 0,40 por quilo de carne suína é muito bem-vindo, mas é complicado fazer o dinheiro chegar ao produtor. Segundo ele, o preço está R$ 0,50 abaixo do custo de produção.


As medidas

R$ 200 milhões em créditos para supermercados, frigoríficos, agroindústrias e cooperativas anteciparem os pedidos de final de ano.

— Pagamento de R$ 0,40 por quilo de carne suína aos produtores.

— Adiamento do pagamento das dívidas. As parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013 e as de investimento para o último ano do contrato.


DIÁRIO CATARINENSE


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10 jul09:50

Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Representantes da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos realizaram na segunda-feira, dia 9 de julho, uma reunião com o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, em Concórdia, para discutir a crise da suinocultura. Nesta terça-feira haverá um novo encontro às 10 horas, em Braço do Norte. Entre as reivindicações para o governo do estado estão a isenção do ICMS, aumento do consumo de carne suína nos programas governamentais e construção de silos para depositar milho.

Rodrigues disse que o governo já está atendendo algumas das medidas dos produtores e vai apoiar a categoria na mobilização do dia 12, em Brasília, quando haverá uma audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Os produtores querem garantia de preço mínimo, renegociação de dívidas, financiamentos novos e subsídio no transporte do milho.

Mais seis municípios decretaram situação de emergência: Bom Jesus, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Ipuaçu, Ouro Verde e Vargeão. Com isso pelo menos 19 cidades já fizeram o decreto


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04 jul08:01

Crise da suinocultura afeta comércio no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na suinocultura já está afetando a economia dos municípios do Alto Uruguai Catarinense, onde á uma das principais atividades. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Xavantina, Dirceu Casarotto, estima em 50% a queda no movimento em relação ao ano passado.

– Até o dinheiro do leite sumiu para tapar os furos do porco- comentou.

Balduíno Tonatto, dono de uma loja de confecções, afirma que o movimento caiu 30% de R$ 11 mil a R$ 12 mil para R$ 7,5 mil. Além disso, tem entre 70 e 80 clientes com dívidas. –Já suspendi as compras- afirmou.

Na loja de material esportivo de Dilceu Seghetto, já são R$ 15 mil em dívida de clientes, praticamente todos relacionados com a suinocultura.

Márcio Foralosso disse que a queda nas vendas caiu 40%.

Na agropecuária onde trabalha Dalvan Spagnol parte da mercadoria está sendo paga em suínos vivos. E na agropecuária de Márcio Foralosso a queda na venda de produtos da suinocultura caiu 40% e as dívidas dos clientes já superam R$ 300 mil.

– Estamos nos atolando junto com eles- constatou Foralosso.

O secretário de Agricultura Leonir Caus estima que mais de 200 produtores desistiram da atividade nos últimos cinco anos, somente no município. Restam pouco mais de 400 dos 650 criadores. –Se a crise continuar vão sobrar só uns 200- afirmou disse o secretário.

Até sua família está fechando uma das duas granjas. Das 300 matrizes devem sobrar apenas 115. O sobrinho Welinton Caus pretendia cursar um Colégio Agrícola e seguir na suinocultura. Agora desistiu e deve ir para a cidade. –Sem renda não dá, vou tentar eletromecânica ou Educação Física- declarou.

Diante dessas perdas os municípios estão decretando situação de emergência. Ontem três municípios do Alto Uruguai Catarinense, Irani, Presidente Castelo Branco e Alto Bela Vista decretaram situação de emergência. Já são 13 no Estado. De acordo com o prefeito de Alto Bela Vista e presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense, Sérgio Luiz Schmitz, as perdas na arrecadação do seu município, que devem refletir nos próximos dois anos, já passa dos R$ 2 milhões. Isso representa dois meses de arrecadação do município. A recomendação é que outras cidades também decretem emergência.

A Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense também convocou os 19 prefeitos para um ato na quinta-feira, às 14 horas, na praça Walmir Botaro Daniel. De acordo com a secretária executiva da Associação, Sandra Franco, alguns prefeitos devem assinar o decreto durante o ato.

O secretário de Administração de São João do Oeste, Wilson Weber, disse que o município vai assinar o decreto. No Meio-Oeste o prefeito de Videira, Wilmar Carelli, também vai decretar situação de emergência hoje.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que até o final de semana já devem somar 50 decretos. O objetivo é pressionar as autoridades para tomar medidas de apoio ao setor. O preço base do suíno está em R$ 1,90 por quilo, contra um custo de R$ 2,57. No dia 12 de julho está previsto um ato e uma reunião com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília.


Ministério anuncia que Argentina vai retomar compras

O ministério da Agricultura do Brasil anunciou no final da manhã de ontem que as exportações de carne suína para o país vizinho está liberada. No início do ano a Argentina tomou medidas de restrição de alguns produtos brasileiros, o que ajudou a agravar a crise da suinocultura. De acordo com o ministro Mendes Ribeiro Filho foram realizados vários encontros com lideranças do governo vizinho para recuperar esse mercado. A expectativa é que sejam exportados um volume similar às 27 mil toneladas vendidas no segundo semestre do ano passado.

A medida é considerada boa pelas lideranças de Santa Catarina mas insuficiente para amenizar a crise do setor. Os suinocultores querem subsídio no transporte de milho do Centro Oeste para Santa Catarina, renegociação das dívidas e um preço mínimo. –Queremos que o governo banque a diferença de 67 centavos entre o custo e valor de mercado- explicou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, informou que o Governo do Estado deve incrementar em 15 a 20 toneladas o consumo de carne suína na merenda escolar, hospitais e presídios.

Além disso foi articulada uma ação com a Associação Brasileiras dos Restaurantes, para incrementar os pratos à base suína, e outra ação com a Associação Catarinense dos Supermercados (Acats), para fazer promoção do produto.

Rodrigues marcou ainda duas reuniões, segunda-feira, às 10 horas, em Concórdia, e na terça-feira, às 10 horas, em Braço do Norte. O objetivo é verificar a demanda dos suinocultores para levar ao ministro Mendes Ribeiro, no dia 12, quando uma comitiva catarinense vai à Brasília.


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03 jul14:43

Produtor ignora crise e investe alto na suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto muitos suinocultores estão reduzindo o plantel de animais ou até desistindo da atividade o produtor Marcos Ruppenthal está fazendo um movimento contrário, investindo R$ 700 mil no aumento da produção. –É no momento da crise que tem que investir- aposta o criador de suínos de Arabutã.

Ele tinha 140 matrizes reprodutoras de suínos e, até o final do mês, já terá 500. Com isso a produção de leitões vai quase quadruplicar, chegando a 1.1150 animais por mês. Para isso ele teve que construir dois chiqueiros novos, automatizados e novos sistema de tratamento de dejetos. Metade do dinheiro investido por Ruppenthal é de recursos próprios e, o restante, é financiado.

O suinocultor explicou que não está cometendo nenhuma “loucura” e sim se adaptando a uma nova realidade do mercado. Antes os suínos eram dele e ele era o responsável por praticamente todas as despesas. Quando o preço do suíno estava bom, ele ganhava dinheiro. Quando o preço estava ruim, como nos últimos meses, tinha prejuízo.

Pelo novo sistema todos os animais são da agroindústria e é ela a responsável por fornecer a ração, medicação e transporte dos animais. O produtor fica responsável por alimentar e cuidar dos animais.

>> Chiqueiro vira loja de roupas em Concórdia

O vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton, disse que cerca de 90% dos 3,2 mil suinocultores da cooperativa já são nesse sistema, que é denominado “vertical”.

– Só a Aurora tem mais de um milhão de suínos- calculou.

Ruppenthal também fez um contrato com a Coopérdia, que é uma das afiliadas da Aurora Alimentos, com garantia de preço, entre R$ 15 a R$ 17 por leitão produzido. Com isso ele tem uma renda garantida para pagar o investimento e ainda ter uma sobra no final do mês. –Não tem risco- comemora o suinocultor.

Ele avaliou que não dá mais para criar porcos sem ter um ganho de escala. O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, Enori Barbieri, considera que só vai sobreviver quem tiver ligado a uma agroindústria para diluir custos e agregar valor nos produtos.


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