Suinocultura

03 jul14:25

Chiqueiro vira loja de roupas em Concórdia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estrutura de uma propriedade modelo na criação e suínos na década de 70, na linha Fragosos, em Concórdia, atualmente serve para outro tipo de criação: roupas de moda. A granja foi desativada há mais de duas décadas, em outra crise da suinocultura. Até que em 2008 o casal de administradores Odílio Lins Júnior e Mônica Brancher Lins, decidiu transformar as pocilgas numa fábrica de roupas. Eles tinham uma indústria e quatro lojas em Florianópolis onde pagaram R$ 12 mil de aluguel por mês.

Foi então que Odílio decidiu utilizar os chiqueiros abandonados pelo seu pai, para produzir novamente. Onde era a maternidade dos porquinhos foram retiradas as baias e instalada uma loja. A estrutura das paredes e o teto permanecem, o que alia o rústico à leveza e delicadeza das peças que são vendidas no local.

– Os clientes adoram- conta Mônica. Tem pessoas que vão até o local só para conhecer.

Parte da madeira das divisórias foi aproveitada para os cabides, chamados “araras”. Em outro galpão que servia para a criação, foi instalada a sala de cortes, não de carnes, mas sim de tecidos. O piso é o mesmo onde circulavam os porquinhos. Mas as canaletas de escoamento dos dejetos foram fechadas. Os troféus que o sogro de Mônica conquistou na produção agropecuária, agora servem de peso para os moldes de papel.

>> Suinocultor transfere criação para o Centro-Oeste

>> Crise assombra o Oeste catarinense

O que foi considerado loucura por amigos e professores do casal, só trouxe benefícios. Como eles moram ao lado da indústria, podem atender melhor os dois filhos e a produção, em vez de minguar, triplicou. O Grupo Lemon, que tinha 11 colaboradores em Florianópolis, agora conta com 24. E neste mês deve abrir uma loja da marca Maria Catarina em Chapecó. Se o porco não estava mais dando lucro a produção de roupas vai muito bem.





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03 jul14:09

Suinocultor transfere criação para o Centro-Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A cada crise Santa Catarina vai perdendo produtores especializados na criação de suínos. Alguns abandonam a atividade e outros vão tentar a sorte em outro lugar, com menos custos. É o caso de Adair Cella, que há cinco anos fechou os chiqueiros em Chapecó, onde tinha 200 fêmeas que produziam quatro mil leitões por ano. Ele e mais seis sócios, sendo cinco do Oeste de Santa Catarina e dois que estavam no Mato Grosso, montaram uma granja de suínos em Tapurah/MT.

Foram investidos R$ 30 milhões na estrutura que abriga 170 funcionários e uma produção de 324 mil suínos por ano. Cella disse que a opção por ir para o Centro Oeste foi em virtude das dificuldades ambientais e custo de produção, já que milho é mais barato no Centro Oeste. Além disso no Mato Gosso o modelo de produção é diferente do que fazia em Chapecó. Aqui ele era responsável pelos insumos e lá a remuneração é por leitão produzido, sendo os insumos e assistência técnica bancados pela agroindústria.

- O suíno tá na mão da indústria- constata.

Ele vê que o antigo modelo de produção familiar, em pequena escala, não sobrevive. Na comunidade de Colônia Cella, onde continua morando com a família, Adair lembra que, em menos de 10 anos, restaram apenas cinco dos mais de 20 criadores de suínos.

– Se eu tivesse ficado produzindo aqui teria fechado igual o chiqueiro- lembrou. Agora a estrutura serve para criar algumas galinhas, guardar lenha e depósito.

>> Crise assombra o Oeste catarinense

O secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina, Ricardo Gouvêa, alerta que as indústrias já estão migrando para o Centro Oeste, onde o custo de produção é mais barato.

– É preciso uma política de abastecimento de grãos em Santa Catarina senão é certo que mais indústrias vão migrar- sentenciou Gouvêa.

Ele lembrou que Santa Catarina é o berço da avicultura e suinocultura, mas que vem perdendo espaço e já perdeu a liderança na produção e exportação do frango.

- O que mantém a liderança na suinocultura é o status sanitário diferenciado- explicou.

Para o vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton, os custos de produção atraem para o Centro-Oeste onde o milho custa R$ 16, contra R$ 25 para Santa Catarina. Por isso ele considera questão de sobrevivência implantar a ferrovia Norte Sul, para trazer milho para Santa Catarina.


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03 jul07:56

Crise assombra o Oeste catarinense

Darci Debona   | darci.debona@diario.com.br

Criadores com suínos gordos sem ter para quem vender, criadores chorando por ter que abandonar a atividade que exerciam há décadas, gente com dívidas que não consegue pagar, chiqueiros que estão sendo transformados em estufa, galinheiro ou então depósito e municípios decretando situação de emergência.

Esta é a realidade da suinocultura catarinense, uma das principais atividades econômicas do Estado, que somente em exportações movimentou US$ 452 milhões no ano passado.


Natalino Altenhofen quer vender a propriedade onde criava porcos para saldar suas dívidas.


A situação da família Altenhofen, de Xavantina, é desesperadora. Eles acumulam uma dívida de R$ 200 mil com a criação e agora estão vendendo a terra. No mês passado, Natalino Altenhofen entregou as 80 reprodutoras por um real ao quilo, pois não tinha mais milho para alimentar os animais. Sobraram quatro porcas de descarte e oito vacas de leite, que dão o sustento para a família.

Um filho que ajudava na criação foi trabalhar de empregado em outra propriedade. A filha Rosane, que ainda está em casa, pensa em ir trabalhar de diarista ou numa padaria. E o casal Natalino e Rosália tenta vender a propriedade por um valor que, pelo menos, cubra as dívidas.

— Senão vamos pra debaixo da ponte — afirma Altenhofen, que está com 65 anos e ainda enfrenta problema de saúde em um olho e nos rins.

Nas últimas duas semanas, 10 municípios decretaram situação de emergência: Braço do Norte, Seara, Xavantina, Grão Pará, Arroio Trinta, São Ludgero, Salto Veloso, Lindoia do Sul, Orleans. Nesta segunda-feira, foi a vez de Concórdia decretar emergência. Outros municípios estudam a mesma medida.

Os decretos precisam ser reconhecidos pela Defesa Civil, mas o principal objetivo, segundo o secretário de Agricultura de Concórdia, Márnio Cadore, é dar apoio aos produtores e sensibilizar as autoridades, pois as perdas do setor impactam também na economia destes municípios, com reflexo no comércio e na arrecadação.

— O primeiro impacto é no social, mas depois começa a influenciar na arrecadação — explica o secretário de Agricultura de Seara, Fred Müller.

— Se o governo não der uma mão, a suinocultura está com os dias contados — sentencia o produtor Sigmar Ruppenthal, que está com cerca de 700 leitões e não consegue vendê-los.

Ele entregava os animais com oito quilos e alguns já estão com quase 40 quilos.

— Ninguém quer — lamenta.

Ruppenthal vendeu suínos a R$ 2,50 por quilo há um ano e, recentemente, negociou algumas reprodutoras a R$ 0,94 por quilo. Ele diz que as economias que tinha acumulado se foram, pois a despesa mensal na criação é de R$ 28 mil a R$ 30 mil.

O suinocultor Moacir Mattielo decidiu que vai terminar com a criação. Ele tinha 70 porcas e restam apenas 30, que devem ser vendidas até o final do ano.

— Não tem mais o que fazer — decreta.

Seu filho, que ajudava na criação, foi trabalhar na cidade de Seara. E um dos chiqueiros que Mattielo tinha está sendo desmanchado.

— Vou fazer uma estufa para cultivar tomate — diz.

Para o diretor da Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia, Dirceu Talamini, o aumento na produção nacional e o excesso de suínos no mercado, aliados às restrições da Argentina, fizeram o preço despencar. Por outro lado, os custos de milho e soja aumentaram muito. A Embrapa calcula o custo em R$ 2,57 por quilo, para uma remuneração de R$ 1,90.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, afirma que SC já teve 70 mil suinocultores na década de 1970 e hoje tem cada vez menos. Só neste ano, 240 produtores desistiram. O setor pede ao governo federal a renegociação de dívida e financiamento de R$ 500 por matriz para manter os plantéis. Também querem subsídio de 67 centavos por quilo de suíno vendido, que é a diferença entre o custo e o preço de mercado.

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29 jun17:19

Sete municípios decretam situação de emergência devido a crise na suinocultura em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Nas últimas duas semanas, sete municípios decretaram situação de emergência devido a crise na suinocultura. Braço do Norte, Seara, Xavantina, Grão Pará, Arroio Trinta, São Ludgero e Salto Veloso encaminharam o decreto. Outros municípios, como Concórdia e Lindóia do Sul, estudam a mesma medida.

Os decretos precisam ser reconhecidos pela Defesa Civil, mas o objetivo é dar apoio aos produtores, pois as perdas do setor impactam também na economia destes municípios, com reflexo no comércio e na arrecadação.

– O primeiro impacto é no social, mas depois começa a influenciar na arrecadação – afirmou o secretário de Agricultura de Seara, Fred Müller.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, informou somente neste ano 240 produtores desistiram da atividade.

Os suinocultores pedem ao governo federal a renegociação de dívida e finaciamento de R$ 500 por matriz para manter os plantéis.


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24 jun18:00

Suinocultura em emergência em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A suinocultura está literalmente em emergência em Santa Catarina devido à crise do setor. O município de Braço do Norte decretou situação de emergência para que os produtores do município possam ter acesso a algumas políticas públicas e assim amenizar a crise do setor, que já amarga cerca de um bilhão de reais em perdas nos últimos 18 meses, segundo cálculos da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

A avaliação é calculada com base num abate mensal próximo de um milhão de cabeças, com perda de R$ 41 a 58 para cada suíno de 100 quilos. O motivo é que o preço base do quilo do porco está em R$ 1,90, para um custo de produção de R$ 2,57, calculado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Embrapa).

O secretário de Agricultura de Braço do Norte, Adir Engel, disse que o decreto de emergência permite que os produtores acessem aos leilões de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a preço de R$ 21 a saca de 60 quilos. Se fossem comprar no mercado normal, eles pagariam cerca de R$ 26 a saca. Ele afirmou que os municípios em emergência por causa da estiagem já tinham esse benefício. Como Braço do Norte não teve problema por causa da estiagem, acabou encaminhando um decreto só agora. No entanto o documento ainda necessita de avaliação e homologação da Defesa Civil.

Em Braço do Norte são 200 criadores que tem 27 mil fêmeas reprodutoras que produzem 15 mil suínos gordos e 12 mil leitões por ano. Engel afirmou que 15 suinocultores já desistiram da atividade e outros 30 estão com intenção de parar.

O presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, disse que no Estado cerca de 240 associados já abandoaram a suinocultura. Na quarta-feira haverá uma reunião no Ministério da Agricultura, às 16 horas, com o ministro Mendes Ribeiro Filho, para discutir políticas de apoio ao setor. Ele afirmou que é importante o apoio do governo para manter a atividade na região.

Lorenzi afirmou que há um excedente de 100 mil toneladas no mercado, o que pressiona os preços para baixo. As restrições de importação para a Argentina agravaram a crise.

O vice-presidente do setor de agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Mário Lanznaster, informou que há risco de fechamento de pequenos frigoríficos devido à crise e ao alto custo de produção. Ele citou que Santa Catarina precisa trazer de outros estados cerca de dois milhões de toneladas de milho por ano.

Na avaliação do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) Enori Barbieri, os produtores estão pagando o alto custo de produção. O farelo de soja, por exemplo, quase dobrou de preço, passando de R$ 600 a tonelada para R$ 1,1 mil a tonelada. Barbieri disse que somente quem está integrado com as indústrias consegue diluir os custos agregando valor nos produtos. Ele está otimista com a possibilidade de abertura do mercado japonês até o final do ano.


Reivindicações dos suinocultores

- Criação de Políticas Públicas de Garantia de Preços Mínimos

- Renegociação das dívidas

- Ampliação para os suinocultores do Programa de Escoamento de Produção, que subsidia em R$ 8 o escoamento da safra do Centro Oeste para os portos. A proposta é dar esse mesmo subsídio para transportar o milho até os criadores, o que baratearia o custo.

- Programa de financiamento para retenção de matrizes no valor de R$ 500 por fêmea reprodutora, com um ano de carência e prazo de três anos para pagar, com juros de 5% ao ano.



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04 jun09:03

Crise leva suinocultores a desistirem da atividade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O baixo preço do suíno aliado ao alto custo de produção está levando produtores de Santa Catarina a abandonar a atividade que exerciam há décadas. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) estima que 240 suinocultores desistiram da atividade neste ano.



Lino Mayer já reduziu a criação pela metade e pretende parar de criar suínos até setembro.



Um dos produtores que está abandonando a atividade é Lino Mayer, morador da linha Santa Fé Baixa, em Itapiranga. –Está bem difícil, a maioria dos produtores está no vermelho- declarou. Mayer lembra que o preço por quilo caiu de R$ 2,40 no ano passado para os atuais R$ 1,90, o que não cobre os custos de produção. De acordo com cálculos da ACCS hoje o custo de um suíno é de R$ 2,65 por quilo.

Mayer já reduziu o plantel de fêmeas de 160 para 80 e, até. Ele é dono das matrizes e, até agosto ou setembro, pretende terminar com a criação. Com a venda dos suínos ele vai comprar mais vacas e dobrar a produção de leite.

Ele disse que pretende parar antes de perder capital, como já aconteceu com outros produtores. Mayer disse que nos últimos anos só conseguiu manter o capital que tinha, sem nenhuma sobra. –Tenho o mesmo capital que tinha há 20 anos- comentou.

Além da crise outro fator que o fez desistir é a necessidade de reforma e ampliação do chiqueiro. A agroindústria da qual é integrado solicitou que ele dobrasse a produção, o que geraria um investimento de R$ 300 mil. Mayer acha que não vale a pena o investimento.

No entanto é com dor no coração que ele vê as baias vazias. –Sempre gostei, trabalho com isso há 30, 40 anos- lembrou. No entanto ele considera que não dá para pagar para trabalhar.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que nos últimos anos as crises vem sendo frequentes e com poucos meses bons, o que acabou descapitalizando os produtores. No início deste ano houve uma retração no consumo, restrições na venda para a Argentina e aumento do custo de produção que agravaram a situação. Outro problema citado pelo presidente da ACCS foi ou aumento de produção de outros estados, que tomaram espaço da suinocultura catarinense. Tudo isso gerou um excedente de carne suína no mercado que derrubou o preço.

-O produtor não tem mais perspectiva- afirmou, citando que 25% a 30% dos 800 suinocultores independentes desistiram ou estão desistindo da atividade.

>> Governo anuncia isenção do ICMS Interestadual na venda de leitões até 30 quilos

Os suinocultores fizeram um protesto na Feira Agropecuária de Braço do Norte (Feagro), na sexta-feira, onde colocaram cruzes no lugar onde deveriam ser expostos os suínos.

Lorenzi afirmou que mercados como China, Japão e Estados Unidos ainda não efetivaram as compras, o que deixa os produtores apreensivos. Ele sugere que o Governo do Estado auxilie com medidas para que Santa Catarina não perca o esforço de conseguir status sanitário de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Senão pode ser que quando os mercados se abrirem muitos produtores já não poderão usufruir do benefício. Na sexta-feira passada o Governo do Estado anunciou uma medida que foi a isenção de ICMS interestadual para leitões até 30 quilos. Lorenzi disse que é uma medida que ajuda a tirar o excesso de produção no estado mas não resolve a crise.


Perspectiva é de melhora

A crise na suinocultura é cíclica e atinge mais os produtores independentes na visão do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa. Ele afirmou que o momento é de retração de consumo no mercado interno que afeta todos os setores. E até citou que o Governo Federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados dos carros, quando também poderia estender esse benefício para a indústria de alimentação.

Ele lembrou que Santa Catarina está habilitado para vender para os Estados Unidos e falta apenas uma documentação de requisitos técnicos ser aprovada. A partir disso ele também acredita que podem começar as vendas para o Japão. Outro mercado que estaria próximo é o da Coréia do Sul. Além disso a Argentina prometeu retomar as compras.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, também está otimista. Mas não para os produtores independentes. Ele considera que esse setor arca com custos muito altos que a indústria acaba diluindo na agregação de valor.

Barbieri também espera o início das vendas para o Japão até o final do ano. –Infelizmente muitos produtores vão abandonar mas há boa perspectiva para quem continuar, dentro do sistema de integração-concluiu.


Preço do suíno por quilo vivo

2011:

Janeiro: R$ 2,40

Fevereiro: R$ 2,21

Março: R$ 2,16

Abril: R$ 2,20

Maio: R$ 2,09

Junho: R$ 1,83

Julho: R$ 1,96

Agosto: R$ 2,06

Setembro: R$ 2,04

Outubro: R$ 2,10

Novembro: R$ 2,18

Dezembro: R$ 2,30


2012

Janeiro: R$ 2,28

Fevereiro: R$ 2,20

Março: R$ 2,08

Abril: R$ 1,91

Maio: R$ 1,90

Custo de Produção: R$ 2,65 por quilo

Fonte: ACCS


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01 jun19:08

Governo anuncia isenção do ICMS Interestadual na venda de leitões até 30 quilos

O governo do estado anunciou nesta sexta-feira, dia 1º de junho, que vai isentar o ICMS Interestadual para venda de leitões de até 30 quilos. A isenção do imposto foi um pedido da Associação Catarinense de Suinocultores que agora também cobra linhas especiais de crédito para que os produtores possam renegociar as dívidas diante da crise que o setor enfrenta.

Claudio Rovani é dono de uma granja com 140 matrizes. São mais de 500 leitões alojados na propriedade. De regra, os leitões são vendidos para a engorda com 60 dias de vida pesando 22 quilos. Mas não foi isso que aconteceu com o último lote que ele vendeu.

Como há excesso de oferta no mercado, Claudio foi obrigado a segurar os leitões na propriedade por um prazo bem maior até conseguir quem comprasse os animais.

- O que a gente consegue vender é com 15 dias de atraso e com R$ 15 abaixo do custo – disse Rovani.

Para amenizar esta situação, o governo do estado decidiu conceder a isenção de ICMS interestadual para suínos de até 30 quilos. Quem vende leitões para os outros estados vai deixar de pagar 17% de imposto sobre o valor do animal. A medida passa a valer a partir do dia 11 de junho e terá a duração de 30 dias.

O vice-presidente da ACCS, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Vilson Spessatto é mais otimista em relação aos efeitos da isenção do imposto.

- Vai facilitar a saída de leitões do estado e a maioria deve ir para a Bahia. E estes leitões que vão lá por norte não retornam para o mercado de São Paulo. Então deve melhorar para todos aqui no estado – disse.

O foco da ACCS agora é seguir pressionando os governos estadual e federal para conquistar os demais itens da pauta de reivindicações. Entre eles: a implantação de políticas que garantam o preço mínimo para o produtor e também a renegociação das dívidas dos suinocultores.

As manifestações para que as reivindicações sejam atendidas já começaram. Na Feira Agropecuária de Braço do Norte, no sul do estado, que começou nesta quinta-feira, o espaço reservado para a exposição de suínos foi substituído por cruzes.


* com informações RBS TV Concórdia

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02 mar11:20

Tecnoeste 2012: Último dia terá como foco a suinocultura

Nesta sexta-feira, dia 2, último dia de Tecnoeste, a programação terá como foco a suinocultura. Através do VI Seminário da Suinocultura. As atividades acontecem no auditório da Fabet. Às 15h serão realizadas as dinâmicas de máquinas e equipamentos na tenda localizada na Rua Angico.

O evento é o maior de todas as edições em número de expositores e tecnologias. Nos dois primeiros dias, o Show Tecnológico Rural apresentou importantes destaques em todos os segmentos de alta produção na Região Oeste de Santa Catarina.

Além de incentivar o desenvolvimento das principais atividades econômicas de Santa Catarina, o Tecnoeste 2012 também oferece informações sobre outras áreas do campo, como a produção de plantas horto medicinais. A curiosidade dos visitantes é grande, quando o assunto são as plantas que promovem o bem estar. Os jovens são os que mais visitam o espaço.

No evento as faculdades e instituições de ensino também tiveram seu espaço. A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte – Fabet aproveitou a feira para mostrar aos visitantes o programa Caminhão Escola. – O Tecnoeste é uma oportunidade para que as pessoas conheçam melhor o nosso trabalho que tem como foco a capacitação, especialização e formação de motoristas. Nós da Fabet acreditamos na força que o Tecnoeste tem para este segmento que é o mais importante da região – comentou a diretora de ensino da Fabet, Samira Abu El Haje Furlan.

Já na área de máquinas e implementos agropecuários, a quantidade de equipamentos expostos chama a atenção de todos. Além de diferentes marcas, os expositores apresentam tecnologias que se encaixam perfeitamente na realidade do solo e terrenos de Concórdia e Região. Com opções para todos os gostos as empresas apresentam soluções para todas as atividades agropecuárias.

O evento também conta com a exposição de bovinos de corte e leite e ovinos de raças puras. Os segmentos da piscicultura e fruticultura também ganham destaque pelas demonstrações práticas.


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08 fev17:12

Xavantina completa 48 anos

Pouca gente conhece, mas Xavantina, que possui 4140 mil habitantes, sendo que 3080 mil pessoas vivem no interior e 1060 mil na cidade, conquistou o título de “Maior Produtor Per Capita de Suínos do Brasil”, com cerca de 61 mil cabeças por pessoa.

São mais de 255 mil suínos em processo de criação. – É uma grande honra acompanhar o desenvolvimento promissor de Xavantina, iniciamos nosso crescimento com a suinocultura, e agora já abrimos espaço para as demais culturas do agronegócio, como bovinocultura e avicultura – destaca o prefeito de Xavantina, Ari Parisotto.

Conforme o prefeito, a agricultura de Xavantiva também conta com mais de 24 mil bovinos, que produzem cerca de 100 mil litros por dia. A força da cidade, que fica localizada no Alto Uruguai Catarinense, cerca de 65 quilômetros de Chapecó, é reconhecida nacionalmente.

- Sempre reforço, o povo de Xavantina é trabalhador, por isso crescemos de forma siginificativa nos últimos anos, um exemplo é a aquisição de tratores agrícolas no município, a cada 15 habitantes um trator. Prova de que todos contribuem para o desenvolvimento do estado – acrescenta o prefeito.

O grande destaque que a suinocultura possui no município pode ser visto na Expo Xavantina, que recebeu milhares de visitantes, entre eles, centenas de suinocultores catarinenses.

- Não poderíamos deixar a suinocultura, nossa principal atividade de fora do evento. Desta forma, montamos um pavilhão para a atividade, o destaque do espaço foram os frigoríficos, que apresentaram cortes de carne suína, incentivando assim o consumo – afirma o coordenador da Expo Xavantina, Luciano Altenhofen.

A ACCS também participou do evento, através do Núcleo Municipal de Criadores de Suínos de Xavantiva.


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13 nov11:00

Expectativa na suinocultura

A expectativa da abertura de novos mercados para a carne suína, como Japão e Coreia do Sul, além do início dos embarques à China ainda neste mês pode trazer um ânimo para as exportações, em volume, da proteína em 2012.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, ainda não arrisca uma quantidade de carne suína a ser exportada no ano que vem, mas prevê a retomada dos níveis históricos, que eram por volta de 600 mil toneladas/ano.

- Acredito que Japão e Coreia do Sul vão autorizar os embarques de Santa Catarina no ano que vem. O volume a ser acrescentado será relevante, mas será um processo gradual. Talvez no primeiro ano consigamos um aumento de 100 mil toneladas – afirmou o executivo em entrevista à Agência Estado. Para ele, Japão é um dos maiores mercados importadores da proteína e a China, para onde os embarques brasileiros começarão nos próximos dias, é o segundo maior e tem potencial de ultrapassar o Japão no ranking mundial.

No final de outubro, uma comitiva do Estado de Santa Catarina, com a presença do governador Raimundo Colombo (PSD) visitou o Japão e a Coreia do Sul para estreitar o relacionamento e tentar agilizar o processo de abertura dos mercados à proteína do Estado.

- Foi uma visita política importante e a presença do governador deu mais força às negociações, o que é fundamental. Ainda há trâmites técnicos a serem resolvido com os dois países, o que é de praxe. A Coreia ficou de dar uma resposta até o dia 10. Estamos otimistas – comentou Camargo Neto.


Rússia

O presidente da Abipecs afirmou que mesmo com o embargo russo que já dura cerca de cinco meses, as vendas para outros países como Hong Kong e Ucrânia começam a compensar as perdas com a interrupção dos embarques ao país.

- Por conta do embargo russo vamos ter uma queda em volume em 2011, ficando abaixo das 540,417 mil toneladas exportadas no ano passado. Mas o comércio com esses outros países está fazendo com que possamos manter o volume mensal, o que é um indicativo de que estamos deixando de ser dependentes da Rússia – explica Camargo Neto.

Para ele, a vinda de técnicos russos ao Brasil no fim do mês pode ajudar o Brasil a reverter o embargo. Essa independência com o mercado russo também será sentida nas vendas de final de ano.

- Normalmente, entre novembro e dezembro registrávamos uma queda significativa nas exportações, já que as vendas à Rússia eram mínimas devido ao congelamento dos portos. Esse ano, com a diversificação de mercados, poderá ser diferente e as vendas deverão ficar estáveis ante os meses anteriores – disse Camargo Neto.


Agência Estado


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