Suínos

30 ago14:12

Governo de SC prorroga isenção do ICMS interestadual para suínos por 30 dias

O Governo do Estado, à pedido da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, prorrogou por mais 30 dias a isenção da taxa de Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços Interestadual (ICMS) para a saída de suínos vivos, e de carne suína fresca, resfriada ou congelada. O anúncio foi feito na quarta-feira, 29.

A medida entrou em vigor dia 16 de julho e será válida até 30 de setembro.

- A decisão foi tomada para amenizar a crise de abastecimento de grãos em Santa Catarina, que afeta diretamente os suinocultores – explica o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues.

O secretário lembra que o Governo do Estado já adotou medidas para dar suporte aos produtores catarinenses, como o aumento de carne suína nas refeições oferecidas pelo Estado nas escolas, abrigos e centros de atenção social, hospitais e nos presídios, além de lançar uma campanha publicitária nas televisões para incentivar o consumo do produto.

Em Santa Catarina, são mais de 8 mil produtores de suínos. Destes, 70% estão na região Oeste, Meio-Oeste e Extremo-Oeste. Ao todo, são 420 mil matrizes e um plantel de 6,2 milhões de animais. As estimativas de produção para este ano no estado são de 800 mil toneladas, com destinação de 200 mil para consumo dos catarinenses, 150 mil toneladas para exportação e com uma sobra de 450 mil toneladas.


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31 jul15:58

Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas unidades da Coopercentral Aurora suspenderam o abate de suínos e aves no Oeste devido a paralisação dos caminhoneiros. A agroindústria não tem onde estocar os produtos, pois os caminhões, que levariam as mercadorias para os grandes centros estão impedidos de circular.

Nesta terça-feira cerca de dois mil funcionários da agroindústria em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz tiveram treinamento e foram liberados. Em São Miguel, onde são abatidos 1900 suínos por dia, a suspensão iniciou ainda na noite de ontem. Já em Abelardo Luz, que abate 140 mil aves por dia, o abate foi suspenso nesta manhã.

Em Chapecó, as linhas, de salsicha e mortadela, do Frigorífico localizado no Bairro Saic também foram paralisadas nesta manhã.

Em coletiva, nesta tarde em Chapecó, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, disse que mais quatro unidades, duas em Chapecó, uma em Quilombo e outra em Maravilha podem suspender completamente o abate a partir desta quinta-feira.


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31 jul10:47

Russos visitam granjas de suínos em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Dois médicos veterinários do Ministério da Agricultura da Federação Russa visitaram na segunda-feira, dia 30 de julho, três propriedades de criadores de Suínos em Santa Catarina, nos municípios de Itapiranga, São João do Oeste e Iporã do Oeste.

A expectativa de Santa Catarina é de pelo menos dobrar a venda para os russos, que foi de 24 mil toneladas no primeiro semestre, num montante de US$ 70 milhões.

A Rússia chegou a comprar 76% das exportações catarinense em 2005, num volume de 198 mil toneladas, representando US$ 386 milhões. No final daquele ano, devido a focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, Santa Catarina sofreu embargo russo, por ser estado vizinho e vendeu apenas 36 mil toneladas no ano seguinte. Com isso perdeu a liderança nas exportações para o Rio Grande do Sul. A situação foi ainda pior em 2007 e 2008, com 12 e 11 mil toneladas respectivamente.

Com a vinda de uma nova missão as lideranças do setor estão otimistas. Atualmente Santa Catarina tem dois frigoríficos exportando para os russos, a unidade da Marfrig em Seara e da Pamplona em Presidente Getúlio.

Os russos Arten Medvedev e Dmitry Kosokoz chegaram em Santa Catarina na quinta-feira passada e, na sexta-feira, visitaram a unidade da Pamplona em Rio do Sul. Ontem eles visitaram as granjas de suínos e hoje visitam a unidade da Marfrig em Itapiranga.

Amanhã eles viajam até o Paraná, onde vão visitar o frigorífico Kaefer, em Laranjeiras do Sul. Depois vão para Rondonópolis, no Mato Grosso, onde visitam a unidade da Agra Agroindustrial. O encerramento é na sexta-feira, em Brasília, onde se encontram com outros sete técnicos que estão visitando frigoríficos de aves e bovinos.

Os técnicos russos farão um relatório que será encaminhado ao Governo Brasileiro apontando se as unidades estão com conformidade com os pré-requisitos para exportação. O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi, espera que a resposta seja positiva para ajudara a amenizar a crise do setor, que vem tendo prejuízos com o alto custo da soja e do milho no mercado internacional.


EXPORTAÇÕES TOTAIS DE SANTA CATARINA

2005: 260 mil toneladas (US$ 484 milhões)

2006: 172 mil toneladas (US$ 296 milhões)

2007: 170 mil toneladas (US$ 309 milhões)

2008: 149 mil toneladas (US$ 395 milhões)

2009: 147 mil toneladas (US$ 295 milhões)

2010: 119 mil toneladas (US$ 297 milhões)

2011: 153 mil toneladas (US$ 452 milhões)

2012*: 84 mil toneladas (US$ 229 milhões)

*Até junho


EXPORTAÇÕES CATARINENSES PARA A RÚSSIA

2005: 198 mil toneladas (US$ 386 milhões)

2006: 36 mil toneladas (US$ 72 milhões)

2007: 12 mil toneladas (US$ 28 milhões)

2008: 11 mil toneladas (US$ 34 milhões)

2009: 19 mil toneladas (US$ 36 milhões)

2010: 22 mil toneladas (US$ 57 milhões)

2011: 37 mil toneladas (US$ 117 milhões)

2012*: 24 mil toneladas (US$ 70 milhões)

Fontes: ACCS e SECEX


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18 jul12:16

Suinocultura: Técnicos russos vêm ao Estado

Representantes do governo da Rússia estarão em Santa Catarina entre 28 de julho e 5 de agosto para uma série de visitas a plantas industriais e granjas de produção de carne suína. A visita, de caráter técnico e político, pode resultar em incremento de vendas para o país europeu, o segundo maior mercado consumidor de carne suína do mundo.

Estado produz 7 mil suínos por dia, segundo informações da Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) recebeu ontem a informação da visita, e será a anfitriã oficial da missão ao lado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, o projeto é conseguir transparecer aos russos toda a competitividade catarinense na produção de carne suína.

– Os Estados Unidos nos passaram na balança comercial, mas nós somos mais competitivos na produção.

Além do status de território livre de febre aftosa sem vacinação,queremos fazer com que eles enxerguem os esforços para manter esta condição sanitária, tanto nas plantas industriais quanto nas granjas de abate e de reprodutores.

Creio que seremos bem sucedidos nesta tarefa – afirmou.

Barbieri avalia que a Rússia tem dois objetivos principais com a visita a Santa Catarina: primeiro, busca um produto livre de antibióticos e de um promotor de crescimento animal chamado ractopamina.Ao passo que Estados Unidos aceitam tranquilamente estes artifícios, os mercados europeu e asiático valorizam mais as carnes livres deste tipo de produto.

Além disso, os russos também querem um melhor equilíbrio na balança comercial entre os dois países.

Tanto que SC não será o único Estado a receber a equipe europeia.

– Estamos em contato frequentecom o Ministério da Agricultura e constato que o governo federal tem feito a sua parte nesse aspecto.A produção agroindustrial ainda não tem todo o espaço que deveria ter no Itamaraty, nós podemos melhorar em comércios bilaterais, mas admito que já estamos bem melhor do que há alguns anos – disse.

Ainda segundo o presidente da Cidasc, hoje o Estado tem duas plantas com produção exclusiva para a Rússia – Marfrig, em Seara, e Pamplona, em Presidente Getúlio – e capacidade produtiva em 7 mil suínos por dia, suficiente para suprir qualquer demanda que o país europeu apresente. Para ele, no cenário atual de preços baixos da suinocultura, há condições de ampliar imediatamente a exportação das atuais 160 para 260 mil toneladas. O pico de embarques catarinenses de suínos para a Rússia ocorreu em 2005, com 250 mil toneladas.


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13 jul08:01

ACCS espera avanço nas medidas de apoio à suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal para auxiliar a suinocultura foram consideradas insuficientes pelo presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi.

– Foi um pouco frustrante, esperamos avanço nas medidas até quarta-feira que vem – afirmou o presidente da ACCS.

Moacir Mattielo, produtor de Seara, abandonou a suinocultura e vai transformar o chiqueiro numa estufa para plantar tomates.

Ele considera que a renegociação das dívidas não resolve a situação. –Queremos subsídio de 40 centavos por quilo na venda- argumentou.

A categoria também quer retirar o limite de R$ 1,2 milhão para manutenção das matrizes reprodutoras. Temos integradores com 30 mil matrizes, que necessitariam de R$ 15 milhões, afirmou, tendo como base de cálculo de R$ 500 por animal.

Na próxima quarta-feira será realizada uma nova audiência no Ministério da Agricultura. Lorenzi destacou como positiva a participação política de Santa Catarina, que contou com os três senadores, deputados federais, deputados estaduais e o secretário de Agricultura, João Rodrigues.

Lorenzi comemorou também a decisão do governo do estado de isentar por 30 dias o ICMS para a venda interestadual de carne suína.

Em Santa Catarina estima-se que 240 produtores já abandonaram a atividade só em 2012, em virtude da crise.


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12 jul14:14

Criadores de suínos pedem mais investimentos no setor

Suinocultores se reuniram em Brasília para reivindicar melhores condições de produção nesta quinta-feira. Eles participaram de audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a liberação de R$ 200 milhões em crédito especial para o setor. O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas ou com vencimento até janeiro de 2013 serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.

O suinocultor André Spironello, de Santa Catarina, disse nesta quinta-feira que o preço da carne suína no Brasil é um problema que poderia ser solucionado se o governo, antes de procurar o mercado externo, investisse no interno. Segundo ele, isso ajudaria a reduzir a diferença entre o valor do produto vendido pelos suinocultores e o pago pelos consumidores.

— Hoje, o produtor está ganhando em torno de R$ 1,50 por quilo e no mercado está R$ 8,00 em média. Do produtor até o consumidor final, esse dinheiro está sumindo — afirmou Spironello.

Durante a audiência no Senado, produtores e autoridades falaram sobre as dificuldades enfrentadas na criação de suínos – especialmente os gastos com milho e soja, principais grãos utilizados na ração.

>> Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Na opinião da produtora Mônica Rodrigues, de Goiás, uma alternativa seria cada criador produzir a ração dos seus animais, mas isso também traria custos.

— Para escapar um pouco da crise, a solução seria a gente mesmo plantar e colher. Mas tem a questão do adubo, a questão do agrotóxico— enfatiza Mônica.

Ela ressalta que esta não é a primeira vez que o governo faz promessas para ajudar os suinocultores, mas que os resultados não são vistos.

Se as medidas apresentadas pelo governo não conseguirem solucionar a crise, alguns produtores serão obrigados a fechar suas granjas, disse Vilibaldo Michels, de Santa Catarina, que já chegou a perder R$ 120 por suíno.

— Eu não vejo mais como pagar. Até esses dias, a gente pensava em uma prorrogação de dívida. Hoje já se pensa que, se perdoar a dívida, não adianta mais nada. Pode perdoar, porque nem a ração a gente consegue comprar — acrescenta Michels.

Os suinocultores ficarão reunidos durante todo o dia. Após um ato público em frente ao Ministério da Agricultura, com a realização de um churrasco de carne de porco, eles voltam a se encontrar com o ministro Mendes Ribeiro.


AGÊNCIA BRASIL



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11 jul11:02

Governo vai lançar pacote de R$ 200 milhões para socorrer suinocultura

Está tudo certo para o anúncio do pacote de medidas de socorro aos suinocultores, amanhã, em Brasília. Ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, conversou com parlamentares da Região Sul do país e confirmou a liberação de financiamento de R$ 200 milhões para enxugar o excesso do produto no mercado interno.

O recurso será destinado para que supermercados, frigoríficos, cooperativas e agroindústrias antecipem as compras de final de ano. O financiamento terá juros de 5,5% ao ano. Outra ação é o prolongamento das dívidas do segmento, estimadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos em R$ 800 milhões.

Os criadores independentes de SC respondem por cerca de R$ 100 milhões. Segundo os parlamentares, o pacote vai ser suficiente para a recuperação dos preços pagos ao produtor.

— A novidade é que os supermercados poderão comprar para estocar. Essa linha de crédito é a garantia de que o suinocultor pode buscar mais recursos – destacou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC).

Por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP), o governo vai pagar R$ 0,40 por quilo de carne suína para que os criadores não recebam mais valores tão abaixo do custo de produção. Em relação às dívidas, as parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013, e as de investimento, para o último ano do vencimento do contrato.

O detalhamento do pacote será feito pelo ministro amanhã, quando haverá manifestação de suinocultores de todo o país em Brasília. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, diz que somente a intervenção no sistema financeiro não é o suficiente para solucionar a questão dos produtores independentes de SC. Ele defende a concessão de crédito para capital de giro sem garantias.

Enori afirma que o subsídio de R$ 0,40 por quilo de carne suína é muito bem-vindo, mas é complicado fazer o dinheiro chegar ao produtor. Segundo ele, o preço está R$ 0,50 abaixo do custo de produção.


As medidas

R$ 200 milhões em créditos para supermercados, frigoríficos, agroindústrias e cooperativas anteciparem os pedidos de final de ano.

— Pagamento de R$ 0,40 por quilo de carne suína aos produtores.

— Adiamento do pagamento das dívidas. As parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013 e as de investimento para o último ano do contrato.


DIÁRIO CATARINENSE


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11 jul10:02

Compra de suínos para festas de fim de ano terá incentivo federal

Daniela Castro | daniela.castro@gruporbs.com.br

Está tudo certo para o anúncio do pacote de medidas de socorro aos suinocultores, na quinta-feira, em Brasília. Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, conversou com parlamentares da Região Sul e confirmou a liberação de financiamento de R$ 200 milhões para enxugar o excesso de carne suína no mercado interno.

A medida, via Linha Especial de Crédito, será destinada a supermercados e frigoríficos para que antecipem as compras de leitões a serem abatidos para as festas de fim de ano. O financiamento, que terá juro anual de 5,5%, também poderá ser acessado por cooperativas e agroindústrias. Outra ação é o prolongamento das dívidas do segmento, estimadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos em R$ 800 milhões. Somente o Rio Grande do Sul responde por quase R$ 700 milhões, calcula a entidade representativa no Estado.

Na avaliação dos parlamentares, o pacote vai ser suficiente para a recuperação dos preços pagos ao produtor ainda este mês.

– A novidade é que os supermercados poderão entrar nesse processo comprando para estocar para as festas de final de ano. Essa linha de crédito é a garantia de que o suinocultor pode buscar mais crédito – destacou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC).

Por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP), o governo vai pagar R$ 0,40 por quilo de carne suína para que os criadores não recebam valores tão abaixo do custo de produção.

Sobre as dívidas, as parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013 e as de investimento, para o último ano do vencimento do contrato. O detalhamento do pacote será feito pelo ministro amanhã, quando haverá uma manifestação de suinocultores na capital federal.

ZERO HORA



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10 jul08:28

Suinocultores entregam reivindicação

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Representantes da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos realizaram ontem uma reunião com o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, em Concórdia, para discutir a crise da suinocultura. Hoje haverá um novo encontro às 10 horas, em Braço do Norte. Entre as reivindicações para o governo do estado estão a isenção do ICMS, aumento do consumo de carne suína nos programas governamentais e construção de silos para depositar milho.

Rodrigues disse que o governo já está atendendo algumas das medidas dos produtores e vai apoiar a categoria na mobilização do dia 12, em Brasília, quando haverá uma audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Os produtores querem garantia de preço mínimo, renegociação de dívidas, financiamentos novos e subsídio no transporte do milho.

Mais seis municípios decretaram situação de emergência: Bom Jesus, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Ipuaçu, Ouro Verde e Vargeão. Com isso pelo menos 19 cidades já fizeram o decreto.


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04 jul08:01

Crise da suinocultura afeta comércio no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na suinocultura já está afetando a economia dos municípios do Alto Uruguai Catarinense, onde á uma das principais atividades. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Xavantina, Dirceu Casarotto, estima em 50% a queda no movimento em relação ao ano passado.

– Até o dinheiro do leite sumiu para tapar os furos do porco- comentou.

Balduíno Tonatto, dono de uma loja de confecções, afirma que o movimento caiu 30% de R$ 11 mil a R$ 12 mil para R$ 7,5 mil. Além disso, tem entre 70 e 80 clientes com dívidas. –Já suspendi as compras- afirmou.

Na loja de material esportivo de Dilceu Seghetto, já são R$ 15 mil em dívida de clientes, praticamente todos relacionados com a suinocultura.

Márcio Foralosso disse que a queda nas vendas caiu 40%.

Na agropecuária onde trabalha Dalvan Spagnol parte da mercadoria está sendo paga em suínos vivos. E na agropecuária de Márcio Foralosso a queda na venda de produtos da suinocultura caiu 40% e as dívidas dos clientes já superam R$ 300 mil.

– Estamos nos atolando junto com eles- constatou Foralosso.

O secretário de Agricultura Leonir Caus estima que mais de 200 produtores desistiram da atividade nos últimos cinco anos, somente no município. Restam pouco mais de 400 dos 650 criadores. –Se a crise continuar vão sobrar só uns 200- afirmou disse o secretário.

Até sua família está fechando uma das duas granjas. Das 300 matrizes devem sobrar apenas 115. O sobrinho Welinton Caus pretendia cursar um Colégio Agrícola e seguir na suinocultura. Agora desistiu e deve ir para a cidade. –Sem renda não dá, vou tentar eletromecânica ou Educação Física- declarou.

Diante dessas perdas os municípios estão decretando situação de emergência. Ontem três municípios do Alto Uruguai Catarinense, Irani, Presidente Castelo Branco e Alto Bela Vista decretaram situação de emergência. Já são 13 no Estado. De acordo com o prefeito de Alto Bela Vista e presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense, Sérgio Luiz Schmitz, as perdas na arrecadação do seu município, que devem refletir nos próximos dois anos, já passa dos R$ 2 milhões. Isso representa dois meses de arrecadação do município. A recomendação é que outras cidades também decretem emergência.

A Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense também convocou os 19 prefeitos para um ato na quinta-feira, às 14 horas, na praça Walmir Botaro Daniel. De acordo com a secretária executiva da Associação, Sandra Franco, alguns prefeitos devem assinar o decreto durante o ato.

O secretário de Administração de São João do Oeste, Wilson Weber, disse que o município vai assinar o decreto. No Meio-Oeste o prefeito de Videira, Wilmar Carelli, também vai decretar situação de emergência hoje.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que até o final de semana já devem somar 50 decretos. O objetivo é pressionar as autoridades para tomar medidas de apoio ao setor. O preço base do suíno está em R$ 1,90 por quilo, contra um custo de R$ 2,57. No dia 12 de julho está previsto um ato e uma reunião com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília.


Ministério anuncia que Argentina vai retomar compras

O ministério da Agricultura do Brasil anunciou no final da manhã de ontem que as exportações de carne suína para o país vizinho está liberada. No início do ano a Argentina tomou medidas de restrição de alguns produtos brasileiros, o que ajudou a agravar a crise da suinocultura. De acordo com o ministro Mendes Ribeiro Filho foram realizados vários encontros com lideranças do governo vizinho para recuperar esse mercado. A expectativa é que sejam exportados um volume similar às 27 mil toneladas vendidas no segundo semestre do ano passado.

A medida é considerada boa pelas lideranças de Santa Catarina mas insuficiente para amenizar a crise do setor. Os suinocultores querem subsídio no transporte de milho do Centro Oeste para Santa Catarina, renegociação das dívidas e um preço mínimo. –Queremos que o governo banque a diferença de 67 centavos entre o custo e valor de mercado- explicou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, informou que o Governo do Estado deve incrementar em 15 a 20 toneladas o consumo de carne suína na merenda escolar, hospitais e presídios.

Além disso foi articulada uma ação com a Associação Brasileiras dos Restaurantes, para incrementar os pratos à base suína, e outra ação com a Associação Catarinense dos Supermercados (Acats), para fazer promoção do produto.

Rodrigues marcou ainda duas reuniões, segunda-feira, às 10 horas, em Concórdia, e na terça-feira, às 10 horas, em Braço do Norte. O objetivo é verificar a demanda dos suinocultores para levar ao ministro Mendes Ribeiro, no dia 12, quando uma comitiva catarinense vai à Brasília.


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