Supermercados

11 jul10:02

Compra de suínos para festas de fim de ano terá incentivo federal

Daniela Castro | daniela.castro@gruporbs.com.br

Está tudo certo para o anúncio do pacote de medidas de socorro aos suinocultores, na quinta-feira, em Brasília. Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, conversou com parlamentares da Região Sul e confirmou a liberação de financiamento de R$ 200 milhões para enxugar o excesso de carne suína no mercado interno.

A medida, via Linha Especial de Crédito, será destinada a supermercados e frigoríficos para que antecipem as compras de leitões a serem abatidos para as festas de fim de ano. O financiamento, que terá juro anual de 5,5%, também poderá ser acessado por cooperativas e agroindústrias. Outra ação é o prolongamento das dívidas do segmento, estimadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos em R$ 800 milhões. Somente o Rio Grande do Sul responde por quase R$ 700 milhões, calcula a entidade representativa no Estado.

Na avaliação dos parlamentares, o pacote vai ser suficiente para a recuperação dos preços pagos ao produtor ainda este mês.

– A novidade é que os supermercados poderão entrar nesse processo comprando para estocar para as festas de final de ano. Essa linha de crédito é a garantia de que o suinocultor pode buscar mais crédito – destacou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC).

Por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP), o governo vai pagar R$ 0,40 por quilo de carne suína para que os criadores não recebam valores tão abaixo do custo de produção.

Sobre as dívidas, as parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013 e as de investimento, para o último ano do vencimento do contrato. O detalhamento do pacote será feito pelo ministro amanhã, quando haverá uma manifestação de suinocultores na capital federal.

ZERO HORA



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18 mai10:04

Dilma aprova isenção de impostos sobre aparelhos para deficientes e veta venda de medicamentos em supermercados

A presidenta Dilma Rousseff vetou a proposta de liberar a venda de medicamentos em supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência sem a apresentação de receita médica, mas sancionou a isenção de impostos cobrados sobre produtos para pessoas com deficiência, como cadeiras de rodas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

O veto à comercialização de produtos de saúde que dispensam prescrição médica em supermercados já era esperada, diante das reações contrárias manifestadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, e representantes de entidades do setor farmacêutico.

Dilma concordou que a medida dificultaria a fiscalização e poderia estimular a automedicação, como já havia sido argumentado pelo ministro da Saúde.

As demandas integram a proposta de Medida Provisória 549/11.


BEM-ESTAR



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16 mai09:36

Barreira comercial para importados da Argentina reflete em aumento nos preços nas prateleiras do Brasil

Felipe Pereira | felipe.pereira@diario.com.br

O Brasil levantou barreiras para seis produtos importados da Argentina e o reflexo vai aparecer nas padaria e supermercados. Integrantes da lista, vinhos e queijos subirão de preço bem na boca do inverno. A medida também dificulta a entrada de farinha de trigo, por isso massas e pães ficarão mais caros.

Mas é óbvio que o governo brasileiro não trabalha para prejudicar a população. A medida é uma reação à política Argentina de restringir a entrada de carne suína, têxteis, móveis, calçados e máquinas agrícolas. A resposta de Brasília foi acabar com a licença automática da batata, maçã, uva, farinha de trigo e vinho.

Desde 8 de maio, é preciso autorização prévia para conseguir o documento que contém informações sobre a mercadoria para controle das autoridades e sem o qual não é liberada a entrada no país. O processo pode demorar até 60 dias.

A longo prazo a queda de braço pode ser boa para a indústria, mas num primeiro momento os consumidores pagarão mais por alguns produtos. Matéria-prima de massas e pães, a farinha de trigo argentina responde por 89,8% das importações brasileiras.

Seguindo a velha regra econômica, a queda na oferta levará a aumento nos preços resume Mauricio Machado, presidente do Sindicato das Panificadoras. Mas o impacto pode demorar um mês, tempo para usar o estoque.


Reação brasileira que levou ao aumento dos preços no supermercado é iniciativa do setor agrícola

O presidente da rede de Supermercados Giassi, Zefiro Giassi, conta que vinhos, queijos e uva passas têm presença nas gôndolas e devem sofrer aumento de preço pelo mesmo motivo. Ele diz que o tamanho do reajuste é difícil de ser estabelecido no primeiro momento. No caso da batata, existe substituição nacional, mas a mercadoria importada tem melhor qualidade e preço.

A reação brasileira que levou a este cenário é uma iniciativa do setor agrícola, bastante prejudicado pelas barreiras argentinas. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lembra que antes das restrições argentinas eram embarcadas três mil toneladas por mês.

Hoje, nada é vendido ao país vizinho, afirma Mário Lanznaster, presidente da Aurora. Ele ressalta ainda que o dólar está num bom patamar para exportar. O setor têxtil é outro que enfrenta dificuldade por causa da postura Argentina e vê o comércio estagnado aponta Ulrich Kuhn, presidente do sindicato do setor na região de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A queda no comércio de SC com a Argentina pode ser sentida na aduana de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste do Estado. O número de caminhões para o exterior caiu de 2.126 para 1.765 no primeiro quadrimestre de 2012 na comparação com o ano passado relata o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Bortoze. Ele diz que o número só não é menor porque houve aumento nas viagens para o Chile que respondem por 80% dos veículos.


DIÁRIO CATARINENSE



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08 mai09:39

Classes D e E ampliam consumo de novos produtos nos supermercados do Brasil

Eduardo Kormives | eduardo.kormives@diario.com.br

Atual queridinha do setor supermercadista, a nova classe média vai dividir a atenção com as camadas D e E, cuja inserção no mercado consumidor promete encher muitos carrinhos de compra em 2012.

Se o cenário era bom — renda em ascensão e desemprego batendo no chão —, deve ficar ainda melhor, apontam os números apresentados segunda-feira, na abertura da Apas 2012 – 28º Congresso e Feira de Negócios em Supermercados, o maior evento do setor no mundo.

— A renda e o modo de vida do consumidor estão trazendo uma revolução — afirmou João Galassi, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), entidade organizadora.

Ele resumiu o momento da seguinte maneira: se a classe C está indo às compras, os consumidores das camadas D e E estão experimentando produtos, especialmente os de marcas líderes, os chamados mainstream no jargão do mercado.

Esta pequena, mas significativa mudança de comportamento já tem surtido efeito nos fornecedores, explicou o diretor de economia da Apas, Martinho Paiva Moreira. E ela já é visível nas gôndolas dos supermercados: houve uma profusão de embalagens menores, feitas sob medida para caber no orçamento dos consumidores D e E.

Pesquisa da consultoria Nielsen publicada em março traduziu este comportamento apontando que esta fatia da população não compra o produto de menor preço, mas o de menor desembolso — a ideia de que menos é mais se o item tiver qualidade. Um exemplo clássico são as embalagens de sabão em pó de 500g. Fabricantes de biscoitos, iogurtes funcionais (aqueles que prometem a melhora da saúde intestinal) e bebidas estão adotando a mesma estratégia.

Não foi à toa que a indústria voltou a investir em garrafas de vidro retornáveis de um litro de cerveja e de refrigerantes, um modelo que remonta aos anos 1980. O custo envolvido na chamada logística reversa, o trabalho de devolver o casco à indústria, compensa pelo novo público consumidor adicionado.


Consumo médio das classes D e E subiu 10%

Outros itens com potencial de crescimento incluem detergente líquido de roupa, fraldas descartáveis, inseticidas, bebidas a base de soja, molhos, cremes e loções e leite aromatizado — o tíquete médio dos consumidores D e E com novos produtos subiu 10% em 2011, ou R$ 12,71.

O raio X do setor apresentado ontem mostra que foram lançados 19,6 mil produtos em 2011, 24% a mais do que no ano anterior, e que as categorias de produtos que estão crescendo estão ligadas a quatro fatores: são práticos, sofisticados, fazem bem ou entram no que o mercado chama de indulgência (que se enquadram na a ideia do “eu mereço”).

A Apas projeta que o crescimento real (descontada a inflação) do setor supermercadista chegue a 4,5% este ano, índice superior à expectativa de avanço do PIB brasileiro, na casa dos 3,5%.

*Jornalista viajou a convite da empresa Gomes da Costa


Novos hábitos

O que as classes D e E estão experimentando


Xampu de marca líder

Refrigerante de marca líder

Absorvente feminino de marca líder

Iogurtes funcionais


Fontes: Nielsen e Kantar Worldpanel


DIÁRIO CATARINENSE



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26 abr14:32

Senado aprova venda de remédios em supermercados

A decisão, tomada ontem, foi criticada por parlamentares da área da saúde, que acreditam que a presidente Dilma Rousseff vetará a medida.

A MP 549/11, editada em novembro de 2011, tem como objetivo principal a isenção de impostos cobrados sobre produtos destinados a facilitar o dia-a-dia de pessoas com deficiências, como cadeiras de rodas. Outros pontos, porém, foram incluídos no projeto de lei durante a tramitação entre as casas do Legislativo.

O Artigo 8º prevê a permissão a supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência para vender medicamentos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antigripais.

Também estão na lista aparelhos e acessórios, produtos utilizados para fins diagnósticos e analíticos, odontológicos, veterinários, de higiene pessoal ou de ambiente, cosméticos e perfumes.


VIDA E SAÚDE



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09 set16:18

Cenoura impulsiona alta

O custo da cesta básica, calculado pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, com base nos preços dos principais supermercados da cidade, apresentou elevação de 2,33% em agosto. O valor passou de R$ 175,35, registrados em julho para R$ 179,44 em agosto, ou seja, R$ 4,09 mais cara para o bolso do consumidor.


O produto responsável pelo aumento é a cenoura, que registrou alta de 42,91% no mês e o pão francês, com 5,58%. Segundo a economista e professora da Unochapecó, Rosemari F. Orlowski, o aumento da cenoura se deu porque a safra foi prejudicada com os frios e geadas na região. Para abastecer os supermercados de Chapecó a hortaliça está vindo de São Paulo e Minas Gerais.

Já o pão absorveu R$ 32,80 ou 18,28% do custo total da cesta. Além do pão e da cenoura mais nove produtos que fazem parte da cesta básica também registraram aumento em agosto, entre eles se destacam a banana caturra, em 7,49%; açúcar, em 3,66% e leite ‘tipo C’, em 2,92.

Conforme o coordenador da pesquisa, professor Guilherme de Oliveira, considerando o salário mínimo líquido de R$ 501,04 o gasto com os 13 produtos da cesta básica passou a representar 35,79% dessa remuneração.

O curso de Ciências Econômicas da Unochapecó acompanha, desde 1994, a variação do custo da cesta básica. O levantamento realizado pelo curso baseia-se na composição dos principais alimentos definidos pelo Decreto-lei nº 399, de 30 de abril de 1938. A coleta de preços é realizada em 10 supermercados da cidade.


Cesto de produtos básicos

Outro levantamento realizado pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó é do custo do cesto de 57 produtos básicos. No mês de agosto, o custo do cesto de produtos básicos apresentou uma elevação média 1,32%. O valor para sua aquisição ficou em R$ 767,56. O cesto de produtos básicos considera famílias que residem em Chapecó e ganham de um a cinco salários mínimos. É composto por produtos alimentares in natura, semi-industrializados e industrializados, além de produtos de higiene e materiais de limpeza, bem como o item diversos.


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