SUS

01 out14:15

Apesar da falta de especialistas, SUS atende mais rápido que planos de saúde em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Na rede pública de Chapecó há opiniões divergentes sobre o atendimento. Alguns pacientes dizem que são atendidos rapidamente. Outros reclamam da demora. O que dá para perceber é que normalmente o atendimento é satisfatório para os procedimentos mais simples. O que complica é quando o paciente depende de especialistas ou alguns exames.


Em Chapecó, Silvana disse que conseguiu consulta para diabetes em 20 dias.



A corretora de imóveis Silvana Finger, é uma das que elogia o atendimento da rede pública de Chapecó.

– Não tenho do que reclamar – explicou.

Tanto que ela não tem nem plano de saúde. Silvana disse que conseguiu consulta para diabetes em 20 dias. Na quinta-feira ela foi consultar na unidade de Saúde do Centro, marcou exames para o dia 4 de outubro e retorno da consulta para o início de novembro.

Ela afirmou que teve outro problema de saúde, que necessitou de cirurgia, e fez tudo em dois meses, na rede pública. Outra vez que torceu o tornozelo, as enfermeiras iam até sua casa fazer os curativos.

A cabeleireira Salete Ernetti disse que abandonou o plano de saúde que tinha pois preferia o pediatra do Hospital Regional do Oeste, que atende pelo Sistema Único de Saúde. Mas reclama da falta de médicos que façam visita em casa, pois sua mãe tem 80 anos e fica só na cama. No posto de saúde da Colônia Cella, comunidade onde mora, não tem nem cadeira de rodas.

>> Faltam médicos para atendimento de especialidades pelo SUS

A funcionária pública Marilene Moura levou quatro meses para conseguir uma consulta com nutricionista. E com neurologista levou um ano.

– É muito demorado – reclama.

Outra paciente que buscou dermatologista, conseguiu consulta só para dezembro.

A encarregada administrativa Edite Pereira, que mora no bairro Santa Maria, disse que consultou no posto de saúde com um clínico geral no dia 16 de julho. Como teve trombose na virilha, necessitava de consulta com um especialista, o que não conseguiu até esta semana.

Seu atestado médico está terminando e, como não tem condições de voltar a trabalhar, vai tentar novamente um clínico geral.

Edite disse que as consultas com clínico geral não demoram. Quem acorda cedo e enfrenta fila consegue até atender na hora. Mas são apenas quatro a cinco fichas por dia no posto, segundo ela. Quem não consegue no dia tem consulta marcada na semana seguinte.



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16 abr08:56

Vacina contra a gripe deve ser feita no outono

Como o vírus da gripe sofre mutações com grande facilidade, a vacina contra a doença deve ser feita todos os anos, preferencialmente durante o outono, até o mês de junho, para que os níveis de anticorpos estejam adequados quando chegar o inverno.

A recomendação é do médico infectologista Celso Granato. Ele esclarece que qualquer pessoa que queira, com idade acima de seis meses, pode ser vacinada, mas algumas apresentam alto risco de complicações da doença e, por isso, são priorizados. É o caso de crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes, pessoas com mais de 60 anos, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde. Na rede privada, a vacina já está disponível. Pelo Sistema Único de Saúde, a campanha de vacinação contra a gripe será feita entre os dias 5 e 25 de maio.

Uma enquete realizada pelo centro de medicina diagnóstica Fleury, com quase 4 mil pessoas, indica que cerca de 30% delas não tomaram a vacina contra gripe com medo de efeitos colaterais ou porque não acreditavam na efetividade da imunização.

- Mesmo tomando a vacina, você pode ter infecções respiratórias. Nessas situações, tratam-se de outros vírus respiratórios não contemplados nessa vacina, mas que habitualmente provocam quadros clínicos mais brandos e com menor chance de complicações, como os resfriados comuns – esclarece o médico.

Granato explica que a vacina contra a gripe é elaborada a partir de uma mistura de partículas inativas dos tipos dos vírus mais prevalentes no ano anterior.

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza. Diferentemente de outras viroses como o resfriado comum, por exemplo, produz sintomas mais intensos, como febre, mal-estar, coriza, obstrução nasal, dores musculares, dor de garganta e tosse seca. Como evolução da gripe, podem ocorrer manifestações mais graves, entre elas a pneumonia, principalmente em idosos, crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas com alguma doença de base, com destaque para o diabetes, as doenças pulmonares e cardíacas crônicas, a obesidade mórbida e as imunodeficiências.


BEM-ESTAR



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20 jan15:49

Chapecó vai oferecer serviços do SUS aos imigrantes haitianos

Com a vinda de imigrantes haitianos para residir e trabalhar em Chapecó, a preocupação da Prefeitura é a de oferecer atendimento e assistência à saúde adequada e com qualidade para esta população. Atualmente cerca de 50 pessoas já se instalaram no município e desempenham atividades profissionais em quatro estabelecimentos.

Com a finalidade de identificar e conhecer estes imigrantes, o Prefeito em Exercício, Américo do Nascimento Junior, encaminhou um ofício à Polícia Federal e as quatro empresas onde atualmente estas pessoas trabalham. A proposta é incentivar os órgãos públicos e privados envolvidos a repassarem os endereços residências e demais informações necessárias para a identificação dos haitianos.

O primeiro passo após o reconhecimento será a inserção destas pessoas no Cadastro Único de Saúde, para que eles possam usufruir de todos os serviços médicos e hospitalares disponibilizados pelo SUS, caso haja necessidade.

- Precisamos saber onde estas pessoas estão residindo para poder incluí-las no Programa da Estratégia de Saúde da Família (ESF), desenvolvido no Centro de Saúde mais próximo de cada um – ressalta Américo Junior.


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17 out15:48

SUS vai oferecer teste rápido para sífilis

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer teste rápido de triagem para diagnóstico de sífilis. A iniciativa é parte das ações do Dia Nacional de Combate à Sífilis, lembrado sempre no terceiro sábado do mês de outubro. De acordo com o Ministério da Saúde, até o fim de 2011 o governo vai comprar 392 mil kits para testagem na rede pública de saúde.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. Até o final do ano, 680 técnicos estarão capacitados a orientar sobre como realizar o exame, de acordo com o ministério.

Um dos públicos alvo da iniciativa são as gestantes, grupo que registra índices altos de contaminação pela doença. No Brasil, a prevalência de sífilis em parturientes é cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.

De 2005 a 2010, o Ministério da Saúde registrou 29,5 mil casos de sífilis em gestantes. De 2000 a 2010, os dados apontam 54,1 mil casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade.


A doença

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Sem tratamento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular, o sistema nervoso e levar à morte. Além da transmissão de mãe para filho, o contágio ocorre em relações sexuais sem proteção ou por transfusão de sangue contaminado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, ocorrem cerca de 12 milhões de casos da doença no mundo. No Brasil, segundo a OMS, são registrados anualmente 937 mil novos casos de infecção de sífilis por transmissão sexual.


AGÊNCIA BRASIL

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11 ago09:54

Polícia investiga fraude contra SUS em hospital de São Lourenço do Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Fundação Hospitalar de Assistência ao Trabalhador Rural cobraria por procedimentos do SUS

A Polícia Civil de São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, investiga suspeita de fraude contra o Sistema Único de Saúde (SUS) na Fundação Hospitalar de Assistência ao Trabalhador Rural. Nesta quarta-feira, foram cumpridos mandados de apreensão de documentos no hospital e na casa de dois funcionários. A Fundação Hospitalar teria cobrado por procedimentos que, por serem feitos pelo SUS, seriam gratuitos.

De acordo com o delegado Marcelo Marins, há provas de um caso de São Domingos. Um jovem teria sido encaminhado ao hospital pela Secretaria de Saúde do município, para uma cirurgia de adenoide, há um ano. A mãe do paciente teria pagado R$ 280 pela cirurgia, mesmo tendo sido encaminhada via SUS. Com isso, teria ocorrido duplicidade de pagamento: o Ministério da Saúde e a mãe do paciente pagaram pelo procedimento.

O delegado afirmou que o caso foi denunciado no Fórum de São Domingos e contou com o apoio de policias militares de Chapecó e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Chapecó, em uma força-tarefa formada pelo Ministério Público (MP) e órgãos policiais e fiscalizadores.

Pedidos de prisão

A investigação resultou nos mandados de busca e apreensão e também em pedidos de prisão, que ainda não foram deferidos pela justiça. O delegado Marcelo Marins afirmou que os documentos apreendidos vão melhorar as provas já existentes. Ele afirmou que os suspeitos podem ser denunciados por crimes como formação de quadrilha, concussão (exigir benefício indevido atuando em função pública) e até estelionato. De acordo com o delegado, a suspeita recai sobre a administração e alguns médicos.

Os documentos estão sendo analisados e os envolvidos serão ouvidos nesta semana. Em 15 dias, o relatório será encaminhado ao MP. O promotor de justiça de São Lourenço do Oeste, Eraldo Antunes, disse que vai aguardar a documentação. Ele quer averiguar as provas do crime e se não há o envolvimento de outras pessoas ou órgãos no suposto esquema.

Contraponto

A equipe do Diário Catarinense foi até o hospital onde, inicialmente, foi informada que os diretores estavam em reunião. Em seguida, foi dito que eles haviam saído. Por último, a informação foi de que a administração não iria se pronunciar no momento.

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