Thuram

11 jul08:08

Herói quase por acaso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


O autor do gol da vitória da Chapecoense no domingo, contra o Vila Nova, teve o nome inspirado no campeão mundial da Copa de 1998, Thuram. O baiano Rogério Conceição do Rosário, 21 anos, ganhou o apelido de um cabeleireiro que jogava peladas com Thuram. Ele gostou do apelido e ficou. No domingo, com a lesão de Lê, que fraturou o nariz, Thuram ganhou uma oportunidade. Acabou fazendo o terceiro gol do time, que garantiu o terceiro lugar no Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro. Na reapresentação de ontem, ele contou ao Diário Catarinense sobre sua comparação com o craque francês.

“Gosto de ser chamado de Thuram. Acompanhei a carreira dele. Sou um pouco parecido no aspecto físico mas, no futebol, não muito, a não ser talvez na raça, na vontade de jogar”.


FUTEBOL

Thuram sempre foi atacante. É um jogador de bastante movimentação e rapidez. Chuta com os dois pés e é bom de cabeceio. Mas precisa aprimorar alguns fundamentos.


CARREIRA

A carreira do Thuram da Chapecoense é bem curta. Ele não teve formação de base e jogava futebol amador na Bahia até os 19 anos. Daí foi convidado por um empresário para jogar no Porto-SC, para disputar o estadual de juniores. No ano passado, foi indicado para o técnico Itamar Schulle. O treinador lembra que Thuram não conseguia dar três embaixadas com uma bola de borracha e até estava pensando em dispensá-lo. Mas Thuram fez dois gols num coletivo e mais outro em jogo treino e ficou. Fez dois gols na Copa RS e disputou algumas partidas do Gauchão. Acabou assinando por dois anos com o Atlético-PR e foi emprestado para a Chapecoense.


LUTA

Ao contrário do craque francês, o atleta da Chapecoense não é muito ligado à luta política. Seu negócio mesmo é jogar futebol.

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