Tíquete-remédio

06 ago09:04

Dois milhões já recebem "tíquete-remédio" em empresas do país

A empresa está contratando e lista os benefícios que oferece: vale-transporte, tíquete-refeição, plano odontológico e PBM. Sim, isso mesmo, PBM — ou programa de benefício em medicamentos. Atualmente, cerca de 2 milhões de brasileiros já recebem “tíquete-remédio” das empresas.

— Fora do Brasil, em países mais desenvolvidos, os empregados já estão acostumados a isso. Aqui, as empresas estão começando a compreender as vantagens de aderir ao PBM, e a população a reconhecer sua importância — diz Luiz Monteiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (PBMA).

Segundo Monteiro, em muitos casos, o funcionário consegue um bom atendimento médico, realiza os exames necessários e obtém o diagnóstico e a receita, mas deixa de fazê-lo por falta de recursos financeiros.

Com o PBM, que em algumas empresas pode chegar a 100%, os funcionários têm mais chances de seguir corretamente o tratamento, reduzindo o número de faltas ao trabalho e aumentando a produtividade da empresa.

— O funcionário saudável rende mais e falta menos. Por outro lado, a empresa diminui os índices de sinistralidade e também os custos com saúde — afirma Monteiro, explicando que o benefício pode ser oferecido por meio de desconto em folha ou subsídio.

— Acreditamos que dentro de cinco anos teremos um número muito maior de empresas que oferecem PBM aos seus funcionários, aumentando a população de beneficiados para 20 milhões em todo o país — conta Monteiro.

Para ele, um dos fatores que pode contribuir ainda mais para esse crescimento é a criação pelo governo de incentivos fiscais para os empregadores, a exemplo do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).


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